4. KITA AVRUPA'SININDA HUKUKİ VE SİYASİ DURUM
2.2. DOĞAL HAL, DOĞAL HAK VE DOĞAL HUKUK
2.4.1. Çoğunluğun Devleti Kurması
2.4.1.2. Aristokrasi
A necessidade é definida como “a manifestação no organismo da carência (sentida ou não) de uma condição interna necessária ao seu bom funcionamento, desencadeando processos psicológicos e fisiológicos que se traduzem em comportamentos particulares, com vista a estabelecer um contacto com o ambiente para aí recolher, de forma simbólica ou real, a energia, informação ou matéria susceptíveis de compensar a deficiência.” (Chalifour, 2008, p. 74)
A partir dos dados colhidos através da entrevista inicial, foi possível identificar os principais fatores stressores que afetam o sistema da pessoa, o que nos permite identificar as principais necessidades da pessoa em termos de intervenção.
O objetivo semiológico da entrevista inicial com a pessoa que tenta suicídio, visa fundamentalmente a colheita de dados no que diz respeito “ fatores de risco e proteção (predisponentes e precipitantes), dados epidemiológicos, caracterização do ato, aspectos psicodinâmicos, antecedentes pessoais e familiares, modelos de identificação, dados sobre saúde física e rede de apoio social.” (Bertole, Mello-Santos, & Botega, 2010, p. 87)
Consideramos que a entrevista inicial se impõe como um momento propício para o levantamento das necessidades da pessoa, para que se possa proceder posteriormente à elaboração dos diagnósticos de enfermagem de acordo com a CIPE.
Esta abordagem inicial deve permitir o estabelecimento de um vínculo significativo entre o enfermeiro e a pessoa, potenciando a confiança e a partilha de emoções e sentimentos, no sentido da plena exposição das necessidades e implementação de intervenções tão ajustadas quanto as necessidades identificadas.
A identificação destas necessidades é claramente influenciada pela interpretação realizada pelo enfermeiro de todas as variáveis do sistema da pessoa, pelo que o enfermeiro deve ter em conta as suas crenças, ideais e sentimentos, bem como as suas reações e emoções perante a pessoa que tenta suicídio, evitando assim o estabelecimento de barreiras na comunicação.
4.1– DIAGNÓSTICOS/INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM-CIPE
DIAGNÓSTICO RESULTADOS ESPERADOS INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM
Tristeza presente, na pessoa
Que a pessoa não apresente sentimentos de desalento e de melancolia associados com falta de energia; não verbalize tristeza; não verbalize desinteresse pela vida; não apresente apatia; não apresente choro fácil; não apresente tom de voz baixo e fala arrastada; não exiba desleixo no autocuidado; não apresente isolamento
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Gerir ambiente (ambiente calmo, seguro e confortável); Oferecer escuta ativa, orientada para o problema, permitindo a
expressão verbal e não-verbal de sentimentos e a focalização na interação;
Gerir comunicação, assegurando a compreensão do indivíduo, gerindo silêncio e evitar barreiras de comunicação;
Incentivar participação em atividades lúdico- terapêuticas; Promover e vigiar interação com o grupo;
Supervisionar tristeza;
Elogiar comportamento de procura de saúde e de adesão.
Bem-Estar Psicológico alterado, na pessoa
Que a pessoa não verbalize descontentamento; aceite as suas limitações; demonstre preocupação com os outros; não verbalize descontentamento relativamente a si; melhore a manutenção do autocuidado; participe em atividades de
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Gerir ambiente (calmo, seguro e confortável);
Oferecer escuta ativa, orientada para o problema permitindo a expressão verbal e não-verbal dos sentimentos e a focalização na interação;
Gerir comunicação, assegurando a compreensão do indivíduo, gerindo silêncio e evitando barreiras de comunicação;
grupo; aumente o nível de confiança; aumente a valorização de elogios por parte dos outros; aumente expectativas sobre os outros; descreva sucesso no trabalho e nas relações sociais; verbalize sentimentos de auto valorização; demonstre orgulho próprio; demonstre bem-estar psicológico.
Incentivar participação em atividades lúdico-terapêuticas realizadas no departamento;
Promover autoestima (analisar a relação entre os sentimentos e a realidade concreta);
Melhorar autoconhecimento (ajudar a pessoa a reorientar as perceções negativas);
Promover suporte emocional (encorajar a expressão de sentimentos);
Planear/executar reestruturação cognitiva;
Supervisionar a frequência de autoavaliações negativas; Planear/programar/executar Entrevista de Ajuda (semanal, 45
min)
Solidão presente, na pessoa
Que a pessoa não verbalize sentimentos de falta de esperança; não apresente isolamento social; não verbalize sentimentos de exclusão; não verbalize sentimentos de melancolia e de tristeza associados à falta de companhia, de simpatia e de amizade; não verbalize
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Oferecer escuta ativa, orientada para o problema, permitindo a
expressão verbal e não-verbal dos sentimentos e a focalização na interação;
Promover e vigiar interação com o grupo; Elogiar comportamento de procura de ajuda; Planear visitas de amigos durante o internamento; Motivar para a interação com amigos após alta; Informar sobre as consequências da solidão;
sentimentos de perda de sentido, vazio e baixa autoestima
Humor depressivo presente em grau moderado, na pessoa
Que a pessoa apresente respostas emocionais adequadas às circunstâncias; mantenha o seu padrão saudável de manifestação de sentimentos; apresente os afetos adequadamente; sinta prazer nas situações que anteriormente eram prazerosas; melhore os seus níveis de energia; não apresente ideação suicida; demonstre interesse por aspetos da sua vida.
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Gerir ambiente (calmo, seguro e confortável);
Oferecer escuta ativa, orientada para o problema, permitindo a expressão verbal e não-verbal dos sentimentos e a focalização na interação;
Gerir comunicação, assegurando a compreensão do indivíduo, gerindo o silêncio e evitando barreiras de comunicação; Incentivar participação em atividades lúdico-terapêuticas
realizadas no departamento; Elogiar comportamento de ajuda; Supervisionar humor;
Avaliar sintomatologia depressiva;
Promover suporte emocional, reconhecendo sentimentos e encorajando a sua expressão;
Promover humor eutímico, através da reflexão com a pessoa sobre o seu estado de humor e referindo a importância do humor como agente socializante;
Promover a utilização de mecanismos de coping eficazes (avaliar a capacidade para tomar decisões, ajudar a identificar as suas forças e habilidades, incentivar a identificar objetivos a curto prazo e a longo prazo, promover treino de estratégias);
Executar reestruturação cognitiva;
Instruir a pessoa sobre técnicas de resolução de problemas.
Coping ineficaz presente, na pessoa
Que a pessoa não verbalize sentimentos de descontrolo da situação e de impotência; utilize mecanismos de coping eficazes; procure informação sobre a doença e tratamento; modifique o seu estilo de vida, consoante a necessidade; utilize suporte social de forma eficaz; adote comportamentos de redução de stress; verbalize necessidade de ajuda; descreve sintomas de desconforto com determinadas situações.
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Gerir ambiente (calmo, seguro e confortável);
Oferecer escuta ativa, orientada para o problema, permitindo a expressão verbal e não-verbal dos sentimentos e a focalização na interação;
Gerir comunicação, assegurando a compreensão do indivíduo, gerindo o silêncio e evitando barreiras de comunicação; Promover a utilização de mecanismos de coping eficazes
(avaliar a capacidade para tomar decisões, ajudar a identificar as suas forças e habilidades, incentivar a identificar objetivos a curto prazo e a longo prazo, promover treino de estratégias); Executar reestruturação cognitiva;
Elogiar comportamento de procura de ajuda;
Planear/programar/executar Entrevista de Ajuda (semanal/45 min).
Vontade de viver diminuída, na pessoa
Que a pessoa não expresse ideação suicida; demonstre comportamentos de procura de ajuda; não verbalize dificuldade em controlar impulsos; apresente crítica para a sua tentativa de suicídio; reconheça os
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Gerir ambiente (calmo, seguro e confortável);
Oferecer escuta ativa, orientada para o problema, permitindo a expressão verbal e não-verbal dos sentimentos e a focalização na interação;
benefícios do tratamento para as ações e tentativa de suicídio
Gerir comunicação, assegurando a compreensão do indivíduo, gerindo o silêncio e evitando barreiras de comunicação; Incentivar participação em atividades lúdico-terapêuticas
realizadas no departamento;
Elogiar comportamento de procura de ajuda e adesão
Planear/programar/executar Entrevista de Ajuda (semanal/45 min);
Motivar para um Projeto de Vida (incentivar a escrever referências gratificantes e frustrantes da sua vida, discutir situações alternativas)
Angústia presente, na pessoa
Que a pessoa seja capaz de manifestar sentimentos de estar em boas condições psicológicas, demonstrar satisfação com o controlo de stress e sofrimento; ausência de sentimentos de dor intensa e forte, pena e aflição
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Gerir ambiente (calmo, seguro e confortável);
Oferecer escuta ativa, orientada para o problema, permitindo a expressão verbal e não-verbal dos sentimentos e a focalização na interação;
Gerir comunicação, assegurando a compreensão do indivíduo, gerindo o silêncio e evitando barreiras de comunicação; Incentivar participação em atividades lúdico-terapêuticas; Elogiar comportamento de procura de ajuda e adesão;
Promover a utilização de mecanismos de coping eficazes (avaliar a capacidade para tomar decisões, ajudar a identificar as suas forças e habilidades, incentivar a identificar objetivos a curto prazo e a longo prazo, promover treino de estratégias);
Executar reestruturação cognitiva;
Planear/programar/executar Entrevista de Ajuda (semanal/45 min).
Dinâmica Familiar comprometida
Que a pessoa/família seja capaz de manifestar sentimentos de aceitação da doença, ausência de conflitos entre os membros da família.
Disponibilizar presença, manifestando interesse e aceitação; Gerir ambiente (calmo, seguro e confortável);
Oferecer escuta ativa, orientada para o problema, permitindo a expressão verbal e não-verbal dos sentimentos e a focalização na interação;
Gerir comunicação, assegurando a compreensão do indivíduo, gerindo o silêncio e evitando barreiras de comunicação; Promover a utilização de mecanismos de coping eficazes
(avaliar a capacidade para tomar decisões, ajudar a identificar as suas forças e habilidades, incentivar a identificar objetivos a curto prazo e a longo prazo, promover treino de estratégias); Executar reestruturação cognitiva;
Elogiar comportamento de procura de ajuda; Incentivar visitas da família;
Planear/programar/executar Entrevista de Ajuda (semanal/45 min) com a pessoa;
Planear/programar/executar Entrevista de Ajuda com a família; Disponibilizar presença à família, permitindo a expressão de