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G. Nâsırüddevle Mansur b Nizâmüddîn Dönemi (472-478/1080-85) ve

1.1.3. Ailesi

A qualidade das águas possui enfoques diversos dependentes dos objetivos de usos a elas destinados. Dentre as preocupações principais, as características de sua composição podem ser analisadas para fins ecológicos de conservação do ambiente natural e proteção da vida aquática, e também para utilização humana, que varia desde usos mais exigentes, como o consumo, aos menos exigentes, como a composição da harmonia paisagística12.

A qualidade da água pode ser avaliada por suas características físicas, químicas e biológicas. A incorporação de impurezas diversas define a qualidade, tanto por suas características de solvente quanto por sua capacidade de transportar partículas (VON SPERLING, 1996). A FIGURA 3 ilustra a noção de “composição de uma amostra de água” (HOUNSLOW, 1995). Constituintes orgânicos e inorgânicos são partes do conjunto da qualidade química da água. As características físicas da água englobam sólidos em suspensão, sólidos dissolvidos e gases dissolvidos.

Suspensos Coloidais Dissolvidos Sólidos Gases Características Físicas Cátions Ânions Metais Tóxicos Inorgânico Sintético Naturais Matéria em decomposição Orgânico Características Químicas Animais Vegetais Sintéticos Protistas/ Monera Ser vivo Características Biológicas Impurezas

FIGURA 3 - Constituintes e a qualidade da água

Fonte: Adaptado de REBOUÇAS (2002) e VON SPERLING (1998)

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Os sólidos podem ser classificados, quanto à dimensão, em constituintes maiores (>5mg/L), menores (0,01 a 5mg/L) e traços (<0,1mg/L).

Além disso, parâmetros como a cor, o odor e o sabor compõem as características organolépticas13. O QUADRO 4 demonstra alguns dos principais parâmetros que compõem as características organolépticas, físicas, químicas e biológicas da água, bem como as principais formas físicas, nas quais elas se apresentam.

QUADRO 4 - Parâmetros de qualidade da água e formas físicas predominantes Características Parâmetros Sólidos em

suspensão Sólidos dissolvidos Gases dissolvidos Físicas Turbidez x Condutividade x Temperatura Organolépticas Cor x Sabor x x x Odor x x x Químicas pH x x Alcalinidade x Acidez x Dureza x Fe e Mn x x Cloretos x N x x P x x OD x Matéria orgânica x x Metais pesados x Micropoluentes orgânicos x Biológicos Coliformes x Algas x Bactérias x

Fonte: Adaptado de VON SPERLING (1996)

Algumas condicionantes naturais da qualidade da água estão associadas à circulação no sistema hidrológico, pois ela varia naturalmente de acordo com a dinâmica hidrológica, sendo que as características da sua composição se formam ainda no seu trajeto atmosférico. A água é normalmente mais pura no estado de vapor. O conceito de pureza total é uma idealização uma vez que não há água totalmente sem impurezas (AWWA, 1964). Na atmosfera, a relativa pureza da água se deve à destilação imposta pela energia solar na evaporação (TCHOBANOGLOUS e SCHÖEREDER, 1985). A partir do momento que ocorre

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Propriedades que atuam sobre os sentidos ou órgãos. (Organoléptico. In: Dicionário Eletrônico Houaiss. Ed. Objetiva, 2001. CD –ROM)

a condensação, as impurezas nela se acumulam e a dissolução de gases afeta a qualidade ainda na atmosfera.

As águas que se precipitam em ambientes tropicais apresentam-se moderadamente ácidas, com o pH variando entre 4 e 6, e com teor médio de poucos mg/L de sólidos totais (REBOUÇAS, 2002). Se comparadas com as águas superficiais e subsuperficiais, as concentrações de constituintes químicos das águas atmosféricas tendem a ser relativamente inferiores. Uma vez precipitada, a água em contato com a superfície terrestre mudará suas características devido às condicionantes naturais derivadas de aspectos geológicos, geomorfológicos, vegetacionais, da quantidade e vazão de água no sistema, bem como do comportamento dos ecossistemas terrestres e aquáticos (TUCCI et al., 2001).

Na superfície e na subsuperfície, as condições litológicas imprimem características de qualidades diversas na água, por causa de reações com minerais e a lixiviação de elementos. Segundo HOUNSLOW (1995), “A qualidade da água subterrânea reflete a composição mineralógica das rochas com as quais a água está em contato”. Águas subterrâneas podem conter concentrações de sólidos dissolvidos muito superiores às das superficiais por causa da longa residência do contato com as rochas. As águas que infiltram no solo tendem a se purificar no trajeto subsuperficial, onde sofrerão menos variações de temperatura, e tendem a manter por período de tempo mais longo suas características químicas e biológicas se comparadas com as águas superficiais. A variação da qualidade da água subterrânea também tende a ser menos intensa que das águas superficiais em termos temporais.

Não é possível, portanto, estabelecer uma caracterização única para a água em seu estado natural, pois as condições naturais de cada ambiente variam. A palavra natural, neste caso, possui o sentido de ausência de alterações antrópicas, caracterizadas pelas atividades humanas que afetam a qualidade da água natural, conforme se referem MEYBECK e HELMER (1996). A qualidade da água pode ser determinada por uma complexidade de fatores e uma grande quantidade de variáveis pode ser usada para este fim, fatos que dificultam uma definição simples para o termo (MEYBECK e HELMER, 1996).

A dificuldade que se apresenta na conceituação de qualidade da água se relaciona à constatação de que a expressão poder adquirir um emprego muito generalizado, o que torna o seu significado muito amplo. BORCHARDT e WALTON (1940) relacionam esta amplitude aos diversos usos destinados à água.

O conceito de qualidade da água não pode ser baseado somente na idéia de composição física, química e biológica de uma amostra. Separar a noção de qualidade da água

dos usos diversos implica em direcionar o entendimento apenas em termos de caracterização dos constituintes da água, ou seja, conforme somente a sua composição. Segundo LAMB (1985), a qualidade da água não pode se restringir somente à avaliação de seus constituintes (presença e concentrações), pois a identificação das características físicas, químicas e biológicas é um mecanismo preliminar para definir objetivos para a sua utilização, que variam segundo desejos e necessidades distintos. WANIELISTA et al. (1997) relacionam a qualidade da água ao seu uso potencial para uma finalidade particular. Portanto, o conceito de qualidade da água muda conforme o uso que se pretende destinar, o que lhe imprime um caráter dinâmico.

Existe uma ligação entre o conceito de qualidade da água e as necessidades de cada época em que se estabelecem seus critérios. A transparência e o gosto sempre foram preocupações que recaíram sobre as águas potáveis. Eles permanecem como critérios de potabilidade ao longo do tempo, porém foram insuficientes para determinar causas de graves problemas de saúde pública relacionados à qualidade da água. Como exemplo, a descoberta que o desencadeamento de epidemia de febre tifóide no centro urbano de Londres em 1858-59 estava relacionado ao despejo de esgoto no rio Tâmisa, permitiu não só estabelecer condições novas para o controle da epidemia como também verificar que somente a visão, o olfato e o gosto eram insuficientes na avaliação da qualidade da água. Houve, portanto, necessidade de avaliações mais complexas, como no caso do ainda incipiente exame bacteriológico (LAMB, 1985; BORCHARDT e WALTON, 1940).

Há uma estreita associação entre o aumento da complexidade sobre o entendimento de qualidade da água com o fato das atividades humanas terem ficado mais complexas na sociedade moderna, advindas da urbanização e industrialização. Isto demanda uma sistematização de padrões de qualidade da água. O desenvolvimento econômico e o crescimento populacional intensificaram não só a demanda pela quantidade de água a ser utilizada, como também a diversificação de suas formas de uso. Estas podem ser mais ou menos exigentes, o que levou a determinar classes de usos. A partir da segunda metade do século XX, foi implementada uma vasta gama de medidas oficiais em todo o mundo visando estabelecer programas de controle da poluição. Estes passam a objetivar estados de qualidade das águas para as mais diversas finalidades de usos como potabilidade, preservação da vida aquática, pesca, recreação, balneabilidade, irrigação, uso industrial, geração de energia, resfriamento e transporte (MEYBECK e HELMER, 1996).