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1.1.2. Etkinlik Kavramı ve Çeşitler

1.1.2.2. Üretimde Etkinlik ve Edgeworth Kutu Diyagramı

A investigação-ação teve sua origem por volta do ano de 1946, ainda de forma experimental. Após Lewin ter utilizado o termo pesquisa-ação, também denominado de investigação-ação esse foi considerado um termo geral para a pesquisa-diagnóstico e pesquisa participante. Apesar das várias vertentes desse tipo de pesquisa, a essência da emancipação e reflexão-ação dos envolvidos perpassa todas elas, como também sinaliza que, da ação à investigação há, em espirais cíclicas, o planejamento, a ação, a descrição e a avaliação (TRIPP, 2005).

Podemos denominar de pesquisa-ação o

[...] tipo de pesquisa social com base empírica, concebida e realizada em estreita associação com uma ação ou com a resolução de um problema coletivo, onde pesquisadores e participantes da situação ou do problema estão envolvidos de modo cooperativo e participativo (THIOLLENT,1998, p.14).

As pesquisas dessa natureza podem ser consideradas como uma via para a emancipação social, pois se constitui em uma “[...] atividade de compreensão e de explicação da práxis dos grupos sociais por eles mesmos, com ou sem especialistas em ciências humanas e sociais, com o fito de melhorar essa práxis” (BARBIER, 1985, p.156).

Nesses termos, recorremos em nosso estudo a procedimentos de intervenção pedagógica, amplamente utilizados na pesquisa-ação, devido à necessidade de intervir e, nesse intervir, construir um processo inovador de formação. Desse modo, consideramos a intervenção pedagógica como uma forma de ação planejada de caráter social e educacional (THIOLLENT, 1994).

Nessa direção, a pesquisadora está altamente implicada em uma ação que visa experimentar mudanças em uma práxis e/ou construir uma inovação no âmbito a ser desvelado. Ao estar implicada, a pesquisadora não é apenas parte integrante do lócus de investigação, como também levará os sujeitos investigados a

participarem de uma ação-pesquisa planejada que, possivelmente, será revertida em benefícios para o próprio lócus (BARBIER, 1985).

A investigação-ação caracteriza-se pela interação entre pesquisadores e sujeitos das situações investigadas, envolvendo uma forma de ação planejada, de caráter educacional ou técnico; pela investigação, além da análise crítica da situação de grupos sociais. Com base nessas especificidades, a investigação-ação se constitui como uma pesquisa qualitativa e descritiva, tendo como um de seus objetivos principal a descrição das características de determinado grupo ou fenômeno e o estabelecimento de relações entre variáveis, o que pode colaborar diretamente com a tentativa de descrever um aspecto da cultura escolar.

De acordo com Pimenta (2006, 2008), e Tripp (2005), ao se iniciar uma investigação-ação, são geradas espirais cíclicas/autorreflexivas tanto no âmbito da pesquisa quanto nos sujeitos envolvidos no processo. Esse tipo de pesquisa é bastante utilizado quando se quer dar vez e voz ao participante, pois propicia subsídios para que os sujeitos percebam a dinâmica do seu trabalho, em especial, quando é feita em grupos de pequeno porte, pois há uma interação de grande eficácia e promoção do desenvolvimento das relações interpessoais.

Nesse sentido, alguns aspectos devem ser bem delineados, ao realizarmos uma investigação-ação:

Numa perspectiva social, os membros devem sentir-se

envolvidos no processo e conscientes de que o processo se

desenvolve em espiral e não em um só ciclo.

Numa perspectiva educacional, os objectivos que deverão estar no seio são o aperfeiçoamento tanto dos professores como dos seus alunos.

Numa perspectiva pragmática, a intervenção e mudança deverão ser os desejos comuns a todos os membros da equipa.

A investigação-acção aplica-se não só aos sistemas, mas às

pessoas neles envolvidas e por isso exige uma reflexão

coerente entre as dinâmicas dos sistemas e o papel das pessoas nessas dinâmicas.

A investigação-acção é um método de exploração de problemas e por isso deve ser vista como um modo de colocação de problemas.

A investigação-acção deve fornecer contribuições explicativas para o desenvolvimento pessoal e profissional

das pessoas envolvidas.

A investigação-acção deve encorajar os professores a estarem

conscientes da sua própria prática, a serem críticos da sua

própria prática e a estarem preparados para mudar a sua própria prática.

O seu carácter participativo e colaborativo faz com que a investigação-acção seja com os sujeitos em vez de sobre os

sujeitos.

A investigação-acção constitui-se como um fórum privilegiado de confronto entre a teoria e a prática.

O professor não deve ser um gestor de fracassos e actos educativos, mas construtor de êxitos e fenómenos

educativos.

O professor é um contextualizador de contextos

contextualizados (GONÇALVES, p. 242- 243).

Assim sendo, uma pesquisa só pode ser chamada de investigação-ação se houver uma participação efetiva de todos os envolvidos no processo, a fim de que atuem como autores dos resultados, que haja uma transformação mútua. Nesse contexto, o pesquisador avalia os problemas da situação real, as ações que se desencadeiam para resolver a problemática, visando o crescimento de todos. E a nossa escolha por esse tipo de pesquisa se dá também porque não desejamos um estudo experimental apenas burocrático, mas queremos “pesquisas nas quais as pessoas implicadas tenham algo a ‘dizer’ e a ‘fazer”. (THIOLLENT, 1998, p.16).

Podemos afirmar que a investigação-ação é investigativa, interventiva, social e política. É investigativa ao produzir um conhecimento sobre a realidade; é interventiva, pois contribui para a introdução de transformações numa determinada situação dada como problemática, dando soluções; é social e política quando desenvolve um processo de aprendizagem social, envolvendo todos os participantes na direção da transformação social, cultural e política.

Por assim se delinear é que se configura como um tipo de pesquisa que une a pertinência da metodologia com relação ao objeto de estudo e a produção de conhecimento e desenvolvimento dos envolvidos, em um processo permanente de ação/reflexão/ação, possibilitando a articulação entre a teoria e a prática e a criação de contextos interativos e relacionais intencionais. Um dos principais objetivos da investigação-ação é dar aos pesquisadores e grupos de participantes os meios de

se tornarem capazes de responder com maior eficiência aos problemas das situações vivenciadas, na perspectiva transformadora de emancipação social (THIOLLENT, 1994).

Segundo o mesmo autor, uma pesquisa só pode ser considerada uma investigação-ação quando houver realmente uma ação por parte das pessoas ou grupos implicados no problema observado.

Nesse tipo de pesquisa que nos propomos a desenvolver, os pesquisadores desempenham um papel ativo no tratamento dos problemas encontrados, acompanhando e avaliando as ações que são desencadeadas em função dos problemas. Por tal aspecto é que a pesquisa-ação requer uma ação participativa entre pesquisadores e pessoas da situação investigada.

Segundo Barbier (1985), o verdadeiro sentido da pesquisa-ação consiste em sua “abordagem em espiral”. Dessa forma, o método da pesquisa-ação deve contemplar o exercício contínuo de suas diversas etapas, por meio das espirais cíclicas: planejamento – ação – reflexão – pesquisa – ressignificação – replanejamento, em um movimento que busca ações cada vez mais ajustadas às necessidades coletivas. Tal prática consiste no potencial pedagógico da pesquisa- ação: “formar sujeitos em uma perspectiva emancipatória e, ao mesmo tempo, transformar as situações e os conhecimentos que as presidem” (FRANCO, 2006, p.132). Para que haja tal formação nessa perspectiva, deve ser enfatizado, pelo menos, um dos três aspectos que se seguem: resolução de problemas, tomada de consciência ou produção de conhecimento.

Salientamos que

A pesquisa-ação poderá ser uma alternativa metodológica, e mesmo uma prática pedagógica, para construir conhecimento sobre a prática docente de forma mais fidedigna, permitindo um esclarecimento das teorias implícitas na prática, ao mesmo tempo em que possibilitaria aos sujeitos da prática uma melhor apropriação crítica de algumas teorias educacionais, o que poderia produzir a transformação de suas concepções sobre o fazer pedagógico, e em decorrência, produzir transformações em suas práticas. (FRANCO, 2008, p.105).

Partindo dessa perspectiva, ratificamos a nossa escolha por tal alternativa metodológica, ao desenvolvermos uma pesquisa-formação. Consideramos que a investigação-ação não é constituída apenas pela ação ou participação dos envolvidos no processo. Faz-se necessária, além da produção de conhecimentos, a contribuição para a discussão e ampliação do prisma acerca das questões abordadas. Assim, a pesquisa-formação se mostra como um estímulo para aqueles que nela se envolvem e pode promover mudanças nas concepções e nas práticas docentes. No caso de experiências que envolvam um coletivo de educadores, o êxito do programa de formação está na possibilidade de abrir caminhos para que todos ensinem e aprendam nesse processo, que é dialético. Desse modo, a reflexão propiciada na interlocução entre pesquisadores - seja na participação das discussões com o grupo de pesquisa ou n’outras situações - deve possibilitar mudanças nas práticas de todos os envolvidos.

Os professores que vivenciam processos de investigação-ação, em especial em uma pesquisa formação como a nossa, têm a possibilidade de refletir sobre as suas próprias práticas, compreendendo melhor os limites e possibilidades do seu trabalho. Nesse sentido, esse tipo de pesquisa se constitui em uma estratégia pedagógica de conscientização, análise e crítica.