BİRİNCİ BÖLÜM ÖRGÜTSEL İLETİŞİM
A. Örgütsel İletişimin Tanımı ve Önemi
As Tabelas a seguir apresentam os resultados das composições dos gases de cada Lisímetro (L1; L2; L3), na forma de médias gerais.
Lisímetro 1: (100% com resíduos sólidos na forma que chegam no aterro sanitário).
As Tabela 49 e 50 apresentam as concentrações de gases medidas no Lisímetro 1 no período seco e chuvoso respectivamente.
Tabela 49: Concentração dos Gases – Lisímetro 1, Média Geral, 4 meses após o enchimento
dos lisímetros, agosto/2012, período seco.
L1: (100% com resíduos sólidos na forma que chegam no aterro sanitário). FONTE: AUTORA, 2013. Dados do monitoramento (%) Variável CH4 CO2 O2 Média 0,3 0,7 19,4 Mínima 0,2 0,6 18,7 Máxima 0,3 0,7 19,8 Desvio Padrão 0,05 0,05 0,3
Tabela 50: Concentração dos Gases – Lisímetro 1, Média Geral, 12 meses após o enchimento
dos lisímetros, maio/2013, período chuvoso.
L1: (100% com resíduos sólidos na forma que chegam no aterro sanitário). FONTE: AUTORA, 2013.
Lisímetro 2: (50% com resíduos sólidos na forma que chegam no aterro sanitário + 50% somente de matéria orgânica).
As Tabela 51 e 52 apresentam as concentrações de gases medidas no Lisímetro 2 nos períodos seco e chuvoso, respectivamente.
Tabela 51: Concentração dos Gases – Lisímetro 2, Média Geral, 4 meses após o enchimento
dos lisímetros, agosto/2012, período seco.
L2: (50% de resíduos sólidos na forma que chegam no aterro sanitário + 50% de matéria orgânica). FONTE: AUTORA, 2013.
Tabela 52: Concentração dos Gases – Lisímetro 2, Média Geral, 12 meses após o enchimento
dos lisímetros, maio/2013, período chuvoso.
L2: (50% de resíduos sólidos na forma que chegam no aterro sanitário + 50% de matéria orgânica). FONTE: AUTORA, 2013. Dados do monitoramento (%) Variável CH4 CO2 O2 Média 0,73 1,63 18,6 Mínima 0,6 1,36 18,2 Máxima 0,76 1,83 19,3 Desvio Padrão 0,07 0,20 0,7 Dados do monitoramento (%) Variável CH4 CO2 O2 Média 0,3 9,0 16,0 Mínima 0,2 3,0 13,9 Máxima 0,3 6,9 18,2 Desvio Padrão 0,05 1,05 1,5 Dados do monitoramento (%) Variável CH4 CO2 O2 Média 1,16 5,6 15,8 Mínima 1,03 4,0 13,2 Máxima 1,16 7,0 18,1 Desvio Padrão 0,05 0,95 1,63
Lisímetro 3: (100% de matéria orgânica)
As Tabela 53 e 54 apresentam as concentrações de gases medidas no Lisímetro 3, nos períodos seco e chuvoso, respectivamente.
Tabela 53: Concentração dos Gases – Lisímetro 3, Média Geral, 4 meses após o enchimento
dos lisímetros, agosto/2012, período seco.
L3: (100% de matéria orgânica). FONTE: AUTORA, 2013.
Tabela 54: Concentração dos Gases – Lisímetro 3, Média Geral, 12 meses após o enchimento
dos lisímetros, maio/2013, período chuvoso.
L3: (100% de matéria orgânica). FONTE: AUTORA, 2013.
Em se tratando de Médias Gerais, levando em consideração o lisímetro como um todo e não em parte como: topo, centro e base, foi possível observar nos três lisímetros (L1, L2 e L3), as seguintes concentrações:
- No período seco, para o Lisímetro 1, a concentração de CH4 obteve uma média de
0,3%, o CO2 com média de 0,7% e o O2 com média de 19,4%. O Lisímetro 2 apresentou
médias de CH4 0,3%, o CO2 com média de 9,0% e o O2 com média de 16,0%. E no Lisímetro
3 foram observadas médias de CH4 1,93%, o CO2 com média de 10,97% e o O2 com média de
14,13%.
- No período chuvoso, para o Lisímetro 1, a concentração de CH4 obteve uma média
de 0,73%, o CO2 com média de 1,63% e o O2 com média de 18,6%. O Lisímetro 2 apresentou
médias de CH4 1,16%, o CO2 com média de 5,6% e o O2 com média de 15,8%. E no Dados do monitoramento (%) Variável CH4 CO2 O2 Média 1,93 10,97 14,13 Mínima 0,7 5,0 12,56 Máxima 2,2 15,3 17,6 Desvio Padrão 0,33 3,15 1,0 Dados do monitoramento (%) Variável CH4 CO2 O2 Média 2,43 12,98 15,25 Mínima 1,60 7,23 14,76 Máxima 3,0 16,7 15,46 Desvio Padrão 0,41 2,96 0,27
Lisímetro 3 foram observadas médias de CH4 2,43%, o CO2 com média de 12,98% e o O2
com média de 15,25%.
Essas concentrações de CH4 e CO2 observadas apresentaram-se abaixo dos resultados
encontrados na literatura, tais como: Ensinas (2003) que relata a geração de gás CH4 com56%, o
CO2 com 45%; Maciel (2003) apresenta a geração de gás CH4 com35%, o CO2 com 17%;; Brito
Filho (2005) apresenta CH4 com45%, o CO2 com 15%; e Fernandes (2009) que relata a geração
de gás CH4 com29% e CO2 com 32%.
Porém, essas concentraçõies de gases neste experimento são consideradas normais, pois influencia para a geração dos gases o tempo de degradação da massa de lixo (12 meses), o tipo de material e a altura da massa de lixo (3 metros). Os autores acima citados mediram os gases por mais tempo e implantaram os experimentos com alturas maiores.
Portanto, até o período monitorado, as fases de degradação dos resíduos foram consideradas normais, caracterizadas como: período seco - fase inicial de degradação (4 meses) e período chuvoso - fase intermediária de degradação (12 meses), ou seja, aeróbia e anaeróbia (hidrólise e final acidogênica), com pouca geração de CH4, predominando a geração de CO2, já
entrando na fase metanogênica.
Em relação à Temperatura interna, a mesma apresentou no período seco, no L1, uma média de 33,2ºC, no L2, média de 34.6ºC e no L3, uma média de 33,1ºC, consideradas faixas ótimas para as bactérias mesofílicas, tendo como consequência a pouca geração de gás. E no período chuvoso, apresentou no L1 uma média de 32,3ºC, no L2, média de 31.4ºC e no L3, uma média de 31,4ºC, consideradas faixas ótimas para as bactérias mesofílicas, tendo como consequência ainda a pouca geração de gás, porém, em maior quantidade que no período seco. Foi possível observar uma diminuição da temperatura.
Com os dados obtidos, é possível estabelecer uma coerência e correlação entre o tempo e as variáveis temperatura e oxigênio com a geração de gás. Foi observado que, à medida que ia aumentando o tempo de degradação da massa de lixo, a temperatura e o oxigênio diminuíam, aumentando assim a geração dos gases CH4 e CO2. Isto é explicado, pois no inicio da degradação
predominam as bactérias aeróbias (O2 alto), que liberam calor e consequentemente aumento da
temperatura. Com o aumento de tempo de degradação, predominam as bactérias anaeróbias (O2
baixo), que geram menos calor e diminuem a temperatura.
Pode-se concluir que, mesmo com o pouco tempo de implantação dos lisímetros, 12 meses, foi possível identificar uma boa geração de gases. Entretanto, só foram possíveis realizar medições até o inicio da fase metanogênica, recomendando-se a continuidade da pesquisa, sendo fundamental a medição dos gases na fase final de degradação, fase de
maturação, que é a fase em que ocorrem as maiores quantidades de geração de gases CH4 e
CO2.
4.2.4 Vazão do Gás
Inicialmente, a duração do ensaio da vazão do gás foi, no período seco, de 15 dias. No entanto, nenhum resultado foi obtido devido à baixa vazão de gases durante o período.
Segundo dados da literatura, o ideal seria manter o dreno de saída do gás fechado permanentemente por, no mínimo, 30 dias, para possível detecção de vazões de gases. Em virtude disso, as determinações das vazões do gás foram feitas em data posterior, no período chuvoso, 30 dias depois que a saída do gás esteve fechada.
Foram medidas para os 30 dias, para o Lisímetro 1 o valor de 0,72 m³, para o Lisímetro 2, valor de 0,81 m³ e para o Lisímetro 3, valor de 0,91 m³.
Fazendo uma estimativa anual, o Lisímetro 1 ficaria com uma vazão de 8,64m³, o Lisímetro 2 com vazão de 9,72 m³ e o Lisímetro 3 com vazão de 10,92m³.
De acordo com dados da literatura, 7m³ de biogás possibilitam uma conversão de energia de aproximadamente 1,43 KW/m³ (CUSTÓDIO, et al., 2007). Então, o Lisímetro 1 possibilitaria uma conversão de energia de 1,77 KW/m³/ano, o Lisímetro 2 uma conversão de energia de 1,98 KW/m³/ano e o Lisímetro 3 uma conversão de energia de 2,23 KW/m³/ano.
5. CONCLUSÕES
Os ensaios realizados nos lisímetros forneceram resultados consistentes e mostraram que esta técnica é eficiente e economicamente interessante.
Foi possível observar que os resíduos se apresentaram com características altamente degradáveis, no período seco, com pouca geração de biogás, apresentando o Lisímetro 1 concentrações médias de 0,3 % de CH4, o CO2 com 0,7 % e O2 com 19,4%. O Lisímetro 2,
com concentração média de 0,3 % de CH4, o CO2 com 9,0 % e O2 com 16,0%. E o Lisímetro
3 apresentou concentração média de 1,93 % de CH4, 10,97% de CO2 e O2 com 14,13%.
No período chuvoso, observou-se aumento da geração de gás, com o Lisímetro 1 apresentando concentrações média de 0,78 % de CH4, o CO2 com 1,63 % e O2 com 18,6%. O
Lisímetro 2 com concentração média de 1,16 % de CH4, o CO2 com 5,6 % e O2 com 15,8%. E
o Lisímetro 3 apresentou concentração média de 2,43 % de CH4, 12,98% de CO2 e O2 com
15,25%.
Este fato é considerado normal, pois, no período seco, as medições forma realizadas com pouco tempo de decomposição da massa de lixo, com apenas 4 meses após a instalação do experimento, e, por isso ocorre a pouca geração de gás. No período chuvoso, as medições foram realizadas com 12 meses após a instalação do experimento, e, consequentemente, houve uma maior geração de gás.
O material que se apresentou com o maior potencial de geração de biogás nos dois períodos foi o Lisímetro 3 (100% somente de matéria orgânica), seguido do Lisímetro 2 (50% de resíduos na forma que chegam no aterro + 50% somente de matéria orgânica), e, por ultimo, o Lisímetro 1 (100% de resíduos na forma que chegam no aterro). Isso é considerado normal, pelo fato da matéria orgânica, em seu processo de degradação, gerar mais gás.
Em relação à temperatura, houve um decréscimo da temperatura do período seco para o período chuvoso, fato este também considerado normal, pois a temperatura maior no período seco, está relacionada provavelmente, aos microrganismos aeróbios, que, ao degradarem a matéria orgânica, liberam calor. Ao longo de tempo, o oxigênio do meio é consumido rapidamente e os grupos de organismos aeróbios dão lugar aos organismo anaeróbios, ocorrendo nesta mudança de fase um decréscimo na temperatura, gerando menos calor no processo de degradação.
Em relação à vazão o Lisímetro 1 apresentou uma vazão de 8,64m³/ano, o que significa 1,77 KW/m³, o Lisímetro 2, com vazão de 9,72 m³/ano, com conversão de energia de
1,98 KW/m³, e o Lisímetro 3, com vazão de 10,92m³/ano, possibilitando conversão de 2,23 KW/m³ de energia.
Os ensaios físico-químicos e microbiológicos realizados no lixiviado e massa de lixo nos dois períodos comprovaram os resultados da medição do gás, pois indicaram que o processo de biodegradação dos resíduos se encontrava na fase acidogênica no período seco, ou seja, fase inicial de degradação da massa de lixo e, consequentemente, pouca geração de gás, e no período chuvoso, caracterizou-se como fase metanogênica, fase intermediária de geração de gás, porém, com uma maior geração de gás. Este fato é considerado normal em relação ao tempo de degradação da massa de lixo.
Os valores dos parâmetros físicos e químicos da massa de lixo e físicos, químicos e microbiológicos do lixiviado foram consistentes com os valores encontrados na literatura nacional e internacional consultada.
Em relação ao lixiviado gerado, o material que apresentou uma elevada geração nos dois períodos foi também o L3 (100% somente de matéria orgânica), seguido do Lisímetro 2 (50% de resíduos na forma que chegam do aterro + 50% somente de matéria orgânica), e, por ultimo, o Lisímetro 1 (100% de resíduos na forma que chegam no aterro). O Lisímetro 1, que apresentou a maior parte de resíduos inorgânicos, não gerou lixiviado no período de estiagem.
Em relação as análises microbiológicas e análise de metais, os lisímetros apresentaram pequenos valores, não tendo apresentado patogênicidade e nem toxicidade.
Portanto, em termos de composição dos resíduos sólidos, com este experimento, pôde- se concluir que os resíduos inorgânicos influenciam tanto na geração de gás, gerando pouco gás, como, também, no processo de decomposição dos microrganismos, gerando pouco lixiviado. Este fato pode ser considerado como negativo e/ou positivo. Negativo devido à pouca presença de gás, e positivo, pois a pouca geração de lixiviado diminui os custos para o tratamento do mesmo.
Já os resíduos orgânicos geram muito gás, como também muito lixiviado. Este fato pode ser considerado também como negativo e/ou positivo. Negativo, devido à grande quantidade de lixiviado gerado e, com isso, maiores gastos com o seu tratamento, e positivo, pois a grande geração de gás pode ser aproveitado e para a geração energia elétrica.
Diante disso, existem alguns questionamento, tais como: Qual o mais viável, aterros sanitários com predominância de resíduos orgânicos, se investindo na coleta seletiva e reciclagem dos inorgânicos, porém, gerando elevadas concentrações de lixiviado e tendo um maior gasto com o tratamento, entretanto tendo um maior potencial de geração do biogás, ou, aterros sanitários com resíduos misturados, orgânicos e inorgânicos, com predominância de
inorgânicos, gerando uma menor quantidade de lixiviado, não tendo gastos altos com o tratamento, entretanto, com menor potencial de geração de biogás?
Apesar do tratamento do lixiviado ser uma prática bastante descuidada no Brasil, pois a maioria das Estações de Tratamento de Lixiviado não opera adequadamente, o mais viável é investir em aterros com predominância de resíduos orgânicos, pois esses aterros disponibilizam uma grande quantidade de geração de energia elétrica a partir da produção do seu biogás, gerando, com isso, receitas para o país e investimentos em energias alternativas.
Nesse sentido, o uso do biogás de aterro para geração de energia elétrica e obtenção de receitas em créditos de carbono incentiva a adaptação dos aterros existentes e a construção de novos aterros sanitários. Para construção de novos aterros, devem ser priorizadas áreas o quanto menor possível e descentralizadas, a fim de evitar a degradação de áreas extensas.
Isto pode ser levado em consideração no aterro em estudo, adaptando-o para a produção de energia elétrica, ou investir no próximo aterro, já que o aterro atual está em processo de desativação completa. Como o aterro em estudo apresentou uma quantidade maior de resíduos orgânicos, é fundamental investir no aproveitamento do biogás, apesar de haver também no aterro uma grande quantidade de resíduos inorgânicos.
Para isso, deve-se investir em coleta seletiva e reciclagem, para que esses resíduos inorgânicos não interferiram no processo de decomposição da massa de lixo. Em relação ao lixiviado, deve-se investir em alternativas para o tratamento do mesmo, como, por exemplo, a recirculação do lixiviado total, facilitando, assim, o processo de degradação e, consequentemente, gerando ainda mais gás.
Portanto, com os dados de composição gravimétrica e com a determinação do potencial de geração de biogás a partir da degradação de diferentes componentes dos resíduos sólidos urbanos, é possível estimar a geração de biogás total em um aterro de RSU, pois cada tipo de material contribui quantitativamente de forma diferenciada na geração de biogás, bem como também na composição e qualidade do lixiviado.
5.1 Recomendações
Como sugestões para a continuação deste trabalho, propõem-se:
Estudar a composição dos gases gerados na biodegração dos RSU na fase final e de maturação.
Estudar a emissão de biogás utilizando modelos matemáticos para comparação com dados reais.
Incluir o acompanhamento da geração de outros gases no monitoramento do biogás gerado.
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