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4. MESAJIN DÖNÜŞÜMÜ

4.4. Toplum Eleştirisi Dönemi

3.3.13. Reis Bey (1988)

A taxonomia II da NANDA- I (2015) discorre que os Diagnósticos de Enfermagem são compreendidos e evidenciados como julgamentos clínicos relacionados à pessoa, família e coletividade que possibilitarão a organização do plano de cuidados para posterior, implementação, avaliação e reavaliação do mesmo.

Para a identificação dos diagnósticos de enfermagem é necessário que o enfermeiro tenha potencial capacidade de julgamento clínico, bem como de análise, síntese e acurácia na interpretação dos dados clínicos ora evidenciados (TANNURE & PINHEIRO, 2011; SOUZA, 2014).

Em 1986 foi elaborada, mas apenas em 1989 foi publicada a primeira taxonomia de diagnósticos de enfermagem pela então North American Nursing Diagnoses Association (NANDA) a fim de padronizar mundialmente a linguagem dos diagnósticos de enfermagem. A segunda taxonomia proposta foi aprovada em 2000 e publicada em 2001. Em 1994 o Comitê de Taxonomia da NANDA-I, propôs uma nova estrutura de organização dos diagnósticos de enfermagem que ainda não era satisfatória. Em 1998 uma estrutura de organização de diagnósticos de enfermagem, baseada nos Padrões Funcionais de Gordon foi melhor vista para ser a base da taxonomia, embora ainda complexa para o processo de listagem e discussão diagnóstica. Somente em 2002, após inúmeros ajustes, que foi aceita a taxonomia II, baseada na organização dos diagnósticos de enfermagem em domínios e classes (SOUZA, 2014; NANDA-I, 2015).

A taxonomia II atual apresenta uma estrutura multiaxial, organizada em sete eixos, referente a construção de conceitos diagnósticos (NANDA – I, 2015):

 Eixo 1: Foco diagnóstico (raiz do conceito diagnóstico; elemento central);  Eixo 2: Sujeito do diagnóstico (indivíduo, família, coletividade, etc);  Eixo 3: Julgamento (complicado, ineficaz, prejudicado, etc);

 Eixo 4: Localização (auditivo, tissular, ocular, etc);  Eixo 5: Idade (idoso, lactente, adulto, etc);

 Eixo 7: Situação do diagnóstico (com foco no problema, de risco, promoção de saúde).

O eixo 7 refere-se em outras palavras aos tipos de diagnósticos de enfermagem existentes na taxonomia II da NANDA – I (2015).

A NANDA-I (2015) ainda corrobora que como parte da contemplação do diagnóstico de enfermagem necessita-se dos termos-chaves para a formação destes, que são três, a saber: características definidoras, fatores relacionados e fatores de risco.

Diagnóstico com foco no problema são os diagnósticos reais evidenciados a partir de características definidoras e fatores relacionados. Diagnósticos de promoção de saúde são aqueles em que se observa a motivação do indivíduo, família e coletividade em melhorar sua atual situação de saúde com ênfase nas ações que propiciem bem-estar. Já os diagnósticos de risco representam situações de vulnerabilidade à processos disfuncionais a condições de saúde, também fazem parte deste grupo as síndromes (NANDA-I, 2015).

As características definidoras, itens chaves dos diagnósticos com foco no problema, de promoção da saúde ou de síndrome, são conceituadas como as inferências e evidências clínicas observáveis no paciente. Em linhas gerais são os sinais e sintomas passíveis de serem tocados, ouvidos, inspecionados e até mesmo cheirados (NANDA-I, 2015).

Participantes dos diagnósticos com foco no problema e síndromes, os fatores relacionados são conceituados pela NANDA-I (2015) como fatores causadores ou dados que demonstram algum tipo de relação padronizada com os diagnósticos de enfermagem, ou seja, direcionam-se conceitualmente para a etiologia do que foi evidenciado como julgamento clínico.

Os fatores de risco, por sua vez, indicam aqueles que trazem vulnerabilidade ao indivíduo, família e coletividade, sejam, fatores fisiológicos, genéticos, químicos, mecânicos, ambientais, etc. Salienta-se que estes fatores fazem parte unicamente dos diagnósticos de enfermagem de risco (NANDA-I, 2015).

Ressalta-se que além dos termos-chaves, características definidoras, fatores relacionados e fatores de risco como somadores do título diagnóstico, para posterior identificação do diagnóstico de enfermagem é relevante a definição do mesmo descrito de forma veemente na taxonomia II da NANDA-I (2015).

Os diagnósticos de enfermagem, como parte do Processo de Enfermagem de relevância salutar para o planejamento, implementação e avaliação da assistência são importantes devido a sistematização que os mesmos oferecem ao processo de cuidar em enfermagem, direcionando com fidedignidade a assistência, proporcionando ao enfermeiro olhar crítico reflexivo e maior raciocínio científico diante das situações rotineiramente apresentadas. A enfermagem anseia por este reconhecimento necessário, diário de ciência do cuidar explícita de essencialidades técnicos-científicas que a condicionam e que os diagnósticos de enfermagem, bem como o próprio Processo de Enfermagem são fortes promotores disto (OREM, 2001; NANDA-I, 2015; TANNURE & PINHEIRO, 2011).

Diante disto ressalta-se o valor técnico-científico, conceitual e prático dos estudos de enfermagem onde são traçados perfis diagnósticos de enfermagem para indivíduos, família e coletividade em situações de diversas etiologias e características contribuindo assim para maior valoração bem como dizimação dos diagnósticos de enfermagem como julgamentos clínicos essenciais para o planejamento da assistência, bem como para sua implementação e ainda por cima, pela avaliação do processo de cuidar para a continuidade e modificação do mesmo.

3 OBJETIVOS

3.1 GERAL

Analisar o perfil diagnóstico de enfermagem de usuários acometidos pela hanseníase, em um hospital de ensino do Distrito Federal, conforme a Taxonomia II da NANDA-I, à luz do construto de autocuidado de Orem.

3.2 ESPECÍFICOS

- Caracterizar os participantes da pesquisa a partir de variáveis sócio-econômicas- demográficas e clínicas;

- Identificar os diagnósticos de enfermagem dos usuários acometidos pela hanseníase a partir da taxonomia II da NANDA-I à luz dos requisitos universais do autocuidado de Orem;

- Identificar e discutir os diagnósticos de enfermagem com foco no problema, de promoção da saúde e de vulnerabilidade mais frequentes, identificados na amostra do estudo.

- Identificar e discutir as características definidoras e os fatores relacionados dos diagnósticos de enfermagem, com foco no problema, mais frequentes e relevantes nos sujeitos do estudo;

- Identificar e discutir as características definidoras dos diagnósticos de promoção da saúde mais frequentes evidenciados;

- Identificar e discutir os fatores de risco dos diagnósticos de enfermagem de vulnerabilidade mais frequentes e importantes no voluntariado deste estudo;

4 MÉTODO

4.1 TIPO DE ESTUDO

Trata-se de um estudo descritivo de abordagem quantitativa. Estudos descritivos tem a finalidade de informar sobre a distribuição e frequência de um evento, relativos às variáveis, tempo, pessoa e lugar, em termos quantitativos e não há formação de grupos-controle para a comparação de resultados (PEREIRA, 1995).

Os estudos transversais, também conhecidos por seccionais, ou de prevalência são caracterizados por obterem a análise daqueles dados em um “único” momento, como se fossem uma “fotografia” dos achados a serem verificados, diante do que se objetiva na pesquisa (ROUQUAYROL & GURGEL, 2013; PEREIRA, 1995).

Somando-se estes conceitos, tem-se os estudos de tipologia descritiva que são essencialmente observacionais e usualmente aplicáveis quando não se tem conhecimento da frequência, história natural ou determinantes de uma dada doença. A incidência (casos novos) e a prevalência (casos novos e antigos) de uma doença respondendo aos questionamentos “quando? ”, “onde? ” e “quem”? caracterizam a epidemiologia descritiva que identifica como que variáveis como sexo, idade, renda e nível de instrução, influenciados diretamente pelos determinantes de saúde relacionados à doença (LIMA-COSTA & BARRETO, 2003).