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II. 1.2. 1921 Teşkilat- ı Esasiye Kanunun Kabul Edilmesi

III.3. İkinci İnönü Muharebesi Öncesinde Türk ve Yunan Ordularının Durumu

Os negócios são considerados pela maioria dos autores um dos principais motivos que impulsionam o turismo. Considerado o propósito mais comum do turismo a seguir ao lazer (Mill, 1992), o turismo de negócios10 constitui um tipo de turismo em ascensão muito importante para as cidades industriais, envolvendo pessoas que viajam com objectivos relacionados com o trabalho (Davidson et al, 1997, p. 16). Mais especificamente, turismo de negócios é:

“o conjunto de actividades de viagens, de hospedagem, de alimentação e de lazer praticado por quem viaja em negócios referentes aos diversos sectores da actividade comercial ou industrial ou para conhecer mercados, estabelecer contactos, firmar convenios, treinar novas tecnologias, vender ou comprar bens ou serviços.” (Andrade, 1997, pp. 73-74).

Medlick (1996, p. 43) define o turismo de negócios como sendo “As viagens e visitas feitas por empregados e outros no decurso do seu trabalho, incluindo assistir a reuniões, conferências e exibições”

Como diz Umbelino (2002), “Hoje já não se duvida que existe um turismo de negócios, apesar de na sua origem não estarem aspectos lúdicos.”. Poder-se-ia dizer que este tipo de turismo surge quando uma viagem inicialmente motivada por razões profissionais se incrementa ou até prolonga para além da data prevista por motivos de lazer. Ou seja, embora os negócios surjam como atracção principal, ao desencadearem a visita ao destino, a restante oferta presente na cidade, de infraestrutura, de equipamentos, de bens e serviços é essencial ao turismo no destino (Cooper et al, 1996, p. 84).

“É a passagem do turismo de uma arte de bem viajar para uma arte de bem receber, isto é,

verifica-se um recentramento do fenómeno em torno da qualidade da oferta e da sua promoção.”

(Umbelino, 2002, p. 7).

No entanto, não é só no momento em que se prolonga uma estadia inicialmente motivada por negócios que os visitantes aderem à oferta turística. Efectivamente, no decurso de uma estadia de por exemplo, três dias úteis, um visitante disfruta de muito daquilo que é considerado o produto turístico11, nomeadamente, refeições, alojamento e

transporte (Oliveira, 2000, p.20) e ainda, animação (Holloway, 1994 cit. in Costa el al, 2001, p. 3).

O turismo de negócios tende a concentrar-se em cidades com uma base industrial e comercial substancial, com espaços para conferências e exibições, boas acessibilidades, facilidades de alojamento e entretenimento. Para além disso, um ambiente físico atraente, um conjunto de outras atracções, zona nocturna e uma boa imagem são também factores importantes (Cooper et al, 1996).

Na opinião de Mill (1992, p. 131), o turismo de negócios é o mercado “bread and butter”12 para muitos negócios relacionados com o turismo. Embora a maior parte do turismo mundial seja turismo de lazer, o turismo de negócios, em geral, envolve maiores gastos por pessoa. De facto, os turistas de negócios, para além de gastarem geralmente muito mais por dia do que os turistas de lazer, não criam um grande impacto por onde passam (Davidson et al, 1992, p. 90). Por esse motivo, a maioria das cidades ou regiões fazem inúmeros esforços no sentido de atrair este tipo de visitantes13. Em suma, o turismo de negócios é um produto muito interessante ao nível da melhoria da

11 «Por produto turístico entende-se tudo o que é oferecido aos turistas, incluindo as atracções naturais,

diversões, museus, paisagens, festivais e necessidades, tais como refeições, alojamentos, transportes, serviços de guia, etc.» (Oliveira, 2000, p.20).

12 Business travel is the “bread and butter” market for many tourism-related businesses: o turismo de negócios é um mercado substancial para muitos negócio relacionados com o turismo.

13 Embora a maior parte do turismo mundial seja turismo de lazer, o turismo de negócios tem vindo a revelar-se cada vez mais promissor. É o caso de países como os EUA, o Canadá e o Reino Unido, nos quais este assume grande protagonismo, sendo responsável por cerca de 30% do total de viagens efectuadas nos dois primeiros (Mill, 1992, pp. 133-134) e por cerca de 11% no terceiro mas que representam 15% dos gastos relacionados com o turismo (Mill, 1997, p. 79).

estadia média dos turistas, da melhoria do gasto médio dos turistas e do combate à sazonalidade da procura (Umbelino, 2002), sendo, no entanto, muito sujeito ao ritmo das conjunturas económicas. De facto:

‰ aqueles que viajam em negócios, partilham de muitas características dos que viajam em lazer: eles viajam, permanecem temporariamente e aderem a actividades específicas no destino (Holloway 1994);

‰ a nível financeiro, é quem viaja em negócios que parece aportar maiores benefícios, tendo uma média de gastos superior em relação aos turistas de lazer, uma vez que, na maioria dos casos, é a empresa que paga as despesas (Davidson et al., 1997); ‰ o turismo de negócios tende a espalhar-se uniformemente ao longo do ano com uma

única “época baixa” nos meses de Verão (especialmente Agosto), quando a maioria das empresas e organismos encerram (Davidson et al., 1997), o que complementa o efeito negativo da sasonalidade.

À partida, a evolução tecnológica ao nível das comunicações e tudo o que ela potencia poderia constituir um entrave ao desenvolvimento das viagens por motivo de negócios. De facto, o estabelecimento de contactos através da internet, das videoconferências e multiconferências, entre outros, acarreta custos e benefícios incomparavelmente inferiores aos das deslocações de negócios (viagem, estadia, alimentação, perda de tempo, etc.). Não obstante, as viagens de negócios, em todas as suas formas14, comportam muito mais do que simples diálogo e a necessidade dos encontros cara-a- cara, de relaxar e negociar em conjunto, é demasiado inerente ao homem e à sua forma de estar e negociar (Davidson et al, 1992, p. 105).

Nas palavras de João Rodrigues, do Conselho de Administração do ICEP,

« As previsões da Organização Mundial de Turismo e da World Travel and Tourism Council são muito positivas para o turismo urbano no decurso do próximo decénio: viagens de negócios, de incentivos, de congressos e city- breaks15 em geral estarão em franca progressão.» (Rodrigues, 2000, p. 1).

14 Congressos, Conferências, Seminários (CCS’s), Reuniões, Viagens de Incentivo e Eventos em Geral, entre outros.

A OMT integra no segmento Negócios/Turismo Profissional as deslocações efectuadas para:

• Projectar/realizar novas iniciativas; • Fazer compras ou vendas;

• Realizar actividades de inspecção, supervisão, instalação de equipamentos, etc.; • Participar em reuniões, conferências, congressos, feiras, exposições, etc.;

• Viagens de incentivo;

• Dar conferências, concertos ou integrar outros espectáculos; • Participar em actividades desportivas profissionais;

• Investigação/formação científica remunerada;

• Investigação/formação técnico-profissional remunerada;

• Participar em missões governamentais, incluindo diplomáticas e militares, excepto quando estas implicam a residência fixa no país de acolhimento;

• Preparação de viagens turísticas, trabalho como guia-intérprete.

Existem, pois, várias propostas de classificação do turismo de negócios que vão ser focadas no ponto 2.4.2.

2.4.2 - Sub-Segmentos e sua Representatividade

O mercado do turismo de negócios não é um segmento estanque, uma massa amorfa que não pode ser segmentada, pelo contrário, este grande mercado é composto por muitos sub-segmentos que parecem crescer de ano para ano (Mill, 1992). Para uma melhor compreensão das viagens de negócios, segue-se o modelo de segmentação de Mill (1992) que considera existirem neste tipo de turismo, vários sub-segmentos que se podem caracterizar da seguinte forma:

− Viagens de negócios regulares;

− Viagens de negócios relacionadas com reuniões/encontros, convenções e congressos;

As primeiras estão directamente ligadas a visitas de negócios, seja para angariação de clientes/fornecedores/parceiros, seja para firmar negócios, conhecer ou visitar instalações, entre outros. As segundas, tal como o nome indica, têm como principal mote a participação em eventos vários de cariz negocial, comercial e de formação. Finalmente, as viagens de incentivo, representam um segmento algo híbrido, uma vez que constituem mais um tipo de viagem de lazer, financiada, no entanto, por motivos de negócios (Mill, 1992, p. 134). Com respeito a este tipo de viagens, Davidson et al (1997, p. 16) acrescentam que estas são usadas pelos empregadores como forma de recompensar ou motivar o seu staff por/para conquistas especiais.

O Instituto Nacional de Estatística (INE b)) faz uma segmentação mais pormenorizada, englobando sob o motivo de viagens profissionais/negócios, os seguintes objectivos: − Reuniões, conferências, seminários, congressos, feiras;

− Missões;

− Viagens de incentivo;

− Vendas, marketing e outros serviços; − Pesquisa, investigação, ensino, consultoria; − Profissionais, artísticos, culturais, religiosos.

Umbelino (2002), considera a seguinte classificação: − Congressos / Convenções / Assembleias; − Conferências / Colóquios;

− Seminários / Reuniões de empresas; − Incentivo / Prémios;

− Feiras / Exposições / Salões Especializados; − Eventos;

− Viagens Individuais.

A nível internacional, tem-se popularizado a expressão MICE, composta de abreviaturas com origem na língua inglesa, que abrange: Reuniões (Meetings),

Incentivos, Congressos e Eventos como sub-segmentos do turismo de negócios. Mas o

a) Congressos, Convenções e Seminários (CCS); b) Feiras;

c) Homens/Mulheres de Negócios;

d) Reuniões, Incentivos e Eventos (RIE).

Efectivamente, esta parece ser uma segmentação suficientemente abrangente e de fácil compreensão, pelo que será a segmentação adoptada e que se passará a discriminar.

2.4.2.1 - Congressos, Convenções e Seminários (CCS)

Os CCS são reuniões com mais de cinquenta participantes, têm uma base regular, envolvendo participantes de mais de quatro nacionalidades e o local de realização destas reuniões varia regularmente entre pelo menos quatro países. A figura 4.1. ilustra a quota de mercado de Congressos Internacionais por países.

Fig. 2.6 - Quota de Mercado de Congressos Internacionais

África 2% América do Norte 11% América Latina 6% Ásia 15% Austrália/Pacífi co 10% Europa 56%

Fonte: International Congress & Convention Association (ICCA) - 2000 – dados provisórios

De acordo com a figura 2.6 e segundo a mesma fonte, a Europa é a principal região onde se realizam este tipo de eventos, tendo, no entanto, registado um decréscimo na

sua quota de mercado nos últimos anos. À Europa seguem-se, respectivamente, a Ásia, a América do Norte, a Austrália/Pacífico, a América Latina e, finalmente, África. No caso concreto do posicionamento de Portugal no ranking dos destinos de negócios, em 1996, encontrava-se na vigésima terceira posição a nível mundial e na décima sexta posição a nível europeu. Segundo dados da OMT, Portugal foi, em 2003 e mais uma vez, o 16º destino turístico mundial com 11,7 milhões de turistas (Pinho, 2005).

A nível mundial, os meses de Junho e Setembro são os preferidos para a realização de CCS’s.

2.4.2.2 - Feiras

As Feiras pressupõem a existência de uma exposição organizada, num equipamento próprio para o efeito, subordinada a um tema específico. Podem revestir-se das seguintes formas (Fazenda, 2002):

• trocas e comunicação – união da oferta e da procura (expositores e visitantes), promovendo o relacionamento entre ambos;

• carácter extraordinário – eventos de características extraordinárias visando quebrar a rotina da actividade económica e criar oportunidade de se aprender ou ver algo de novo;

• concentração – permite juntar no mesmo espaço físico todo um conjunto de produtos e serviços inter-relacionados.

Em termos de óptica de mercado, as Feiras poderão assumir duas vertentes:

• Feiras de negócios – entrada livre para agentes do sector e preços elevados para os visitantes causais e onde a maioria das receitas provém do aluguer dos espaços;

• Feiras para o público – entrada livre para os profissionais do sector mas os preços para o público são acessíveis e onde a maioria das receitas provém das vendas.

2.4.2.3 - Homens / Mulheres de Negócios (H/M N)

Segundo Gartner (1996), o turismo de negócios nos EUA e na Europa sofreu uma mudança radical desde 1980. Com efeito, se em 1970, as mulheres constituíam menos de 1% de todos os viajantes de negócios nos EUA, hoje em dia, elas atingem cerca de um terço do total dos viajantes de negócios.

O sub-segmento Homens / Mulheres de Negócios compreende viagens relacionadas com a actividade profissional, normalmente complementadas com uma estadia de lazer e que se caracterizam por serem viagens curtas, com estadias médias na ordem da uma/duas noites. Não obstante, nos últimos tempos, tem-se asistido ao aumento das estadias para períodos mais longos, nomeadamente, superiores a cinco noites. Tradicionalmente, os viajantes de negócios ficam hospedados em Hotéis de 4 e 5 estrelas.

2.4.2.4 - Reuniões, Incentivos e Eventos

As Reuniões são geralmente promovidas por empresas, associações e outro tipo de entidades de natureza empresarial; os Incentivos constituem instrumentos motivacionais das empresas e podem assumir a forma de prémios profissionais, prémios de performance, acções de Team Building16, entre outros. Os Eventos não incluem as Feiras e Exposições; compreendem a organização de manifestações de natureza cultural, desportiva ou lúdica, não estando afectas a um local específico e estão, normalmente relacionadas com grandes produções: lançamento de produtos, desfiles de moda, entretenimento, entre outros (Fazenda, 2002).

Em termos de representatividade dos diversos sub-segmentos, o Homens / Mulheres de Negócios destaca-se substancialmente, conforme se comprova pela Figura 2.4., seguido, respectivamente, das Reuniões, Feiras e Incentivos e CCS’s com posição idêntica.

Contudo, é de salientar no turismo de negócios, a forte tendência de integração entre os seus sub-segmentos. Por exemplo, numa Feira, também se pode fazer um Congresso

e/ou a apresentação de um produto que pode envolver um incentivo, o que, pode induzir também muitas viagens individuais e assim sucessivamente (Umbelino, 2002).

Figura 2.7 - Representatividade dos Sub-Segmentos do Turismo de Negócios

Feiras 11% Reuniões 13% CCS's 2% Incentivos 2% Homens / M ulheres de Negócios 72% Fonte: ICEP, (2002)

Definido e sub-segmentado o turismo de negócios, parte-se agora para uma análise do mesmo a nível nacional.