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I. 4.2. 1-6 Ocak Tarihleri Arasında Batı ve Güney Cephelerindeki Askeri Gelişmeler

I.5. Yunan Taarruzunun Başlaması ve İnönü Mevzii İlerisindeki Muharebeler

I.5.5. İnönü Mevziilerinde Çarpışma ( 10 Ocak 1921 )

Segundo a International Congress and Convention Association (ICCA), 62% dos Congressos e Eventos realizam-se na Europa. Os países que lideram este mercado são os E.U.A., a França e o Reino Unido, estando Portugal no 25º lugar deste ranking (Umbelino, 2002). Paris, Viena e Londres lideram o ranking das cidades com mais reuniões. Lisboa estava no 30º lugar, mas subia para o 20º na ordenação das cidades segundo o número de participantes nessas reuniões, o que constitui um dado importante para Portugal, como país pequeno e periférico que é.

Segundo Umbelino (2002), os dados do Inquérito de Fronteira ao Turismo Estrangeiro em Portugal no período entre 1993 e 1999 validavam algum optimismo quanto ao

potencial de crescimento do turismo de negócios, conforme se pode comprovar pela tabela 2.11.

Tabela 2.11 - Portugal – Distribuição dos Turistas por Motivo de Viagem, 1993- 1999 (%)

Motivo da viagem 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 Média

93/99 1 férias 74,4 66,3 61,3 62,1 61,3 61,0 64,0 64,3 2 visitas fam. amigos 10,0 12,9 13,7 13,2 13,4 11,9 8,3 11,9 3 negócios 4,6 7,8 9,2 8,9 9,7 8,9 9,1 8,3 4 act. profissionais 2,6 5,0 6,0 7,7 8,7 6,9 9,1 6,6 5 congressos 0,1 0,5 0,6 0,5 0,8 0,7 0,7 0,6 Total parcial 3+4+5 7,3 13,3 15,8 17,1 19,2 16,5 18,9 15,5 6 outros 8,3 7,5 9,2 7,6 6,1 10,6 8,8 8,3 Total geral 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0 100,0

Através da tabela 2.11, pode verificar-se também uma forte tendência de crescimento baseada nos segmentos “negócios” e “actividades profissionais”, uma vez que os “congressos” estão estabilizados com valores modestos (idem).

Atendendo aos 7 principais mercados: Espanha, Alemanha, EUA, França, Holanda, Itália, Reino Unido (mais de 94%) que constituem a procura turística portuguesa, a importância da motivação “negócios” não é igualmente sentida. Verifica-se que o segmento “congressos” tem pouca expressão nas motivações de viagem dos turistas com origem nesses países; Espanha, pelo seu elevado peso específico na procura turística portuguesa e pela significativa presença das suas empresas no nosso país, apresenta uma tendência muito semelhante à da média nacional, com valores absolutos ainda mais elevados (Umbelino, 2002).

De acordo com o ICEP, em 2000, o volume de receitas do turismo de negócios em Portugal, ascendeu a mais de 900 milhões de euros, ou seja, perto de 15% da receita global do turismo. Este valor é muito superior à quota deste produto na procura turística

portuguesa (5 a 6 %), o que se justificará por um elevadíssimo gasto médio por turista, o qual pode ascender a cerca de 500 euros por dia (Umbelino, 2002).

A tabela 2.12 permite verificar a avultada fasquia detida pela região de Lisboa e Vale do Tejo, seguida, respectivamente, pelo Porto-Cidade, Algarve e Madeira. De salientar, no entanto, que o Porto apenas é considerado enquanto cidade e não enquanto Grande Porto ou Porto e Norte de Portugal.

Tabela 2.12 - Resumo de Receitas por Região e por Produto Turístico (2000; milhões de euros)

CCS Feiras H/M N RIE Total Total

(%)

Lisboa e Vale do Tejo 251,8 8,4 447,7 209,9 917,8 85,3 %

Porto-Cidade 14,4 1,7 60,5 2,9 79,5 7,3 %

Algarve 24,8 n.e. n.e. 29,0 53,8 5 %

Madeira 24,3 n.e. n.e. n.e. 24,3 2,2 %

Total 1.075,4 100 %

Fonte: ICEP

Mais uma vez, a tabela 2.13 permite visualisar a discrepância do número de turistas por região, mantendo-se a ordem decrescente: Lisboa e Vale do Tejo, Porto-Cidade, Algarve e Madeira.

Tabela 2.13 - Resumo de Turistas por Região e por Produto Turístico (2000; milhões de turistas)

CCS Feiras H/M N RIE Total Total

(%)

Lisboa e Vale do Tejo 254 981 16 027 1 121 914 164 987 1 557 819 78,9 %

Porto-Cidade 19 254 2 310 288 803 3 851 314 209 15,9 %

Algarve 25 174 n.e. n.e. 27 691 52 865 2,6 %

Madeira 48 771 n.e. n.e. n.e. 48 771 2,4 %

Total 1.973 664 100 %

No segmento CCS, segundo um estudo realizado pelo ICEP, Lisboa aparece como importante pólo atractivo para a sua realização, concorrendo com centros empresariais de outros países, como é o caso de Barcelona ou Madrid. Este segmento tem uma importância bastante menor, respectivamente, na Madeira, no Algarve e no Porto (Revista Viajar, 2001).

A importância de Lisboa para este segmento explica-se não só pelo facto desta ser a capital de Portugal, como também, por se ter tornado um destino de moda devido à Expo 98 e ao Euro 2004 e à visibilidade que estes eventos trouxeram à cidade. Simultaneamente, tem-se verificado o desenvolvimento de várias infraestruturas que apoiam a realização de eventos, não só ao nível de espaços, como também de alimentação e bebidas, tradução e outros serviços. Além disso, Portugal apresenta-se ainda como um destino seguro (Revista Viajar, 2001).

Portugal possui também preços competitivos comparativamente com alguns países, mas tem algumas fraquezas em relação aos principais mercados emissores, tais como: falta de oferta diversificada de infraestruturas e serviços de animação e restauração em algumas cidades ou regiões com capacidade para este tipo de eventos de média e grande dimensão, bem como, a reduzida presença de personalidades portuguesas em empresas ou organizações internacionais (idem). Estes factores explicam em grande parte, a desigualdade das quatro regiões (tabela 2.13) na captação do segmento CCS.

A cadeia de valor do mercado de CCS considera fundamental o esforço de todos no desenvolvimento deste produto que tanta importância tem, directa e indirectamente, nas agências de viagem com departamentos especializados, organismos promocionais públicos e privados, transportadores, fornecedores de congressos, restauração, unidades de alojamento, centros de congressos, lojas e organizadores de eventos. Acresce ainda que este mercado é bastante vulnerável, estando condicionado pelos gostos dos seus utilizadores e pelo aumento da concorrência (destinos do Sul da Europa e do Norte de África) que representam uma forte concorrência, quer pela competitividade dos seus preços, quer pelo seu exotismo (Revista Viajar, 2001).

No que respeita o segmento feiras, apenas Lisboa e Porto apresentam dados estatísticos. De facto, segundo o ICEP, é em Lisboa e no Porto que se encontram as infraestruturas de feiras mais utilizadas no país, nomeadamente, o Centro de Feiras e Exposições da Fil

e a Exponor. A supremacia de Lisboa em relação a este segmento também está relacionada com o desenvolvimento da nova FIL no Parque das Nações, o que atraiu para Lisboa, algumas feiras que tradicionalmente se realizavam no Porto / Norte de Portugal (idem).

Em relação ao segmento feiras, Portugal apresenta alguns pontos fortes, tais como:

− o novo espaço de feiras em Lisboa, amplo e coberto por boas infraestruturas (transportes públicos e parques de estacionamento);

− infraestruturas de feiras de qualidade e nível europeu;

− importância regional de certas indústrias (têxteis e confecções, mobiliário e calçado);

− oferta de alojamento adequado ao consumidor típico deste tipo de produtos.

Segundo o mesmo estudo constituem pontos fracos:

− a localização geográfica periférica de Portugal em relação aos principais mercados europeus;

− mercado-alvo nacional e regional limitado;

− associação da marca Portugal a destino de sol e praia da classe média europeia e não a turismo de negócios.

No segmento homens/mulheres de negócios, apenas Lisboa e Porto, apresentam dados estatísticos (Revista Viajar, 2001). Aqui, as mais valias do mercado português passam pelos seguintes factores:

− aumento da oferta de hotéis de negócios nas principais cidades;

− aumento da representatividade das principais marcas hoteleiras internacionais no país;

− crescente internacionalização da economia nacional;

Há, no entanto, que ter em atenção os seguintes pontos negativos, sem esquecer que o produto homens/mulheres de negócios, é um produto de difícil promoção, uma vez que depende quase exclusivamente da actividade económica das empresas (idem):

− insuficientes ligações aéreas do Norte e do Algarve às principais cidades europeias;

− falta de alternativas ao transporte aéreo;

− deficiência na oferta de produtos hoteleiros vocacionados para estadias longas.

Relativamente ao segmento de RIE, o mercado nacional dispõe de algumas vantagens competitivas, nomeadamente (Revista Viajar, 2001):

− aumento de salas de reuniões nos hotéis e em novos espaços como bares e discotecas, jardins, palácios ou museus;

− condições climatéricas que permitem a realização de reuniões e formação outdoor17 durante todo o ano;

− aumento da procura de Portugal como destino de incentivos e eventos, sobretudo, pelo sector automóvel, farmacêutico e cosmético;

− relação qualidade-preço do destino portugal se comparado com destinso concorrentes, sobretudo na Europa.

Os pontos negativos a destacar neste segmento são:

− a insuficiência de ligações aéreas regulares para outros destinos em Portugal que não seja a cidade de Lisboa;

− a imagem de Portugal ainda associada a destino de sol e praia da classe média europeia;

− a falta de experiência na realização de grandes eventos.

A tabela 2.14 apresenta um resumo dos principais drivers (linhas de orientação) que condicionam a oferta e a procura do turismo de negócios em Portugal, por produto ou segmento.

As viagens de negócios e o golfe representam produtos turísticos que poderão vir a estimular o sector nacional, surgindo como importantes oportunidades de negócios. Portugal aparecerá como um importante destino turístico mundial, contribuindo para aumentar o PIB e para a criação de emprego e o volume de investimento (Revista Viajar, 2001).

Tabela 2.14 - Principais Drivers que Condicionam a Oferta/Procura do Turismo de Negócios em Portugal por Sub-Segmento

CCS

• Imagem do destino e o factor moda;

• Oferta de alojamento hoteleiro de qualidade; • Proximidade do aeroporto ao local do CCS; • Acessibilidade através de vôos regulares e internos;

• Coordenação dos sector público e do sector privado na candidatura e organização;

• Existência de empresas competitivas ao longo da cadeia de valor.

Feiras

• Ciclo económico das diversas indústrias;

• Existência de unidades de alojamento próximas dos recintos das feiras; • Dinâmica das associações empresariais;

• Capacidade dos recintos de feiras;

• Representatividade das empresas nacionais em determinados sectores.

Homens/Mulheres de Negócios

• Ciclo económico e internacionalização da economia; • Oferta de transporte aéreo em vôo regular;

• Possibilidade de extensão da estadia para o fim de semana; • Hotéis preparados para estadias longas;

• Presença de cadeias hoteleiras internacionais.

Reuniões

• Presença de personalidades nacionais em cargos de destaque; • Ciclo económico e internacionalização da economia; • Acessibilidade através de vôos regulares;

• Procura de empresas por formação outdoor e team building; • Existência de salas equipadas em hotéis ou outros locais.

Incentivos

• Imagem do destino e o efeito da moda;

• Existência de unidades de alojamento de cinco estrelas; • Oferta de serviços complementares;

• Transporte aéreo;

• Qualidade e diversidade das atracções; • Fiscalidade associada a este produto turístico.

Eventos

• Localização central em relação aos mercados emissores; • Imagem global do destino;

• Serviços de animação turística; • Forte investimento promocional; • Empresas organizadoras qualificadas; • Tradição de sucesso na organização. Fonte: adaptado de Viajar nº 95, Dossier.

O próximo ponto incidirá especificamente sobre o turismo de negócios no Grande Porto, região alvo deste estudo.