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4. BULGULAR VE YORUM

4.1. Matematik Öğretmeni Kategorisi

4.1.5. Yöntem ve Stratejiler Alt Kategorisi

GÊNCIAS CEMIG E NDEREÇ O S SO RTE A DO S E NTREVISTAS CON C LUÍ DAS E NDEREÇ O S SUBSTIT UÍD OS E NTREVISTAS FISCALI Z AD AS E NTREVISTAS REPROVA DAS NA FISCALI Z ÃO E NTREVISTAS REP R OV AD AS POR ERRO NA T ABE LA V ALID ADAS BRUMADO 540 537 126 124 32 10 495 CASTELINHO 402 399 130 125 10 14 375 SÃO MATEUS 476 476 189 155 87 5 384 TOTAL 1418 1412 445 404 129 29 1254

Definidos os 1254 questionários validados, eles foram ponderados no intuito, primeiro, de ajustar a probabilidade de seleção dos entrevistados. Para tanto, cada questionário recebeu um peso que era inversamente proporcional à probabilidade de seleção do entrevistado50. Em seguida, e no intuito de recuperar a proporcionalidade

original da amostra, comprometida pelos questionários invalidados, foram atribuídos pesos que visavam ajustar a proporcionalidade dos endereços originalmente sorteados em cada Razão da CEMIG, tendo em vista aqueles onde as entrevistas foram efetivamente concluídas e validadas51. Com tais ajustes feitos, constatou-se,

no entanto, que os resultados apurados apresentavam o inconveniente de, quando comparados com os do IBGE, sobrerepresentarem as mulheres (ou subrepresentarem os homens) e certos grupos de idade (particularmente os mais jovens e os mais velhos)52. Para contornar tal inconveniente, decidimos ajustar os dados apurados pelo

50 No caso, cada questionário foi multiplicado pelo número de moradores elegíveis.

51 Neste caso, cada questionário foi multiplicado de acordo com a Razão da CEMIG a que pertencia, tendo recebido cada Razão um valor que era o resultado da divisão da freqüência de questionários esperada naquela Razão pela freqüência de questionários validados naquela Razão.

52 Basicamente, esses efeitos de sobrerepresentação parecem resultar de três fatores: a desatualização das tabelas definidas por Berquó & Marques, produzidas há mais de 20 anos, quando a população que serviu de base para o cálculo das tabelas tinha um perfil diferente do que tem hoje, é um deles; a base residencial da amostra, que facilitou o acesso às pessoas que permanecem por mais tempo em suas residências e dificultou o contato com aquelas que se ausentam com freqüência; o equivocado procedimento de substituir os endereços sorteados improcedentes (isto é, não residenciais) ou onde não foi possível realizar a entrevista, que reforçou o problema colocado pela base residencial da amostra. Considerando que, entre nós, a residência costuma ser um espaço social e simbolicamente marcado como majoritariamente feminino, não é de estranhar que o procedimento adotado para substituição de casos perdidos (sorteio de novo endereço após

survey que realizamos tendo como parâmetro aqueles produzidos para as variáveis sexo e idade (agregada) pela Contagem Populacional realizada pelo IBGE em 199653.

De todo modo, uma amostra do tamanho e com as características daquela que produzimos garante a heterogeneidade dos casos e a possibilidade de aplicação de análise multivariada tendo um número minimamente significativo de casos em cada casela. Além disso, com os casos ponderados e respeitados os limites intrínsecos à metodologia de tipo survey, uma amostra como a que utilizamos permite, em geral54, fazer inferências dos resultados obtidos no levantamento para a

população como um todo com um grau de confiança de 95% e uma margem de erro de cerca de 3% (De Vaus, 1986; Singleton & outros, 1989). Nas análises tecidas mais adiante, cabe não perder de vista que, a rigor, a amostra pesquisada e a população a que ela se refere são constituídas por um segmento específico dos “habitantes de Juiz de Fora”: aquele formado pelos moradores em residências urbanas eletrificadas de Juiz de Fora com 15 anos ou mais na virada dos anos 1997- 1998. Registre-se, além disso, que o objetivo principal do survey realizado entre os habitantes de Juiz de Fora com 15 anos ou mais consistiu no levantamento de dados que permitissem verificar a existência de relações significativas entre a exposição ao uso de “drogas” (no sentido amplo do termo), as demandas por cuidados médicos e por outros cuidados corporais e determinados sujeitos sociais, procurando traçar- lhes o perfil, num contexto de redes de sociabilidades heterogêneas.

O

SURVEY

COM OS ESTUDANTES DA

UFJF

O outro survey que realizamos teve como população alvo os estudantes da Universidade Federal de Juiz de Fora. Esse survey guarda muitas semelhanças com o que realizamos entre os habitantes de Juiz de Fora, embora tenha também algumas características bem específicas. A amostra desse survey foi constituída a

constatação de impertinência ou impossibilidade de realização da entrevista) tenha levado à realização de um número maior de entrevistas com mulheres do que seria desejável a princípio. 53 No caso, os pesos foram calculados de modo que, quando multiplicados pelos questionários, estes passassem a representar proporcionalmente o equivalente ao que um com os mesmos sexo e idade representaria de acordo com o cruzamento dessas variáveis reportado pelo Contagem Populacional do IBGE. No CD-ROM consta uma descrição pormenorizada dos procedimentos tomados e dos resultados apurados na ponderação desse survey.

partir de uma listagem de estudantes matriculados em cursos de graduação e pós- graduação da UFJF que obedecessem ao critério de estarem vinculados ao Campus de Juiz de Fora55. O sorteio foi estratificado segundo os diferentes cursos, de modo

que foram sorteados 10% dos estudantes matriculados no segundo semestre de 1997 em cada um dos 39 cursos diferentes de graduação e pós-graduação que a UFJF mantinha naquele ano, tendo sido sorteados, no total, 772 estudantes. Diferindo, portanto, da amostra produzida para o survey dos habitantes de Juiz de Fora, que envolveu duas etapas (sorteio da residência estratificado pelas Razões da CEMIG e sorteio do morador), a amostra produzida para o survey dos estudantes da UFJF foi realizada em uma etapa: sorteio dos estudantes estratificado por cursos.

O instrumento utilizado nesse survey foi, também, um questionário. Este questionário segue, em linhas gerais, aquele que elaboramos para ser aplicado entre os habitantes de Juiz de Fora. As diferenças ficaram por conta das questões relativas à escolaridade e das relativas ao consumo de “drogas psicotrópicas”. Como se tratava de uma população relativamente mais homogênea e de escolaridade em média mais elevada que a dos habitantes de Juiz de Fora abordados no outro survey e como esperávamos que a situação de entrevista colocasse menos dificuldades entre os estudantes do que entre os habitantes, optamos por aprofundar nossa investigação a respeito do consumo de “drogas psicotrópicas” entre os estudantes da UFJF, incluindo, no questionário aplicado entre eles, questões que não haviam sido postas para os habitantes da cidade.

A situação de entrevista do survey com os estudantes da UFJF seguiu, em linhas gerais, os mesmos procedimentos adotados no survey realizado entre os habitantes de Juiz de Fora, com duas exceções: como a amostra do survey dos estudantes foi produzida sobre uma listagem de estudantes, e não de residências, como aconteceu no survey dos habitantes, não foi necessário iniciar as entrevistas com os estudantes aplicando as tabelas sugeridas por Berquó & Marques; além disso, a maioria das entrevistas com os estudantes aconteceu na própria UFJF, e não em suas residências.

As atividades de campo do survey com os estudantes da UFJF foram realizadas entre o final de outubro e o início de dezembro de 1997, ou seja, antes

55 Estavam excluídos, portanto, os estudantes matriculados em disciplinas ou cursos que a Universidade mantém regular ou esporadicamente fora daquele Campus e os matriculados em disciplinas “isoladas”.

das atividades de campo do survey com os habitantes de Juiz de Fora56. Em linhas

gerais, o processo de fiscalização foi o mesmo utilizado no survey dos habitantes de Juiz de Fora. No total, foram fiscalizados ao menos 10% dos questionários aplicados por cada entrevistador. Levantadas e equacionadas as pendências encontradas57,

tivemos que anular todos os questionários aplicados por um entrevistador de campo, que não havia procedido conforme havia sido instruído58.

No final das contas, conseguimos aplicar um total de 727 questionários entre os estudantes da UFJF. Esse resultado só foi alcançado, no entanto, porque substituímos 75 estudantes ou cerca de 10% da amostra original59. Nesse caso, o

expediente usado para a substituição foi a realização de um novo sorteio no curso em que estava matriculado o estudante inicialmente sorteado60. Entretanto, mesmo

com o expediente da substituição de estudantes, tivemos sérios problemas em localizar alunos de vários cursos de pós-graduação cujas amostras, aliás, freqüentemente eram compostas por apenas um estudante. Resolvemos, então,

56 Foram dois os motivos que nos levaram a proceder dessa maneira: de um lado, acreditávamos que surgiriam menos problemas na aplicação dos questionários entre os estudantes do que na entre os habitantes, o que efetivamente aconteceu. Assim, pareceu-nos mais prudente começar por aí. De outro lado, era necessário aproveitar o período letivo da UFJF para que pudéssemos encontrar os estudantes e aplicar os questionários.

57 A fiscalização do survey com os estudantes detectou menos problemas do que a fiscalização do

survey com os habitantes. Acreditamos que a menor incidência de problemas no survey com os

estudantes está ligada ao seguinte: esse survey foi realizado dentro da própria universidade, sede da pesquisa, o que permitiu um controle mais apurado das atividades de campo; o problema com o entrevistador excluído da pesquisa logo no início das atividades de campo – problema que foi tornado público – contribuiu para que os demais entrevistadores não descuidassem do que havia sido recomendado; o fato de entrevistadores e entrevistados pertencerem, nesse caso, ao mesmo meio, tornou mais difícil manter em sigilo eventuais problemas surgidos durante a aplicação dos questionários. 58 Além do problema com o entrevistador de campo que não estava aplicando os questionários corretamente, foi verificada, em alguns casos, a ocorrência dos seguintes problemas: não uso de cartões de resposta; e “síndrome da página colada”. A propósito desses problemas, veja-se Quadro 1. 59 Os principais motivos de substituição foram os seguintes: os estudantes não foram encontrados após três tentativas do entrevistador; um entrevistador foi excluído da pesquisa, assim como os questionários que ele havia aplicado, por ter sido flagrado cometendo fraude; alguns estudantes se recusaram a responder ao questionário.

60 Como no caso do survey com os habitantes, teria sido melhor se não tivéssemos feito as substituições, seja porque daria menos trabalho, seja porque seria mais acurado. Infelizmente, nos demos conta do equívoco quando já não havia muito a ser feito, além de reportar o problema.

restringir a população visada por esse survey aos estudantes de graduação da UFJF, os quais, de fato, correspondem à quase totalidade (97%) de alunos daquela universidade. Levando em conta essa restrição da população inicialmente visada, a amostra de estudantes de graduação sorteados compreendeu 747 nomes, tendo sido possível concluir e validar a aplicação de 707 questionários, com 68 substituições. A Tabela 2 lista, por curso da UFJF, o número de estudantes sorteados, de entrevistas concluídas e aprovadas na fiscalização, de estudantes substituídos e de questionários validados.

Definidos os 707 questionários validados, eles foram ponderados para ajustar as diferenças entre o número de estudantes sorteados por curso e o número de entrevistas validadas por curso61. Seja porque a estratificação da amostra foi bem

mais simples que a do survey dos habitantes de Juiz de Fora, seja porque não existem dados independentes para comparação62, não foram feitos, nesse caso,

ajustes pós-estratificação.

Novamente, uma amostra do tamanho e com as características daquela que produzimos garante a heterogeneidade dos casos e a possibilidade de aplicação de análise multivariada com um número minimamente significativo de casos em cada casela. Além disso, conforme os especialistas (De Vaus, 1986; Singleton & outros, 1989), uma amostra como essa permite fazer inferências a partir dos resultados apurados com a amostra para a população de estudantes de graduação da UFJF como um todo com uma margem de erro de 4% ou menos, em um intervalo de confiança de 95%. De todo modo, também aqui é preciso não perder de vista que a amostra entrevistada e a população a que ela se refere são constituídas, formalmente, pelos estudantes regularmente matriculados no segundo semestre de 1997 em cursos de graduação que a UFJF mantém no Campus Universitário de Juiz de Fora.

61 Nesse caso, cada questionário foi multiplicado por um fator de acordo com o curso do entrevistado, tendo recebido cada curso um peso constituído pela divisão da freqüência de estudantes sorteados naquele curso pela freqüência de entrevistas validadas naquele curso. No CD-ROM consta uma descrição pormenorizada dos procedimentos tomados e dos resultados apurados na ponderação desse survey.

62 Até onde sei, as informações disponíveis sobre o número de estudantes por curso da UFJF provêm, todas elas, da mesma fonte utilizada para a produção da amostra do survey dos estudantes da UFJF, a saber, os registros de matrícula do DARA da UFJF.

TABELA 2:ESTUDANTES SORTEADOS E ENTREVISTAS VALIDADAS POR CURSO DA UFJF