• Sonuç bulunamadı

VERGİYİ DOĞURAN OLAYIN İSNADİYET UNSURU (ŞAHISTA GERÇEKLEŞME)

VERGİYİ DOĞURAN (TİPE UYGUN) OLAYIN UNSURLARI

E. Türk Vergi Sistemindeki Vergiler Açısından Verginin Konusu

IV. VERGİYİ DOĞURAN OLAYIN İSNADİYET UNSURU (ŞAHISTA GERÇEKLEŞME)

A Lumen Gentium ressalta o projeto de salvação divina por meio de um povo escolhido. O documento conciliar dedica todo o segundo capítulo para tratar desse

povo: como ele surgiu, suas características e a sua relação com o mundo. Já no

início do capítulo, o documento descreve que Deus quis salvar e santificar os homens, formando um povo, para o qual Ele se revelaria para que o servisse. Desta forma, Deus escolheu Israel e estabeleceu com ele uma Aliança e foi instruindo-o gradualmente, manifestando a si mesmo e os seus desígnios de salvação. Tudo aconteceu em preparação da Aliança nova e perfeita que foi selada com a vinda de Cristo, quando ele mesmo revela plenamente a predileção de Deus por seu povo. Um povo messiânico que tem como cabeça Cristo, “o qual foi entregue pelas nossas faltas e ressuscitado para a nossa justificação” (Rm 4,25). A condição desse povo “é a da dignidade e da liberdade dos filhos de Deus […] tem por lei um mandamento novo, de amar como Cristo nos amou (cf. Jo 13,34); e tem por fim o Reino de Deus” (LG 9). Esse povo messiânico, que ainda não abrange atualmente todos os homens, é para toda a humanidade como um germe fecundíssimo de unidade, de esperança e de salvação. A Constituição Lumen Gentium afirma que “do mesmo modo que Israel segundo a carne, […] é chamado Igreja de Deus, assim também o novo Israel do tempo atual […] chama-se Igreja de Cristo, porque ele a conquistou com teu sangue, encheu-a do seu Espírito e a dotou com meios aptos para uma união visível e social” (LG 9). A Igreja de Cristo, portanto deve estender-se a todas as regiões do mundo para levar o Evangelho de Jesus aos confins da terra e alcançar todos os povos.49

O Concílio ainda destaca a proposta de que, do mesmo modo que Jesus revelou a obra da redenção na pobreza e na perseguição, cabe a Igreja também, como discípula de Cristo para comunicar aos povos os frutos da salvação, seguir o mesmo caminho. A Igreja não foi fundada para alcançar glórias terrestres, mas para

48 Cf. ALMEIDA, Antonio José de. Lumen

Gentium, a transição necessária. p. 76-77.

anunciar, também com seu exemplo, a humildade e abnegação. Dessa forma, ela deve estar a serviço de todos os que sofrem reconhecendo assim, na face dos pobres e sofredores, a própria imagem do Cristo.50

A Constituição Dogmática sobre a Igreja também faz referência à universalidade do único povo de Deus, a qual se estende a todos os povos da Terra, dentre eles estão seus membros, pois eles são cidadãos do Reino de Deus, que possui natureza celeste e não terrestre. Todos os fiéis espalhados pelo mundo se comunicam uns com outros por meio do Espírito Santo, porque o Reino de Deus não é deste mundo (cf. Jo 18,36). A Igreja, o Povo de Deus, ao implantar o Reino não retira nenhum bem temporal de cada povo, ao contrário, fomenta e assume as suas qualidades, o seu patrimônio cultural e seus costumes, naquilo que tem de bom. No Reino, os povos são assumidos, purificados, fortalecidos e elevados. Este caráter universal que distingue o Povo de Deus é dom do Senhor. A Igreja, sob a sua cabeça, que é Cristo, congrega na unidade do Espírito a humanidade inteira com tudo o que ela possui de bom. Assim, cada um pode contribuir, com os demais e com toda a Igreja, com os dons que lhe são peculiares. Isso ajuda no crescimento de todos e na comunicação mútua com objetivo comum de alcançar a plena unidade. Outro aspecto importante dentro desta característica da Igreja Povo de Deus, levando-se em conta a sua própria organização, é que as Igrejas particulares com suas tradições peculiares não ferem a unidade que está centrada no sucessor de Pedro. Protegendo, assim, as diversidades legítimas e cuidando para que as particularidades não prejudiquem, mas contribuam positivamente para manter a unidade. A Lumen Gentium conclui este assunto explicando que, a universalidade desta unidade do Povo de Deus, prefigura e promove a paz universal, a qual é chamada a viver toda a humanidade. Mesmo de maneiras diferentes, tanto os católicos como todos os cristãos e mesmo todos os seres humanos são chamados à salvação pela graça de Deus.51

A formação do Povo de Deus está ligada à construção do Reino e ao mandato de Jesus, que ele fez primeiro aos Apóstolos e que a Igreja recebeu para levar aos confins da Terra anunciando a verdade da salvação: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e

50 Cf. CONSTITUIÇÃO Lumen Gentium sobre a Igreja. In: CONCÍLIO VATICANO II. n. 8.

do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei.” (Mt 28,19- 20). Desta forma, “a Igreja conjuga esforços para que o mundo inteiro se transforme em Povo de Deus, corpo do Senhor e templo do Espírito Santo” (LG 17).52

A Lumen Gentium, ao citar a índole escatológica da Igreja, ensina que ela só será consumada na glória celeste no tempo da restauração de todas as coisas (cf. At 3,21) quando o mundo e o homem serão totalmente renovados em Cristo (cf. Ef 1,10). Quando Cristo foi levantado na cruz, atraiu para si a humanidade (cf. Jo 12,32-33) e quando ressuscitou enviou o seu Espírito vivificante sobre os apóstolos, constituindo, assim, por meio do Espírito Santo, o seu corpo, que é a Igreja como sacramento universal de salvação, alimentando-a com o seu próprio corpo e sangue. Portanto já começou em Cristo a prometida restauração, impulsionada com a vinda do Espírito Santo e que continua por meio da Igreja, na esperança da salvação. Já é presente o fim dos tempos (cf. 1Cor 10,11), a renovação do mundo já vai realizando- se de certo modo, a Igreja já vive a santidade verdadeira, apesar de imperfeita, até que haja céus novos e nova terra, onde habitará a justiça (cf. 2Pd 3,13).53

A Lumem Gentium, no oitavo e último capítulo que trata da presença de Maria, a Mãe de Jesus no mistério de Cristo e da Igreja, cita que ela é imagem e primícia da Igreja. Maria brilha como sinal de esperança segura e de consolação aos olhos do Povo de Deus que caminha peregrinando até que chegue o dia do Senhor (cf. 2Pr 3,10).54