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TBK M 603’ün Getirdiği Yenilikler

Belgede Aval kurumu (sayfa 84-90)

2.2 Avalin Benzer Kurumlarla Karşılaştırılması

2.2.1 Avalin Kefalet Sözleşmesiyle Karşılaştırılması

2.2.1.4 TBK M 603’ün Değerlendirmesi

2.2.1.4.1 TBK M 603’ün Getirdiği Yenilikler

No desenvolvimento deste item, serão apresentados alguns documentos sobre a paróquia de São José da Barra Longa. Consideramos importantes tais depoimentos, para melhor explicar os próximos capítulos que focalizam a fé e a cultura dentro de um contexto musical e social da citada terra. Tal contexto cultural, conforme já se afirmou, será identificado na obra em estudo do compositor José de Vasconcellos Monteiro.

Com efeito, duzentos e cinqüenta anos de história sobre a paróquia, enriquecidos ao longo do tempo, orientam e esclarecem a pesquisa sobre a história de uma cidade. Queremos, assim, realçar trechos raros, expostos no livro Monografia de

Barra Longa, (1962) do Cônego Raimundo Trindade, que comprovam quão remotas

são a cultura religiosa dos barralonguenses e os reflexos da arte sacra portuguesa que se revelam no acervo religioso da cidade. Eis alguns trechos em que o autor registra detalhes importantes da ascensão da cidade ao ser transformada em paróquia:

Em 1917, estando eu a exercer o ministério paroquial em Barra Longa, promovi ali luzidas festas a fim de comemorar dignamente, a 16 de fevereiro do ano seguinte, o bicentenário da elevação daquela localidade à categoria de paróquia. Levou-me a essa comemoração o ensino dos mais autorizados mestres da história regional de Minas, Diogo de Vasconcellos e Nelson de Senna no seu precioso Anuário de Minas, Vol.I. onde afirmavam formalmente

que a velha freguesia fora instituída a 16 de fevereiro de 1718. Devo confessar, no entanto, que eu suspeitava da exatidão de tal data. Custava-me crer que Barra Longa fosse a mais antiga paróquia de Minas, mais antiga que a Vila do Carmo (Mariana), que as duas de Vila Rica, que as de Sabará, São João Del Rei e outras. Mas, a lição dos mestres era categórica e a ela não podia o obscuro vigário de Barra Longa contrapor documento algum de peso histórico. Assim, as festas se celebraram e celebraram-se com entusiasmo e pompa superiores às possibilidades da nobre e velha terra” (TRINDADE, 1962, p.07).

Em 1923, transferido para Mariana, ativei-me ali em pesquisas mais aturadas. Dois anos depois, inesperadamente, deparou-me o documento ansiosamente desejado e infatigavelmente procurado. Era a sentença, proferida em autos de justificação por Dom Frei João da Cruz, pela qual ele desmembrava da freguesia do Furquim a capela da Barra Longa (sic) e elevava-a à dignidade de paróquia. Era o tiro de misericórdia na questão. Barra Longa fora criada freguesia a 21 de outubro de 1741 (TRINDADE, 1962, p.08).

Das varandas da fazenda da Barra, sim, via-se (já não se vê, porque um bárbaro do século XIX pôs abaixo o nobre solar), a cem metros, se tanto, a barra dos dois rios; daquelas mesmas varandas ouviam-se, a acordarem misteriosas saudades, as ave-marias tangidas no alto campanário da matriz de Barra Longa (TRINDADE, 1962, p. 20).

2.1.1.1 Importantes documentos sobre a capela primitiva do local:

José Ferreira Torres é um nome que o católico barralonguense não pode deixar em esquecimento. Foi esse benemérito homem quem erigiu a primeira igrejinha de São José, a mesma que, no desdobrar dos anos, veio a se transformar na majestosa matriz barroca, que monumentaliza a avenida principal da cidade (TRINDADE, 1962, p. 23).

Como governador e perpétuo administrador que sou do mestrado, cavalaria e Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo, faço saber a vós, Provedor de minha real fazenda das Minas Gerais, que, atendendo ao que me representaram os moradores do Ribeirão das Minas do Ouro Preto sobre que sendo eu servido fazer-lhes mercê mandar fabricar a capela-Mor da Igreja do senhor São José da Barra Longa, freguesia novamente erigida, para o que lhe mandei passar Provisão a vós cometida em dezessete de fevereiro de mil setecentos e cinqüenta e sete não entenderes que nela se compreendia tão bem o retábulo e sacristia e por isso não mandavas pôr a lanços e porque certamente era de minha real intenção que aquela obra de todo se completasse, pois de outra sorte vinha a ficar sem o devido efeito por se não poder celebrar os sacrifícios e administrar os sacramentos aos paroquianos me pedirem lhes fizesse mercê mandar se pusesse tão bem em lanços o retábulo e sacristia da Capela-Mor da igreja, o que visto e respostas que deram os Procuradores de minha real fazenda e o Geral dos Ordens (sic); hei por bem ordenar-vos mandeis também pôr a lanços o retábulo da dita Capela-Mor e sacristia da dita igreja, fazendo arrematar pelo mais baixo preço na forma da dita provisão e de tudo o que obrares me dareis conta o que assim cumprireis. El Rei, nosso senhor, o mandou pelos desembargadores Manuel Ferreira de Lima e Francisco de Campos Limpo, deputados (sic) do despacho da Mesa da Consciência e Ordens. Constantino Pereira da Silva a fez em Lisboa aos vinte e três de maio de mil e setecentos e sessenta. Pagou desta, quatrocentos réis e de

assinaturas trezentos e quarenta réis. João Correia. Manuel de Carvalho Alpoim a fez escrever. Francisco de Campos Limpo. Manuel Ferreira Lima. Por despacho da Mesa da consciência e Ordens de vinte e dois de março de mil setecentos e sessenta (TRINDADE, 1962, p. 26).

A primitiva capela de São José da Barra Longa (sic), desde sua fundação até 1741, fez parte integrante, na condição de filial, da freguesia do Furquim. Neste ano, a 21 de outubro, desmembrando-a da referida freguesia, Dom Frei João da Cruz, bispo do Rio de Janeiro, a cuja diocese pertencia então o distrito das Minas do Ouro, elevou-a à categoria de paróquia, vinte e três anos depois do dia, afirmado pelos velhos historiadores, como sendo o da criação da freguesia (TRINDADE, p. 31).

Bem ao centro da localidade, olhando para o norte, ergue-se majestosa a igreja matriz. É ainda, sem embargo de mal tratada pelo homem e pelo tempo, um dos magníficos templos da arquidiocese. Seu exterior pouco tem de notável, senão a majestade de suas dimensões. [...] Mede quarenta e cinco metros de fundo, dezoito de largura e desde a base até ao pé da cruz que coroa a empena, (sic) vinte e cinco metros. O interior, no entanto, é digno de ser visitado. Nove rasgadas janelas no corpo do edifício, sendo três no frontispício, e quatro grandes óculos na Capela-mor, coam-lhe para dentro claridade que a banha toda. Três espaçosas arcadas, sustentando as tribunas laterais, estabelecem divisão entre a nave principal e os corredores. Por sobre as tribunas, seis outras arcadas de variado gosto, terminando em cimalha bem trabalhada, sustentam o forro abaulado. O altar mor, com seu belo retábulo encimado por artístico escudo das armas portuguesas, desafia a atenção com suas colunas, arcos, nichos, tudo de delicada arquitetura, obra do acreditado artista Vieira Servas. O arco-cruzeiro é também digno de nota. Coroa-o, sustentado por dois formosos anjos de grande vulto (sic), outro escudo das armas lusitanas, vítima de um pinta-monos que cobriu de um prateado abominável o ouro reluzente da coroa real. Além do altar-mor, conta a matriz com dois outros altares laterais, consagrados, o do lado do evangelho à Nossa Senhora de Lourdes (outrora à Senhora do Rosário), e o do lado da epístola à Senhora das Dores. A matriz de Barra Longa é ainda monumento que honra nossa gente e documento imperecível dos sentimentos religiosos de nossos antepassados (TRINDADE, 1962, p. 57).

Belgede Aval kurumu (sayfa 84-90)