2.2 Avalin Benzer Kurumlarla Karşılaştırılması
2.2.1 Avalin Kefalet Sözleşmesiyle Karşılaştırılması
2.2.1.4 TBK M 603’ün Değerlendirmesi
2.2.1.4.2 TBK M 603’ün Avale Uygulanabilirliği
Da cultura e da teologia constam palavras faladas e escritas sobre São José. Ele não nos deixou nenhuma palavra, mas, deixou-nos seu silêncio, o digno exemplo de homem justo, trabalhador, esposo, pai e educador, o que se reveste de um grande sentido. Temos um repertório, tirado da Bíblia, das seguintes passagens do Novo Testamento que se referem a São José: Genealogia de seu Filho Jesus, Mateus, (1,16); Lucas, (3,23). Anunciação do Nascimento de seu Filho Jesus, Lucas, (1,26-27. 34); O Nascimento de seu Filho Jesus, Lucas, (2,1. 15-16). A Fuga para o Egito, Mateus, (2,13-15). A Família Vai Morar em Nazaré, Mateus, (2,19-23). Apresentação
de Jesus no Templo, Lucas, (2,22. 27.33.39). Jesus aos 12 Anos no Templo, Lucas,
(2,41-51). Filho de José, o Carpinteiro, Lucas, (4,22); João, (1,45; 6,41-42) (BOFF, 2005, p. 15-19).
Isso nos leva a entender que, ainda não existe, na reflexão teológica, estudos sobre São José, mesmo que, na piedade popular e na meditação de teólogos, padres, papas e outros, ele seja constantemente lembrado. Isso, sem contar que, milhares de homens, por crença popular neste homem considerado santo, carregam o nome de José.
Nos últimos tempos, têm se expandido, cada vez mais, estudos sobre São José. Muitos teólogos e pesquisadores importantes de vários lugares do mundo, como T. Stramare na Itália e H. Rondet, na França, dentre outros, criaram alguns centros
relevantes de documentação e pesquisa com revistas classificadas sob o nome de
Josefologia. Acreditamos até que a grande devoção pelo santo aumentou no século
XVII, quando muitos teólogos começaram a discutir predominantemente esse assunto. Além disso, há, na literatura, mais de quinze mil títulos, de vários gêneros, sobre São José, o que nos leva a refletir sobre a grandeza desse santo (BOFF, 2005, p. 20).
Com efeito, nossa tarefa sobre esse assunto, em nosso trabalho, não é comentar, partindo de textos bíblicos, a grandeza desse santo, mas, sim, discutir o contexto que envolve a fé na sua proteção, o que nos dará consistência para desenvolvermos assuntos sobre as tradições herdadas que nos levarão às intenções de comunicação por meio da obra denominada Missa Dedicada a São José.
Assim, ousamos fazer um comentário especial sobre esse santo que se torna a raiz de tudo, e nos ajuda a refletir sobre a fé e cultura de um povo.
Nos evangelhos não há um discurso sobre José, como é feito sobre Isabel, sobre João Batista e sobre o próprio Jesus. Ele sempre aparece no contexto familiar, pois aí, como esposo e pai, é o seu lugar natural. Dele não se transmite nenhuma palavra, somente sonhos; nenhum dado, nem de seu nascimento nem de sua morte. Quando Jesus começou sua vida pública, com a idade de mais ou menos trinta anos (“Cf.”17 Lucas 3,23), José presumivelmente já havia falecido. Só os apócrifos falam de sua fé e fornecem detalhes minuciosos sobre sua morte (BOFF, 2005, p. 43).
Ora, José é um homem do interior, da pequena vila de Nazaré não mencionada em todo o Antigo Testamento, cuja profissão é de construtor artesão, nome genérico para designar pessoas que trabalham com madeira, pedra e ferro. As fontes da época citam
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que o construtor era fundamentalmente um carpinteiro que fazia casas, telhados, cangas, móveis, rodas, prateleiras, bancos, remos, mastros, etc. Mas, sabia também trabalhar com pedras, construindo casas, muros, sepulturas e terraços; e manejava o ferro para fazer enxadas, pás, pregos e grades (BOFF, 2005, p. 44).
O construtor, carpinteiro e artesão tinha normalmente sua oficina no pátio da casa, onde se encontravam as madeiras empilhadas, o serrote, a machadinha, o martelo, os pregos, as cunhas, o prumo, o esquadro e o rolo de barbante. Jesus foi iniciado na vida profissional, dentro da oficina de seu pai José. Assim, ficou conhecido como “o filho do
carpinteiro” (MATEUS, 13-55) ou simplesmente o “carpinteiro”.
Ademais, ninguém vivia apenas de uma única profissão. Normalmente, todos tinham alguma relação com o trabalho no campo, fosse cultivo de frutas, pastoreio de cabras, etc. Com certeza, José e Jesus também faziam esses trabalhos. Foi nesse mundo de trabalhos, das mãos calosas, do suor no rosto, das canseiras cotidianas e do silêncio que se desenvolveu a vida anônima do trabalhador José.
Uma das poucas coisas seguras que os evangelistas nos dizem de José é esta: ele era o homem de Maria (“Cf”. MATEUS 1,16,18,20.24; LUCAS 1,27;2,5), seu único esposo. Mas, antes de ser marido, perante a prática judaica, foi seu noivo (MATEUS 1,18; LUCAS 1,27), embora o noivado tivesse juridicamente o mesmo valor que o casamento (BOFF, 2005, p. 46).
Com efeito, sabemos da importância das genealogias na tradição das famílias judaicas. Era uma espécie de carteira de identidade de cada pessoa. Cada um e cada família sabiam de que tribo provinha e quem eram seus antepassados. José era da tribo de Davi, o rei, o profeta, poeta, cantador e guerreiro. E a origem era definida pela linha paterna. Então, o evangelista Mateus escreveu resumidamente a genealogia de
Jesus pela linha de José, repetindo o refrão por 39 vezes (“Abraão gerou Jacó, Jacó gerou Isaac, Isaac gerou’’..., etc.). Quando chega ao ponto principal ao dizer “José
gerou Jesus”, dá uma reviravolta e diz: “Jacó gerou José, esposo de Maria, da qual nasceu Jesus, chamado Cristo” (MATEUS 1, 16), (BOFF, 2005, p. 49).
São Mateus caracteriza a personalidade de José, atestando que ele era um homem ‘justo’ (cf. 1,19ª); o mesmo diz São Lucas com referência a Simeão (cf. 2,25). Ora, o sentido da palavra justo, na compreensão judaica vai além da nossa compreensão usual, que é a pessoa que dá valor exato às pessoas e às coisas, que age com retidão, que ama o direito e observa as leis. A visão bíblica comporta esses elementos e outros mais. Existe uma verdadeira espiritualidade de pessoa piedosa que vive intensamente a ordem do amor de Deus, cultivando com Ele, sensível a seus desígnios, expressos pela lei como manifestação viva de sua vontade. O piedoso insere-se integralmente na tradição espiritual do povo, através da prática religiosa familiar, da participação nas festas sagradas e na freqüência semanal à Sinagoga (BOFF, 2005, p. 60).
Esse homem possuidor do dom da piedade se transformou num justo quando ganhou irradiação na comunidade, educando, pelo seu exemplo, os mais jovens, conquistando, pela conduta íntegra, a confiança dos demais e se tornou uma referência coletiva. Sua vida mostra a verdade de seu fervor religioso e sua integridade o torna um modelo de adesão a Deus. O conjunto desses valores constitui o “justo” na compreensão bíblica.
Logicamente, ele era um trabalhador e, como tal, era silencioso. Antes, o trabalho foi o lugar normal do ganha-pão e também na meditação dos desígnios divinos. O amor a Deus e ao próximo, a observância das tradições e da lei constituía a aura que
inundava sua casa e sua oficina: essa atmosfera foi fundamental na educação de Jesus. Além disso, foi um pai que cuidou da família no exílio e nas mudanças; educou Jesus e o introduziu nas tradições. Isso fez de São José uma figura relevante: “aquele que veio do silêncio foi quem, primeiro, escutou a palavra de Deus” (BOFF, 2005, p. 61). Foi nesse sentido que a Igreja o indicou como amparo e modelo para todos os operários que celebram, no dia 1º de Maio, a Festa do Trabalho.