3.2 Aval Verenin Savunma Olanakları
3.2.1 Kambiyo Senetlerinde Def’iler
3.2.1.2 Kambiyo Senetlerinde Def’ilerin Sınıflandırılması
Uma obra de arte adquire as qualificações de sacra ou litúrgica, não apenas pelo fato de se revestir de determinados traços ou marcas que a distingam como tal. No entanto, não é incoerente chamar de ‘sagrado’ ou ‘sacro’ tudo o que tem alguma relação com o transcendente, e de 'litúrgico' tudo o que se opera na liturgia, em completa sintonia com o seu espírito, ajudando, de modo próprio, a realidade litúrgica a se realizar plenamente na sua dimensão natural, isto é, apoiando-se na colaboração do homem para com Deus. Assim, tal arte pode ser também chamada de sacra e religiosa pelo fato de ser consagrada a Deus e à relação do homem com Ele47 (SARTORE, 1992, p. 88).
A arte impregna a liturgia com todas as suas manifestações e exprime seu vasto conteúdo semântico. As suas expressões subtraem o rito à vulgaridade da ação comum e lhe conferem hieraticidade e tom impessoal correto e justo, de modo que ele possa ser visto como ação de todos e que todos nele possam espelhar-se comunitariamente.
Disto é testemunha a obra em análise que, através de sua arte, nos transmite a eloqüência de certos signos, repetidos ao longo dos séculos com devoto respeito, até socializá-los.
Juntamente com a música e as cores, as linhas arquitetônicas e plásticas, cria- se em torno da celebração litúrgica o ambiente que, com sugestividade equilibrada,
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Temos, portanto, arte litúrgica quando os caracteres específicos da liturgia se manifestarem de modo superior, filtrando-se e expressando-se com a linguagem corrente, de forma tal que a Igreja pode, com razão, afirmar que nunca teve para si "estilo artístico particular e específico" (SC 123). Todo artista, na verdade, em todos os tempos, pode fazer arte litúrgica quando se inspira no espírito da liturgia ou quando põe a serviço desta as suas qualidades artísticas (SARTORE, 1992, p. 88).
auxilia o fiel a entrar na atmosfera festiva do rito e a compreender os significados fundamentais dos diversos componentes da sua celebração (SARTORE, 1992, p. 89). É o que se dá, por exemplo, na festa de São José.
Um primeiro tipo de sistema de símbolos é a decoração dos andores para festejar São José, a Igreja, o repique de sinos e outros que, servindo-se de sinais convencionais, querem indicar uma realidade espiritual particular, presente no lugar, no dia da festa.
Com efeito, nesse contexto, além da dimensão sacra, a obra possui função simbólica, pois aparece com um conjunto de fatos humanos, entre eles, aspectos litúrgicos e fenomenológicos, segundo a religião católica48.
Na liturgia49, a Missa dedicada a São José constitui o momento da ação salvífica de Deus sobre o homem, de tal modo que os homens, uma vez assumidos no mistério de Cristo presente no rito, possam louvar e glorificar a Deus “em Espírito e Verdade”. A obra, antes, é um sujeito passivo da liturgia e, só depois, torna-se sujeito ativo. Ela prolonga a tradição em símbolos e palavras. Os aspectos artísticos nela inseridos são auto-expressivos.
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A análise fenomenológica, segundo os princípios da religião católica, é usada como método. A fenomenologia é um esforço de leitura e de descrição fiel da realidade; um esforço no sentido de apreender, a partir de situações existenciais particulares, analisadas de maneira concreta e rigorosa, realidades superiores das quais elas são manifestação. A análise fenomenológica é fecunda, seja para aprofundar nosso conhecimento das analogias da fé (por exemplo, a análise da palavra, do testemunho e do encontro como experiências humanas para melhor penetrar o mistério da revelação), seja para melhor compreender aquelas experiências que são fruto conjugado da ação divina e da liberdade humana (no fenômeno da conversão, o jogo dos fatores que encaminham para a fé e os comportamentos novos que ela suscita). Sem dúvida, há sempre inadequação entre as observações feitas e a realidade sobrenatural da vida de fé, mas a análise fenomenológica não deixa de ser um meio válido e utilizável de aproximação (LATOURELLE, 1981, p. 95).
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A liturgia não é celebração de nós mesmos, mas epifania (manifestação atualizada do Sagrado) que nos faz participantes. Por isso, não é algo mundano, mas é a ação da Alteridade impedindo, assim, a criação de ídolos, modismos e outros. “Objetivamente, ‘neste lugar’, o lugar da celebração (com as pessoas, os materiais, os objetos, as paredes, os sacramentos, tudo), é que se dá a Ação da Presença do invisível em que Cristo, gratuitamente, nos transmite (daí a idéia de tradere = entregar = tradição) Sua vida” (PASTRO, 1986, p. 35).
A obra na liturgia não é o âmbito em que vamos desenvolver um papel. É a casa na qual Cristo é o hóspede. O compositor em seu aspecto litúrgico não é o homem, mas o Homem de fé. Sem essa visão de fé, a obra, no contexto, em nada difere de uma simples obra musical, não justificando o profundo significado da Missa.
A linguagem da obra dentro da liturgia precede-nos. Nós a recebemos desde o Antigo Testamento, por meio das ações simbólicas, pelos Mistérios do Cristo na Igreja (PASTRO, 1986, p. 44).
A simbologia não está na origem dos sinais. Ela os decifra. Chega ao conhecimento, vivenciando os fatos que chegam até quem os vê, procurando entendê- los e decifrá-los; ou seja, viver a obra, com o próprio coração, com a própria imaginação e a própria memória, com o próprio sentido estético e os próprios recursos corpóreos: visão, audição. O cantar da obra litúrgica, nesse contexto, torna-se uma atividade simbólica: une e realiza seu objetivo naquele instante.
O espaço em que ela é cantada remete-nos a outra ordem das coisas e, por isso, deve ser contextualizado. O espaço deve nos levar a entender a ação do compositor inserido num lugar onde cada elemento se compõe com os outros, onde a assembléia e o celebrante entram numa harmonia de modo que, assim, cada qual possa captar, por todos os poros, a própria celebração, onde os paramentos falam por si mesmos.
Se o tempo de salvação é linear, o tempo litúrgico é uma maravilha que volta como as estações do ano e nos dá sempre novas oportunidades (PASTRO, 1986, p. 47). Por isso, o estudo sobre a liturgia nos revela a importância da vivência e a aplicação da obra no ritmo do tempo e das estações, o calendário solar para a festa de São José.
Apresentamos, abaixo, o contexto litúrgico em que a obra está inserida:
Representação da função simbólica da música. Sua descrição será desenvolvida no decorrer das análises da Missa dedicada a São José50
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FIGURA 7- Quadro metodológico que representa a função simbólica da música. Fonte: Capítulo I desta dissertação. Elaboração: Maria da Consolação Anunciação
CULTURA: sua função é edificar trabalho, arte e
religião. Seu resultado corporifica a identidade de
uma comunidade.
ETHOS (estrutura-se em tensão com o objeto, que o coloca intrínseco à cultura).
SISTEMA DE SÍMBOLOS (PORTADOR LATENTE DE SIGNIFICAÇÕES)
SIGNIFICADO (TRANSCENDÊNCIA DO SUJEITO INDIVIDUAL OU COLETIVO MANIFESTANDO-SE NA
FORMA SIMBÓLICA).
Objeto = Lado objetivo
PRAGMA: FUNÇÃO COMENSU- RANTE PRÁTICA: SUBJETIVA E OBJETIVA PROCESSO SIMBÓLICO (REPRESENTAÇÃO DO MUNDO NA SUA OBJETIVIDADE). DETER- MINISMO (espaço de liberdade). MÚSICA
1-PRODUÇÃO DO OBJETO SONORO. 2- OBJETO SONORO.
3- RECEPÇÃO DESSE MESMO OBJETO.
MISSA DEDICADA A SÃO JOSÉ51
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FIGURA 8 – A missa como símbolo da liturgia, apropriada à celebração da festa. Elaboração: Maria da Consolação Anunciação
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A Missa, assim, se acha inserida na liturgia em seus seguintes aspectos:
Intróito - O justo floresce como a palmeira, na plenitude da força, como o cedro do Líbano, plantado na casa do Senhor e nos átrios da casa de nosso Deus. Aleluia,
aleluia, é bom louvar o Senhor e cantar salmos em honra de vosso Nome, ó Altíssimo.
Glória ao Pai.
Oracão da coleta- Senhor, nós vos pedimos sejamos auxiliados pelos méritos do esposo de vossa Mãe Santíssima, para que, por sua intercessão, nos sejam concedidas as graças que a nossa própria força não alcança. Vós que, sendo Deus, viveis.
Gradual52 – Senhor, Vós o preveniste com bênçãos de doçura; pusestes sobre a sua cabeça uma coroa de pedras preciosa. Pediu-vos a vida e largos anos lhe concedeste, longos dias, pelos séculos dos séculos. Aleluia, aleluia. O justo florescerá como a palma e se engrandecerá como o cedro do Líbano. Aleluia.
Epístola – Ele (Moisés) foi amado de Deus e dos homens; sua memória é uma bênção. O Senhor fê-lo semelhante aos Santos na Glória e engrandeceu-o pelo temor que infundia a seus inimigos; ele, com as suas palavras, fez cessar os prodígios. Glorificou- o diante dos reis, deu-lhe seus preceitos, diante de seu povo e mostrou-lhe a sua glória. Por sua fidelidade e mansidão, santificou-o e o escolheu dentre todos os
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O gradual é usado no tempo da quaresma, ou seja, quando São José é celebrado na quaresma. Preferimos explicar o contexto, baseando na celebração do dia 19 de março (geralmente, cai no período de quaresma), dedicado a São José. Se basearmos na comemoração de São José como operário, ou seja, no contexto do dia 1º de Maio, teremos outro Evangelho, e enfim, outro contexto para a Missa.
homens. Porque, Deus o escutou e lhe ouviu a voz, e fê-lo entrar na nuvem. E deu-lhe, face a face, os seus preceitos e a lei da vida e da doutrina (ORIA, 1957, p. 26).
Em tempo pascal, omite-se o Gradual e é dito somente o seguinte:
Aleluia, aleluia. O Senhor o amou e o ornou: e revestiu-o de uma túnica de glória. Aleluia. O justo germina como o lírio, e floresce eternamente diante do Senhor. Aleluia
(Ibidem, p. 27).
EVANGELHO (Mateus, Cap.1, Vers. 18-21)
Estando já desposada Maria, Mãe de Jesus, com José, antes que habitassem juntos, achou-se ter ela concebido do Espírito Santo. Então, José, como era um homem justo e não a queria difamar, resolveu deixá-la secretamente. Mas enquanto intentava isto, um Anjo do Senhor apareceu-lhe em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria como tua esposa, porque, o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo”. E ela dará à luz um filho, ao qual darás o nome de Jesus, porque Ele salvará seu povo de seus pecados (ORIA, 1957, p. 27).
Ofertas - Minha fidelidade e minha misericórdia estão com ele; e em meu Nome se levantará o seu poder.
Secreta53. – Senhor, nós vos rendemos o tributo que vos é devido, rogando humildemente que conserveis em nós os vossos dons por intercessão de São José, esposo da Mãe de vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, porque em sua festiva
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solenidade Vos oferecemos este sacrifício de louvor. Pelo mesmo Jesus Cristo (ORIA, p. 25).
Prefácio – Digno e justo, És, em verdade, merecido e bom, que em todo tempo e lugar, Te damos graças, Senhor Santo, Pai Todo Poderoso, Deus Eterno. E que na festividade de São José, com os devidos louvores, Te engrandeçamos e elogiemos. Porque este fiel e varão justo que deste por esposo da Virgem Mãe de Deus, é o servo fiel e prudente sobre quem constituíste Tua família, para que, executando a ordem do Pai, guardasse a Teu Unigênito, concebido pela obra do Espírito Santo, Jesus Cristo Nosso Senhor. Pelo qual louvem a Tua majestade.
Comunhão - José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua esposa, porque o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo.
Pós-comunhão – Dignai-Vos assistir-nos, ó Deus misericordioso, e por intercessão de São José, vosso Confessor, conservai-nos propício, os vossos dons e graças. Por Nosso Senhor Jesus Cristo.