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Sorumluluğun Niteliği

Belgede Aval kurumu (sayfa 102-108)

2.2 Avalin Benzer Kurumlarla Karşılaştırılması

3.1.2 Sorumluluğun Niteliği

“A celebração da missa, como ação de Cristo e do povo de Deus hierarquicamente ordenado, constitui o centro de toda a vida cristã para a igreja universal, para a igreja local e para cada um dos fieis” (SARTORE, 1992, p. 395). Com base nessas palavras, entendemos que a afirmação nítida e solene com que se inicia a introdução a um novo Missal, fazendo-se eco de muitas tomadas de posições adotadas pelo Vaticano II, não é difícil de se justificar, quando na celebração da missa se capta a presença dinâmica e irradiante do mistério de Cristo ou no singular, isto é, na globalidade do ato da sua redenção, ou no plural, como presença dos ministérios de Cristo, ou seja, dos aspectos ou momentos do único evento salvífico. Com efeito, a repetição das celebrações nada mais faz senão pôr em contato ou canalizar no tempo as “inesgotáveis riquezas” de Cristo, motivo pelo qual constatamos ser verdade que aí temos o centro, o ápice e a fonte de onde decorrem todas as outras graças na igreja.

Na Eucaristia culmina a Religião Católica, tanto em relação ao conjunto dos sacramentos (vistos como conjunto orgânico), quanto em relação a toda a celebração litúrgica da igreja na sua dimensão mais ampla, que abrange o ciclo do ano litúrgico e o

cursus semanal e quotidiano ritmado pela liturgia das horas, como constelação de

Analisando os ricos conteúdos do ministério eucarístico, realmente verificaremos que não existe aspecto da vida e da missão da igreja que não esteja em estreita relação com a missa. Os discursos bíblicos, teológicos, e outros se entrelaçam facilmente em torno dessa celebração, isso sem falar do vasto campo da arte (música, arquitetura, etc.) e das ciências humanas (leis da comunicação, linguagem cultural), problemas que não podemos desenvolver fartamente aqui.

Constitui dado universalmente conhecido e aceito que a Eucaristia tenha o seu início e que encontre as suas linhas essenciais, no gesto que Jesus fez na última ceia com os seus discípulos e a respeito do qual nos chegaram quatro narrações diferentes, que se situam em duas linhas paralelas: Marcos, Mateus e Paulo, Lucas42 (SARTORE,1992, p. 395).

No decorrer dos primeiros séculos do Cristianismo, a Santa Missa era fonte de forças para os fiéis, não apenas quando os sacerdotes celebravam-na no silêncio e nas trevas das catacumbas, mas, também, nas imponentes Basílicas da antigüidade. Aqueles novos tempos, em que outras crenças, diferentes da cristã, enfraqueciam as estruturas da sociedade do Império Romano, além das dificuldades e problemas para validar e triunfar as forças do Cristianismo, a Missa era considerada o instrumento

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Segundo SARTORE (1992, p. 395), estes relatos da instituição de preferência, que, com razão advertem os exegetas, não devem ser tomados como relatórios históricos dos fatos: nas várias redações, ainda que substancialmente concordes, sente-se a influência do uso litúrgico um tanto diferenciado conforme as exigências das comunidades cristãs primitivas. Assim, surge logo a complexidade dos problemas subjacentes, quando se quer determinar, com absoluto rigor, qual foi o núcleo primitivo de onde tudo partiu, a gênese cuidadosa com que foram organizadas as primeiras celebrações eucarísticas, as linhas de evolução em que se pautaram, com o passar do tempo, as várias tradições litúrgicas para se configurarem, especialmente no que diz respeito ao sentido exato e à estrutura fundamental das anáforas ou preces eucarísticas. Aqui, não entra em nosso plano, nem faz parte da nossa tarefa, seguir as análises sutis e as discussões que ainda permanecem vivas entre os especialistas em teologia. Remetendo à bibliografia as pessoas que tenham interesse por aspectos histórico-científicos, aqui queremos apenas reunir alguns pontos que servem para esclarecer o sentido da Eucaristia e a propósito dos quais argumentamos o nosso trabalho.

essencial para a obtenção da redenção. Resumidamente e com preciosas palavras, o Papa Pio X descreveu um programa visando resolver melhor os problemas ocorrentes no Cristianismo: “Restaurar tudo em Jesus Cristo”. Tal programa se encontrava resumido em um só ponto: “A sagrada Eucaristia: sacrifício e sacramento”.

Meras palavras não serviriam de regras para os cristãos: “Os fiéis não devem rezar durante a Missa e sim rezar a Missa”. O santo sacrifício da Missa só seria entendido verdadeiramente, possibilitando a criação de frutos espirituais e ricos para os fiéis, no momento em que entre estes e o celebrante existisse uma união intrínseca, o que possibilitaria aos mesmos e ao sacerdote, representante da Igreja, a combinação perfeita de pensamentos e preces (KECKEISEN, 1960, p. 07).

Em outras palavras, o Santo Sacrifício da Missa não seria uma mera apresentação da doutrina, nem somente uma oração pública, em sua idéia central, mas uma verdadeira ação sagrada. “Fazei isto em memória de mim”. Assim, através deste pedido, Jesus confiou a seus discípulos a prática da ação que, na última ceia, Ele mesmo fez. Hoje, reconhecendo-se como autêntica herdeira do Testamento do Senhor, a Igreja prossegue com esta ação, atuando do mesmo modo e “realizando-se, assim, ação sagrada por excelência da humanidade: a ação Sagrada” (KECKEISEN, 1960, p. 09).

Portanto, a Igreja, orientada pelo Espírito de Deus, segundo a identidade dada por sua doutrina, empenha-se, com dedicação e vigilância, para que os Santos Mistérios sejam tratados com atenção e respeito. Podemos observar o sentido disso nas seguintes palavras:

Nosso Senhor Jesus Cristo, na última Ceia, consagrando o pão e o vinho, transubstanciando-os em seu Corpo e Sangue e dando-os a seus discípulos, constituiu os Apóstolos executores do testamento do Altíssimo. E para o que é essencial, ainda hoje, ordenou aos sucessores dos mesmos que continuassem a “fazer aquela ação” com respeitosa alegria. Unidos, assim o fizeram, relembrando a última Ceia, cantando hinos e cânticos e enviando as suas preces ao Céu (KECKEISEN, 1960, p. 10).

Assim, ao longo dos tempos, para socorrer as carências espirituais das comunidades cristãs e para não desviar essa Ação Sagrada da total independência das inspirações inescrupulosas, a Igreja estabeleceu novas orações e cerimônias da Missa, mas deixando a principal parte tal como a instruíra e executara Nosso Senhor.

4.1.3 A Missa na história: origem e evolução da celebração eucarística, o rito

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