3.2 Aval Verenin Savunma Olanakları
3.2.2 Aval Verenin İleri Sürebileceği Def'iler
3.2.2.1.1 Herkese Karşı İleri Sürülebilen Def’iler
A ciência da linguagem humana cria a língua como algo sistemático e estrutural, cujas partes são atribuições subordinadas que dependem de trocas entre si. Sob o
ponto de vista fonético54 e semântico55, existe uma subdivisão da flexão verbal que expressa a intenção de quem fala em relação ao enunciado. Ou seja, há maneiras de falar, apresentadas sob muitas formas, onde cada parte é colocada gradativamente, uma ao lado da outra, de forma agradável. E onde uma começa, a outra termina. Esse conceito também é defendido, no que se refere à arte, nas seguintes palavras de Sandra Loureiro de Freitas Reis:
A arte, como linguagem, qualquer que ela seja, é também tradução poética da existência como natureza e espírito, como sentimentos e idéias, como história. A tradução poética é mimesis e expressão criadora, representação do mundo, da sociedade e da vida, em uma outra dimensão: “a forma simbólica”. Por isso, a arte é, sob o aspecto representativo, uma metáfora do mundo das coisas, dos procedimentos da vida e do espírito humano. As metáforas são pontes que nos permitem falar de coisas que jamais poderíamos expressar de uma outra maneira. As metáforas constituem a linguagem do indizível. Portanto, a expressão na arte, como tradução e forma simbólica, transcende a simples comunicação. Uma obra de arte na história é, ao mesmo tempo, uma proposição e uma resposta. Segundo Adorno (1970, p. 17), “as obras de arte são respostas às suas próprias questões” (REIS, 2004, p. 09).
Ora, os mundos fonéticos e semânticos são comparados com a armação de uma rede, de tal forma que cada língua é articulada e ligada de um modo especial (SARTORE, p. 630).
Se confrontarmos o português e o latim, percebemos que ambas as línguas, frente à frente, uma com a outra, não alcançam a mesma dimensão, embora, supostamente análogas. Isso porque são diferentes, quanto ao sentido e ao valor de seus sons, já que não se sobrepõem, nem se apresentam como manifestação uma da outra. Se nos
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Fonética – Estudo dos sons da fala de uma língua.
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Semântica – 1- Ramo da lingüística que se ocupa do estudo da significação das palavras. 1.1- Estudo dessas significações através do tempo e do espaço.
prendermos ao ângulo semântico, percebemos, em cada língua, um vocabulário56 estruturado diferentemente em relação aos outros. Assim, constatamos a razão pela qual não existe correlação entre os termos, ou se existe, é apenas semelhança.
Atentemos-nos em relação a isso, tanto em padrão de vocabulário, como de gramática, ao lado de duas línguas que se diferenciam principalmente quanto ao plural e o singular57.
Há, também, diferenças no gênero verbal que destacam o tempo e as formas particulares do ato. Assim, a determinação particular própria deste ato persiste na língua e não se vale de classe temporária, mas de referências rápidas que caracterizam a língua como algo dinâmico e inédito.
Por menor que seja a unidade lingüística, ela é significativa, tornando-se parte interior de sua língua. Tal significação se dá pelo fato de que cada unidade completa um todo, em situação e instante diferentes, onde todos os padrões se encontram em união, uns com os outros.
Esse valor semântico também percebemos através dos conglomerados que uma unidade institui em relação à outra e pelo espaço que ela preenche na língua julgada pela sua ordenação, pelo balanço sólido de uma frase e pela forma como acontece a comunicação. Portanto, cada unidade forma um conjunto de características próprias e exclusivas no campo semântico, porém, seu valor ultrapassa a si mesma (eis porque, cada palavra gera muitos significantes). Ela demarca, planeja e constitui um sistema de signos, contribuindo, uniformemente, para a formação das conexões, dos contrastes e
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O vocabulário do latim clássico ou do latim litúrgico, comprovado pelo sacramentário veranense, possui um arcabouço variado nas diversas línguas. Basta entender que ele foi traduzido para o Missal Romano, em língua própria de cada país (SARTORE, 1992, p. 630).
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das divergências entre uma língua e outra. Nesse sentido, são preciosas as seguintes palavras de Saussure:
O mecanismo lingüístico, escreve Saussure - gira inteiro em torno de sua identidade e de suas diferenças, sendo, nada mais, nada menos, do que contrapartida delas; os elementos se mantêm reciprocamente em equilíbrio, segundo regras determinadas, a noção de identidade se confunde com a de valor e vice-versa. Todas as várias unidades, que convergem para a mesma área semântica, limitam-se reciprocamente, ampliam-se ou restringem-se com a falta ou a presença de outras concorrentes (SAUSSURE apud SARTORE, 1992, p. 630).
Tal idéia é também confirmada nas seguintes palavras:
Não temos mais idéias - escreveu recentemente V. Bertalot, talvez acentuando excessivamente o problema - porém valores semânticos definidos negativamente: são o que os outros não são ou também poderia ser: ‘sou o que os outros não são’ (BERTALOT apud SARTORE, 1992, p. 630).
Segundo Saussure, a dialética língua–palavra toma para si um valor primordial na lingüística, diante da peculiaridade do sentido de ambas. Isso porque, toda língua, com suas unidades selecionadas metodicamente e na sua ordenação, é resultado de um acordo coletivo.
E torna-se criação, razão pela qual é libertada do poder individual que, por si só, não pode reinventá-la no mínimo que seja, mas rende-se exclusivamente a ela, pretendendo comunicar-se. O homem só pode dela gozar, após uma compreensão de seu processo (SAUSSURE apud SARTORE, 1992, p. 631). A língua surge como uma listagem metódica, cuja instrumentação abrange muitos componentes utilizados quando falamos.
E as normas a serem respeitadas constituem um manancial, guardado pelo hábito de quem fala ou escuta. Esse padrão individual é de grande valor e de fundamental
qualidade, pois as palavras são classificadas como prováveis arranjos que o falante elabora para transmitir o seu pensamento, servindo-se de um conjunto de qualidades inatas, adequadas para uma língua.
As palavras tornam-se ação continuada, gerando a manifestação lingüística, no jogo que deve seguir suas regras. Os meios estabelecidos, não conhecidos, de antemão, a falta de conhecimento, a rejeição mesmo de parte dessas regras, tornam intransigente a comunicação no ato lingüístico.
Mas, tudo o que se constitui regra para haver comunicação transforma-se num exato acontecimento, tornando-se propriedade de um sistema, baseado nas convenções já confirmadas pelo seu uso. Portanto, a língua só é produzida graças a incalculáveis titulações e combinações das palavras. Há uma conexão dialética entre língua e palavra, sendo que o ultimo termo só pode ser usado, quando retirado da língua, enquanto esta, por sinal, só é permitida originando-se da palavra (SARTORE, 1992, p. 631).