KOBİ’lerin orta vadeli olarak “bilgi”yi tüm faaliyetlerinin merkezine almaları ve bir vizyon değişikliğine gitmeleri, profesyonel yönetim anlayışını benimsemeleri, eğitime önem vermeleri,
SOSYAL SİGORTALAR KURUMU MEVZUATINDA MESLEK HASTALIĞI NEDENİYLE SİGORTALILARA SAĞLANAN YARDIMLAR VE İŞVERENLERİN SORUMLULUKLARI
O grande pregador escreve acerca de alguns Judeus convertidos: E nos tempos mais modernos, houve sempre varões insignes assi- naladíssimos em virtude e acérrimos defensores da Fé de Jesus Cristo, como foram Santo Helião19, arcebispo de Toledo, escritor nobilíssimo espanhol; Miguel Adão, alemão; Nicolau de Lira, in- glês20; Paulo Herédio, Pedro Afonso, inimigos declarados dos erros da sua nação e zeladores da Fé de Jesus Cristo; Paulo Burgense, D. Afonso de Cartagena, e outros muitos que refere Eusébio, a quem elogiou o padre frei Jerónimo, escritor gravíssimo e venerado em todas as virtudes21.
É também conforme à sentença comum de todos os teólogos, os quais assentam que, para defesa e conservação dos reinos, podem os prín- cipes confederar-se e chamar e unir a si qualquer género de infiéis.
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Não menciona São Clemente, romano, de origem hebraica, que é o autor da Epís- tola de Clemente Romano (segundo Clemente de Alexandria e Orígenes), o pri- meiro documento de literatura cristã, endereçada à Igreja de Corinto, em que de- fende primazia da sé de Roma; pede para que recebam os bispos que tinham sido expulsos injustamente dizendo: «Se algum homem desobedecer às palavras que Deus pronunciou através de nós (plural majestático), saibam que esse tal terá co- metido uma grave transgressão, e se terá posto em grave perigo”. E S. Clemente incita então os Coríntios a “obedecer às coisas escritas por nós através do Espírito Santo» (São Clemente, Epístola aos Coríntios, Ep. 59). «Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça» (Carta aos Coríntios 46, 6; «Como Deus vive, assim vive o Se- nhor e o Espírito Santo» (Carta aos Coríntios 58, 2.).
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Em vez de Julião de Toledo (642-690).
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Era francês e não inglês.
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Aproveitamos esta afirmação para identificar algumas das personali- dades referidas por Vieira.
1. ALFONSO DE Cartagena (Burgos, 1384 – Villasandino, 1456), que foi bispo de Burgos, escreveu obras sobre história, moral e outros temas. Contam-se ainda um comentário ao Salmo “Judica me, Deus” e o famoso Defensorium fidei, também chamado Defensorium unitatis chris- tianae (1449-50), que é um texto em defesa dos Judeus convertidos.
2. Julian of Toledo (642-690), nasceu de uma família judia em Tole- do. Discípulo de Santo Eugénio II e arcebispo de Toledo, foi o primeiro prelado a ter a primazia sobre toda a Península Ibérica, posição que asse- gurou por ter sido envolvido no envenenamento de Wamba, rei dos Visi- godos.
Presidiu a vários concílios e fez a revisão da liturgia moçárabe. Foi um escritor diversificado. Encorajou os reis visigodos a agirem duramen- te contra os Judeus. Por exemplo, ao presidir ao 12.º concílio de Toledo, induziu o rei Erwig a promulgar várias leis anti-judaicas. A pedido de Erwig, em 686, escreveu De Comprobatione Aetatis Sextae Contra Judaeos, em que trata das profecias messiânicas da Bíblia para converter os Judeus.
3. Nicolau de Lira (Vieille-Lyre, Evreux, Normandia, ca. 1270 – Outubro de 1349), ou Nicolaus Lyranus22, talvez de origem judaica, um mestre franciscano situado entre os mais importantes biblistas da Idade Média. As suas obras principais são: Postilla litteralis et perpetuae in universam S. Scripturam, o primeiro grande comentário à Bíblia (Postilla litteralis super totam Bibliam (1322-1331), que ele completou com Postilla moralis. Utilizou os textos hebraicos e serviu-se de comentários de Rashi (Rabbi Salomon Iarchi ou Ischaki de Troyes, 1040-1105). A Postilla litteralis encontrou grande eco por toda a parte e foi traduzida para castelhano, catalão e alemão. Em 1429-1431 elaborou o bispo de Burgos, Pablo de Santa María, 1100 críticas Additiones ad postillam Nicolai de Lyra super Biblia, que geraram uma grande polémica. A Postilla litteralis et moralis in Vetus et Novum Testamentum foi impressa em Roma em 1471-72, depois em Estrasburgo, em 1492 (reed., Frank- furt/Main, 1971). E com a Glossa ordinaria (desde a edição de Veneza, 1495, até à de Antuérpia, 1634). O dito «Si Lyra non lyrasset, Lutherus non saltaste» testemunha a forte influência sobre a exegese da Reforma. No Tractatus de differentia nostrae translationis ab hebraica littera in
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O Padre António Vieira Precursor do Diálogo Judeo-Cristão 109
veteri testamento, 1333, mostra as diferenças entre o seu texto e a Vul- gata.
Nicolau de Lira utilizou as fontes ao dispor, a maior parte hebraicas, e outros comentários rabínicos, copiosamente tirados de Rashi, o Pugio Fidei de Raimundo Martí23 e os comentários de Tomás de Aquino.
A sua obra tornou-se o manual mais consultado até ao séc. XVI. Martinho Lutero depende muito dele. Como outros autores do séc. XIV, preocupou-se com a conversão dos Judeus, aos quais dedicou diversos escritos. Lira escreveu Pulcherrimae quaestiones Iudaicam perfidam in catholicam fide improbantes, que veio a ser uma das fontes de Martinho Lutero utilizada no livro On the Jews and Their Lies24.
O Padre António Vieira serviu-se de Nicolau de Lira no Sermão do Bom Ladrão (1655): «Encomendou el-rei D. João, o Terceiro, a S. Fran- cisco Xavier o informasse do estado da Índia, por via de seu companhei- ro, que era mestre do Príncipe; e o que o santo escreveu de lá, sem nome- ar ofícios nem pessoas, foi que o verbo rapio na Índia se conjugava por todos os modos. A frase parece jocosa em negócio tão sério, mas falou o servo de Deus como fala Deus, que em uma palavra diz tudo. Nicolau de Lira, sobre aquelas palavras de Daniel: Nabucodonosor rex misit ad congregandos satrapas, magistratus et judices (Dan. 3, 2), declarando a etimologia de sátrapas, que eram os governadores das províncias, diz que este nome foi composto de sat e de rapio: Dicuntur satrapae quasi satis rapientes, quia solent bona inferiorum rapere: Chamam-se sátrapas, por- que costumam roubar assaz25. E este assaz é o que especificou melhor S.
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O dominicano catalão Raymundus Martí (+ 1286) foi um dos polemistas mais importantes da Idade Média.
24 Von den Juden und ihren Lügen (“Sobre os Judeus e as suas mentiras”) é um tra-
tado escrito em Janeiro de 1543 pelo teólogo protestante Martinho Lutero, em que defende a perseguição dos Judeus, a destruição dos seus bens religiosos, assim como o confisco do seu dinheiro. O Padre António Vieira nos seus sermões ataca com dureza a reforma protestante.
25 A etimologia referida não corresponde, pois sátrapa (grego σατράπης satrápēs, do
antigo persa xšaθrapā (van), i.e. «protector da terra/país») era o nome dado aos governadores das províncias, chamadas satrapias, nos antigos impérios aqueme- nita e sassânida da Pérsia. Cada satrapia era governada por um sátrapa, que era nomeado pelo rei. Para evitar a corrupção, o Rei dos Reis (Imperador Persa) pos- suía uma rede de espiões que foi chamada de “Os olhos e ouvidos do Rei”. Após a conquista de Alexandre o Grande, esse sistema de administração foi mantido. Se- gundo os antigos autores gregos (Heródoto, Tucídides e frequentemente Xenófa- nes), é traduzido por satrápēs “tenente, governador,” nos documentos – da Babiló-
Francisco Xavier, dizendo que conjugam o verbo rapio por todos os mo- dos. O que eu posso acrescentar, pela experiência que tenho, é que não só do Cabo da Boa Esperança para lá, mas também das partes daquém, se usa igualmente a mesma conjugação. Conjugam por todos os modos o verbo rapio, porque furtam por todos os modos da arte, não falando em outros novos e esquisitos, que não conheceu Donato nem Despautério».
4. PABLO DE HEREDIA – Escritor aragonês, polemista anti-judaico convertido, nascido cerca de 1405 em Aragão, morreu na idade avançada depois de 1486. Baptizado tarde, atacou o judaísmo. A fim de atacar o Talmud e os seus comentadores, escreveu um tratado místico, Iggeret ha- -Sodot (Epistola Secretorum).
Paulo de Heredia terá colaborado na Poliglota de Alcalá, mandada elaborar pelo Cardeal Ximenez, em 150226.