• Sonuç bulunamadı

Savaşı Öncesi Osmanlı Ordusunun Durumu

SAVAŞ ÖNCESİ GENEL DURUM VE PLANLAR

1.3. OSMANLI DEVLETİNİN SAVAŞ ÖNCESİ BALKANLARDAKİ DURUMU

1.3.1. Savaşı Öncesi Osmanlı Ordusunun Durumu

Na pesquisa, o foco do estudo foi constituído pela interação de indivíduos no contexto organizacional, quando envolvidos em processos de busca, processamento e uso da informação em tarefa determinada – inovação incremental de produto – e ainda pelas variáveis que influenciariam essas interações.

Para a escolha do método de pesquisa, vale a menção ao ensinamento de Wilson (2002b):

A escolha do método de pesquisa apropriado deve ser determinada por uma combinação de posição filosófica do pesquisador vis-à-vis os objetivos da pesquisa, a natureza do problema a ser explorado, sua novidade em termos de pesquisa, o tempo e os recursos disponíveis para se fazer a pesquisa.

Stake (1998) recomenda princípio semelhante quando afirma que toda investigação que tenha um caso como objeto de estudo se constitui um estudo de caso, independentemente dos métodos de pesquisa empregados.

Em função do exposto, o estudo de caso foi o método de pesquisa empregado nesta investigação.

O estudo de caso, como se sabe, é um dos métodos qualitativos mais populares no âmbito acadêmico. Inicialmente utilizado na Europa, predominantemente na França, esse método de pesquisa social foi lançado nos Estados Unidos pelo Departamento de Sociologia da Universidade de Chicago. Em meados da década de 30, o estudo de caso entrou em desuso em decorrência das críticas de defensores do método científico tradicional. Um quarto de século depois, em função das limitações e das dificuldades impostas pela abordagem positivista à pesquisa das questões de natureza social, o método de estudo de caso ressurgiu com nova força.

Pode ser definido como sendo uma investigação empírica que explora um determinado fenômeno em seu contexto real (YIN, 2001). O método do estudo de caso é considerado como o mais apropriado quando se pretende desenvolver uma investigação de natureza holística e aprofundada (GIL, 1991; TELLIS, 1997). Em se tratando de um fenômeno complexo, é sempre difícil a determinação das fronteiras entre o fenômeno em estudo e o contexto desse fenômeno. Estas fronteiras, no decorrer do processo de estudo de caso, podem inclusive se alterar. Importante salientar também que o estudo de caso pode comportar o emprego tanto de métodos qualitativos quanto quantitativos (YIN, 2001; EISENHARDT, 1989; DOOLEY, 2002).

Para Merseth (1994), todo estudo de caso revela três elementos essenciais: (i) é real; (ii) fundamenta-se em pesquisa e estudos aprofundados e (iii) enseja o desenvolvimento de múltiplas perspectivas.

Yin (2001) distingue estudos de casos em holísticos ou incorporados (embedded). Um estudo de caso holístico compreende apenas uma única unidade de análise, enquanto estudos de caso incorporados envolvem múltiplas unidades de análise, embora cada caso se constitua uma única unidade de análise, podendo existir subunidades de análise dentro de cada caso. Além disso, o autor prevê estudos de casos únicos ou múltiplos. Triviños (1987) prefere classificar os estudos de caso em observacionais, que envolvem preferencialmente a observação participante; histórias de vida, que focalizam atores destacados e merecedores de atenção; e histórico-organizacionais, que versam sobre a vida organizacional. Stake (1998), por seu turno, sugere outra tipologia: os estudos de caso podem ser coletivos, intrínsecos ou instrumentais. De forma sucinta, o estudo de caso coletivo é equivalente a um estudo de caso múltiplo; o estudo de caso intrínseco objetiva o conhecimento de um caso específico, sem a pretensão de qualquer generalização; o estudo de caso instrumental, por seu turno, visa a

generalização, vale dizer, a construção teórica.

Eisenhardt (1989) considera que a teoria construída a partir de estudos de caso apresenta pontos fortes, tais como a novidade, a testabilidade e a validade empírica. Salienta, no entanto, que a independência do método de caso, seja em relação à literatura técnica previamente existente, seja no que tange à observação empírica conduzida no passado, faz com que o estudo de caso se mostre especialmente adequado para a pesquisa em áreas de conhecimento que não dispõem de teorias consolidadas. Esta mesma perspectiva é defendida por Torraco (2002).

Uma das contribuições mais importantes para o debate sobre a contribuição do estudo de caso para a construção de teoria é oferecida por Dooley (2002). Considerando-se as cinco fases de construção de teoria – desenvolvimento conceitual, operacionalização, confirmação ou desconfirmação, aplicação e, finalmente, refinamento contínuo e desenvolvimento – , o método de estudo de caso desempenha pelo menos quatro importantes papéis:

a) aplicar, na prática, teoria já conceituada e operacionalizada;

b) confirmar ou não essa teoria;

c) criar ou avançar no processo de conceituação e operacionalização da teoria;

d) refinar ou desenvolver teoria já completamente conceituada e operacionalizada..

Seja qual for o papel desempenhado, o método de estudo de caso pode implicar o emprego de um único caso ou de múltiplos casos. É reconhecido, no entanto, que no primeiro papel destacado, o método de estudo de caso tem oferecido suas melhores contribuições (DOOLEY, 2002).

Eisenhardt (1989) aponta algumas vantagens da construção de teoria a partir de casos. Para a autora, um ponto a se considerar é a possibilidade de se gerar nova teoria em função de insights criativos a partir da justaposição de evidências contraditórias, quando não paradoxais. Destaca a autora:

Embora exista um mito a respeito da construção de teoria a partir de estudos de caso de que o processo é limitado pelos preconceitos dos pesquisadores, de fato, a verdade encontra-se no oposto. Esta constante justaposição de realidades conflitantes tende a ´descongelar` o raciocínio e, desta forma, o processo tem o potencial de gerar teoria com menos viés por parte do pesquisador, do que quando a teoria é construída a partir de estudos incrementais ou de dedução axiomática. (EISENHARDT, 1989, p. 547).

Outros aspectos importantes, no entender da autora, dizem respeito à proximidade da teoria emergente em relação às evidências, o que pode contribuir para sua validade empírica.

Eisenhardt (1989), no entanto, aponta também alguns aspectos preocupantes no uso do estudo de casos para a construção de teoria. Primeiramente, o uso intensivo de evidências empíricas pode implicar uma construção de teoria altamente complexa. Há ainda a se considerar, segundo a autora, a possibilidade de se produzir teorias de escopo limitado ou mesmo idiossincráticas.

À luz dessas considerações metodológicas apresentadas, a pesquisa empregou casos múltiplos e unidades de análise incorporadas (YIN, 2001), classificando-se também como um estudo de caso coletivo, segundo Stake (1998), ou ainda como histórico-organizacional, de acordo com Triviños (1987).

A figura a seguir apresenta, de forma sinótica, o desenvolvimento do método de pesquisa, desde a revisão da literatura até a elaboração do relatório do estudo de casos múltiplos.

Figura 14: Quadro sinóptico do planejamento metodológico da pesquisa Fonte: Elaborado pelo autor.