3.3. Bağımsız Denetimden Faydalanan Bilgi Kullanıcıları ve Katma Değer
3.3.3. İşletme Dışı Bilgi Kullanıcıları
3.3.3.1. Sermaye Piyasası Kanunu Uyarınca Sermaye Piyasası Kurulunun
3.3.3.1.7. Portföy Saklama Kuruluşları
Como meio de acesso às representações sociais de carreira, dos alunos de último ano do curso de graduação em Administração de Empresas, utilizamos o questionário como instrumento de coleta de dados. O fato da utilização de questionários não significa que esta seja uma pesquisa quantitativa e nem tampouco restrita a uma opção de resposta por questão. Fizemos com que o questionário pudesse ser ampliado, no sentido, de dar maior liberdade ao respondente do que somente uma única opção. Para isso, nossa proposta foi pedir em algumas das perguntas, que as respostas fossem dadas em ordem de prioridades, o que também, de certo modo, fez do questionário um instrumento menos “engessado”. Isto é, não
demandou dos entrevistados respostas absolutas, “ou isso ou aquilo” e trouxe como possibilidade o fato da resposta poder conter “isso e aquilo”.
Devido à complexidade do fenômeno das representações sociais, diferentes vertentes de pesquisa são possíveis, tais como, as diversas óticas disciplinares (ciências sociais, psicologia cognitiva e a psicologia social), o estudo de diferentes níveis de realidade (intraindividual, interindividual, situacional e ideológico) e a aplicação de recortes diferentes (ênfase no produto, no processo, na elaboração e na relação entre as representações e os comportamentos) (SPINK, 1993).
“É inevitável, portanto, que sejam adotados procedimentos também diversificados para coleta e análise de dados (SPINK, 1993, p. 93)”.
Mas Spink (1993) coloca também que a teoria das representações sociais apresenta pontos de consenso para que seja delimitado um grupo metodológico. Segundo a autora as duas arenas de consenso consideradas como relevantes são (1) a ênfase nas produções de condição e (2) o uso de material espontâneo. Procuramos atender este primeiro aspecto quando definimos a população investigada, tanto por meio de suas características, que foram levantadas por meio do questionário, quanto da escola e do ambiente em que estas pessoas se encontravam.
Quanto ao segundo pressuposto, sobre material espontâneo, tentamos influenciar as respostas o menos possível, até por isso optamos por algumas perguntas que trouxessem como alternativas de resposta a ordenação de prioridades. Desta forma os participantes da pesquisa puderam escolher suas prioridades e não somente uma resposta, o que representaria uma idéia absoluta, sem flexibilidade e relativização.
“A estrutura da representação social é, neste caso, fruto da somatória da análise de associações de idéias de várias perguntas (SPINK, 1995, p. 138)”.
Spink (1993) nos diz que as representações são resultado do diálogo entre as pessoas, neste as representações ecoam e são complementadas, portanto, este é o diálogo que o pesquisador precisa acessar. Para atingir o objetivo por nós proposto construímos um questionário que abordou a carreira de uma forma geral, isto é, não nos baseamos na revisão teórica sobre o tema para a elaboração do instrumento,
isso porque poderíamos enviesar as respostas, fazendo com que os respondentes falassem aquilo que esperaríamos ouvir.
“Dar voz ao entrevistado, evitando impor pré-concepções e categorias do pesquisador, permite eliciar um rico material (...) (SPINK, 1993, p.100)”.
4.2.1 O instrumento
O questionário elaborado para este trabalho (ANEXO 2) apresenta algumas perguntas relacionadas ao perfil do entrevistado, cujas respostas no momento da análise foram úteis para o levantamento de pressupostos sobre características que poderiam influenciar as representações sociais de carreira. E também foram importantes, como dissemos acima, para delinear a população investigada.
Além destas perguntas objetivas houve outras que abordavam valores dos entrevistados e cujas respostas complementaram a análise dos dados levantados sobre carreira de modo mais pontual. As questões que abordavam valores foram adaptadas de um questionário já utilizado em pesquisa anterior que contou com 204 respondentes (MARTINS, 2001).
O fato de utilizarmos questionário como procedimento, pôde evitar um possível viés do entrevistador, já que o respondente estava diante das questões, sem nenhuma intermediação como canal de comunicação (SELLTIZ, WRIGHTSMAN, COOK, 1987). Outro fator que nos fez tomar esta decisão quanto à aplicação do questionário, começando pelas questões mais demográficas, passando por valores de um modo geral, até chegar nas carreiras propriamente ditas, foi que segundo Souza Filho (1993) deve-se partir de questões mais objetivas até aquelas mais subjetivas.
“De modo geral um instrumento de pesquisa deve partir de perguntas que suscitem aspectos do objeto de representação de níveis mais concretos, familiares e definidos até os aspectos mais abstratos, estranhos e ambíguos (SOUZA FILHO, 1993, p. 114)”.
No entanto, é necessário pontuar que questionários têm suas limitações já que fazem um retrato do momento em que são aplicados, poderíamos compara-los a câmeras fotográficas. Já outros métodos tais como entrevistas, observação
participante, etc. trazem a possibilidade de um retrato mais dinâmico das representações sociais, para continuar com a metáfora, seriam câmeras filmadoras e não fotográficas. Mas, como pode ser visto no trecho abaixo de Spink (1993) questionários têm a vantagem de se poder trabalhar com um número maior de pessoas, que é o caso deste trabalho.
“O questionário (...) é uma forma menos flexível e menos capaz de acessar o contínuo burburinho e o diálogo permanente (...). Mas, em se tratando de grandes amostras, é talvez o único instrumento viável de coleta de dados (SPINK, 1993, p. 100)”.
Além disso, este instrumento está incluído na diversidade metodológica dos estudos das representações sociais:
“As estratégias metodológicas para a abordagem do conceito de Representações Sociais têm variado muito: desde de entrevistas abertas, semi-estruturadas, questionários abertos e fechados até escalas como as de ‘diferencial semântico’ (...), desenhos e representações gráficas (LANE, 1993, p. 64)”.
4.2.2 Aplicação dos questionários
Para tornar possível a aplicação dos questionários, primeiramente entramos em contato via e-mail com os professores das disciplinas do último ano da graduação, pedindo autorização para utilizarmos o final ou o início de suas aulas. Após a permissão do acesso a algumas das salas de aula e posterior agendamento com os professores, aplicamos os questionários em seis salas, e a única instrução dada aos respondentes era a de não conversar com os colegas (instrução escrita no início do questionário). Ao longo das aplicações percebemos que a última questão, que era a única dissertativa, foi deixada de lado por parte dos alunos pesquisados (22%), talvez porque já estivessem cansados ou porque não tiveram vontade de escrever. Mas nossa escolha em deixar tal questão para o fim se deveu ao fato de termos construído o questionário levando em consideração que os respondentes estariam mais envolvidos com o assunto ao final do questionário e, portanto seria mais fácil para eles discorrer sobre o tema e mais rico em termos do conteúdo das respostas para a pesquisa em si.
Foram aplicados 119 questionários cujos resultados serão apresentados e discutidos a seguir.