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O UNUTULMAYAN FILMLERDEN

Belgede ISBN y (sayfa 91-96)

Em 10 de outubro de 1991, com a presença do presidente mundial, Yasushi Matsumoto, foi inaugurada uma construção de apoio que até hoje tem sido útil a toda comunidade que utiliza o SSG: é um auditório com capacidade para 300 pessoas e salas de apoio, chamado de Centro de Aprimoramento. Na ocasião, ele recebeu o altar provisório, que ali ficaria até a inauguração do templo.

Em maio de 1991, as máquinas de terraplenagem entraram no terreno do Solo Sagrado. Durante dois meses, foram movimentados 70.000 m³ de terra, equivalentes a 14.000 caminhões de 9 toneladas, mudando a forma física do Solo Sagrado, transformando elevações em áreas planas e vice-versa.

À esquerda, vista aérea do Centro de Aprimoramento à época de sua inauguração, em outubro do mesmo ano; à direita, a sua inauguração com os presidentes Watanabe e Matsumoto, em 10/10/1991.

Em dezembro de 1991, mais de 30.000 dedicantes do Brasil e de países como Argentina, Peru, Estados Unidos, Portugal e Japão, haviam plantado mais de 60.000 m² de grama e árvores típicas da Mata Atlântica.

Em 16 de março de 1992, foi inaugurado o refeitório com 740 m² de área construída e capacidade inicial para 150 pessoas. No mesmo mês, visita o SSG o paisagista e professor japonês Tatsui Takenosuke, que, em reunião com o presidente Watanabe sobre o paisagismo da entrada do terreno, fez sugestões que foram incorporadas ao projeto paisagístico.

O refeitório em 25/2/1992 e o grupo de hóspedes que inaugurou o novo alojamento em 25/4/1992.

Em 25 de abril, foi inaugurado o novo alojamento com área construída de 1.670 m² divididos em dois pavimentos com capacidade para 180 hóspedes, elevando para 300 o número de vagas para os voluntários poderem servir e aprimorar-se. Além dos apartamentos, há copas, salas de múltiplo uso, escritório de administração, ambulatório, almoxarifado e residência do administrador.

encerrado, por indicação do professor Tatsui, em maio o também professor e paisagista Tsutomu Kasai, da Faculdade de Arquitetura de Shimizu-Japão, que, a convite de Watanabe, havia sido contratado para desenvolver o projeto dali para a frente, veio acompanhar de perto o paisagismo e ficou impressionado com o entusiasmo dos voluntários. Na época, ele disse ao Jornal Messiânico de julho/92:

Emocionei-me com a força e energia das pessoas que querem construir este Solo Sagrado com sua dedicação pessoal. Para tranqüilizar o coração e purificar o sentimento das pessoas como um Solo Sagrado é preciso uma beleza indescritível, um Belo que nasça do coração e isso está plenamente visível aqui. Se eu puder colaborar, ficarei feliz.

Pouco mais de dez anos depois, em uma de suas constantes visitas ao Brasil, Kasai descreveria seu encontro com Watanabe e o início de seus trabalhos à frente da complementação paisagística do SSG, perante uma plateia de missionários messiânicos. Dessa sua fala, extraímos o seguinte trecho a respeito do esforço dos voluntários da época:

Essa minha mudança interior me fez ver outro aspecto muito importante, que é o volume de trabalho desenvolvido aqui em Guarapiranga. Analisando bem, a quantidade de trabalhos desenvolvidos pelos paisagistas e pelos dedicantes em apenas dois anos foi inacreditável e inédita e certamente isso nunca aconteceu antes em nenhum projeto. Acredito que o que tornou isso possível foi a fé de todos os senhores, foi a vontade de se dedicar de corpo e alma a uma causa, dando o seu suor, extraindo de 10 a 20 vezes o próprio potencial. Esse foi o maior estímulo e a grande alegria. Podemos dizer até que foi um milagre, pois foi um fato que não tinha acontecido até então em minha experiência. Isso ficava evidente quando alguém relatava lá no Japão que aqui muita gente estava trabalhando ativa e aceleradamente e derrubava a fama corrente no Japão de que o trabalhador brasileiro é “meio preguiçoso”. Esse “milagre” se confirma com a grande curiosidade que se criou entre os japoneses para presenciar tal movimento. Antes, quando voltava ao Japão, meus amigos diziam: “Lá é quente, todo mundo é devagar, você deve estar sofrendo, não?”, mas como as coisas corriam tão bem consegui transformar o negativo em positivo e responder que eles nem podiam imaginar o volume de trabalho que havia, mas que assim mesmo o cronograma estava adiantado. Para eles, o fato de ter conseguido concretizar todo o trabalho em dois anos realmente é milagroso. Esta é a impressão mais forte do Brasil que levo para o Japão, a força de vontade e de buscar o futuro. Isso também me faz acreditar em Guarapiranga, acreditar no Brasil e ter a certeza de que o Brasil pode exportar esse potencial para o mundo inteiro. Retornando a Guarapiranga sete anos depois, fiquei maravilhado com a manutenção dos jardins, pois não há nada igual a esse trabalho no mundo inteiro, o afloramento de tal sentimento de respeito e amor pelo Solo Sagrado.

O professor Kasai apresentou uma nova concepção para as lâminas d’água e o córrego que ela forma e vai desembocar na marquise 1. Pouco depois, Miguel Kimura, que trabalhava no paisagismo desde o início e havia sido contratado para trabalhar exclusivamente no SSG, foi

convidado pelo professor Kasai para fazer um estágio de três meses na Faculdade de Shimizu para estudar o uso de pedras ornamentais em jardins.

No Culto do Paraíso daquele ano, realizado nos dias 14 e 15 de junho, o SSG recebeu 40.000 pessoas e, dentre elas, mais de 15.000 visitaram toda a área, conduzidas em todo o percurso por pares de guias formados por jovens cariocas e paulistas. Em meio às obras, a segurança dos caminhos foi feita pelo grupo de escoteiros messiânicos de São Paulo, e uma equipe médica ficou preparada para qualquer emergência, como parte de um total de 400 voluntários. O ano de 1992 foi marcado pelos grandes mutirões que reuniam centenas de voluntários a cada vez.

Aspecto do mutirão de 16 de julho de 1992.

Um fato interessante ocorreu em fevereiro do ano seguinte e revela o grande avanço alcançado na construção do SSG: foi inaugurada a primeira linha de ônibus urbano com ponto inicial no Largo 13 de maio, no bairro de Santo Amaro, e ponto final na portaria de entrada do Solo Sagrado de Guarapiranga. O nome da linha passou a ser “Igreja Messiânica – Santo Amaro”. Estava longe o tempo em que os automóveis atolavam na estrada de acesso ao SSG... Em 12 de maio de 1993 foi adquirido, do outro lado da estrada do Jaceguai, um terreno de 468.875,31m², sendo 169.400,11m² maior que o atual e chamado de Chácara Santa Cecília. O primeiro objetivo da aquisição foi a necessidade de um estacionamento para os ônibus das caravanas, evitando sua circulação pelo conjunto paisagístico e preservando a qualidade do ar. Outro objetivo era criar uma infraestrutura para a prática da agricultura natural.

Na Assembleia Geral, realizada em 30 de abril, foi firmado em ata o compromisso de todos os delegados representantes dos membros de inaugurar o templo do SSG em 1995.

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