3.1. Aşk ve Evlilik
3.1.1.4. Mutlu son
51
O fechamento temporário do Centro de Memória e a suspensão das pesquisas ao acervo daquela unidade do MHCJ ocasionaram a interrupção e modificação do cronograma desta dissertação, visto que parte das coleções objeto do Estudo de Caso está inacessível. Até o início de junho de 2015 os arquivos ainda não haviam sido liberados.
Figura 24: Fachada do Centro de Cultura de Jundiaí – foto/arquivo da pesquisadora
Inaugurado em 12 de abril de 1894, o prédio histórico da Rua Barão de Jundiaí foi projetado pelo arquiteto Ramos de Azevedo. O espaço abrigou, de 1896 a 1972, uma das escolas mais tradicionais da cidade, o Grupo Escolar Siqueira Moraes - a primeira escola modelo do Estado de São Paulo - e posteriormente a Biblioteca Pública Municipal Professor Nelson Foot. Em 2008, foi totalmente reformado e recebeu o Centro Jundiaiense de Cultura Josefina Rodrigues da Silva (Jorosil).
O Centro Jundiaiense de Cultura abriga no andar térreo (Fig. 25) o setor administrativo e a Pinacoteca Municipal Diógenes Duarte Paes, que reúne o acervo de Artes Visuais do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí, transferido para o edifício em final de 2008. O acervo é composto de cerca de 470 obras de arte de artistas plásticos brasileiros e de Jundiaí e Região.
Figura 25: Planta baixa elaborada pela Oficina 3 em 2012 mostrando o projeto expográfico para a Pinacoteca Diógenes Duarte Paes - arquivo Centro de Cultura
No andar superior (Fig. 26) está o auditório Profª Maria Albertina Bellini Peterson Leite, com capacidade para 100 pessoas, a reserva técnica, a Biblioteca de Artes Visuais e mais duas salas para exposições temporárias52.
A formação do acervo de Artes Visuais do Museu Histórico e Cultural de Jundiaí deu-se a partir de 1965, por meio de doações e aquisições, com destaque para obras, entre óleos e aquarelas, de artistas como Benedito Luizi, Nicola Petti, F. Gaumont, Durval Pereira, Benedito J. Andrade, Eugênio Mogor e obras doadas pelo Governo do Estado de artistas como Tereza D'Amico (escultura), Karl Heinz Hansen, Marina Caran e Nilson Seoane. A coleção conta ainda com obras de Vicente Di Grado, Lothar Charoux, Cláudio Tozzi, Carlos Lemos, Nair Opromola, Sérgio Romagnolo, Flávio de Carvalho, Nicola Petti, Inos Coradin, entre outros. Posteriormente, o acervo foi ampliado com obras adquiridas do Encontro
52 Fonte http://cultura.jundiai.sp.gov.br/espacos-culturais/pinacoteca-diogenes-duarte-paes/ . Acesso em abril de 2015
Figura 26: Planta baixa piso superior elaborada pela Oficina3 em 2012, mostrando o projeto expográfico da Pinacoteca Diógenes Duarte Paes – arquivo Centro de Cultura.
Jundiaiense de Arte - EJA (1971, 1972,1975), do Salão de Arte da Associação dos Artistas Plásticos de Jundiaí (1975, 1976, 1978,1981), da Galeria Arte-Mini
(espaço usado como escritório por Ramos de Azevedo e transformado em galeria para exposição de pequenos trabalhos - 1988) e do Programa Jundiaí Convida (1987). Também fazem parte do acervo obras de artistas representativos do panorama artístico de Jundiaí e Região, selecionadas por júris e curadores.
Dentre as aquisições por doação estão obras do Museu Kiko De Matheo, e a coleção do artista Diógenes Duarte Paes (1896 - 1964) - cujo nome foi dado ao espaço53.
53 Formada por 15 das 30 aquarelas da Série Folclórica exposta no Museu de Arte de São Paulo (MASP) em 1951. A coleção pertenceu inicialmente ao amigo do pintor, Jurandyr de Souza Lima e ficava exposta no prédio da Telefônica Jundiaí. Mais tarde foi adquirida pelo sobrinho do artista, Geraldo Duarte Paes. Cedida em comodato ao MHCJ no período de 2003 a 2004, foi definitivamente incorporada ao acervo da Pinacoteca em 2008, através de doação do Sr. José Augusto Paes.
Figura 27: Painel permanente com obras do artista Diógenes Duarte Paes, na sala 4 – foto/arquivo da pesquisadora.
3 AS COLEÇÕES
"Falar da memória por meio de objetos também é um modo de refletir sobre essa reconstrução que fazemos do passado, pela qual dotamos os objetos de histórias vividas".
(Juan Santos)54
Para desenvolvimento deste capítulo, foi solicitada uma consulta ao inventário de acervo do MHCJ desde 1982, incluindo livros ou fichas de registro e fichas de catalogação com o objetivo de se constituir um panorama dos procedimentos de controle de aquisição de objetos que compõem o acervo das três unidades do MHCJ. Constatou-se a ausência de alguns documentos de aquisição e doação, falta de sistematização ao efetuar tal procedimento e disparidade entre objetos do acervo e documentos de registro. A catalogação mais recente foi feita em 2009, por uma empresa especializada, mas houve pouco progresso após esse trabalho.
A inserção na Base Access é complexa e um tanto confusa em alguns casos, pois a formatação do programa impede uma visualização eficiente dos dados relativos aos objetos, assim como a recuperação de informações e não há possibilidade de impressão individual dos dados. O mesmo se aplica à imagem do objeto, que não é vinculada à planilha e tem de ser aberta em uma janela adicional. Porém o problema da base de dados já está sendo solucionado pelo MHCJ com o trabalho de reorganização do acervo, que está sendo executado desde maio de 201455 e com projeto de implementação do software SOPHIA Acervo para informatizar e interligar em rede os acervos das três unidades.
As três coleções selecionadas para este estudo estão distribuídas nas unidades do MHCJ como se descreve a seguir: a) Coleção Anna de Queiroz Telles - alocada no Centro de Memória; b) Coleção Kiko De Matheo – possui objetos na unidade do Solar do Barão, documentos no Centro de Memória de Jundiaí e obras de arte na Pinacoteca Diógenes Duarte Paes; c) Coleção Mario Mazzuia – há dois livros no
54
Fotógrafo espanhol, no ensaio Me Acuerdo, publicado pela Editora Phree. 55 Apêndice B
Centro de Memória de Jundiaí e transcrições dos Livros de Atas da Câmara de Jundiaí dos séculos XVII e XVIII no Solar do Barão56.
Para efeito de padronização, os tópicos relativos às coleções apresentam-se, neste texto com a seguinte configuração: biografia do colecionador, histórico e características da coleção e elaboração de um diagnóstico, seguido de proposta de procedimentos de conservação e acondicionamento. A proposta de elaboração dos processos de documentação e salvaguarda das coleções selecionadas para esta dissertação será desenvolvida no capítulo quatro, norteado por um Plano Museológico de gestão institucional.