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Kamu Davasının Mecburiliği İlkesinin İstisnası (Maslahata Uygunluk

1.5 Kovuşturmaya Yer Olmadığına Dair Karar

2.1.2 Kamu Davasının Mecburiliği İlkesi

2.1.2.2 Kamu Davasının Mecburiliği İlkesinin İstisnası (Maslahata Uygunluk

A fim de que os estudantes alcancem a alfabetização científica, o que se pretendeu foi organizar uma sequência de aulas compatíveis com as bases teóricas discutidas, nos capítulos anteriores. Havia uma busca por um tema que permitisse abordagens investigativas, dialógicas e colaborativas. As atividades foram planejadas de maneira a permitir a construção do conhecimento científico pela perspectiva sociocultural. Concordando com os autores da semiótica social que o aprendizado acontece pela apropriação das práticas sociais mediadas por ferramentas culturais, as atividades foram pensadas de maneira a fornecer recursos e situações de interação social com potencial para colaboração, em resolução de problemas.

Nesse contexto teórico, foi construída pela pesquisadora em colaboração com a professora, uma sequência de ensino investigativa (SEI) em que cada atividade é planejada em relação aos recursos e interações, a fim de propiciar momentos em que os alunos exponham seus conhecimentos prévios, apresentem suas próprias ideias e considerem as dos colegas, as examinem na interação com seus pares e com o professor, de modo a compreenderem o tema a partir de uma perspectiva científica, se apropriando de conhecimentos já estruturados por gerações anteriores.

Coerente com o propósito desse trabalho de incorporar novas tecnologias ao ensino de Ciências mesclamos atividades no laboratório de informática na plataforma WISE com atividades de levantamento de conhecimento prévio, discussão, argumentação e sistematização em sala de aula, durante as aulas de Ciências.

Muito se tem discutido e proposto sobre momentos pedagógicos de uma sequência de ensino. Com base na pedagogia Freiriana, Delizoicov (2001) sugere três momentos pedagógicos para uma sequência de ensino: problematização, organização do conhecimento e aplicação do conhecimento. A fase de problematização inicial consiste na apresentação de questões e/ou situações problematizadoras, visando levantar uma discussão, a fim de expor os conhecimentos prévios dos estudantes. No momento da organização do conhecimento, os conhecimentos necessários para a compreensão do tema central e da problematização inicial serão sistematicamente estudados, sob a orientação do professor. O momento de aplicação do

conhecimento consiste em relacionar o conhecimento científico com situações reais cotidianas, para melhor compreendê-las.

Outro modelo de ensino ao qual nossa sequência se relaciona, baseia-se na visão construtivista definida pelo Biological Science Curriculum Study (BSCS) e é conhecido como o modelo dos Cinco E’s (BYBEE, 2006). O modelo descreve uma sequência de ensino que pode ser utilizada para programas inteiros, unidades específicas, como no caso desse trabalho, e/ou aulas individuais. O modelo instrutivo BSCS 5 E’s desempenha um papel significativo no processo de desenvolvimento curricular, bem como a promulgação de materiais curriculares no ensino de Ciências. Desde os anos 80, o modelo dos 5 E’s vem sendo usado nos Estados Unidos nos programas de ensino de Ciências e Biologia.

Esse modelo de instrução 5 E’s consiste nas seguintes fases: Engajamento (Engagement), Exploração (Exploration), Explicação (Explanation), Elaboração (Elaboration) e Avaliação (Evaluation). O ciclo geralmente inicia-se com o engajamento isto é, com a tentativa de motivar os alunos para o estudo de um determinado tópico. Nesta fase, o professor ou uma tarefa acessa o conhecimento prévio dos estudantes e os ajudam a se engajarem em um novo conceito, por atividades que promovam a curiosidade e motivação. A atividade deve fazer conexões entre experiências de aprendizagens passadas e presentes, expor os pensamentos, concepções, e organização dos alunos em direção aos objetivos de aprendizagem.

Durante a fase de exploração, é dada a oportunidade aos alunos de trabalharem em grupo, sem que haja uma instrução direta do professor, permitindo, assim, a interação entre os pares e promovendo o conflito sócio cognitivo. Os alunos questionam, fazem previsões, colocam hipóteses, testam-nas, registando as observações, e discutindo com os pares os resultados obtidos.

Na fase de explicação, a atenção dos alunos é direcionada para um aspecto particular de suas experiências de engajamento e exploração e são oferecidas oportunidades para demonstrarem a sua compreensão conceitual, habilidades de processo ou comportamentos. Esta fase também oferece oportunidades para professores introduzirem diretamente um conceito, processo ou habilidade, utilizando as experiências de aprendizagem dos alunos como base para discussão.

Na fase de elaboração, professores desafiam e alargam a compreensão conceitual dos alunos, através de novas experiências. Os alunos estabelecem relações com outros conceitos e aplicam os conceitos e capacidades em situações novas, utilizando as suas definições formais, e estimulando a argumentação sustentada nos dados e evidências já conhecidos. Para finalizar

o ciclo, a fase de avaliação que incentiva os alunos a verificarem suas compreensões e habilidades e oferece oportunidades para professores analisarem o progresso dos alunos (BYBEE, 2006).

Carvalho (2013), também propõe etapas para a construção de uma sequência investigativa. Ela deve ser iniciada pela proposição de um problema, experimental ou teórico, de modo contextualizado, que introduz os alunos no tópico desejado. Após a primeira fase de problematização e exploração de ideias, a sequência de ensino deve propiciar informações, representações e evidências para que os alunos pensem, discutam e trabalhem com as variáveis relevantes na resolução do problema. Após a resolução do problema é imprescindível, ainda, uma etapa de sistematização do conhecimento construído pelos alunos, que é praticada de preferência, por meio da leitura de um texto escrito. Uma última atividade importante é a contextualização do conhecimento no dia-a-dia dos alunos, a fim de que os mesmos possam sentir a aplicação do conhecimento construído do ponto de vista social (CARVALHO, 2013).

Para abranger conteúdos curriculares mais complexos, como o tema “Transformações de Energia”, a SEI proposta demandou vários ciclos com etapas de problematização, resolução dos problemas e sistematização. Pela análise dos momentos de uma sequencia de ensino propostos pelos referenciais citados (CARVALHO, 2013, BYBEE, 2006, DELIZOICOV, 2001) é possível perceber que seguem padrões muito semelhantes, com diferenciações em relação às nomenclaturas adotadas ou no grau de detalhamento das fases. A análise da nossa sequência nos levou à categorização das seguintes fases da sequência investigativa: Exploração de conceitos espontâneos; problematização; debate e construção de conceitos científicos; sistematização e aplicação de conceitos em variadas situações. No entanto, ressaltamos que a delimitação e identificação dessas fases nas aulas observadas não foram rígidas, posto que não aparecem sempre dispostas nessa ordem, e não se configuram como uma separação cristalizada de intenções e estratégias do professor.

Após a construção da sequência investigativa9 e das atividades na plataforma WISE10 seguindo as fases delineadas acima, foi feito um estudo preliminar (Estudo Piloto) do uso do projeto na plataforma WISE, como forma de validar o instrumento e fazer ajustes na proposta inicialmente concebida, conforme discutido no capítulo anterior.

9

O planejamento completo da sequência de aulas, nas quais o tema seria trabalhado encontra-se no ANEXO D.

10 O acesso a essa sequência na plataforma WISE, incluindo vídeos e outros recursos multimídia, está disponível