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Kürt Kulübü’nün Faaliyetleri

2.1. Kürdistan Teali Cemiyeti

2.1.1. Kürt Kulübü’nün Faaliyetleri

No final dos anos 1980, o país se encontrava mergulhado em uma grave crise, marcada pelo descontrole fiscal, o alto grau de desemprego, o elevado índice inflacionário, e uma democracia depois de um longo período de ditadura militar.

Além disso, a primeira eleição presidencial foi realizada nesse cenário de crise. Como delineamos no item anterior, a saída para a crise econômica atribuída como uma crise do Estado deveria ser articulada à reestruturação do modelo político- econômico vigente.

Também é marca dos anos 1990 a organização de diversos setores emergentes na sociedade. Devido à abertura democrática, essas diversas forças se aliaram em busca da democracia, todavia, segundo Fernandes (1986), a nova república marcou a continuidade estabelecida entre a ditadura e a república, uma vez que novamente a reorganização do poder deu-se pelos re-arranjos pelo alto.

A crise concatenada ao ideário de modernização do país foi o palco para o presidente eleito, Fernando Collor, colocar em prática seu Projeto de Reconstrução Nacional: modernizar o país; alterar sua forma de atuação do Estado; acabar com a corrupção; moralizar a administração, acabando com os fisiologismos e vícios administrativos e partidários; e abolir os coronéis e marajás.

O colapso fiscal foi entendido como um conjunto de desequilíbrios que aos poucos imobilizou o Estado, tornando-o incapaz de definir e implementar a política econômica. Assim, para frear a inércia estatal visando maior eficiência, era necessária a implementação de um programa que garantisse a estabilização econômica, e a otimização na alocação de recursos.

Iniciava-se um período de reformas vinculadas ao que foi chamado ‘redefinição do papel do Estado’, isto é, aos ajustes econômicos engendrados via acordos com os organismos financeiros internacionais.

A política implementada por Fernando Collor se mostrou desastrosa, aumentando ainda mais a crise e denúncias de corrupção engendravam novas forças políticas, que lutaram pela impugnação de seu mandato.

Itamar Franco o sucedeu em outubro de 1992, e a atuação mais significativa de seu governo foi a tentativa de controlar a inflação, meta que foi alcançada através do Plano Real, do então ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, seu sucessor na presidência.

Ao assumir a Presidência da República, em 1995, em seus discursos Fernando Henrique Cardoso elegeu a educação como prioridade absoluta. Em seu programa de governo – "Em Mãos à Obra, Brasil" –, comprometia-se a repensar o país pela ótica democrática e social, buscando realizar os anseios da sociedade. Portanto, investir em educação era responder a uma dessas aspirações.

As diretrizes básicas do programa do Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB) demonstravam a necessidade de consolidar a estabilidade econômica. No discurso, a estabilidade econômica deveria ser promovida através do crescimento econômico sustentado, gerando empregos e oportunidade de renda. Foi verbalizado também o imperativo de eliminar a fome e a exclusão social. Porém, a principal diretriz que tomava como pano de fundo a consolidação da democracia constituía-se na comumente chamada Reforma do Estado, pela qual se tornaria possível atuar nos focos de maior desigualdade econômico-social, buscando tornar mais eqüitativos os serviços sociais básicos.

Para Cardoso (1994), o problema fundamental a ser enfrentado se fundamentava na forma que desde os anos 1930 o Estado assumira, e por isso se encontrava endividado, falido. Porque sempre assumiu o papel de promover o desenvolvimento econômico, fazia-se urgente, portanto, restabelecer o equilíbrio entre as funções que são especificas do Estado em relação ao desenvolvimento econômico e o bem-estar social.

Nas últimas décadas a ordem econômica mundial corroborou num novo desenho das funções do Estado que, indiretamente, implicou em uma nova orientação nas relações de intervenção estabelecidas. Dessa forma, na década de 1990, a tônica era a necessidade de reformar o Estado com vistas a garantir melhor eficiência e governabilidade, modernizar o Brasil, e acabar com o gigantismo burocrático e com as tendências patrimonialistas.

A deficiência do Estado e o agravamento do colapso fiscal vinculavam-se, diretamente, à crise do modelo administrativo vigente, isto é, ao gigantismo

burocrático que não superou os laços do patrimonialismo e clientelismo, empecilhos

que não permitiam a reestruturação econômica e nem a garantia de estabilidade. Para superar o ‘gigantismo burocrático’ e promover a modernização, propõe-se uma

forma administrativa gerencial, configuração que permitiria garantir as condições

técnicas e financeiras para a administração; aumentaria a governança (objeto central da reforma); e superaria o patrimonialismo e clientelismo, perpetuados pela nossa tradição política.

Nas palavras de Bresser Pereira (2001), um Estado forte e democrático deveria reunir características políticas, financeiras e organizacionais: um Estado de direito, ou o império da lei, baseado num sistema constitucional-legal dotado de legitimidade e efetividade. “O Estado e mercado não poderiam mais ser vistos como

alternativas polares, mas deveriam se transformar em fatores complementares de coordenação econômica” (CADERNO MARE, 1997, v. 1, p. 11).

A reforma parte da idéia que existem quatro setores dentro do Estado:

™ Núcleo estratégico: definição das leis e políticas públicas para todas as esferas governamentais, sendo que no nível federal o núcleo é integrado pelo Presidente da República; pelos ministros de Estado e pela cúpula dos ministérios, responsáveis pela definição das políticas públicas; pelos tribunais federais encabeçados pelo Supremo Tribunal Federal; e pelo Ministério Público. Nos níveis estadual e municipal existem correspondentes núcleos estratégicos.

™ Atividades exclusivas do Estado: poder de legislar e tributar. Estão incluídas as polícias, as forças armadas, os órgãos de fiscalização e de regulamentação, os órgãos responsáveis pelas transferências e recursos.

™ Serviços não-exclusivos ou competitivos do Estado: não envolvem o poder de Estado, mas são realizados ou subsidiados pelo Estado, ou seja, figuram-se nas sociedades públicas não estatais, por meio da do processo de publicização.

™ Setor de produção de bens e serviços para o mercado.

QUADRO 1: Setores do Estado – Propriedade e Administração

FORMAS DE PROPRIEDADE FORMAS DE

ADMINISTRAÇÃO