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ÇALIŞMANIN YÖNTEMİ:

1 BÖLÜM : KÜRESELLEŞME VE ORTAYA ÇIKARDIĞI SİYASİ SORUNLAR

1.1 Neo-liberalizmin Dünyayı Yeniden Şekillendirme Zemini Olarak “Küreselleşme” “Küreselleşme”

1.1.2 Küreselleşmenin Tarihsel Arkaplanı

Na análise de SINGER (2002a), o complexo Mondragón combina cooperativas de produção industrial e de serviços comerciais com um banco cooperativo, uma cooperativa de seguro social, uma universidade e diversas cooperativas dedicadas à realização de investigações tecnológicas. Nesse caso, aplicam-se coerentemente os princípios do cooperativismo, além de se procurar realizar a autogestão em uma medida que, é difícil encontrar em grandes cooperativas.

O complexo iniciou suas atividades em uma época de grande expansão industrial e a nova cooperativa progrediu rapidamente. A primeira cooperativa (1956), com o nome de Ulgor, fabrica fogões e nasceu de uma empresa falida que foi adquirida por técnicos e moradores de Mondragón. Essa cooperativa tornou-se em poucos anos um dos cem maiores empreendimentos da Espanha.

Para limitar o tamanho das cooperativas decidiu-se criar cooperativas que produzissem, de forma independente, insumos para Ulgor (em 1958, surgiu Arrasate – fábrica de máquinas-ferramenta - e em 1963 foi fundada a Copreci – fábrica de termostatos - e a fundição Ederlan). Assim, formou-se o primeiro grupo cooperativo “considerado uma cooperativa de segundo grau, sendo governado por um conselho formado por um representante de cada cooperativa singular” (SINGER, 2002a, p 100). Um fator fundamental de funcionamento do grupo foi a decisão de eliminar diferenças de resultados econômicos entre as cooperativas, desse modo todas as sobras (ou prejuízos) eram reunidas em um único fundo a ser distribuído entre todos os sócios das cooperativas integrantes do grupo.

O mentor do projeto de implantação das cooperativas – padre Arizmendi – propôs a criação de um banco cooperativo, denominado de CAJA, para garantir a independência das cooperativas ante os bancos. Houve resistência por parte dos grupos, mas o Banco Cooperativo foi inaugurado em 1959, com o objetivo de prestar serviços financeiros na formação de novas cooperativas, bem como funciona como uma incubadora de outras cooperativas.

Posteriormente, CAJA passou a prestar serviços de assistência social – saúde, pensões e aposentadorias – aos trabalhadores das cooperativas. Essa seção da Caja, em 1967, tornou-se uma cooperativa independente, de segundo grau, com o nome de Lagun-Aro41, cuja principal função é, em relação ao desemprego, recolocar as pessoas sem trabalho em outras cooperativas do complexo. Enquanto os membros estivessem sem trabalho, eles receberiam da Lagun-Aro 80% de suas retiradas. Com o tamanho e complexidade do grupo, foi possível encontrar trabalho para quase todos os membros que tiveram de ser realocados de suas cooperativas originais.

Desde antes da criação da primeira cooperativa, a preocupação com o progresso técnico dominava o pensamento de seu mentor e discípulos. Criaram-se uma escola técnica e departamentos de pesquisa e, em 1968, seus alunos estagiaram em universidades francesas, adquirindo e aprimorando seus conhecimentos. Esse mesmo conjunto de Mondragón construiu centros de pesquisa com laboratórios, escritórios e uma oficina mecânica, formando mais uma cooperativa, a Ikerlan. Com o crescimento dessas unidades formou-se, em 1998, a Universidade de Mondragón42, que tinha 3700 alunos em 2001, em torno de 8% acima dos 3400 alunos de 2000. Seus cursos se enquadram nas áreas de engenharia e de humanidade de interesse empresarial.

A elevada competitividade das cooperativas de Mondragón deve ser atribuída, em parte, ao grande investimento feito em educação e pesquisa anteriormente à sua criação. Conseqüentemente, com a ênfase em educação, pôde-se evitar que o caráter solidário de Mondragón se degenerasse. SINGER (2002a, p. 104) afirma que “a elite gerencial do agrupamento se compõe majoritariamente dos egressos da escola técnica formados na adesão aos valores da economia solidária e treinados em autogestão”. Talvez seja problemático, dentro da teoria da Economia Solidária, usar o termo elite gerencial, uma vez que foi um termo cunhado pela hierarquia do capitalismo.

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A Lagun-Aro recebe uma taxa de 0,5% sobre a folha de pagamento de cada cooperativa para formar um fundo de ajuda aos desempregados (SINGER, 2002a).

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Em 1999, a Ikerlan tinha 149 pesquisadores e técnicos além de 39 bolsistas que trabalhavam em dois centros: Mondragón, de mecânica, e Miñano, de energia. Outra cooperativa de pesquisa é a Ideko, dedicada a máquinas-ferramenta e a tecnologias de internet (SINGER, 2002a).

Porém, reconhece-se a força da cultura cooperativista no país encarada como tradição e arraigada nos valores das pessoas participantes do complexo. De acordo com SINGER (2002a, p. 105):

“O complexo Mondragón surge de um processo autônomo de acumulação, que se inicia na comunidade católica de Mondragón e passa a se alimentar das sobras reinvestidas pelas cooperativas e do financiamento pela Cajá Laboral Popular, a qual torna o cooperativismo desta região da Espanha efetivamente independente da intermediação financeira capitalista”.

O Complexo cooperativo Mondragón é conhecido como o mais estável e desenvolvido dos sistemas cooperativistas atuais: “a ONU o considera como um dos 50 melhores projetos sociais do mundo” (SANTOS, 2002, p. 37).

As razões do seu êxito estão na inserção das cooperativas em redes de apoio e no esforço constante para tornarem as mesmas competitivas no mercado global. São características que demonstram isso:

Laços múltiplos de mútua dependência entre produção, consumo, crédito (banco) e educação (universidade);

Inserção em grupos econômicos que seguem a lógica da integração vertical;

Existência de cooperação entre o Estado e os grupos de Mondragón fortalece a rede;

Busca, nos últimos 20 anos, de estratégias empresariais sem desvirtuar sua estrutura cooperativa, permitindo-lhe prosperar. Existem limitações a isso devido aos princípios que regem o complexo, tais como: compromisso com a manutenção do emprego dos trabalhadores e a capitalização das empresas a partir das contribuições dos trabalhadores e não de investidores externos. Estes são vistos como “restrições virtuosas”, mas até o momento não têm causado nenhum problema insuperável para seus integrantes (STREECK, 1997; SANTOS, 2002). O mais importante é a procura de uma adaptação às condições de mercado sem que se desestabilize o empreendimento.

Política de evitar crescimento desmedido das suas cooperativas; Grupo fortemente integrado de cooperativas relativamente pequenas.

Os grupos de Mondragón conseguiram altos níveis de capitalização para modernizar seus processos produtivos43 (contribuições adicionais de capital de seus sócios-trabalhadores e ao apoio da Caixa – banco estadual da Espanha). Tal fato ocorreu por meio de múltiplas alianças entre si (para obterem financiamentos) e com cooperativas e empresas convencionais em várias partes do mundo, que lhe permitiram aproveitar as condições do mercado global.