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Hakimlere Karşı Açılan Tazminat Davasından Feragat

Belgede Davadan feragat (sayfa 73-76)

O ECA institui que o adolescente só pode exercer atividade de trabalho a partir dos 14 anos de idade, na condição de aprendiz e de preferência em instituições que tenham um programa específico com normas claras que atenda ao que exige o ECA.

Quanto àqueles que se encontram com 16 anos, a Lei determina que estes jovens podem trabalhar, receber salários e desempenhar funções de adultos compatíveis a sua condição de desenvolvimento, mas acrescenta que tais atividades obrigatoriamente não podem ser noturnas, insalubres e perigosas e que impreterivelmente sejam compatíveis com as atividades escolares. Isso tudo, se respeitados não acarretará problemas para o desenvolvimento físico ou psicológico.

A OIT apontou em um de seus estudos que o trabalho precoce atrapalha o desenvolvimento escolar de muitos jovens levando a uma menor absorção do conteúdo ensinado na escola, o que prejudicará a escalada da vida profissional em termos de acúmulo de conhecimento, de ano estudado e de redução do salário.

Em relação ao trabalho realizado pelos jovens participantes no Programa Agente Jovem, constatamos que apenas dois (02) jovens dos entrevistados exercem atualmente atividades remuneradas. Sendo essas atividades: doméstica e de serviços de digitação, com prevalência de baixa remuneração. Como segue:

Eu trabalho na casa da minha tia. Ajudo lá a cuidar de meus 03 primos e a cuidar da casa. Limpo e cozinho [...]. Eu ganho 80,00 reais por mês. Faz 01 mês assim, que eu estou lá. Mas, eu estou pensando em sair, porque tem trabalho da escola, trabalho do projeto [...]. Eu só fui ajudar lá, porque é muito ruim pro jovem não ganhar nada assim [...] querer comprar as coisas e não poder. Pelo menos é uma ajuda. (Rosa, 16 anos, informação verbal)

De certa forma percebe-se que há uma preocupação dos jovens em buscar uma atividade, uma ocupação. Porém acreditamos que o receio da fiscalização os

intimidam a continuar e arriscar a sair do Programa Agente Jovem. Observamos os depoimentos dos adolescentes abaixo:

Trabalhei num mercadinho, colocando preço, foi minha mãe que falou com o dono. Mas, o dono tinha medo de fiscalização Hoje eu tenho o meu computador e faço serviços de digitação em casa (Jorge, 17 anos, informação verbal)

Eu esse ano tentei trabalhar numa cerâmica. Só fui um dia. Era muito pesado carregar telha. Eu não agüentei e fiquei só uma manhã. Ganhei R$16,00 reais. (Luiz, 16 anos, informação verbal)

Eu trabalho no momento no projeto. Pra mim é trabalho, se eu estou recebendo é trabalho, né? Eu ganho 65,00 da bolsa. Mas eu já cuidei de uma menina [...] de 03 anos, quando eu tinha uns 13 pra 14 anos. Lá eu cuidava dela, dava banho, ia passear. Eu saí, e a mulher nunca me pagou nada. Fiquei quase um ano lá. Lavava a louça todo o dia da casa dela. (Luciana, 16 anos, informação verbal)

O trabalho doméstico e em pequenos empreendimentos vem se constituindo em uma realidade constante na vida de muitas jovens brasileiras. Em alguns casos, começando desde a mais tenra idade. Trata-se de uma prática muito comum em nossa realidade, onde se perpetuam condições de grande exploração, na maioria, sem registro formal e em algumas vezes permeadas por situações humilhantes, vexatórias e de violência.

Sabemos que a pobreza é um dos determinantes do ingresso precoce de crianças e adolescentes no mundo do trabalho. Queremos remarcar que, muitas das famílias que se encontram em situação de pobreza utilizam o trabalho das crianças como alternativa para complementação da renda familiar, gerando violação em todos os sentidos. Entra-se assim, num ciclo perverso de violações: ausência do Estado, que se faz pela não implementação de Políticas Públicas no sentido de promover direitos humanos básicos e oferecer condições dignas de vida aos seus cidadãos. Trata-se também, da violação de direitos gerada pela sociedade, ora como protagonista, ora como coadjuvante da exploração do trabalho infantil tido como uma das mais cruéis violações.

Assim, a temática da pobreza brasileira não se dissocia da discussão da garantia de direitos humanos de crianças e jovens, bem como as diversas formas de eliminação do trabalho infantil e precarizado. Nesse sentido, concordamos com Faleiros (2007, p.65) quando afirma que a redução da pobreza se encontra atrelada a melhoria da educação das camadas mais pobres e acrescenta:

Estudos recentes demonstram que o baixo índice de escolaridade da população gera e realimenta desigualdades sociais e a concentração de renda. Investir na educação básica é uma estratégia para reduzir as desigualdades e melhorar a qualidade de vida da população.

A exploração do trabalho pesado e clandestino de jovens sem carteira assinada, o trabalho doméstico e intenso na infância e sem remuneração, bem como a prevalência da baixa remuneração na juventude, são reveladores do real.

Existe também o falso entendimento por parte de um dos entrevistados que a participação no Programa se constitui um tipo de trabalho, visto que recebe um valor monetário por sua participação nas atividades.

O IBGE revela através dos seus estudos que no Brasil do ano de 2006 para 2007, que 60% das crianças e jovens na faixa entre 05 e 13 anos de idade exerciam trabalho não remunerado, 17,3% eram trabalhadores domésticos, 16% trabalhavam para o seu próprio consumo e 6,7% trabalhavam por conta própria. Entre aqueles que se encontram com 14 ou 15 anos 44,3% são trabalhadores domésticos, seguidos pelos não-remunerados com 39,1%. Entre os de 16 e 17 anos situam-se os empregados ou trabalhadores domésticos com 66,3% e 21,3% de trabalhadores não-remunerados. Estando o maior percentual na região nordeste (98,2%).

Um dos objetivos do Programa Agente Jovem é criar condições para que o jovem se insira e permaneça no sistema de ensino, evitando sua inserção precoce no mercado de trabalho, sendo uma de suas condicionalidades para a inclusão nas atividades e recebimento da bolsa monetária. E aqui questionamos: há uma real preocupação com a formação profissional futura desses jovens? Esta é uma questões centrais deste estudo, a qual perquerimos e almejamos responder.

Belgede Davadan feragat (sayfa 73-76)