A expansão econômico-industrial internacional e os já constatados efeitos negativos da intervenção humana no meio ambiente fez com que a sociedade se mobilizasse exigindo dos poderes constituídos respostas a problemas como aquecimento global, emissão excessiva de CO2, desertificação, desmatamento, extinção de espécies,
derretimento das calotas polares, contaminação de fontes d’água entre outros (Hayashi, 2015).
No Brasil a origem das políticas voltadas a questão ambiental nasceu em um contexto político em que não se dava importância ao bem estar da maioria da população. Foi na Era Vargas que surgiu a preocupação com as questões ambientais sobretudo nas áreas de proteção, conservação e uso dos recursos ambientais. Em 1934 foram promulgados o Código Florestal, e em 1937, a criação do Parque Nacional de Itatiaia e da legislação de proteção ao patrimônio histórico cultural e artístico cultural.
Eram ações que estavam vinculadas diretamente ao Estado, que sempre foi marcado por uma economia predominantemente exploratória de seus recursos naturais, baseando sua economia na produção de produtos primários de modo agressivo e predatório. Importante mencionar que neste contexto o Estado estava centrado em um projeto de industrialização nacional e o crescimento a qualquer custo estava acima da preocupação com a proteção do meio ambiente.
O marco norteador fundamental da elaboração, organização, instrumentalização e implementação das políticas públicas ambientais no Brasil foi a promulgação da lei n° 6.938/1981, que instituiu a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA) trazendo uma série de princípios e objetivos para as questões ambientais, o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA), Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) entre
outros que passaram a guiar a política nacional ambiental, envolvendo a preocupação com os aspectos econômicos, sociais, culturais entre outros aspectos (Salheb et. al., 2017).
A Política Nacional do Meio Ambiente – PNMA representou um marco no campo das questões ambientais já que foi resultado, sobretudo, da pressão da sociedade civil organizada, e não foi levada ao ostracismo diante da pressão econômica dos grandes empresários. Nesse sentido a questão ambiental passou a ser um ponto crucial de discussão e fator fundamental pra o estabelecimento de planos, programas e políticas de desenvolvimento nacional, regional e local no país, respeitando os limites dos nossos recursos naturais.
4. CONCLUSÃO
Após a Revolução Industrial intensificou-se a exploração dos recursos naturais tendo em vista o aumento da produção. Considerando a importância dos mercados, o homem prioriza o atendimento à este e ignora, muita das vezes, a capacidade que o ambiente tem em fornecer esses recursos. Porém, é necessário reavaliar o sistema atual de extração para garantir a manutenção de recursos naturais para as futuras gerações, pois estes são finitos e poderão desaparecer.
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