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4. BULGULAR VE YORUM

4.1. ESNAF ODAKLI İLŞKİLERİN İNCELENMESİNDE ÖNEM ARZ EDEN EKONOMİK,

4.1.2. Coğrafik ve Ekonomik Boyut

[...] a sexualidade não é fundamentalmente aquilo de que o poder tem medo; mas de que ela é, sem dúvida e antes de tudo, aquilo através de que ele se exerce.

Michael Foucault

Em Conversación en la catedral (2001: 346), o sexo se converte no eixo que desencadeia alguns dos fatos ocorridos durante a ditadura odriísta relatada pelo escritor. O ambiente de prostituição vigora durante as realizações de negócios entre os colaboradores do governo ditatorial. As personagens Hortensia e Queta são as prostitutas de luxo mais requisitadas por todos. Hortensia, La Musa, mora em uma casa en San Miguel qué é mantida por Cayo Bermúdez. Esta residência serve de cenário para as reuniões com congressistas, empresários e militares para negociar questões políticas e financeiras compartilhando sua amante, usando o sexo como se representasse um jantar ou almoço de negócios. Dessa forma a corrupção moral, o uso do sexo e da prostituição são os instrumentos usados por Cayo para subornar, pedir favores e depreciar pessoas.

O personagem Fermín Zavala também usou dos serviços de Cayo para conseguir um amante; Fermín mantém relações homossexuais com o motorista Ambrosio. A partir de uma visita à casa de Hortensia, Don Fermín conhece Ambrosio, seu futuro motorista (p.346).

¿Bueno en su casa con sus hijos, inmoral en los negocios, oportunista en política, no menos, no más que los demás? Sí se recibiría de abogado, mamá. ¿Impotente con su mujer, insaciable con sus queridas, bajándose el pantalón delante de su chofer? No trasnocharía, sí se abrigaría, no fumaría, sí se cuidaría, mamá. ¿Echándose vaselina, piensa, jadeando y babeando como una parturienta debajo de él?

O sexo também serve de moeda de troca, como no caso do colaborador Fierro, que foi preso antes da tentativa de sua fuga; e para soltá-lo, sua esposa foi falar com Cayo “Mierda”, assim tratado por outros personagens do romance, o qual propôs ter uma relação sexual com ela como forma de pagamento, de troca da libertação de seu marido (Vargas Llosa, 2001, p. 379):

—Guárdese esos dólares para el viaje, Ferrito y usted los necesitan más que yo —dijo él, muy lentamente, y vio inmovilizarse a la mujer y vio sus ojos, sus dientes—. Además, usted vale mucho más que todo ese dinero. Está bien, es un negocio. No grite, no llore, dígame sí o no. Pasamos un rato juntos, vamos a sacar a Ferro, mañana toman el avión.

—Cómo se atreve, canalla —y vio su nariz, sus manos, sus hombros y pensó no grita, no llora, no se asombra, no se va—. Cholo miserable, cobarde.

—No soy un caballero, ése es el precio, esto lo sabía usted también — murmuró él—. Puedo garantizarle la más absoluta discreción, desde luego. No es una conquista, es un negocio, tómelo así. Y decídase de una vez, ya se pasaron los diez minutos, señora.

Em La fiesta del Chivo, o sexo apresenta-se como eixo da narrativa de Urania e de Trujillo. Ele se realiza de forma violenta e impositiva no romance: o personagem Trujillo mantém relações sexuais com garotas e senhoras casadas, algumas vezes o faz para rebaixar seus ministros, comentando os fatos em reuniões e jantares.

Segundo o motorista de Fermín as relações somente ocorriam quando este tinha problemas e dificuldades financeiras ou pessoais. Poderíamos pensar que a relação homossexual representava uma fuga da sua realidade ou uma forma de punir-se por não conseguir resolver seus problemas como queria, pois depois do ato sexual sempre se repreendia, escondendo-se no banheiro por horas (Vargas Llosa, 2001, p. 529):

—Es algo de dar pena —susurró Ambrosio—. A mí me da, a él también. Usted se cree que eso pasa cada día. No, ni siquiera cada mes. Es cuando algo le ha salido mal. Yo ya sé, lo veo subir al carro y pienso algo le ha salido mal. Se pone pálido, se le hunden los ojos, la voz le sale rara. Llévame a Ancón, dice. O vamos a Ancón, o a Ancón. Yo ya sé. Todo el viaje mudo. Si le viera la cara diría se le murió alguien o le han dicho que se va a morir esta noche.

Uma pergunta que permeia toda a obra é “¿Cuándo se había jodido el Perú?” A circunstância de “joder” no caso do personagem Ambrosio parece concretizar a pergunta feita pelo personagem principal Zavalita. Um motorista capanga, pobre,

negro, que sofre vários preconceitos, além de ser enganado por outras pessoas, é o parceiro na relação homossexual com um burguês que é o seu patrão (Vargas Llosa, 2001, p. 530):

—No es tu culpa, no es tu culpa —gimió don Fermín—. Tampoco es mi culpa. Un hombre no puede excitarse con un hombre, yo sé.

—Se pone de rodillas ¿ve? —gimió Ambrosio—. Quejándose, a veces medio llorando. Déjame ser lo que soy, dice, déjame ser una puta, Ambrosio. ¿Ve, ve? Se humilla, sufre. Que te toque, que te lo bese, de rodillas, él a mí ¿ve? Peor que una puta ¿ve?

O sexo para Trujillo não é só uma realização pessoal, não é só prazer, mas também uma forma de provar para ele mesmo e para os outros, principalmente, que exerce o poder através de sua virilidade. No fragmento a seguir, ele alude ao insucesso ocorrido com Urania e pensa em buscar outra mulher para desfazer o malogro, porque aquela cena desagradável o persegue durante todo o dia (Vargas Llosa, 2001, p. 334):

Esta noche, respirando por las ventanas abiertas de la Casa Caoba la fragancia de los árboles y las plantas, y divisando la miríada de estrellas en un cielo negro como el carbón, acariciaría el cuerpo de una muchacha desnuda, cariñosa, un poco intimidada, con la elegancia de Petronio, el Árbitro, e iría sintiendo nacer la excitación entre sus piernas, mientras sorbía los juguitos tibios de su sexo. Tendría una larga y sólida erección, como las de antaño. Haría gemir y gozar a la muchacha y gozaría él también, y de este modo borraría el mal recuerdo de ese esqueletito estúpido.

Durante muito tempo, a mulher foi considerada como não detentora de poder na ordem da sexualidade, assim como as crianças. Em Conversación en la catedral, Hortensia e Queta são usadas por Cayo para facilitar suas negociações como um modo de seduzir os interessados a fazer negócios com ele ou com o governo, mas é por meio do sexo que elas conseguem jóias, dinheiro e prestígio nesse meio.

Já o personagem Ambrosio, apesar de aceitar manter relações sexuais com seu patrão Fermín deseja a prostituta Queta e, para tal fim, junta dinheiro por um tempo para poder pagar os serviços dela (Vargas Llosa, 2001, p. 495-496):

El cuerpo desnudo se tumbó otra vez a su lado. Escuchó su respiración más agitada, olió su deseo, sintió que la tocaba. Se echó de espaldas, abrió los brazos y un instante después recibía sobre su cuerpo la carne aplastante y sudorosa de él. Respiraba con ansiedad junto a su oído, sus manos repasaban húmedamente su piel, y sintió que su sexo entraba en ella suavemente. Trataba de sacarle el sostén y ella lo ayudó, ladeándose. Sintió su boca mojada en el cuello y los hombros y lo oía jadear y moverse;

lo enlazó con las piernas y le sobó la espalda, las nalgas que transpiraban. Permitió que la besara en la boca pero mantuvo los dientes apretados.

Isso prova que sua relação homossexual com seu chefe não passa de carinho, submissão e admiração. Tudo isso se mostra como consequência de um poder que age sobre ele, de modo a anulá-lo em seus impulsos de contrariedade ao outro; o corpo deve ser modelado para o trabalho produtivo, o sujeito se adapta ou perde sua liberdade (FOUCAULT, 1997, p. 26).

O corpo só se torna útil se é ao mesmo tempo corpo produtivo e corpo submisso. Essa sujeição não é obtida só pelos instrumentos da violência ou da ideologia; pode muito bem ser direta, física, usa a força contra a força, agir sobre elementos materiais sem, no entanto ser violenta; pode ser calculada, organizada, tecnicamente pensada, pode ser sutil, não fazer uso de armas nem do terror, e, no entanto continuar a ser de ordem física.

Como percebemos neste fragmento de Conversación en la catedral, no qual Ambrosio relata seus encontros com Fermín a Queta (2001, p. 530):

—A veces ni el trago, ni la yohimbina, ni nada —se quejó Ambrosio—. Él se da cuenta, yo veo que se da. Pone unos ojos que dan pena, una voz. Tomando, tomando. Lo he visto echarse a llorar ¿ve? Dice anda vete y se encierra en su cuarto. Lo oigo hablando solo, gritándose. Se pone como loco de vergüenza ¿ve?

— ¿Se enoja contigo, te hace escenas de celos? —dijo Queta—. ¿Cree que?

—No es tu culpa, no es tu culpa —gimió don Fermín—. Tampoco es mi culpa. Un hombre no puede excitarse con un hombre, yo sé.

—Se pone de rodillas ¿ve? —gimió Ambrosio—. Quejándose, a veces medio llorando. Déjame ser lo que soy, dice, déjame ser una puta, Ambrosio. ¿Ve, ve? Se humilla, sufre. Que te toque, que te lo bese, de rodillas, él a mí ¿ve? Peor que una puta ¿ve?

Em La fiesta del Chivo, Urania era do sexo feminino e adolescente, logo não exercia nenhuma forma de poder na visão do ditador e na de outros homens e, inclusive, na de mulheres da época. Contudo, Urania prova ao tirano que sua suposta ausência de poder a fez mais poderosa que ele, pois aquela menina o fez sentir inferior como homem e como machista: ele não conseguiu concretizar o ato sexual. Dessa maneira, mostrou ao tirano sua forma de poder, pois Trujillo esperava que a garota demonstrasse de alguma forma que estava realizada por viver a

fantasia de estar com o detentor do poder, no entanto, ela ficou fria, não o desejava e não reagiu como ele esperava. Dessa maneira, exerceu seu poder sobre o tirano mantendo-se inerte e alienada, demonstrando resistência ao seu poder viril, permanecendo indiferente a ele e ao momento (Vargas Llosa, 2001, p. 557-558).

No se resistía; se dejaba tocar, acariciar, besar, y su cuerpo obedecía los movimientos y posturas que las manos de Su Excelencia le indicaban. Pero, no correspondía a las caricias, y, cuando no cerraba los ojos, los tenía clavados en las lentas aspas del ventilador. [...]

Basta de jugar a la muertita, belleza — lo oyó ordenar, transformado —. De rodillas. Entre mis piernas. Así. Lo coges con tus manitas y a la boca. No fragmento a seguir de La fiesta del Chivo (2001, p.557), temos claro o que o ditador quer com Urania: mostrar sua masculinidade e continuar sendo um Chivo (nome recebido exatamente por considerarem o bode um animal de grande apetite sexual):

Para sentirse colmado, le bastaba que tuviera el coñito cerrado y él pudiera abrírselo, haciéndola gemir — aullar, gritar — de dolor, con su güevo magullado y feliz allí adentro, apretadito en las valvas de esa intimidad recién hollada. No era amor, ni siquiera placer lo que esperaba de Urania. Había aceptado que la hijita del senador Agustín Cabral viniera a la Casa Caoba sólo para comprobar que Rafael Leonidas Trujillo Molina era todavía, pese a sus problemas de próstata, pese a los dolores de cabeza que le daban los curas, los yanquis, los venezolanos, los conspiradores, un macho cabal, un chivo con un güevo todavía capaz de ponerse tieso y romper los coñitos vírgenes que le pusieran delante.

Ao notar que não conseguiria manter relações sexuais, utilizando seu falo, Trujillo, com medo de perder o poder, porque pensa como um tirano, que seu poder está presente no seu órgão sexual, fê-lo com a mão, demonstrando-lhe que é poderoso mesmo sem o uso do órgão masculino (Vargas Llosa, 2001, p. 558).

Cogiéndola de un brazo la tumbó a su lado. Ayudándose con movimientos de las piernas y la cintura, se montó sobre ella. Esa masa de carne la aplastaba, la hundía en el colchón; el aliento a coñac y a rabia la mareaba. Sentía sus músculos y huesos triturados, pulverizados. Pero la asfixia no evitó que advirtiera la rudeza de esa mano, de esos dedos que exploraban, escarbaban y entraban en ella a la fuerza. Se sintió rajada, acuchillada; un relámpago corrió de su cerebro a los pies. Gimió, sintiendo que se moría. Trujillo urinava na roupa sem perceber, como uma criança ou um louco, ou seja, como os excêntricos, os marginalizados, os que não exerciam o poder. Por causa dessa disfunção fisiológica, poderia ser motivo de comentários, de risos e, portanto, de conclusões acerca de sua capacidade para governar, já que,

secretamente, não controlava seu próprio corpo; tampouco era o “macho singador” de antes. Para evitar que a menina saísse dali como entrou, ou seja, virgem, e fizesse comentários sobre sua masculinidade, ele usou de violência para mostrar que ainda exercia seu poder, mascarando a realidade de maneira rude, violenta.

Em Conversación en la catedral, Cayo usa as relações sexuais, os desejos como instrumentos de poder; a partir dos desejos sexuais das pessoas, ele manipula, controla, detém o saber e exerce o poder sobre os demais. Ele representa, nessa obra, o ditador e suas decisões, é por meio dele que se realizam as ações ditatoriais; porém, quando parece que tudo está mal para ele, foge do país e retorna no final da história bem melhor que estava.

A relação de poder de Trujillo com os demais em La fiesta del Chivo consistiu em demonstrar que era um super-macho, el Chivo, aquele que possuiu todas as mulheres que desejou, recebendo de presente dos próprios pais, como prova de devoção, o que mais respeitavam em sua cultura machista, a virgindade de suas filhas. Esse contexto da história ratificou o sexo como o instrumento de poder, de sujeição.

Segundo Foucault (2002, p. 24-25), a dominação se exibe por meio de regras que são impostas pelos dominadores aos dominados. Apesar das regras não dizerem nada, elas permitem a violência, portanto o dominador é aquele que subverte a regra e, perverte o próprio sistema de regras, trocando sua posição para dominador. Para ele, a regra é entendida como:

o prazer calculado da obstinação, é o sangue prometido. Ela permite reativar sem cessar o jogo da dominação; ela põe em cena uma violência meticulosamente repetida. O desejo da paz, a doçura do compromisso, a aceitação tácita da lei, longe de serem a grande conversão moral, ou o útil calculado que deram nascimento à regra, são apenas seu resultado e propriamente falando sua perversão.

No romance Conversación en la catedral, Zavalita narra o que costumava ocorrer com pessoas que participavam de revoluções, como Llaque, um jovem que se reunia às escondidas com universitários para organizar ações contra a ditadura (2001, p. 134):

Esa mañana no sabíamos que Llaque era estudiante de Derecho cuando la revolución de Odría, piensa, no que había caído en el asalto de la policía a San Marcos, no que lo habían torturado y desterrado a Bolivia y que en La

Paz estuvo preso seis meses, no que había vuelto clandestinamente al Perú: sólo que parecía un pajarito, esa mañana, mientras su vocecita les resumía la historia del Partido y lo veían mover su delgada mano amarilla en un movimiento rotativo e idéntico, como si tuviera calambre en la mano, y mirar de soslayo al patio y la calle.

Llaque discursou para estudantes a favor da revolução. Nesse discurso, ele mostrou as reações do governo contra quem se opunha a ele (Conversación en la catedral, 2001, p. 166-167).

¿Qué sabíamos? Que los sindicatos eran amarillos, pues los verdaderos dirigentes obreros estaban muertos o presos o desterrados, que con la huelga vendría la represión y habría detenciones y que las otras universidades darían la espalda a San Marcos. Lo que no sabíamos, lo que no estaba previsto, camaradas, ¿qué era? Su manita subía y bajaba junto a tu cara, Zavalita, su voz bajita insistía, repetía, convencía. Que la huelga alcanzaría este éxito y obligaría al gobierno a desenmascararse y a mostrar toda su brutalidad a plena luz. ¿Que la situación iba mal? ¿Con tres universidades ocupadas, con lo menos cincuenta estudiantes y dirigentes obreros presos, iba mal? ¿Con las manifestaciones—relámpago en el Jirón de la Unión y la prensa burguesa obligada a informar sobre la represión, mal? Por primera vez un movimiento de esa envergadura contra Odría, camaradas, por primera vez una grieta en tantos años de dictadura monolítica. ¿Mal, mal? ¿No era absurdo retroceder en estos momentos? ¿No era más correcto tratar de extender y de radicalizar el movimiento? Juzgando la situación no desde un punto de vista reformista, sino revolucionario, camaradas.

Durante o discurso do candidato à presidência do Peru, concorrente de Odría, foi organizado por Cayo uma manifestação, uma provocação contrária ao candidato a qual ocasionou uma contenda (Vargas Llosa, 2001, p. 426).

Las granadas cayeron desde la galería como un puñado de piedras pardas, rebotaron con golpes secos sobre las sillas de la platea y las tablas del escenario, y al instante comenzaron a elevarse espirales de humo. En pocos segundos la atmósfera se emblanqueció, endureció, y un vapor espeso y ardiente fue mezclando y borrando los cuerpos. El griterío creció, ruido de cuerpos que rodaban, de sillas que se rompían, toses, y Trifulcio dejó de pelear. Sentía que los brazos se le escurrían, la cadena se desprendió de sus manos, las piernas se le doblaron y sus ojos, entre las nubes quemantes, alcanzaron a divisar las siluetas del escenario que huían con pañuelos contra las bocas, y a los tipos de los brazaletes que se habían juntado y, tapándose la nariz, se le acercaban como nadando.

Além de destacar também outras formas de violência como a repressão mantida pela polícia, que tortura e persegue em nome do governo ditatorial os seus

opositores, como por exemplo, quando o personagem Lozano e alguns outros companheiros seus recebe ordens para vigiar, espiar e prender inimigos políticos ou quando Hipólito tortura Trinidad López até a morte, entre outros exemplos.

Em La fiesta del Chivo, a regra da tirania era obedecer, seguir sempre as ordens do chefe, mas, ainda que obedecessem, talvez ele duvidasse de alguém e, assim, poderiam sofrer qualquer tipo de violência para comprovar sua fidelidade. Para manter-se no poder, o tirano fez uso da violência, para que servisse de modelo para todos os demais e de exemplo do que se poderia fazer. A regra era o sangue, a força, a vitalidade, a violência: quase sempre era entendida dessa maneira ao demonstrar seu poder. Em 1937, em La fiesta del Chivo (2001, p.16), a matança dos haitianos se justificou, segundo a visão dos poderosos, pois se tratava de limpar e salvar seu país.

No sólo justificaba aquella matanza de haitianos del año treinta y siete; la tenía como hazaña del régimen. ¿No salvó a la República de ser prostituida una segunda vez en la historia por ese vecino rapaz? ¿Qué importan cinco, diez, veinte mil haitianos si se trata de salvar a un pueblo? "

Para encontrar todos os assassinos de Trujillo e vingar-se da morte de seu pai, Ramfis, filho mais velho de Trujillo, torturou até a morte muitos suspeitos do crime e também muitos dos familiares, mesmo que não soubessem de nada, para mostrar que sua família ainda era a autoridade máxima daquele país. Neste fragmento, demonstra total crueldade com o conspirador (La fiesta del Chivo, 2001, p. 478):

A las dos o tres semanas, en vez del apestoso plato de harina de maíz habitual, le trajeron al calabozo una olla con trozos de carne. Miguel Ángel Báez y Modesto se atragantaron, comiendo con las manos hasta hartarse. El carcelero volvió a entrar, poco después. Encaró a Báez Díaz: el general Ramfis Trujillo quería saber si no le daba asco comerse a su propio hijo. Desde el suelo, Miguel Ángel lo insultó: "Dile de mi parte a ese inmundo hijo de puta, que se trague la lengua y se envenene". El carcelero se echó a reír.