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1. BÖLÜM

1.1.2. Söz ve Görüntü Kaydı

1.1.2.7. Televizyon

Os dados de ruído foram coletados e digitalmente gravados via DAT (digital áudio tape) através do TASCAM DAT Recorder, fabricado pela Head Acoustics GmbH (FIG. 5.6). O sinal gravado é adaptado dinamicamente pela equalização e faixa de ajuste da “cabeça” artificial. Os pulsos de rotação e velocidade são alimentados no sinal digital via eletrônica incorporada à “cabeça” artificial. O sistema realiza um processamento de sinal em uma vasta gama de amplitude e compensação.

FIGURA 5.6 – Sistema de aquisição e gravação de ruído FONTE: Catálogo Head Acoustics GmbH

5.1.2.2 Aquisição de vibração

Para aquisição dos dados de vibração foi utilizado o hardware SCADAS móbile, modelo SCM01, fabricado pela LMS – Engineering Innovation. O sistema possui taxa de amostragem de até 102,4 kHz por canal, resolução de 24bits, razão sinal-ruído de 105dB, “throughput” rate de 2,2M amostras/s, demais características podem ser visualizadas na FIG. 5.7. Esse modelo contempla ainda um módulo de interface com o tacômetro que permite o monitoramento da rotação confrontando esse com a aquisição espectral / oitava. São suportados sinais de rotação até 15kHz e 1024 pulsos por revolução. O sistema possui também entradas para sinal de velocidade e ruído.

FIGURA 5.7 – Sistema de aquisição e gravação de vibração FONTE: Catálogo LMS Engineering Innovation

5.1.3 Câmara Acústica

As medições foram realizadas em câmara acústica no Laboratório de Acústica e Vibrações da FIAT Automóveis S/A, em Betim - MG. A câmara tem dimensões de 9,7 m de comprimento, 7,6 m de largura e 4,6 m de altura, isolada do ambiente externo e com frequência de corte de aproximadamente 150 Hz. Suas paredes são revestidas com painéis compostos por lã de vidro, tecido de lã de vidro e chapa perfurada. A câmara é equipada com 01 dinamômetro de rolo duplo com potência de 200 HP.

5.2 Procedimento experimental

5.2.1 Coleta de dados

Foram coletados dados denominados como objetivos (provenientes de medição de grandeza física) e subjetivos (notas dadas por avaliadores mediante a sensação de conforto ou desconforto percebida).

5.2.1.1 Dados objetivos

Os veículos foram instrumentados com medidores de nível de ruído, vibração, velocidade, rotação e imagem.

Para aquisição de ruído o sistema de registro binaural ou “cabeça” artificial foi posicionado na posição do passageiro anterior. Os sinais gravados referem-se ao ouvido esquerdo (ponto 1) e direito (ponto 2) da “cabeça”. O banco foi posicionado na metade do seu curso (trilho) e o encosto colocado na vertical (FIG. 5.8).

FIGURA 5.8 – Posição do sistema de medição acústica

Os acelerômetros foram instalados no pavimento do veículo – lado motorista (ponto 3), no volante – posição superior (ponto 4) e na alavanca de câmbio (ponto 5) (FIG. 5.9, 5.10 e 5.11). No ponto 3, por uma limitação do número de canais do sistema, a aquisição foi realizada apenas na direção Z. Já nos pontos 4 e 5 foram registrados nas direções X, Y e Z. Na medição de vibração do pavimento, devido a impossibilidade se retirar o revestimento do piso e a dificuldade de aderência do sensor, foi utilizada uma base metálica para instalação do sensor.

FIGURA 5.9 – Posição do sensor de vibração no pavimento (ponto 3)

FIGURA 5.10 – Posição do sensor de vibração no volante (ponto 4)

Dados de velocidade e rotação foram registrados respectivamente com a instalação de rodafônica na roda direita traseira (FIG. 5.12) e do tacômetro que converte o sinal impulsivo extraído da central de injeção em uma frequência associada a rotação do motor (na FIG. 5.13 é apresentado apenas o display do tacômetro instalado sobre o para-brisa).

FIGURA 5.12 – Posição da rodafônica (leitura de velocidade)

FIGURA 5.13 – Posição do tacômetro (leitura de rotação)

Para viabilização da pesquisa cada veículo foi caracterizado objetivamente uma única vez, e em momentos distintos da avaliação subjetiva. A quantidade de equipamentos disponíveis, tempo de instrumentação, tempo disponível dos avaliadores, posição de sensores em pontos como volante, alavanca de câmbio, etc., necessidade de entrevistadores presentes no veículo durante todo experimento x espaço disponível, foram alguns dos fatores que impossibilitaram a aquisição de dados objetivos simultaneamente em cada avaliação subjetiva.

5.2.1.2 Dados subjetivos

Os dados subjetivos foram coletados a partir de um questionário respondido por um público de 33 avaliadores.

A seleção e tamanho da amostra foram determinados dentre outros motivos por limitações operacionais e de viabilidade da pesquisa. Dentre as características da amostra, dos 33 avaliadores 23 foram considerados como público técnico e 10 como público especialista.

Como público técnico entende-se aquele que tem conhecimento do segmento automotivo, bem como de algumas características técnicas dos veículos. Já o especialista além de conhecimento automotivo tem experiência também na área de NVH.

Para avaliação dos veículos foi elaborado um questionário (ver Apêndice A) baseado em três premissas básicas:

 Conseguir traduzir a informação desejada em um conjunto de questões específicas, de tal modo que os entrevistados tenham condições de responder;

 Conseguir motivar e incentivar o entrevistado a se deixar envolver pelo assunto, cooperando e completando a entrevista;

 Conseguir minimizar o erro na resposta. Respostas imprecisas, não registradas ou analisadas incorretamente podem comprometer a decisão final.

A partir dessas definições, experiências de profissionais da área de NVH (âmbito acadêmico e industrial) e assessoria de uma empresa de consultoria em estatísticas e pesquisa (CONEST) o questionário final foi estruturado em 5 partes:

 Seleção: foram levantados dados essenciais e até mesmo excludentes para a seleção da amostra como tempo de habilitação, conforto ao dirigir, problemas de audição, sexo, idade, frequência de utilização do veículo, área de atuação profissional.

 Perfil: foram levantadas características dos avaliadores que de alguma forma pudessem influenciar em suas respostas, tais como: horas de sono na última noite, consumo de bebida alcoólica nas últimas 12 horas, consumo de remédio, cansaço, frequência com a qual dirige em determinados tipos de estradas, tempo de direção por dia, uso de ar condicionado, rádio,

janela aberta, atributos que considera importante na escolha de um automóvel, importância atribuída ao conforto acústico e vibracional.

 Avaliação do veículo por percurso: foram atribuídas notas para cada veículo avaliado ao final de cada trecho do circuito (calçamento, estrada e urbano). As notas atribuídas foram de 1 (péssimo) a 7 (excelente) para o conforto acústico e vibracional. A escolha da escala foi baseada entre outros fatores para retirar o avaliador da zona de conforto frequentemente existente em escalas mais usuais como de 1 a 10. Além das notas, ao final de cada trecho do circuito foi perguntado se havia algum tipo de ruído ou vibração que havia lhe causado algum incômodo. Essa etapa foi realizada no decorrer da própria avaliação, com o veículo em movimento em uma região de transição entre os trechos avaliados.

 Avaliação final do veículo: De maneira similar a avaliação do percurso, os avaliadores atribuíram notas finais para os veículos, após concluir todo o circuito e estacionar. Não foi aplicada nenhuma questão aberta nesta parte do questionário.

 Avaliação final da pesquisa: Ainda no ponto de apoio, após o término da avaliação do último veículo, os entrevistados foram solicitados a classificá-los de 1 (melhor) a 5 (pior) com relação ao conforto acústico e vibracional. Por último deveria ser indicado qual veículo o entrevistado compraria e qual não compraria se todos tivessem as mesmas condições de preço e pagamento.