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TARTIŞMA SONUÇ VE ÖNERİLER
O monitoramento ambiental consiste na medição, periódica ou contínua, das condições do meio ambiente, podendo consistir em monitoramento da qualidade e quantidade de água, da qualidade do ar, do uso e ocupação do solo, ou ainda da evolução da cobertura de vegetação natural ou plantada. Em todos os casos é fundamental que as informações sejam confiáveis e comparáveis no tempo, demonstrando a melhoria ou não de qualidade ambiental.
particularmente no planejamento - de novas intervenções em determinada área ou região, na atividade de licenciamento ambiental e como suporte à atividade de fiscalização. Ou seja, a falta ou precariedade de informações aumenta a incerteza das decisões nas ações de planejamento e controle.
Nesta perspectiva, pode-se afirmar que só existem informações confiáveis se existirem redes de monitoramento apropriadas. Por isso, os objetivos da implantação de um sistema de monitoramento devem possibilitar conhecer a qualidade do ambiente por meio dos parâmetros medidos, avaliar alterações do ecossistema, orientar as ações necessárias para a manutenção ou melhoria da qualidade ambiental e até avaliar a efetividade dessas ações.
No âmbito deste trabalho, são abordados os monitoramentos de recursos hídricos e florestais, como instrumentos necessários à boa tomada de decisão na gestão ambiental.
O conceito de monitoramento da qualidade da água é muito mais amplo do que a simples verificação de que os padrões legais de qualidade estão sendo atendidos ou não. Deve sobretudo atender à necessidade de responder sobre o que está sendo alterado e por que essas modificações estão ocorrendo (BRAGA et al, 2002).
No Brasil, o monitoramento da qualidade das águas é realizado principalmente pelos Órgãos Estaduais de Meio Ambiente OEMA s, empresas de saneamento e pela Agência Nacional de Águas ANA. Cada um desses órgãos tem sua rede estruturada (localização dos pontos amostrais e parâmetros analisados) para atender a demandas específicas. Em termos federais, a Agência Nacional de Energia Elétrica ANEEL operava 426 estações de monitoramento de qualidade de água instaladas em todo o território nacional, compreendendo os principais rios, definidos como de importância estratégica e com aproveitamento hidráulico potencial ou real. Após a criação da ANA, a operação da rede passou a ser executada pela nova Agência.
Já nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, as redes de monitoramento estão em vários níveis de desenvolvimento. Alguns Estados operam redes com sistemas bem elaborados, utilizando georeferenciamento e com número representativo de estações para a caracterização das águas da
região. Em outros, as redes ainda estão sendo desenvolvidas ou existe apenas a perspectiva de que se estabeleçam (SABBAG et al, 2003).
Visando colaborar na solução da situação de baixa integração das redes existentes no país, o Ministério do Meio Ambiente MMA lançou, dentro do Programa Nacional do Meio Ambiente II PNMA II, o subcomponente Monitoramento da Qualidade da Água, que tem como principal objetivo desenvolver e aprimorar o monitoramento da qualidade da água, para subsidiar a formulação de políticas de proteção ambiental e a tomada de decisão a respeito das ações de gestão ambiental. Em decorrência, o IBAMA montou o Sistema de Monitoramento da Qualidade da Água SISAGUA, com a finalidade de armazenar e disponibilizar as informações obtidas. O sistema consta de três cadastros: de corpos d água, de estações de monitoramento e de laboratórios. Este sistema também atende ao monitoramento quantitativo de águas.
No momento, o banco de dados possui 3.100 rios e 7.539 estações cadastradas, das quais 1.985 são estações que realizam monitoramento de qualidade de água, sendo que dessas, 1.241 estações continuam operando. Já o cadastro de laboratórios de análises ambientais, contém 147 laboratórios, distribuídos em 23 Estados (Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe (IBAMA, 2004).
Por sua vez, o monitoramento hidrometeorológico é de responsabilidade do Instituto Nacional de Meteorologia INMET, que opera uma rede de estações meteorológicas no País. A função desta rede é permitir a previsão do tempo e disponibilizar aos usuários de recursos hídricos informações sobre precipitação e evaporação, para fins de balanço hídrico. Nos últimos anos, o INMET tem se especializado na previsão do tempo e clima. Uma outra instituição, o Instituto de Pesquisas Espaciais INPE, também produz previsões de tempo e clima, utilizando modernos recursos tecnológicos de sensoriamento remoto e modelos matemáticos altamente sofisticados.
Os dados quantitativos sobre as águas superficiais estão sob a responsabilidade da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL, que opera
suplementarmente ao INMET, a ANEEL opera um conjunto de 2.234 estações pluviométricas e hidrometereológicas (ANEEL, 2005). Já as águas subterrâneas não dispõem ainda de um aparato de coleta de dados sistemático, em nível nacional. Os dados existentes são resultado de observações em poços perfurados por entidades privadas e públicas, em nível estadual ou regional.
No monitoramento da cobertura florestal em nível nacional, destacam-se as atuações da organização não-governamental SOS Mata Atlântica e do Instituto de Pesquisas Espaciais INPE.
O primeiro mapeamento nacional dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica foi concluído em 1990, por estas duas entidades. Por ter sido desenvolvido em escala 1:1.000.000, impossibilitou análises mais detalhadas, uma vez que áreas de pequenas extensões não puderam ser mapeadas. Apesar disso, tornou-se uma referência para pesquisa científica e uma importante ferramenta de trabalho para o movimento ambientalista, pois subsidiou várias estratégias e ações políticas para a conservação da Mata Atlântica.
Em 1991, deu-se início a um mapeamento mais detalhado, em escala 1:250.000, analisando a ação humana nos remanescentes florestais e na vegetação de mangue e de restinga, ocorrida entre 1885 e 1990.
Um novo lançamento ocorreu em 1998, desta vez cobrindo o período de 1990-1995, incluindo a digitalização dos limites das fisionomias vegetais da Mata Atlântica e de algumas Unidades de Conservação federais e estaduais, sendo elaborado em parceria com o Instituto Socioambiental - ISA. Desenvolvido com técnicas de interpretação visual de imagens de satélite, levantamentos de campo e sobrevôos, o trabalho vem, ao longo dos anos, apropriando-se dos benefícios da tecnologia da informação, especialmente nas áreas de sensoriamento remoto e geoprocessamento.
Com a adoção de nova metodologia, que inclui o uso de imagens TM/Landsat 5 ou 7 em formato digital, permitindo a ampliação da escala de mapeamento para 1:50.000 e, conseqüentemente, a redução da área mínima mapeada para 10 hectares, foi lançado o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica 1995-2000 (SOS MATA ATLÂNTICA, 2003), com a avaliação
Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul e áreas parciais da Bahia que abrangeram nesta etapa 1.181.000 Km2, ou seja, 87% da área total do Domínio da Mata Atlântica.
A Mata Atlântica do Nordeste brasileiro foi mapeada em 1992 pela Sociedade Nordestina de Ecologia SNE, sendo que as informações geradas serviram de base para a proposição da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Fase IV (COSTA, 1997), e para a elaboração do Mapa de Áreas Prioritárias de Conservação da Mata Atlântica no Nordeste (CI et al, 1993). Atualmente, a SNE realiza novo mapeamento nos diversos Estados do Nordeste, o que permitirá o monitoramento dos remanescentes florestais na escala 1:100.000 (SNE, 2004).
Na Amazônia, a atividade anual de monitorar sistematicamente é realizada pelo INPE, usando técnicas de interpretação visual de imagens orbitais. Este monitoramento se realiza através do Projeto de Estimativa do Desflorestamento da Amazônia PRODES, que elaborou o primeiro relatório para o período 1999-2000. O relatório traz ainda os primeiros resultados de uma nova abordagem metodológica na identificação e estimativa dos desflorestamentos. Trata-se do sub-projeto PRODES Digital, que analisa as imagens de satélite por um processo automatizado, com uso da técnica de modelo linear de mistura e classificação por regiões. Os dados do PRODES Digital, devidamente georeferenciados, compõem um banco de dados multitemporais, de fácil acesso e integração com diversas outras fontes de informações e/ou sistemas computacionais (INPE, 2004a).
Por outro lado, em decorrência dos grandes incêndios ocorridos em Roraima em maio de 1998, decorrentes de queimadas descontroladas, foi criado o Programa de Prevenção e Controle às Queimadas e aos Incêndios Florestais no Arco do Desflorestamento PROARCO, coordenado pelo IBAMA e com suporte do INPE (INPE, 2004b).
O objetivo geral do PROARCO é prevenir e combater a ocorrência de incêndios florestais em larga escala na Amazônia Legal, especialmente no Arco do Desflorestamento, que constitui-se de uma faixa contínua de cerca de 3 mil quilômetros de extensão, variando até 600 quilômetros de largura, incluindo
identificar as áreas de maior risco de ocorrência de incêndios, por meio do desenvolvimento de um sistema permanente de ações de monitoramento, previsão, prevenção, combate a incêndios e de controle e fiscalização de queimadas ao longo do Arco de Desflorestamento; informar os produtores e comunidades rurais quanto aos riscos dos incêndios florestais, por meio de campanhas educativas e mobilização social; estruturar e implementar unidades de combate próximas às áreas de risco; e implantar um núcleo estratégico com capacidade institucional de mobilizar uma força tarefa (INPE, 2004b).