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Derslerde Güncel Olayları Kullanırken Dikkat Edilecek Durumlar: Siyaset ve Siyasi Görüşten Uzak Durmak; Öğrenci Seviyesi ve Yaş Grubunu Gözönünde Bulundurmak

60 5.Belirsizlik Kategoris

PRESERVICE SOCIAL STUDIES TEACHERS’ VIEWS ON CURRENT EVENTS AND USING THEM IN CLASS

5. Derslerde Güncel Olayları Kullanırken Dikkat Edilecek Durumlar: Siyaset ve Siyasi Görüşten Uzak Durmak; Öğrenci Seviyesi ve Yaş Grubunu Gözönünde Bulundurmak

A gradativa reforma do Estado brasileiro, com conseqüente modernização no setor público e ampliação das bases democráticas de tomada de decisão, ensejou o reconhecimento na própria Constituição, e posteriormente nas diversas leis ordinárias, de um necessário arcabouço institucional que valorize os colegiados, com participação da sociedade.

No entender de Thame (2002), desta maneira consolida-se a democracia participativa, em que os diversos setores da sociedade civil organizada passam a ter direito não apenas a discutir, mas também a definir as soluções dos problemas que lhes são afetos.

Os colegiados visam, na pureza de sua conceituação, incentivar as opiniões de setores que têm interesse na matéria a ser tratada. Colhem-se idéias e informações, confrontado-se as mesmas em busca da formação de uma posição comum ou, pelo menos, de uma posição majoritária (MACHADO, 2001).

Nas áreas de meio ambiente e de recursos hídricos esta nova visão está contemplada nas respectivas leis de política.

A lei da PNMA instituiu o Conselho Nacional do Meio Ambiente CONAMA, como o órgão nacional de caráter consultivo e deliberativo. O CONAMA tem por finalidade assessorar, estudar e propor diretrizes de políticas governamentais para o meio ambiente. Ao mesmo tempo tem competência para, entre outros: estabelecer normas e critérios para o licenciamento de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; decidir, em última instância administrativa, sobre as multas e demais penalidades impostas pelo IBAMA; estabelecer normas, critérios e padrões nacionais de qualidade do meio ambiente; monitorar e avaliar a implementação e execução de política e normas ambientais; e deliberar por meio de resoluções, visando o cumprimento dos objetivos da PNMA.

O CONAMA é composto por Plenário, Câmaras Técnicas e Grupos de Trabalho, sendo presidido pelo Ministro do Meio Ambiente. Este Conselho é um colegiado, representativo dos atores sociais interessados na área ambiental nos níveis governamental, empresarial e da sociedade civil organizada. O Plenário tem a seguinte composição: o Ministro de Estado do Meio Ambiente; o Secretário Executivo do Ministério do Meio Ambiente; um representante do IBAMA; um representante da Agência Nacional das Águas ANA; um representante de cada um dos Ministérios, das Secretarias da Presidência da República e dos Comandos Militares do Ministério da Defesa; um representante de cada um dos Governos Estaduais e do Distrito Federal; oito representantes dos Governos Municipais que possuam órgão ambiental estruturado e Conselho de Meio Ambiente, com caráter deliberativo; vinte e dois representantes de entidades de trabalhadores e da sociedade civil; oito representantes de entidades empresariais; e um membro honorário indicado pela Presidência da República.

Por sua vez, a lei da PNRH instituiu o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, onde o Conselho Nacional de Recursos Hídricos CNRH ocupa a instância mais alta na hierarquia do sistema.

O CNRH tem como competência, dentre outras: analisar propostas de alteração da legislação pertinente a recursos hídricos; estabelecer diretrizes para implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos; promover a articulação do planejamento de recursos hídricos com os planejamentos

recursos hídricos; deliberar sobre os projetos de aproveitamento de recursos hídricos cujas repercussões extrapolam o âmbito dos estados em que serão implantados; aprovar propostas de instituição de comitês de bacia hidrográfica; estabelecer critérios gerais para a outorga de direito de uso de recursos hídricos e para a cobrança por seu uso; e aprovar o Plano Nacional de Recursos Hídricos e acompanhar sua execução.

Também presidido pelo Ministro do Meio Ambiente, o CNRH é composto por representantes de Ministérios e Secretarias Especiais da Presidência da República; Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos; usuários de recursos hídricos (irrigantes, indústrias, concessionárias de geração de energia hidrelétrica; pescadores e usuários da água para lazer e turismo); prestadores de serviço público de abastecimento de água e esgotamento sanitário; e representantes de organizações civis de recursos hídricos (consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas, e organizações não- governamentais). Atualmente, são 57 conselheiros com mandato de três anos. O número de representantes do Poder Executivo Federal não pode exceder à metade mais um do total de membros.

No âmbito dos Estados, desempenham papéis equivalentes ao CONAMA os Conselhos Estaduais de Meio Ambiente, também inseridos na estrutura do SISNAMA. O mesmo acontece em relação aos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos, equivalentes do CNRH, também inseridos no SNRH. A mesma lógica se dá em determinados municípios, em que é criado o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (mais freqüente) e o Conselho Municipal de Recursos Hídricos (mais raro).

Com relação às bacias hidrográficas, está em consolidação a gestão ambiental através dos Comitês de Bacia Hidrográfica CBHs. Estes são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, a serem exercidas na bacia ou na sub-bacia hidrográfica de sua jurisdição. Os CBHs devem adequar a gestão de recursos hídricos às diversidades físicas, bióticas, demográficas, econômicas, sociais e culturais de suas áreas de abrangência. Em função da dominialidade, os comitês estaduais e federais, reportam-se respectivamente, aos Conselhos de Recursos Hídricos dos Estados ou ao Federal (CNRH, 2000).

De acordo com a legislação federal, os Comitês de Bacia federais devem ter composição tripartite, entre representantes do poder público (40%), de usuários da água (40%) e da sociedade civil (20%). Porém, alguns estados não seguem esta relação de proporcionalidade na composição. É o caso do Estado de São Paulo, onde os representantes do governo estadual, dos municípios e da sociedade civil ocupam 1/3 das cadeiras, levando o poder público a ficar com a maioria, ou 2/3 dos membros.

Segundo Carjulli (2001), certamente um dos maiores desafios é concretizar, através dos Comitês de Bacia e demais organismos colegiados, a gestão participativa da água, pois esta estratégia irá se contrapor a práticas historicamente estabelecidas, tais como: a simples construção de obras hídricas sem o seu devido gerenciamento, as decisões governamentais tomadas de forma centralizada, o desinteresse e a ausência de iniciativa dos usuários e da sociedade na busca de alternativas para a gestão sustentável dos recursos hídricos.

Os Conselhos e Comitês devem, contudo, reconhecer e até estimular outras instâncias de decisão colegiada, que possam estar neles representadas, ou mesmo que caminhem em paralelo, como elos da teia social democrática, ajudando a mobilizar a comunidade e até fiscalizar as estruturas formais constituídas. Fazem parte desse conjunto, os Fóruns e Redes regionais ou setoriais, as Associações e os Movimentos, desde que possuam condutas transparentes e decisões colegiadas.

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APLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS NA BACIA DO