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İLİŞKİLİ KAVRAMLARIN ÇERÇEVESİ: SİYASET VE ÇOCUK

35 Sosyal bilgiler

POLITICAL EDUCATION IN SOCIAL STUDIES CLASSES AT SCHOOLS A THEORETICAL FRAMEWORK-

1. İLİŞKİLİ KAVRAMLARIN ÇERÇEVESİ: SİYASET VE ÇOCUK

São muitos os instrumentos de Políticas, públicas ou privadas, com potencial de dar suporte à conservação e recuperação de recursos hídricos e florestais, possibilitando inclusive a sua gestão integrada.

A maioria deles é prevista nominalmente na legislação brasileira, particularmente nas leis que dispõem sobre as Políticas de Meio Ambiente e de Recursos Hídricos. Porém, outros, embora em geral também sejam entendidos como instrumentos de políticas públicas, algumas vezes só são reconhecidos na lei apenas de forma implícita, como na legislação florestal, de educação ambiental e urbanística.

Ao mesmo tempo, alguns instrumentos potencialmente indutores da conservação e recuperação de florestas e águas não são previstos na alçada do poder público, sendo concebidos e implementados por iniciativa do setor privado, com independência das regras governamentais.

Desta maneira, aqui são tratados como instrumentos, os diferentes veículos formais oriundos de diversas políticas, não havendo o compromisso de uso da nomenclatura nos limites explícitos do que prevêem as leis, embora sem desconhecê-las ou negá-las. Portanto, são valorizados todos aqueles instrumentos que possam cumprir o seu papel, com autenticidade funcional.

No entanto, cabe reconhecer e salientar que a base dos instrumentos aqui trabalhados encontra-se nas leis federais de meio ambiente e de recursos hídricos.

A Lei Federal 6.938 (BRASIL, 1981), dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente - PNMA, que tem por objetivo a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental propícia à vida, visando assegurar, no País, condições ao desenvolvimento sócio-econômico, aos interesses da segurança nacional e à proteção da dignidade da vida humana.

Nesta lei, são identificados doze instrumentos necessários à sua implementação:

II - o Zoneamento Ambiental;

III - a Avaliação de Impactos Ambientais;

IV - o Licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras;

V - os incentivos à produção e instalação de equipamentos e a criação ou absorção de tecnologia, voltados para a melhoria da qualidade ambiental;

VI o estabelecimento de espaços territoriais especialmente protegidos através da criação de Reservas e Estações Ecológicas, Áreas de Proteção Ambiental e as de Relevante Interesse Ecológico, pelo Poder Público Federal, Estadual e Municipal;

VII - o Sistema Nacional de Informações sobre o Meio Ambiente;

VIII - o Cadastro Técnico Federal de Atividades e Instrumentos de Defesa Ambiental;

IX - as penalidades disciplinares ou compensatórias ao não cumprimento das medidas necessárias à preservação ou correção de degradação ambiental; X - a instituição do Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, a ser divulgado anualmente pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis - IBAMA;

XI - a garantia da prestação de informações relativas ao Meio Ambiente, obrigando-se o Poder Público a produzi-las, quando inexistentes;

XII - o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e / ou utilizadoras dos recursos ambientais.

Posteriormente, a Lei Federal 9.433 (BRASIL,1997), dispôs sobre a Política Nacional de Recursos Hídricos - PNRH, cujos objetivos são: assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos; a utilização racional e integrada dos recursos hídricos, com vistas ao desenvolvimento sustentável; e a preservação e a defesa contra eventos hidrológicos críticos de origem natural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais.

Na Política de Recursos Hídricos são definidos como instrumentos de execução:

I - os Planos de Recursos Hídricos;

III a Outorga dos direitos de uso de recursos hídricos; IV a Cobrança pelo uso de recursos hídricos;

V o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos.

Os instrumentos identificados nas duas políticas nacionais são a base para uma gestão ambiental sólida. A própria Constituição Federal já prevê as duas políticas atuando de maneira articulada. Ainda, a lei das águas salienta, textualmente, a necessidade de integração da gestão dos recursos hídricos com a gestão ambiental e estabelece que a Secretaria Executiva do Conselho Nacional de Recursos Hídricos é exercida por órgão integrante do Ministério do Meio Ambiente.

Portanto, é possível e necessário buscar integrar o exercício dessas duas leis, a partir do entendimento das suas complementaridades. Neste caso, pode-se aplicar os instrumentos, de acordo com os seguintes eixos temáticos:

Planejamento e gestão do espaço Na PNMA este eixo corresponde ao zoneamento ambiental e à criação de espaços territoriais especialmente protegidos, enquanto na PNRH corresponde à previsão dos Planos de Recursos Hídricos e gestão por bacia hidrográfica. Por outro lado, a Lei Federal 4.771 (BRASIL, 1965) - Código Florestal Brasileiro e suas alterações subseqüentes, embora com um texto menos conceitual do que as leis já citadas, identifica as Áreas de Preservação Permanente APPs e as Reservas Legais RLs e as Unidades de Conservação UCs, como instrumentos de natureza espacial e que devem se inserir na perspectiva dos atualmente previstos em outras leis, como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação SNUC (Brasil, 2000), os Planos Diretores Municipais e o Zoneamento Ambiental.

Controle de uso dos recursos naturais Na PNMA são previstos os instrumentos de licenciamento ambiental e de avaliação prévia de impactos ambientais, enquanto na PNRH os instrumentos condicionantes são a outorga e a cobrança pelo uso dos recursos hídricos. Ao mesmo tempo, a previsão de penalidades disciplinares ou compensatórias está claramente explicitada como instrumento da Política Ambiental. Já na Política de Recursos Hídricos ela é colocada não nominalmente como instrumento, mas prevista em Capítulo específico. O licenciamento, a fiscalização e a penalização também já eram

previstos no Código Florestal de 1965. Porém, este último instrumento passou a integrar a Lei de Crimes Ambientais.

Direito à informação Positivamente é para este tema que a Política de Meio Ambiente dedica mais instrumentos, estabelecendo padrões de qualidade ambiental, o Sistema Nacional de Informações sobre o Meio Ambiente, os Cadastros Técnicos Federais de Atividades de Defesa Ambiental e de Atividades Potencialmente Poluidoras, o Relatório de Qualidade do Meio Ambiente, e ainda, a garantia de prestação de informações ambientais pelo Poder Público. Já a Política de Recursos Hídricos é menos eloqüente neste aspecto, estabelecendo todavia o Sistema de Informações sobre Recursos Hídricos e o enquadramento dos corpos d água em classes, segundo os usos preponderantes. Todos constituem-se em importantes subsídios para a tomada de decisões na gestão ambiental e de recursos hídricos, desde que efetivamente implementados.

Revisando a literatura, é possível identificar diferentes formas de agrupar os instrumentos aqui citados. Optou-se porém, pelo ordenamento e agrupamento dos mesmos, que satisfizesse mais adequadamente à análise da importância de cada um para a conservação e recuperação dos recursos hídricos e florestais na bacia hidrográfica.

Assim, os instrumentos estão organizados em três grupos: de Ordenamento Territorial, de Comando e Controle e de Tomada de Decisão. A Tabela 20 apresenta os agrupamentos por tipologia, de acordo com esta lógica.

Tabela 20 Agrupamento dos instrumentos potencialmente indutores de conservação e recuperação dos recursos hídricos e florestais.