Semana da Água Consórcio PCJ, através da UGP Corumbataí
Escolas públicas e privadas dos municípios da bacia
Projeto Água Doce Serviço Municipal de Águas e Esgotos de Piracicaba
Escolas públicas e privadas dos municípios da bacia
Programa de Educação Ambiental nas Bacias PCJ
Comitê das Bacias PCJ, através da Câmara Técnica
de Educação Ambiental
ONGs, instituições de ensino e pesquisa e governos municipais e estadual
Aquatox Serviço Municipal de Águas e Esgotos de Piracicaba
Microbacias no município de Piracicaba
Mini-viveiros Florestais Consórcio PCJ através da UGP Corumbataí
Escolas públicas nos municípios de Piracicaba e Santa Gertrudes
Campanha Pira Limpo Prefeitura de Piracicaba Área urbana do município de Piracicaba
Arte com Sucatas Prefeitura de Corumbataí Área urbana do município de Corumbataí
Semana da Água
É um projeto de educação ambiental voltado à gestão dos recursos hídricos, baseado numa experiência francesa chamada aulas de água . Em São Paulo, um projeto piloto foi iniciado em 1994 pelo Consórcio PCJ na cidade de Valinhos. Nos anos seguintes expandiu-se para outros municípios da bacia do Piracicaba, envolvendo centenas de milhares de participantes.
A Semana da Água trabalha a realidade local levando os participantes ao campo, para conhecer as questões ambientais e desenvolver pequenas ações. Geralmente acontece no segundo semestre do ano, culminando com o dia da cidadania . Porém, no primeiro semestre já são desenvolvidos treinamentos com professores e coordenadores, através de oficinas pedagógicas temáticas.
Na bacia do Corumbataí tem havido um trabalho da UGP Corumbataí com o envolvimento de alguns municípios, através das escolas públicas e privadas, contando com a colaboração de empresas.
Projeto Água Doce
Iniciado em 1997 pelo Serviço Municipal de Água e Esgoto de Piracicaba SEMAE, o projeto Água Doce tem por objetivo capacitar professores de 1º e 2º graus de escolas públicas e privadas, que como multiplicadores dão suporte a atividades de educação ambiental para os seus alunos.
Baseia-se em promover visitas técnicas a diferentes áreas da bacia do Piracicaba, para conhecimento da realidade local, observando-se a cultura do povo, as formas de apropriação de recursos naturais, os problemas e potencialidades. Ênfase é dada às nascentes, matas ciliares, captação d água e estações de tratamento de esgotos situados na sub-bacia do Corumbataí.
Neste processo foram envolvidos até 2004, cerca de 250 professores e 5 mil alunos, em 55 escolas.
Esta é uma recente iniciativa do CBH-PCJ, que para alavancar as ações em educação ambiental, criou no ano 2003 a Câmara Técnica de Educação Ambiental. A proposta, apresentada em forma de um programa para discussão, pretende promover a sinergia de ações de educação ambiental já existentes e induzir outras. Para tal reconhece a importância de fortalecer a instância regional da Rede Paulista de Educação Ambiental REPEA, dos Núcleos e dos Centros de Educação Ambiental - NEAs e CEAs.
Este programa contou com a participação do Laboratório de Educação Ambiental - LEPA da ESALQ/USP, que já havia proposto idéia semelhante no Plano Diretor de Conservação de Recursos Hídricos por Meio de Recuperação de Conservação da Cobertura Florestal da Bacia do Corumbataí, quando foi sugerida a criação de uma Rede de Educação Ambiental do Corumbataí, cursos de capacitação e Centros de Referência em Educação Ambiental (IPEF, 2002).
Outras Iniciativas de Educação Ambiental
O SEMAE também iniciou o Projeto Aquatox, com o apoio de uma organização canadense. Consiste em trabalhar junto a crianças e jovens de escolas estaduais em Piracicaba, a percepção da qualidade da água em microbacias urbanas, inclusive em alguns afluentes do rio Corumbataí. Após treinamento, os participantes fazem coletas e análise da água em diferentes pontos, com o auxilio de kits de análise de campo e um laboratório volante. Os resultados são discutidos e compartilhados com crianças de outras partes do mundo, através da internet.
Além das iniciativas já descritas, algumas outras são ou foram desenvolvidas na bacia do Corumbataí, a partir das prefeituras, das organizações não-governamentais ONGs e de empresas. Podem ser citadas dentre elas: a Campanha Pira Limpo; o Enduro das Águas, Gincanas Ecológicas, Arte com Sucatas e Mini-Viveiros Florestais.
As instâncias de decisão colegiada que apresentam potencial de influenciar diretamente na conservação e recuperação dos recursos hídricos e florestais da bacia do Corumbataí são o Comitê das Bacias PCJ, o Consórcio Municipal das Bacias PCJ e os Conselhos Municipais do Meio Ambiente.
7.3.5.1 Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí
O Consórcio Intermunicipal das Bacias do Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí foi criado em 1989, como uma associação civil de direito privado e sem fins lucrativos. Iniciando com a participação de 11 municípios, hoje é formado por 42 municípios e 34 empresas, sendo legalmente uma associação de usuários públicos e privados da água. Tem como objetivos a recuperação dos rios dessas bacias, a integração e conservação regional e o planejamento e fomento de ações de proteção ambiental (BROCHI et al, 2002).
O consórcio possui 4 órgãos funcionais: o Conselho de Consorciados, com presidência e de caráter deliberativo; o Conselho Fiscal, que é composto por representantes das Câmaras de Vereadores, compartilhando com o Tribunal de Contas a fiscalização dos recursos financeiros alocados; a Plenária de Entidades, de caráter consultivo, formado por representantes da sociedade civil; e a Secretaria Executiva, a quem cabe dar encaminhamento às deliberações, junto ao corpo técnico e administrativo.
Esta instância colegiada tem como fonte de custeio as contribuições mensais das prefeituras e empresas, e como fonte de investimento a contribuição espontânea de R$ 0,01/m3 de água faturada por alguns serviços municipais de água e esgoto, além de recursos obtidos junto ao FEHIDRO. A arrecadação e aplicação dos recursos se dão por sub-bacia.
Baseados em políticas específicas e aprovados pelo Conselho, são desenvolvidos programas permanentes, em parceria com outras instituições. São eles: Programa de Gestão de Bacia e Cooperação Institucional; de Investimentos para Recuperação das Bacias PCJ; de Proteção aos Mananciais; de Combate às Perdas de Água e Racionalização do Uso; de Resíduos Sólidos; e de Educação Ambiental.
Voltado para a sub-bacia do Corumbataí, é desenvolvido um Programa de Investimento que é executado pela Unidade de Planejamento do Programa UGP Corumbataí (CONSÓRCIO PCJ, 2002). De acordo com este programa, os objetivos são: garantir o enquadramento do rio Corumbataí em sua totalidade na Classe 2, preservar as áreas produtoras de água e recuperar as já degradadas áreas de proteção dos mananciais hídricos (CONSÓRCIO PCJ, 2003).
Além das ações de educação ambiental e de manutenção da qualidade de água, já apresentados em itens anteriores, a UGP desenvolve ações de produção de mudas e reflorestamento ciliar.
Em decorrência da estimada necessidade de 20 milhões de novas árvores nativas para a recuperação florestal da bacia do Corumbataí, foi iniciada no ano de 2000 a produção de mudas em um viveiro da Prefeitura Municipal de Piracicaba, com projeção de produzir 200.000 mudas/ano. Posteriormente, foi instalado um outro viveiro, pela Prefeitura de Rio Claro, com capacidade para 60.000 mudas/ano.
Cerca de 20% dessas mudas seriam diretamente plantadas pela UGP, enquanto o restante doado a prefeituras e proprietários interessados, não havendo controle efetivo sobre o destino das mesmas.
Com a finalidade de restaurar formações florestais próximas a corpos d água em áreas rurais e urbanas, foram plantadas pela UGP cerca de 24.000 mudas no ano 2000 e mais 34.000 mudas no período 2001/2002 de acordo com a UGP Corumbataí (2003).
No reflorestamento são atendidos proprietários cadastrados, que não tenham sido autuados por órgão ambiental e que assumam o compromisso de proteção da futura floresta. Além das mudas, o consórcio fornece o projeto, o plantio e a manutenção das áreas. Cabe ao proprietário disponibilizar a área e implantar cerca protetora, quando necessário.
A partir de informações obtidas no escritório da UGP Corumbataí em novembro de 2002, foi elaborado um quadro com os 40 projetos apoiados, com dados da propriedade, data de implantação, localização no município e na sub- bacia, número de mudas e área plantada. A síntese dos resultados encontra-se na Tabela 57, e indica que foram plantadas 68.436 mudas, numa área de
aproximadamente 41 hectares. Isto significa uma média de 1710 mudas por projeto, com uma área média de 1 ha por projeto.
Buscando complementar informações, foram consultados os processos de licenciamento dos projetos de reflorestamento ecológico existentes nos escritórios do DEPRN em Rio Claro e Piracicaba, selecionando-se apenas aqueles que incidem pelo menos em um dos oito municípios de enfoque deste trabalho e dentro da bacia do Corumbataí.
Para o período de 1999 a 2003 foram identificados 80 projetos, sendo que 64 (80%) deles gerados pelo Consórcio PCJ, identificados no processo como Programa de Proteção de Mananciais. Tais projetos utilizaram o mínimo de 13 e o máximo de 52 espécies nativas para plantio.
Tabela 57 Projetos de reflorestamento ciliar implantados pelo UGP Corumbataí, na bacia do Corumbataí, de 2000 a 2002.
MUNICÍPIO Nº DE PROJETOS Nº DE MUDAS