5.3. Afrika’da Uygulanan Nüfus Politikaları
5.3.4. Sağlık Hizmetlerinin Yaygınlaştırılması Çabaları
No mundo atual cheio de avanços tecnológicos e globalizado, pessoas adquiriram liberdade para expor seus desejos, suas emoções e suas necessidades, têm a oportunidade de viver intensamente, realizar sonhos, alcançar determinados padrões de vida. Todavia, nos defrontamos também com a face inversa desse deslumbramento, que evidencia contradição da modernidade, pois sua meta é a construção na desconstrução. “A lógica da fragmentação e da descontinuidade [...] interrompe as histórias dos sujeitos, lançando-os à subordinação do efêmero, do espetáculo e à angústia do fracasso, da incerteza” (VIEIRA, 2008, p.114). Nem sempre nossos sonhos são realizados e quando são, também são passageiros; buscarmos caminhos para amenizar a frustração, os desencantos, o sofrimento. As drogas são, portanto, importante meio de alívio desse estado, para muitos quase que permanente, de angústias e frustrações.
As entrevistadas ao serem questionadas sobre quando e os motivos que as levaram a consumir drogas, duas delas revelaram que o uso iniciou na infância e duas informaram ter sido na adolescência, como algo considerado socialmente “normal” e sob o entendimento de não haver possibilidades de acarretar nenhum problema nas suas vidas, conforme Bucher (1992) o uso de drogas lícitas (álcool, tabaco) é incentivado, direta ou indiretamente, pelo contexto social e cultural do indivíduo de forma que a própria família está muito atrelada à “permissividade” do
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consumo de droga, principalmente o álcool e o tabaco, considerando-se que é no ambiente familiar, que na maioria das vezes inicia-se a utilização indevida das substâncias psicoativas, conforme as falas das entrevistadas:
Comecei com 11 anos Porque minha mãe e meu padrasto fumavam, depois comecei a beber, com 15 anos comecei na maconha e há quatro anos entrei no crack (Carla, 22 anos).
Comecei a fumar desde criança, [aos 8 anos] quando comecei a namorar, sempre fumei cigarro, maconha e bebida, mas foi o crack que me destruiu. Foi ano passado no meu aniversário, me lembro como se fosse hoje, estava comemorando e uma amiga me chamou para experimentar por curiosidade, daquele dia em diante não parei mais de usar, foi o que acabou comigo. Eu fumo, bebo, mas controlo o crack que não controlo (Beatriz, 28 anos).
A curiosidade, também, é outro fator que leva os jovens a experimentar drogas, buscando sentir as sensações provocadas pelas substâncias psicoativas, entretanto, não imaginam que podem se tornar dependentes. Muitos nem sabem que são predispostos geneticamente à dependência, de acordo com Gonçalves (1982, p. 55), “o jovem muitas vezes ignora os riscos a que se expõe”. Essa vontade de conhecer o “proibido” muitas vezes acontece em momentos de “curtição”, ou seja, nas festas ou nas reuniões com o grupo desejado (espaços vulneráveis ao consumo de drogas) buscando diversão, desinibição, aceitação no grupo e até mesmo sentir a sensação de está desafiando as normas imposta pela sociedade. Como evidencia a fala a seguir:
Comecei com 14 anos Usava por “curtição”, sempre gostei muito de festas, e usava para me divertir com os amigos, depois nunca mais parei e por causa do crack perdi minha família, meu marido, meus filhos, fiquei na rua, me prostitui para comprar a droga. Vendi tudo que tinha em casa, até o botijão de gás (Diana, 28 anos).
Ainda como fator motivador para o consumo de drogas, apontado pelas entrevistadas, aparece à influência do companheiro do relacionamento afetivo, o qual exerce sobre a mulher o poder de submissão, traço ainda bastante forte na sociedade contemporânea, não obstante os avanços em termos de emancipação feminina, analisados no primeiro capítulo deste estudo. A fala de uma das participantes da pesquisa demonstra essa condição:
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Eu sempre fui desprezada pela minha família, minha mãe me expulsou
de casa, quando eu era adolescente, fui trabalhar na casa dos outros, ai eu comecei na cachaça, depois casei com um homem que fumava e bebia, e que me incentivou a beber. Me separei dele e arranjei outro que usava cocaína e crack, foi quando me viciei no crack (Ana, 49 anos).
A curiosidade, também, é outro fator que leva os jovens a experimentar drogas, buscando sentir as sensações provocadas pelas substâncias psicoativas. As propagandas que circulam nos veículos de comunicação em favor das indústrias de bebidas (Marques, 2010) despertam a curiosidade e o desejo em consumir dessas substâncias. Entretanto, os jovens iniciantes no consumo de drogas não imaginam que podem se tornar dependentes. Muitos nem sabem que são predispostos geneticamente a dependência, de acordo com Gonçalves (1982, p. 55), “o jovem muitas vezes ignora os riscos a que se expõe”. Essa vontade de conhecer o “proibido” muitas vezes acontece em momentos de “curtição”, ou seja, nas festas ou em reuniões com o grupo desejado (espaços vulneráveis ao consumo de drogas) buscando diversão, desinibição, aceitação no grupo e até mesmo sentir a sensação de está desafiando as normas imposta pela sociedade, como ficou evidente nas falas acima mencionadas, de Diana, “Usava por curtição, sempre gostei muito de festas, e usava para me divertir com os amigos, depois nunca mais parei”; e Beatriz “estava comemorando e uma amiga me chamou para experimentar por curiosidade, daquele dia em diante não parei mais de usar”.
Podemos perceber também nas falas das entrevistadas que sua incursão no consumo das substâncias psicoativas iniciou pelo álcool e o tabaco. Uma delas iniciou o consumo de maconha aos 15 anos, no entanto, alegam que esses entorpecentes nunca lhes trouxeram problemas e que conseguiam controlar o uso. Somente quando experimentaram o crack rapidamente se tornaram dependentes, começaram a ter muitos problemas familiares, econômicos e sociais, chegando ao ponto de roubar e se prostituir como meio para adquirir a droga e satisfazer o seu desejo, conforme Oliveira (1997) essas são práticas comuns aos usuários droga. Vejamos a fala de Diana: “por causa do crack perdi minha família, meu marido, meus filhos, fiquei na rua, me prostitui para comprar a droga. Vendi tudo que tinha em casa, até o botijão de gás”.
O envolvimento do usuário de drogas ilícitas com atividades também ilícitas para adquirir o produto é muito frequente, inclusive com o tráfico de drogas, tendo em vista que o dependente se torna refém do traficante, pois acumula dívidas ao
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comprar continuamente as substâncias e nem sempre conseguir pagá-las. Então, é comum ver usuários de drogas passarem a trabalhar no tráfico como meio para manter o consumo e diminuir suas dívidas. Contudo é necessário atenção para evitar a associação imediata em forma de rotulação. Em nossa pesquisa, as entrevistadas não informaram vinculação ao tráfico para garantir o uso do crack, alias, nos deparamos com uma situação inversa. Trata-se da entrevistada Beatriz que era traficante mais não fazia uso do crack e por isso não apresentava nenhum problema com outras drogas de seu consumo (álcool, tabaco e maconha), mas ao usar o crack por curiosidade tornou-se dependente ao ponto de deixar o trabalho ilícito e viver em função da droga. Segue a sua fala:
Eu sou a ovelha negra da família, sempre fui a errada da minha família, eu trafiquei mais nunca tinha usado, passei de traficante para usuária, tanto mal que fiz que caiu para mim mesmo. Eu dizia que trabalhava num hospital e ia traficar. (Beatriz, 28 anos)