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Bebek, Çocuk ve Anne Ölümleri ile Mücadele

5.3. Afrika’da Uygulanan Nüfus Politikaları

5.3.3. Bebek, Çocuk ve Anne Ölümleri ile Mücadele

No Brasil, o tráfico e consumo de crack se tornou comum a partir da década de 1990, principalmente na região Sul e Sudeste, em cidades que não havia muitas ofertas de drogas ilícitas, logo em seguida já havia se espalhado por todo país, sendo consumido principalmente por moradores de rua e pessoas das classes sociais desfavorecidas. Conforme Brasil (2011, p. 127) “no Brasil, o consumo cresceu, sobretudo, entre crianças, adolescentes e adultos em situação de rua”.

O crack é feito a partir do aquecimento do cloridrato de cocaína em água e acrescido de bicarbonato de sódio, seu efeito ocorre rapidamente – entre 2 e 5 minutos – causando euforia e em seguida depressão, o que faz com que o usuário sinta o desejo de usá-la novamente, cada vez mais, gerando a dependência física, psíquica e social, no que se refere ao grupo social envolvido no consumo. Essa droga se disseminou rapidamente, por diversos motivos, como: o baixo custo de venda, tendo como público alvo os usuários de outras drogas.

Como o crack tem um poder estimulante maior que a cocaína, tem a capacidade de causar a dependência de forma mais rápida. O usuário fica mais vulnerável a diversas situações de risco, como exposição a relações sexuais desprotegidas, envolvimento com atos infracionais e violência e comprometimento das relações familiares e sociais (BRASIL, 2010b).

Atualmente, a expansão do consumo do crack atinge todas as camadas sociais, se tornando mais visível através da larga utilização pela população de rua, principalmente por adolescentes. Devido a isto, a mídia e até mesmo alguns estudiosos utilizam a polêmica expressão “epidemia do crack” fato que tem preocupando bastante os governantes, pois à medida que o uso abusivo dessa substância aumenta, também, crescem outros problemas sociais, como a criminalidade e a violência.

[...] observam-se hoje no Brasil ideias que incitam pânico social diante do crescente uso do crack. Subsidiados pela mídia, que veicula propagandas que associam o uso a complexos problemas sociais, tais como a violência e a criminalidade, diversos segmentos sociais provocam o Estado, clamando por providências (GRANJA, 2011, p. 59).

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Mediante essa situação o Estado – em suas diversas áreas – juntamente com a sociedade civil se unem para planejar estratégias passiveis de soluções para essa problemática, buscando reverter esse quadro preocupante dos efeitos biopsicossociais do crack. Em 20 de maio de 2010, através do Decreto nº 7.179, foi estabelecido o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, que cria seu comitê gestor e dá outras providências.

O Plano tem por objetivo desenvolver um conjunto integrado de ações de prevenção, tratamento e reinserção social de usuários de crack e outras drogas, bem como enfrentar o tráfico em parceria com estados, Distrito Federal, municípios e sociedade civil, tendo em vista a redução da criminalidade associada ao consumo dessas substâncias (BRASIL, 2011, p.25-26).

Este Plano será coordenado pela SENAD e pela Secretaria Executiva do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI), contando com a participação de vários ministérios, secretarias, ONGs e outras instituições, como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O Plano desenvolverá ações imediatas voltadas para a luta contra o tráfico, principalmente nas regiões de fronteira, e, também, implementação de ações para melhorar a qualidade dos serviços de saúde pública, visando garantir melhor atendimento para usuários de crack e seus familiares. Vale ressaltar que este trabalho contará com ações imediatas e ações estruturantes.

As ações imediatas são: enfrentamento ao tráfico, aumentado as operações especiais para o combate da rede de narcotráfico; fortalecimento e articulação das Polícias Estaduais para o atuarem na repressão qualificada; atendimento, tratamento e reinserção social.

Atendimento, tratamento e reinserção social através de:

1. Financiamento, através de editais, para desenvolver ações integradas da rede de assistência (casas de passagens e comunidades terapêuticas). “Todos os municípios e Distrito Federal poderão participar com a apresentação de projetos de acordo com os critérios estabelecidos e com a Política Nacional Sobre Drogas (PNAD)” (BRASIL, 2010, p. 226).

2. Aumento da rede de assistência social, de forma que possa contemplar o acompanhamento de crianças, adolescente e jovens usuários de crack, moradores de rua, bem como prestar assistência aos familiares.

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3. Aumento do número de leitos para internação de dependentes químicos, inclusive nos serviços de urgência e emergência;

4. Efetivação da campanha nacional de mobilização para o enfrentamento do crack, visando contar com a participação da sociedade;

5. Capacitação para profissionais da área de saúde, educação e assistência social, no que se refere ao atendimento no tratamento e reinserção social de dependentes químicos;

6. Inclusão de jovens e adultos em programas sociais, como o Projeto Rondon e o Projovem;

7. Formação continuada de juízes e equipes psicossociais, visando padronizar, criar práticas e implementar políticas de reinserção social, de acordo com a Lei de drogas;

8. Ampliação e divulgação do site oficial sobre o crack, Observatório Brasileiro de Políticas sobre Drogas (OBID), visando expandir informações e estudos sobre essa droga;

As ações estruturantes são as seguintes: integração de ações de prevenção, tratamento, reinserção social e mobilização; diagnóstico; formação de recursos humanos e desenvolvimento de metodologias; campanha permanente de mobilização, informação e orientação.

O Estado, também, prevê a criação de centros colaboradores (CAPS AD e Centro de Referência da Assistência Social – CREAS) em Hospitais Universitários para prestar assistência aos usuários de crack e outras drogas, objetivando o desempenho de pesquisas e metodologias de tratamento e reinserção social.

Cada vez mais, é fundamental o conhecimento e a ampla disseminação da política e da legislação brasileira sobre drogas em todos os setores do país, mostrando a sua importância nas ações de prevenção do uso, tratamento e reinserção social. O uso de drogas afeta a todos os setores do país, mostrando a sua importância nas ações de prevenção do uso, tratamento e reinserção social. As orientações da Política Nacional sobre Drogas contribuem para o fortalecimento de uma rede de atenção às questões relativas ao uso de álcool e outras drogas numa perspectiva inclusiva, de respeito às diferenças, humanista, de acolhimento e não estigmatizante do usuário e seus familiares (BRASIL, 2010, p. 229).

Nessa perspectiva o Estado brasileiro considera as drogas como um grave problema em todas as suas dimensões, portanto, tem a necessidade de implementar políticas públicas voltadas para a busca de soluções capazes de

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reverter essa situação, bem como considerar as diferenças sociais, de gênero, raça e cor, inclusive atuará na luta contra os preconceitos e descriminações sofridos por usuários de drogas e seus familiares (BRASIL, 2011). Então, são relevantes os avanços do governo e da sociedade no trato das drogas, sobretudo a criação de uma rede de atenção, porém, ainda falta muito a ser feito para que as demandas decorrentes do uso e abuso de substâncias psicoativas sejam de fato atendidas com qualidade e eficácia.

2.4 O Atendimento aos Usuários de Drogas na Rede de Atenção à Saúde Mental