1.2. ORTA TUNÇ ÇAĞI ARAŞTIRMA TARİHÇESİ
1.2.2. Orta Anadolu Bölgesi Orta Tunç Çağı Kazı ve Araştırma Tarihçesi
A propriedade da autoconectividade foi identificada nas vivências lúdicas ocorridas diariamente. Foram representadas nos cenários dos participantes, acentuando-se os horários da noite, nos intervalos de aulas e, em menor destaque nos finais de semana.
Nos intervalos de aulas, foram identificados aspectos como a ludicidade e a interação interpessoal, nas seguintes descrições:
Representei alguns momentos vividos nos intervalos de aulas no lado esquerdo da caixa, onde meu cenário é composto por: uma parede da minha sala de aula, de frente para a padaria, que fica ao lado do bosque da cooperativa dos alunos da EAJ. Meus colegas e eu estamos sentados no batente da parede, assim distribuídos: em cima: Rodrigo, Letícia, Magno; embaixo: Joventino, Kamila, Ana Heloyze e eu. Nesses intervalos, conversamos e rimos dos acontecimentos, ouvimos músicas dos celulares ... (pra mim, isso é algo prazeroso!); sinto-me à vontade e feliz por estar com eles (SOLO A. C. M., 2008).
No centro da caixa, representei momentos dos intervalos de aula, onde, após o almoço, realizamos a brincadeira do amigo doce - onde cada colega troca uma bala ou chocolate com o colega. No lado da borda superior, coloquei três bonequinhos sentados, esperando carona na frente da escola para irmos a Macaíba (SOLO P. M. M., 2008).
Os depoimentos dos residentes, simbolizados nos cenários expressaram a forte interação existente entre os estudantes, evidenciando a importância de compartilhar momentos com os amigos. Para as experiências que promovem satisfação interior dependem muito do tipo de vida que se tem. E, principalmente, o “modo como experimentamos o que fazemos é ainda mais importante” (CSIKSZENTMIHALYI, 1999, p.25). Frente aos relatos sobre os momentos de interação e às imagens simbólicas apresentadas no jogo de areia, concordamos quando o autor diz que “Não há dúvida de que o bem-estar está profundamente ligado aos relacionamentos e que a consciência reverbera com o feedback que recebemos de outras pessoas” (CSIKSZENTMIHALYI, 1999, p. 80).
Assim, a propriedade da autoconectividade está vinculada à forma como nos sentimos conosco mesmos. A esse fenômeno que faz o homem capaz de entrar em conexão consigo mesmo e posteriormente com o outro, pois ele depende da maneira como nos reconhecemos em interação com o mundo e com o cosmos. Nas ações realizadas nos intervalos de aulas, verifica-se uma busca pelo estar com o outro, o que revela os interesses sociais do lazer, o qual é marcado pela relação face a face com outras pessoas (DUMAZEDIER, 1980). O tempo considerado livre, nos intervalos de aulas, apesar de curto, era aproveitado por alguns estudantes, tornando-se, assim, momentos significativos na convivência diária desses adolescentes.
Nos cenários construídos na caixa de areia, foram identificados momentos vividos no período da noite, retratando diferentes aspectos que marcam a autoconectividade dos participantes bem como o interesse pelo lazer social e prático, evidenciando uma interdependência nas funções de divertimento, descanso e desenvolvimento.
O lado esquerdo da caixa de areia representa todos os momentos que passamos no quarto, onde conversamos, à noite, sobre as coisas que acontecem com a gente dentro e fora da escola, lembrando e sorrindo de fatos engraçados ocorridos (legal é que cada uma tem uma história pra contar, comentar o que aconteceu nas aulas...) (SOLO A. L. S., 2008). Para mostrar os momentos vividos de noite, em mostro o primeiro lual, organizado pela professora Lígia, no açude, onde simbolizo com as pessoas deitadas dos tapetes, próximo ao açude, os carros e a mangueira. Este lual me marcou bastante e agradou a todos! (SOLO A. L. M., 2008).
À noite, costumávamos nos reunir para dançar e conversar. [...] Em todos estes momentos nos divertíamos muito, pois conseguíamos melhorar o nosso relacionamento o que tornava todos esses encontros muito especiais e interessantes (até mesmo os mais simples!) (SOLO F. L. S., 2008).
A fala dos participantes, representada simbolicamente no jogo de areia, nos remete aos interesses do lazer quando se refere às aspirações predominantes que os indivíduos têm nas diversas áreas de atividades do lazer.
Esses interesses tornam-se significativos no processo da autoformação humana pela via da ludicidade. A alegria foi a tônica dos discursos dos adolescentes. Camargo (1998) argumenta que a ludicidade pode acontecer em qualquer momento da existência humana, até mesmo na hora do trabalho. Nesse sentido, reconhecemos a importância do brincar como uma livre expressão no cotidiano desses adolescentes que dá suporte ao processo de educação e autoformação humana.
A autoconectividade na autoformação ludopoiética se destacava igualmente, quando os participantes quando identificavam que os momentos que geravam alegria e prazer foram aqueles vividos com os amigos, seja nas festas, na culinária, assistindo a filmes, ou mesmo momentos de contemplação da natureza e reflexão sobre a própria vida.
Nos cenários elaborados no jogo de areia, observam-se a autoconectividade nos finais de semana, apresentadas pelos participantes nas seguintes descrições:
Enfim, tudo que fiz no jogo de areia foram os instantes mais fortes vividos no nosso cotidiano. Outro detalhe que quero ressaltar são os guerreiros que estão espalhados em cada parte do cenário. Eles representam meus amigos, pois são verdadeiros lutadores, que batalham para conseguir alcançar seus sonhos e objetivos com bravura. E os corações que coloquei são para dizer do amor e admiração que sinto por todos, e dizer que, apesar de todas as dificuldades encontradas, o amor prevalece no coração e na alma de todos, os quais jamais esquecerei; desses e de todos outros momentos vivenciados aqui na escola, que foi minha grande casa e professora da vida (SOLO A. H. C., 2008).
A autoconectividade marcada pela subjetividade é expressa pela ludicidade e pela emoção, permitindo o encontro do adolescente consigo mesmo e fortalecendo sua interação com o outro. As brincadeiras, permeadas pela alegria pelo amor, são peças fundamentais para alcançar um mundo mais justo e de relações harmoniosas.
Nesse sentido, Maturana e Verden-Zöller (2004) sugerem o brincar para o desenvolvimento da consciência do Ser sobre si. Como seres biológicos, desde cedo, e a partir da relação mãe/filho, o brincar é fundamental para o desenvolvimento da autoconsciência, da consciência social e da consciência de mundo, autorrespeito e da autoaceitação. Reconhecemos que o adolescente necessita de momentos para se autorreconhecer e conhecer o outro, em suas relações interpessoais na moradia estudantil. Sobre o exposto Maturana e Verden- Zöller (2004, p. 245) acreditam que:
[...] para se recuperar um mundo de bem estar social e individual – no qual o crime, o abuso, o fanatismo e a opressão mútua não sejam modos institucionalizados de viver, e sim erros ocasionais de coexistência –, devemos devolver ao brincar o seu papel central na vida humana.
A autoconectividade evidenciada nas vivências lúdicas na moradia estudantil revelou as interações interpessoais entre os adolescentes tornando-se enriquecedor para a convivência do grupo.