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Bu maddeye göre, çocuğun sağlığını, özgüvenini ve

Çocukluk Çağı Gelişim Dönemlerine Göre Medya Kullanımı

Madde 39: Bu maddeye göre, çocuğun sağlığını, özgüvenini ve

De acordo com Barnett (2002, p 436), a Solmização inglesa difere notadamente daquela praticada e ensinada no continente europeu, apesar de terem o mesmo fundamento. Aliás, é possível encontrar entre os vários autores ingleses maneiras distintas do ensino da Solmização. Cabe ressaltar, no entanto, que não é foco deste trabalho investigar e nem discutir as particularidades dos tratadistas ingleses.

Sendo assim, este subcapítulo tem como objetivo evidenciar as diferenças e semelhanças da prática continental e daquela ensinada por Thomas Morley em seu tratado. 3.1.3.4.1. Dedução Contínua

Após apresentar o Gammaut, as Claves e Signos, Mestre Gnorimus explica a Dedução contínua das seis notas e recomenda que o ut deve ser pronunciado apenas na nota mais grave da melodia.

Sobre as Propriedades do canto, Morley fornece um exemplo que mostra as três Deduções ilustrando, desta forma, as três Propriedades:

16 Dentro da Música ficta, é possível cantar uma Voz em um Signo que não a contém e pode ser: tolerável

quando se canta uma Voz que está presente na oitava acima daquele Signo; ou intolerável quando se canta uma Voz que não está presente naquele Signo e nem em sua oitava, por exemplo, cantar fá em E lá mi.

Figura 35. As três Propriedades – b durum, naturalis e b molle.

Morley (1597, p. 203) esclarece que as três Propriedades são encontradas no cantochão, mas no canto figurado apenas duas são, de fato, usadas: b molle e b durum. Segundo Owens (1998, p. 202), esta passagem sugere que Morley emprega a dicotomia

durus-mollis da teoria continental. Portanto, as Mutações operam no cantus durus entre a

Propriedade de b durum e naturalis, enquanto no cantus mollis, entre a Propriedade de b

molle e naturalis.

O Mestre pede então para que o aprendiz cante o exemplo a seguir, que está em cantus

durus:

Figura 36. Melodia em cantus durus.

Philomathes nomeia corretamente as seis primeiras notas, assim:

Figura 37. Melodia em cantus durus solmizada por Philomathes.

Neste momento, surge uma dúvida: como nomear aquela nota que se encontra acima do lá?

Para resolvê-la, o Mestre então pergunta ao aprendiz em qual Signo a nota está e ele responde que se encontra no Signo F fá ut (Figura 38). Portanto, há uma Clave (F) e duas Vozes (fá e ut).

Pode-se concluir que naquele ponto a Voz fá deve ser pronunciada, já que, como o Mestre havia advertido, nunca se deve cantar ut, exceto na nota mais grave. Além disso, a Voz ut é o início da Dedução da Propriedade de b molle e deve ser descartada, já que temos uma melodia no contexto de cantus durus, que opera com as Deduções cujas Propriedades são

O aprendiz segue com a Solmização, desta forma:

Figura 38. Mutação em cantus durus.

Novamente Philomathes não sabe como prosseguir: a dificuldade, neste caso, encontra-se no Signo t fá e mi. No entanto, a ausência do sinal da Clave t obriga a escolha da Voz mi. E, assim como foi explicado sobre a escolha da Voz fá e não ut no Signo F fá ut, deve-se desconsiderar a Voz fá, pois ela pertence a uma Dedução cuja Propriedade é b molle.

De acordo com os ensinamentos de Thomas Morley, é possível delinear a seguinte tabela que ilustra as Mutações que ocorrem no cantus durus:

ee dd sol sol cc sol sol tt emi emi aa mi mi g sol ut ut sol f ut ut e mi mi d sol sol c sol ut ut sol t emi emi a mi mi G sol ut ut sol F ut ut E mi mi D sol sol C ut ut e mi mi A ut ut

Figura 39. Mutação entre Deduções cujas Propriedades são b durum e naturalis de acordo com Morley.

t e mi a G sol ut F E mi D sol C ut e mi A  ut

Morley ainda apresenta três outros exemplos que elucidam a Mutação: dois em cantus

mollis e outro com um t no Signo E lá mi.

Figura 40. Mutação com Propriedade naturalis em cantus mollis.

Figura 41. Mutação em cantus mollis.

Na Figura 40, a sétima nota está em t fá e mi e, devido à presença da Clave t, pronuncia-se a Voz fá naquele lugar. Por outro lado, a sétima nota da Figura 41 está em e lá

mi. O lá é descartado, primeiro porque não faz sentido fazer a Mutação e logo em seguida ter

de fazê-la novamente, já que a melodia continua ascendendo, e também porque o lá é uma Voz cuja Propriedade é b durum. Portanto, deve-se proferir a Voz mi.

Para saber por qual Dedução e Propriedade se canta qualquer nota, Morley (1597, p. 201) explica que se deve nomear a nota e então descer até o ut. Por exemplo: para saber por qual Propriedade se canta sol em c sol fá ut, é necessário descer desta forma: sol, fá, mi, ré, ut e com isto encontra-se o ut em F fá ut, que pertence a Propriedade naturalis:

c sol ut

t e mi

a mi

G sol ut

F ut

Figura 42. Para saber por qual Propriedade e Dedução se canta a nota sol de c sol fá ut.

As Mutações que se sucedem no cantus mollis, segundo Morley, estão evidenciadas na Figura seguinte: f e mi d c sol ut t a mi G sol F ut E mi D C ut aa g sol f e mi d c sol ut t a mi G F ut

ee dd sol sol cc sol sol tt emi emi aa mi mi g sol ut ut sol f ut ut e mi mi d sol sol c sol ut ut sol t emi emi a mi mi G sol ut ut sol F ut ut E mi mi D C sol ut ut sol e A mi mi  F ut ut Figura 43. Mutação entre Deduções cujas Propriedades são b molle e naturalis de acordo com Morley.

Ao ser indagado pelo Mestre Gnorimus sobre a possibilidade de cantar a melodia da Figura 41 de outra forma, Philomathes declara que é possível, desde que se mantenha a afinação, pois segundo ele, as três primeiras notas (e suas oitavas também) podem ter seus nomes alterados de ut-ré-mi para fá-sol-lá, assim:

Figura 44. Três primeiras notas com nomes alterados.

O resultado, portanto, é uma escala idêntica em destaque na Figura 40:

Figura 45. Mutação em cantus mollis com o nome alterado das três primeiras notas.

aa g sol f e mi d c sol ut t a mi G sol F ut

Sobre a utilização de apenas quatro Vozes, Playford (1655) descreve que

[...] but in these later times, fowre of them are onely in use, which are Sol, La, Mi, Fa; so that Ut and Re, are changed into Sol La […] (PLAYFORD, 1655, p.2).

[...] ultimamente somente quatro delas [Vozes] estão em uso: que são sol, lá, mi, fá, de modo que ut e ré foram alteradas para sol e lá [...].

Simpson (1667, p.5), ao justificar o emprego de apenas quatro sílabas de Solmização, afirma que as quatro Vozes (mi, fá, sol, lá) são necessárias e auxiliam a afinação, enquanto as outras duas Vozes (ut e ré) são supérfluas e por isso são deixadas de lado pela maioria dos professores de sua época. De acordo com Bathe (1596?), por uma questão de eufonia (euphoniae gratia)

[...] euery re, should be named la, when you ascend to it, or descend from it: and that euery ut, should bee named sol […] (BATHE, 1596?, f A6v).

[...] todo ré deve ser nomeado lá quando ascende a ele ou descende dele, e todo ut deve ser nomeado

sol [...].

Apesar de Morley ensinar a Solmização empregando as Vozes ut e ré, é possível observar que na prática ele também adota apenas as quatro sílabas de Solmização, pois os últimos exemplos de cantochão que o Mestre entrega ao aprendiz para que possa praticar sozinho possuem somente as Vozes mi, fá, sol, lá17.

De qualquer forma, o emprego das quatro sílabas de Solmização, apesar de não ser explícito por Morley, pode ser evidenciado no diálogo 47, quando o Mestre explica ao aprendiz que, em uma Dedução de seis notas, o nome (Voz) pode ser usado apenas uma vez, mas que, na verdade, não importa o nome dado àquela nota se conseguir manter a afinação correta. Além disso, no diálogo 102, como mencionado, Philomathes esclarece que as três primeiras notas podem ter seus nomes alterados, desde que se mantenha a afinação.

As diferenças e semelhanças durante a Mutação em cantus durus e cantus mollis de acordo com Thomas Morley e aquela descrita geralmente nos tratados continentais podem ser observadas a partir dos seguintes esquemas, visto que o sinal = indica as duas possibilidades de nomeação da nota e / simboliza o ponto da Mutação:

Figura 46. Solmização em cantus durus ascendente e descendente segundo a prática continental e de Thomas

Morley.

Figura 47. Solmização em cantus mollis ascendente e descendente segundo a prática continental e de Thomas

Morley.

Em suma, no continente, a Mutação nas melodias ascendentes (cantus durus e cantus

mollis) ocorre quando se encontra a Voz ré da nova Dedução, enquanto em Morley é

necessário chegar até a Voz lá da Dedução atual para fazer, então, a Mutação. Nas melodias descendentes, no entanto, as duas práticas são idênticas: busca-se sempre o lá da nova Dedução.

Na Figura 46, segundo Morley, é possível observar que os dois primeiros Signos podem ser solmizados de outra maneira substituindo o ut e ré pelo sol e lá. O mesmo ocorre na Figura 47, só que desta vez com os três primeiros Signos. Com isso, a sílaba de Solmização que qualquer Signo recebe é idêntica uma oitava acima ou abaixo e o semitom localiza-se sempre entre as Vozes mi-fá e lá-fá nas melodias ascendentes, ao passo que nas melodias descendentes, entre as Vozes fá-mi e fá-lá.

O último exemplo de canto em Dedução contínua é aquele que contém t no Signo E lá

mi, desta forma:

Figura 48. Último exemplo em Dedução contínua com t no Signo E lá mi.

Duas questões são levantadas pelo aprendiz: a) como começar a Solmização, já que a primeira nota encontra-se fora do limite do Gammaut; b) como solmizar o Signo E lá mi, já que ele apresenta um t.

Como evidenciado, na prática, o Gammaut ultrapassava o limite dos vinte Signos expostos por Morley. Assim, para solmizar este exemplo, devem ser consideradas as Vozes dos Signos uma oitava acima18. Portanto, é possível cantar ré em  ut, mi em A ré, fá em e mi e assim com as demais notas:

Figura 49. Solmização em cantus mollis com t no Signo E lá mi.

Com relação ao t presente no Signo E lá mi, Morley apenas esclarece que, assim como é possível cantar lá em D sol ré (Figura 49), pode-se cantar fá em E lá mi alterando um pouco a afinação. Ele também sugere que há vários outros t em Música, por exemplo, t em A lá mi

ré, porém não desenvolve o tema, pois o julga desnecessário. No entanto, para uma melhor

compreensão dos últimos cantochões fornecidos por Morley, julgo necessário um estudo mais cuidadoso deste tópico19.

18 Cf. p. 202 (diálogo 107).

3.1.3.4.2. Dedução Disjunta

Após descrever como se deve solmizar uma melodia em graus conjuntos, Mestre

Gnorimus explica que para solmizar os saltos intervalares de uma melodia, deve-se imaginar

notas preenchendo o intervalo. Deve-se ter em mente o som da última nota:

Figura 50. Dedução disjunta.

Para encerrar o assunto sobre a Solmização, o Mestre fornece o seguinte exemplo para que Philomathes possa solmizar:

Figura 51. Último exemplo de Solmização oferecido a Philomathes.

Levando em consideração todas as recomendações presentes na primeira parte do tratado A plaine and Easie Introduction, é possível acompanhar o processo desta forma e chegar a esta Solmização: