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2 1 Avrupa Birliği Ortak Tarım Politikası

II. AB’de Bölgeler ve Bölgesel Politikanın Tarih

Uma das principais vantagens competitivas do PM I é o conjunto de instituições que articulam e apóiam a promoção desse Arranjo Produtivo Local (APL). Essas instituições têm um papel fundamental na captação de recursos e na coordenação para o desenvolvimento da região em relação ao setor de moda íntima. São elas: a seção regional da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan-NF)17; a seção local do Serviço Brasileiro de Apoio à M icro e Pequena Empresa (Sebrae)18; o Serviço de

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A Firjan rep resent a a cl asse industrial fluminense nas es feras region al e nacional, reunindo os interesses dos sindicatos a ela filiad a. É uma Instituição prestadora de s erviços às empresas e atua como fórum de debates e de g estão da in formação para o crescimento econômico e so cial do estado. A mobilização e a sinergia criadas p elo diálogo com as empresas, organismos governament ais e instituições em diversos segmentos proporcionam o d esenvolvimento d e proj etos region ais especí ficos. Para isso conta com representações regionais garantindo o acesso à in formação e a integração das empresas d e todo o estado aos principais projetos em d esenvolvimento. Além disso, atu am como ponto de absorção das demand as d as indústrias locais e como pólo irradiador das ações adotad as pelo corpo empresarial de todo o estado.

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O Sebrae trabalha desd e 1972 pelo desenvolvimento sustentável das empresas de p equeno porte. Para isso, a entidade promov e cursos de cap acitação, facilita o acesso a s erviços finan ceiros, estimula a coop eração entre as empresas, organiza feiras e rodadas de n egócios e incentiva o desenvolvimento de atividades que

Aprendizagem Industrial (Senai)19; Sindicato da Indústria do Vestuário (SINDVEST)20; e a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), que tem um campus em Nova Friburgo. A Firjan e o Sebrae configuram como os principais articuladores do pólo.

Em 1998, a Firjan e o Sebrae-RJ, contando com recursos do Sebrae nacional, contratou a FGV/IBRE para desenvolver o projeto "Desenvolvimento do Cluster de M oda Íntima da Região Centro Norte Fluminense". Este projeto teve como objetivo desenvolver uma metodologia para a indução ao desenvolvimento do Pólo de M oda Íntima de Nova Friburgo e Região, tendo como referência os distritos industriais italianos (M onnerat et all, 2002). Alguns aspectos foram apontados neste estudo:

- Dinamismo e representatividade, sendo a região responsável por 25% da produção nacional;

- Razoável estrutura de suprimento de matéria-prima, serviços, recursos humanos e apoio institucional;

- Evidente característica de uma aglomeração industrial, com padrão similar àquela existente por ocasião da gênese dos distritos industriais italianos21;

- Necessidade de adoção de medidas estruturantes para criação de inter-relação empresarial e institucional para formação do cluster.

A partir desse período a Firjan junto com o Sebrae iniciam uma série de programas com vários parceiros para o desenvolvimento do pólo, resultando na estruturação de um grande projeto em 1999, denominado Projeto Setorial Integrado de Desenvolvimento da M oda de Nova Friburgo (P SI) (M onnerat et all, 2002), tendo como um dos objetivos criar condições

contribuem para a g eração de emp rego e rend a. É uma instituição privada sem fins lucrativos, possuindo 27 unidades autônomas distribuídas em todos estados do país. O Sebrae tem como objetivo apoiar e foment ar a criação, a exp ansão e a modernização d as micros e p equen as empres as, capacitando -as p ara m elhor cumprir o seu papel no processo de desenvolvimento econômico e social, de distribuição de renda, da geração de trabalho e de novos empresários.

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O SENAI integra o sistema Firjan, que é composto por cinco instituições, a própria Firjan e o Senai e mais: o CIRJ - Centro Industrial do Rio de Janeiro, o SESI - Serviço Social da Indústria, e o IEL - Instituto Euvaldo Lodi. O sistema promove a capacitação tecnológica das emp resas, atrav és de programas de assessoria técnica e tecnológica e d e fo rmação pro fissional, quali ficação e especialização d e trab alhadores em todos os níveis. O Senai-RJ promove cu rsos e proj etos educacionais que possibilitam a form ação e qu alifi cação de trabalhado res em div ersos segmentos industriais. Também garant e o acesso d as empresas às m ais modern as tendências tecnológicas e pro cessos industriais, através de s erviços e p esquisas n a área d e tecnologia. Seus cursos, além de atenderem a comunidade, podem ser preparados sob medida para uma empresa, mediante um diagnóstico realizado por um técnico do Senai.

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O SINDVEST tem como objetivo defender e promover os interesses do setor, buscando a união entre as empresas e a articul ação de parcerias institucionais.

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para alavancar as exportações, sendo que o aprimoramento produtivo e a cooperação entre as empresas são os instrumentos para alcançar esta meta. Este é um projeto de natureza privada com aporte de organismos privados e públicos.

Integrando este projeto pode-se apontar o apoio que o PM I já teve da Agência de Promoção à Exportação (APEX)22, um programa junto com o Sebrae que tinha como objetivo investir R$ 1,6 milhão para capacitar empresas para conquistarem o mercado externo, sendo o principal resultado a formação de consórcios de exportação23. A meta principal era de aumentar as exportações para US$ 36 milhões até 2003. Em abril de 2001, o PSI foi escolhido pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pela Divisão Especial da Câmara de M ilão para o Desenvolvimento das Atividades Internacionais (Promos) e pelo Sebrae-NA como projeto piloto de desenvolvimento de um modelo de organização setorial baseado nos Distritos Industriais Italianos. Dentre os 24 projetos que se inscreveram para este convênio, apenas três foram selecionados em função do nível de consolidação dos distritos instalados e pelo potencial de expansão de mercado, além de oferecerem ambiente propício ao trabalho. Seriam investidos U$ 1,35 milhões no setor de moda íntima de Nova Friburgo, que foi o único projeto da região Sudeste entre os três projetos selecionados pelo banco em todo o país (Ferreira, 2002).

As ações a serem desenvolvidas pelo Projeto Sebrae/BID, que foram estruturadas por meio de um planejamento participativo prevêem: (i) aplicação de cursos para aperfeiçoamento de mão-de-obra; (ii) treinamento gerencial; (iii) estudos de mercado; (iv) contratação de consultores; (v) aprimoramento de design; (vi) melhoria da organização da produção; (vii) apoio à participação de empresários em feiras nacionais e internacionais; e (viii) criação de uma marca local.

Neste contexto, de promoção do APL o Senai aparece como a instituição atuante na contribuição do aumento da capacitação tecnológica das empresas e da formação de mão- de-obra. Ambas são coordenadas pela representação da Firjan de Nova Friburgo. O Senai

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A Agên cia d e Promoção à Expo rtação (APEX) foi criad a p elo Decreto n.º 2.398 da Presidên cia d a República, de 21/11/1997, e começou a operar em abril de 1998, com o objetivo de implementar a política de promoção comercial das export açõ es estabelecida pela Câmara de Comércio Exterio r da Presidência da República (CAMEX). A missão da APEX é estimular as exportações brasileiras, especialment e das empres as de pequeno porte. Para essa finalidad e são desenvolvidas parcerias com entidades de classe emp resariais e/ou outras instituições sem fins lucrativos para a implementação de program as de promoção comercial.

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Atualmente, segundo Lamounier et all (2004), a região do APL possui seis consórcios d e expo rtação ativos, compreendendo 70 con fecções.

oferece cursos livres para pessoas que queiram aprender ou aperfeiçoar um ofício dentro do segmento de confecção e também para empresas no sentido de aprimorá-las24.O Senai possui ainda o Núcleo de Apoio ao Design (NAD), criado em 1999, que tem a função de disponibilizar produtos e serviços para o atendimento das necessidades específicas das empresas em todas as fases do processo produtivo, distribuição e comercialização, com o objetivo das empresas se tornarem mais capacitadas e conseqüentemente mais competitivas nos mercados nacionais e internacionais25.

Uma maneira de estar divulgando o pólo é com a FEVEST, que acontece desde de 1992 Nova Friburgo. Ela é uma feira de negócios no mercado de moda íntima, a qual reúne as empresas da região com os objetivos de maior visibilidade e venda de produtos do pólo não só para o mercado interno como para o mercado externo. Com esse propósito foi implementado a partir de 2002 o Programa de nacionalização e internacionalização da FEVEST e que tem como responsáveis o SINDVEST, o Sebrae e a Firjan.

Nesse processo de articulação institucional e desenvolvimento do PM I a UERJ, através do Instituto Politécnico da UERJ (IPRJ)26 , aparece com a possibilidade de estar contribuindo com as suas competências de transferência de tecnologia e acumulação e difusão de conhecimento no sentido de estar participando para a solução dos principais gargalos no desenvolvimento do setor de moda íntima da região. Essa atuação passa pelo Núcleo de Desenvolvimento e Difusão Tecnológica (ND²Tec), que integra a Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (IEBTec) e o Escritório de Transferência de Tecnologia (ETT).

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Alguns dos cursos oferecidos: Cursos Livres (Costura Industrial de Moda Íntima, Costura Industrial em Tecido Plano, Mecânico de Manuten ção de Máquinas d e Costura Industri al, Modelagem d e Mod a Íntima); Cursos Técnicos (Estilismo e Coordenação de Moda); Cursos de Aperfeiçoamento (Ap erfeiçoam ento de costureiras, PCP - Planejamento e Controle de Produção, Modelagem e Encaixe no Sistema Audaces ); Programas em fase de formatação (CEP – Controle Estatístico de Processo, Análise de Sistema de Medição, Supervisora de con fecção).

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O NAD o ferece os seguintes servi ços: Criação e des envolvimento de p rodutos; Planejamento e desenvolvimento de coleçõ es; In fo rmação sobre mercados e t endênci as; Pesquisa para indicação de fo rnecedores; Estudo e definição de público-alvo; Acervo especi alizado em moda; Modelagem, gradu ação computadorizad a e planilha d e custos; Localização de no rmas técni cas nacionais e intern acion ais; e Consultorias de Gestão de Produção, Gestão de Design, Informatização do processo produtivo e Modelagem.

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No ano de 1993, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) incorporou à sua estrutura o Instituto Politécnico do Rio de Janeiro, órgão d e pesquisa sedi ado na cid ade d e Nova Friburgo, na época vinculado à Secretaria de Estado de Indústri a, Comércio, Ciência e Tecnologia, caracterizando-se como Campus Regional da UERJ Nova Friburgo.

O IEBTec tem a missão de apoiar empreendedores de formação técnica na transformação de suas idéias em negócios lucrativos e que contribuam prioritariamente para o desenvolvimento sócio-econômico da região. O ETT foi criado em 1996, visando integrar a demanda do mercado com a oferta tecnológica disponibilizada pelos departamentos da UERJ. Com isso, o ETT tem funcionado com uma agência de articulação que identifica a necessidade tecnológica de uma empresa, auxilia na preparação do projeto e aponta possíveis fontes de financiamento, operando como um catalisador de desenvolvimento tecnológico regional. Neste contexto, o ND²Tec tem como objetivo atuar como foco na difusão das tecnologias geradas em sua instituição sede, a fim de contribuir para modernização econômica e o desenvolvimento regional, por meio da agregação de empreendimentos capazes de cumprir esse papel, seja por meio da própria incubação ou através de processos associativos (M onnerat, et all, 2002).

Em 2001, com o objetivo de promover e viabilizar o desenvolvimento regional de forma mais integrada entre as instituições é criado o Conselho de Desenvolvimento da M oda (CDM ). Na sua criação faziam parte a Firjan, o Sebrae/RJ, o Senai – RJ, o SINDVEST-NF e a UERJ. A estrutura do Conselho compreende uma Secretaria Executiva que coordena as ações e um Comitê técnico (compostos por representantes de todas as instituições que formam o Conselho) que tem a função de acompanhar a execução das políticas definidas pelo próprio Conselho. Abaixo estão indicados os meios para alcançar a promoção e o desenvolvimento do PM I, sendo que alguns destes já foram comentados ou citados e já apareciam antes mesmo de sua formação:

- M elhoria de competitividade e aumento de produtividade; - Transformação da região em pólo regional da moda; - Criação de um centro de inteligência de moda;

- Promoção da melhoria de gestão das empresas de confecção; - Geração de emprego e renda;

- Formação e capacitação de mão-de-obra local; - Constituição de consórcios para exportação;

- Divulgação da região Centro-Norte Fluminense como pólo de confecção de moda; - Desenvolvimento de sistemas de prospecção comercial;

- Internacionalização da FEVEST; - Aumento das exportações;

- Transferência da experiência dos Distritos Italianos;

- Criação de um centro de tecnologia e design da indústria da confecção em Nova Friburgo;

- Criação de marca única para o pólo;

- M eta para que no ano de 2010, o PM I seja líder no mercado nacional, com significativa participação no mercado de exportação.

Cabe salientar que as diversas iniciativas para o desenvolvimento do arranjo em andamento ou que estão sendo desenvolvidas vêm sendo coordenadas pela Secretaria Executiva do CDM , que é formada por representantes do Sebrae e da Firjan. Outro fator importante é que em 2003 ampliou-se o número de entidades do Conselho. Passaram a fazer parte o BNDES, O Banco do Brasil, o Governo Federal, o Governo Estadual e as prefeituras de Nova Friburgo, Bom Jardim, Cantagalo, Cordeiro e Duas Barras.