1. BÖLÜM: GİRİŞ
1.3. İLKÖĞRETİM I. KADEME PROGRAMLARINDA DEĞERLENDİRME
1.3.1. Alternatif Değerlendirme Teknikleri
1.3.1.13. Öz Değerlendirme
Há muito a doutrina classifica os direitos fundamentais em gerações, sendo atribuído ao jurista tcheco-francês Karel Vasak esse rótulo22.
Assim, seriam de primeira geração os direitos civis e políticos, fundamentados na ideia de liberdade; de segunda geração seriam os direitos econômicos, sociais e culturais, com base na igualdade; de terceira geração os direitos relacionados ao desenvolvimento, ao meio ambiente sustentável e à paz, ligados ao ideal de solidariedade e fraternidade.
Os direitos de primeira geração envolvem ideais de abstenção do Estado, correspondendo a obrigações negativas de respeito à vida privada, e consequente proteção da individualidade de cada pessoa. Tratam-se de direitos individuais e universais, fundados na liberdade e dos quais são exemplos a liberdade de consciência, de culto e de reunião e os direitos à vida, à liberdade, à propriedade e à igualdade perante a lei. Seu objeto é o homem individualmente considerado, e não os problemas sociais. O surgimento desses direitos corresponde à época das revoluções burguesas (Revolução Gloriosa – 1688; Revolução Francesa – 1789).
O desprezo por questões de justiça social, as pressões populares decorrentes da industrialização (Revolução Industrial – Século XVIII) e o
22 A ampla classificação elaborada pelo jurista foi analisada por Arion Sayão Romita em sua obra direitos fundamentais nas relações de trabalho, p. 95-97. Também Napoleão Casado Filho, no
livro Direitos humanos fundamentais, p. 38-40, discorre sobre o assunto. Ainda se pode falar, dentre outras classificações, em direitos fundamentais relativos e absolutos: os primeiros seriam os que dizem respeito às relações externas dos homens na sociedade, como os de manifestação de pensamento, crença, associação e propriedade, que podem ser disciplinados pelo Estado; já os segundos envolvem direitos naturais da pessoa humana, insuscetíveis de controle estatal, tais como o pensamento e a fé. Há também uma classificação dos direitos fundamentais em positivos e negativos. Os direitos fundamentais positivos são aqueles que consistem na faculdade de exigir e obter determinada prestação (do Estado); os direitos fundamentais negativos impõem um dever de abstenção, de não intervenção do poder estatal (Sahid Maluf, Teoria geral do estado, p. 211).
aumento populacional levaram a novas reivindicações da sociedade, de tal sorte que o Estado teve de se fazer mais presente nas relações que se operavam na sociedade. Então, novos direitos ganharam espaço, envolvendo, agora, prestações positivas. Chegou-se, assim, aos direitos de segunda geração, cuja base envolve a igualdade mediante ação do Estado e cujos exemplos são a assistência social, a saúde, a educação, o trabalho e o lazer referidos no art. 6º da Constituição Federal. Também é dessa época o reconhecimento de liberdades sociais, como a sindicalização e o direito de greve, bem como o reconhecimento de direitos fundamentais específicos dos trabalhadores, tais como as férias, o repouso semanal, o salário mínimo e a limitação da jornada de trabalho, por exemplo. Os direitos de segunda geração também são conhecidos como direitos
sociais, por satisfazerem anseios de justiça social.
Ao contrário das gerações anteriores, os direitos de terceira
geração não consideram o homem isoladamente. Seu objeto tem uma titularidade inespecífica, difusa ou coletiva, pois esses direitos amparam coletividades inteiras, tal como exemplificado acima (desenvolvimento, meio ambiente sustentável e paz). São também denominados direitos de solidariedade e fraternidade, destinando-se a grupos humanos, todavia não se acham totalmente positivados.
Modernamente, fala-se em direitos de quarta geração, relacionados a questões éticas oriundas das inovações tecnológicas e biológicas, o que envolveria a busca por soluções de problemas como a manipulação genética, por exemplo23.
23 Ingo Wolfgang Sarlet, A eficácia dos direitos fundamentais, p. 57-59. O autor, além de fazer
referência aos exemplos ora mencionados, retrata que na visão de Paulo Bonavides os direitos fundamentais de quarta geração na verdade corresponderiam aos direitos à democracia participativa direta e à informação, direitos esses que envolveriam o futuro da cidadania e a liberdade de todos os povos.
Mais recentemente, passou-se a optar pela expressão dimensões dos
direitos fundamentais24, sob a crítica de que o termo geração transmite a equivocada ideia de que haveria uma hierarquia entre os direitos fundamentais ou então a substituição de uns pelos outros25.
Dentro desse novo raciocínio, seriam de primeira dimensão os direitos civis e políticos; de segunda dimensão os direitos econômicos, sociais e culturais; de terceira dimensão os direitos ao desenvolvimento, ao meio ambiente e à paz.
De fato, a classificação dos direitos fundamentais em gerações não pode representar a ideia de que eles se sucederam no tempo. Seu propósito único deve ser o de demonstrar a sequência como se revelaram ao longo da história, em razão das reivindicações sociais recepcionadas pela ordem jurídica.
Todos esses direitos permanecem intactos ainda hoje, ainda que eles sejam permeáveis às novas influências da modernidade e estejam abertos a outras realidades constitucionais. É assim que leciona Paulo Gustavo Gonet Branco26:
A visão dos direitos fundamentais em termos de gerações indica o caráter cumulativo da evolução desses direitos no tempo. Não se deve deixar de situar todos os direitos num contexto de unidade e indivisibilidade. Cada direito de cada geração interage com os das outras e, nesse processo, dá-se à compreensão.
24 Na ADI n. 3540 MC/DF, o STF, em voto do Ministro Celso de Mello, registrou as expressões gerações, fases ou dimensões dos direitos fundamentais na classificação a que fez referência (Tribunal Pleno, DJ 3-2-2006, p.m.).
25 Napoleão Casado Filho, Direitos humanos fundamentais, p. 40-41; Ingo Wolfgang Sarlet, A eficácia dos direitos fundamentais, p. 52-53. Este último autor ressalta que apesar da diferença
terminológica, há consenso no que diz respeito ao conteúdo das respectivas gerações ou dimensões.
Seja como for, a supervalorização da classificação histórica dos direitos fundamentais, como adverte Ingo Wolfgang Sarlet, não se pode impor frente à necessidade de se adotar uma postura ativa e responsável de afirmação e efetivação desses direitos constitucionais27, este o objeto do presente estudo, onde se optou pela terminologia gerações simplesmente por se achar mais difundida no meio jurídico.