4. BÖLÜM: BULGULAR
4.2. İLKÖĞRETİM SINIF ÖĞRETMENLERİNİN İLKÖĞRETİM I. KADEME
4.3.7. Öğretmen Bilgisi
4.3.8.1. Öğretmenlerin Farklı Ölçekler Geliştirmemesi
O art. 168 da CLT torna obrigatório o exame clínico do empregado na admissão, durante o curso do contrato de trabalho e no seu desligamento, além de outros exames complementares, a critério médico, para apuração da capacidade ou aptidão física e mental do trabalhador para a função que deva exercer (§ 2º).
109 A menos que se considere o art. 20 do Código Civil como uma norma de proteção de dados biométricos, o uso dessas informações não tem regulamentação no País, pois o Projeto de Lei n. 3.558/2012, de autoria do deputado Armando Vergílio, encontra-se em face de apreciação no Congresso Nacional.
110 O dispositivo contém a seguinte redação: “1 – O empregador só pode tratar dados biométricos do
trabalhador após notificação à Comissão Nacional de Protecção de Dados. 2 – O tratamento de dados biométricos só é permitido se os dados a utilizar forem necessários, adequados e proporcionais aos objectivos a atingir. 3 – Os dados biométricos são conservados durante o período necessário para a prossecução das finalidades do tratamento a que se destinam, devendo ser destruídos no momento da transferência do trabalhador para outro local de trabalho ou da cessação do contrato de trabalho. 4 – A notificação a que se refere o nº 1 deve ser acompanhada de parecer da comissão de trabalhadores ou, não estando este disponível 10 dias após a consulta, de comprovativo do pedido de parecer. 5 – Constitui contra-ordenação grave a violação do disposto no nº 3”.
O § 5º do art. 168 da CLT ainda determinada que o resultado desses exames médicos seja comunicado ao trabalhador, observados os preceitos da ética médica.
Já a NR-7 do Ministério do Trabalho e emprego instituiu o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO, cuja finalidade é a promoção e preservação da saúde do conjunto de trabalhadores a serviço do empregador (item 7.1.1). Referida norma ainda tornou obrigatória a realização de exames médicos admissional, periódico, de retorno ao trabalho, de mudança de função e demissional (item 7.4.1), ampliando a gama de exigências contempladas pelo art. 168 da CLT.
Esse conjunto normativo deve ser interpretado como um meio de proteção da saúde do trabalhador, e não uma ameaça a sua vida privada, ou seja, uma autorização para violação dos direitos da personalidade estampados no art. 5º, X, da CF ou mesmo uma abertura para discriminações pautadas na existência de enfermidades111.
111 Da jurisprudência, colhe-se o seguinte julgado nessa direção: PROCESSO SELETIVO. INADMISSÃO DISCRIMINATÓRIA. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. A não
admissão de trabalhador, submetido a processo seletivo, pautada unicamente em razão de ser portador de enfermidade, configura discriminação, caracteriza violação a direito da personalidade e, consequentemente, enseja o pagamento de indenização por danos morais, nos termos do art. 5º, X, da Constituição Federal (TRT/RS, 6ª Turma, RO, Processo n. 0001233-61.2012.5.04.0103, Rel. Beatriz Renck, DO 12-12-2013, v.u.).Ainda acerca dessa questão, destaca-se a Recomendação n. 200 da OIT, de 2010, sobre o HIV e a Aids no Mundo do Trabalho, cujo art. 3º, “c”, recomenda que “não deve haver nenhuma discriminação nem estigmatização de trabalhadores, em particular dos que buscam emprego ou a ele se candidatam, a pretexto de infecção real ou presumida pelo HIV, ou pelo fato de pertencerem a regiões do mundo ou a segmentos da população tidos como de maior risco ou de mais vulnerabilidade à infecção pelo HIV”. Também a Súmula n. 443 do TST merece destaque neste momento: “DISPENSA DISCRIMINATÓRIA. PRESUNÇÃO.
EMPREGADO PORTADOR DE DOENÇA GRAVE. ESTIGMA OU PRECONCEITO. DIREITO À REINTEGRAÇÃO. Presume-se discriminatória a despedida de empregado
portador do vírus HIV ou de outra doença grave que suscite estigma ou preconceito. Inválido o ato, o empregado tem direito à reintegração no emprego”.
Os exames médicos exigíveis do candidato a emprego, do empregado já admitido ou do trabalhador que se desliga da empresa não podem ter outra finalidade senão a de proteção de sua segurança e a de terceiros, atendidas as exigências inerentes à atividade contratada.
Mesmo assim, a ética médica recomendada pelo art. 168, § 5º, da CLT impede que se dê ciência ao empregador acerca dos resultados obtidos após os exames clínicos realizados. Como forma de preservação da intimidade do paciente, o médico deve apenas comunicar ao empregador se o trabalhador está ou não apto para o desempenho das tarefas contratadas, caso contrário poderá violar não apenas um direito fundamental do obreiro como também o Código de Ética Médica por quebra de sigilo profissional (Resolução CFM n. 1931/2009).
Referidas normas trabalhistas ainda devem ser lidas e entendidas em sintonia com as disposições contidas com no art. 15 do Código Civil, de acordo com o qual “ninguém pode ser constrangido a submeter-se, com risco de vida, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica”. Ou seja, ainda que existente a necessidade de tratamento clínico por parte do trabalhador para manutenção da segurança de seus colegas de trabalho e de terceiros, ele não poderá ser forçado a cumpri-lo, de tal sorte que eventual e excepcional rescisão contratual por tal motivo somente poderá acontecer sem justa causa112.
Por fim, deve-se dizer que também não poderá o empregador lançar mão de testes genéticos para admissão ou permanência do empregado na empresa, na medida em que também essa sua conduta importará na violação da
112 Seria o caso, por exemplo, do motorista de ônibus coletivo que se recusa a realizar tratamento para
debelar a epilepsia ou então o alcoolismo e, por outro lado, não admite sua readaptação em outras atividades dentro da empresa, compatíveis com sua condição pessoal.
intimidade do trabalhador. Essa é a conclusão de Roberto Camilo Leles Viana113:
A partir de uma aproximação fundada na dignidade humana e nos direitos fundamentais, entende-se como inadmissível o acesso patronal à informação genética do trabalhador por meio da feitura de testes genéticos, tanto em sede de processo formativo do contrato de trabalho quanto durante a vigência do vínculo laboral. Tal conclusão está fundamentada, nomeadamente, nas incertezas científicas quanto à manifestação das predisposições genéticas, bem como na declarada possibilidade de violação da dignidade e dos direitos fundamentais do trabalhador.
3.2.5 Meios de vigilância à distância, confidencialidade de