6. BÖLÜM: SONUÇLAR VE ÖNERİLER
6.1.1. Sınıf Öğretmenlerinin İlköğretim I. Kademe Programlarındaki
O aviso prévio constitui uma declaração unilateral de vontade da parte que deseja romper o contrato de trabalho, encontrando-se previsto no art. 7º, XXI, da Constituição Federal, que determina a sua concessão de forma proporcional ao tempo de serviço durante o prazo mínimo de trinta dias. A CLT
136 Aprovada pelo Decreto Legislativo n. 49, de 27-8-1952, e promulgada pelo Decreto n. 33.196, de
18-11-1953.
137 Aprovada pelo Decreto Legislativo n. 22, de 12-5-1992, e promulgada pelo Decreto n. 1.256, de
29-9-1994.
138 Renato Rua de Almeida, Eficácia dos direitos fundamentais nas relações de trabalho. Direitos fundamentais aplicados ao direito do trabalho, v. 2, p. 147-148. Sobre esse tema, vide a
seguinte ementa do TST: DISPENSA COLETIVA. NEGOCIAÇÃO COLETIVA. A despedida individual é regida pelo Direito Individual do Trabalho, que possibilita à empresa não motivar nem justificar o ato, bastando homologar a rescisão e pagar as verbas rescisórias. Todavia, quando se trata de despedida coletiva, que atinge um grande número de trabalhadores, devem ser observados os princípios e regras do Direito Coletivo do Trabalho, que seguem determinados procedimentos, tais como a negociação coletiva. Não é proibida a despedida coletiva, principalmente em casos em que não há mais condições de trabalho na empresa. No entanto, devem ser observados os princípios previstos na Constituição Federal, da dignidade da pessoa humana, do valor social do trabalho e da função social da empresa, previstos nos artigos 1º, III e IV, e 170, caput e III, da CF; da democracia na relação trabalho capital e da negociação coletiva para solução dos conflitos coletivos, (arts. 7º, XXVI, 8º, III e VI, e 10 e 11 da CF), bem como as Convenções Internacionais da OIT, ratificadas pelo Brasil, nas Recomendações nos 98, 135 e 154, e, finalmente, o princípio do
direito à informação, previsto na Recomendação nº 163, da OIT e no artigo 5º, XIV, da CF/88. A negociação coletiva entre as partes é essencial nestes casos, a fim de que a dispensa coletiva traga menos impacto social e atenda às necessidades dos trabalhadores, considerados hipossuficientes. Precedente. Acrescente-se que configura conduta antissindical a dispensa em massa de trabalhadores justificada por participação em movimento reivindicatório (TST, SDC, RO, Processo n. 51548-68.2012.5.02.0000, Rel. Min. Kátia Magalhães Arruda, DEJT 16-5-2014, v.u.).
regulamenta a matéria em seus artigos 487 a 491, enquanto que a Lei n. 12.506, de 11 de outubro de 2011, cuida de sua duração quando direcionado ao trabalhador.
De acordo com o art. 1º da Lei n. 12.506/2011, o aviso prévio deverá ser de pelo menos 30 dias para os empregados com até 1 ano de serviço na mesma empresa, tempo esse acrescido de 3 dias por ano de serviço ali prestado, até o máximo de 60 dias, perfazendo um total de até 90 dias.
A norma de 2011 comporta interpretações diversas sobre a forma de contagem do tempo de serviço para fins de concessão do aviso prévio. Sua leitura inicial pode sugerir que apenas a partir do segundo ano de trabalho é que poderia haver o primeiro acréscimo de 3 dias por ano de serviço, em detrimento da ideia de que desde o primeiro ano completo esse tempo já era devido pelo empregador.
Por aplicação do princípio da interpretação conforme a
Constituição, segundo a qual, caso uma norma seja suscetível de interpretar-se de vários modos, deve-se preferir a interpretação que seja mais favorável à promoção dos direitos fundamentais (do trabalhador, in casu)139, deve prevalecer a segunda tese exposta no parágrafo antecedente. Ou seja, desde o primeiro ano de trabalho completo já contará o empregado com o direito de desfrutar do adicional de 3 dias de aviso prévio140.
139 Pode-se falar, ainda, em aplicação do princípio in dubio, pro operário. Vide Américo Plá
Rodriguez, Princípios de direito do trabalho, p. 43.
140 Nesse sentido está a Nota Técnica n. 184/2012/CGRT/SRT do Ministério do Trabalho e Emprego,
de 7 de maio de 2012, cujas conclusões são as seguintes acerca da aplicação da Lei n. 12.506/2011: “1) a lei não poderá retroagir para alcançar a situação de aviso prévio já iniciado; 2) a proporcionalidade de que trata o parágrafo único do art. 1º da norma sob comento aplica-se,
exclusivamente, em benefício do empregado; 3) o acréscimo de 3 (três) dias por ano de serviço
prestado ao mesmo empregador, computar-se-á a partir do momento em que a relação contratual
supere um ano na mesma empresa; 4) a jornada reduzida ou a faculdade de ausência no trabalho,
Considerando que o aviso prévio sempre integra o tempo de serviço para todos os efeitos legais141, esse tempo adicional de trabalho previsto pela Constituição e regulamentado pela Lei n. 12.506/2011, deve ser traduzido como tempo em que o empregado poderá trabalhar ou então receber de forma indenizada, a critério do empregador tal como autorizado pelo art. 487, §§ 1º e 6º, da CLT e disciplinado pelo art. 488 da CLT142.
Entender que o trabalho durante o aviso prévio somente pode ser exigido pelo empregador pelo período máximo de 30 dias, sendo indenizável o que tempo que sobejar, importaria numa negativa do valor social do trabalho, tal como previsto nos artigos 1º, IV, e 6º da CF, diminuindo sua importância enquanto elemento que valoriza o ser humano e o dignifica.
Como figura jurídica que limita o poder potestativo do empregador em proceder à dispensa sem justa causa, o aviso prévio deve ser entendido sob a ótica da habitualidade e, por corolário, do princípio da continuidade da relação de emprego, de tal sorte que a permanência do trabalhador por mais 33, 36, 39 ou 90 dias na empresa, deverá ser vista como
a projeção do aviso prévio integra o tempo de serviço para todos os fins legais; 6) recaindo o término do aviso prévio proporcional nos trinta dias que antecedem a data base, faz jus o empregado despedido à indenização prevista na Lei n. 7.238/84; e 7) as cláusulas pactuadas em acordo ou convenção coletiva que tratam do aviso prévio proporcional deverão ser observadas, desde que respeitada a proporcionalidade mínima prevista na Lei n. 12.506, de 2011”. Francisco Ferreira Jorge Neto e Jouberto de Quadros Pessoa Cavalcante compartilham do entendimento aqui registrado e acrescentam, acertadamente, que, apesar da proporcionalidade fixada pela lei, seria justo observar a regra do art. 478 da CLT na contagem do ano completo de trabalho, de tal sorte que o período superior a 6 meses de trabalho já deveria ser computado como equivalente a um ano para essa finalidade (Direito do trabalho, p. 797).
141 Nesse sentido também se encontra a Orientação Jurisprudencial n. 82 da SBDI-1 do TST: “AVISO PRÉVIO. BAIXA NA CTPS. A data de saída a ser anotada na CTPS deve corresponder à do
término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado”.
142 Observadas as devidas proporções em caso de opção de falta ao serviço, na forma do art. 488,
parágrafo único, da CLT. Em sentido contrário, afirmando que deve haver trabalho por no máximo 30 dias, vide Francisco Ferreira Jorge Neto e Jouberto de Quadros Pessoa Cavalvante, Direito do
uma interpretação da Lei n. 12.506/2011 conforme a Constituição, especialmente seu art. 7º, I.
Não pode passar despercebido que ficando por mais tempo junto ao seu empregador, ainda que durante o aviso prévio, o trabalhador também adquire mais experiência profissional e avanços sociais, inclusive no campo previdenciário, sem perder de vista que as chances de reversão do pré- aviso se fazem mais frequentes (art. 489 da CLT), o que certamente promove o valor do trabalho na forma requerida pela Carta de 1988. Monetizar o tempo de aviso prévio proporcional concedido pela Lei n. 12.506, de 11 de outubro de 2011, não valoriza o trabalho e não promove a busca pelo pleno emprego tal como previsto no texto constitucional (art. 170, VIII, da CF).
Por outro lado, uma interpretação do aviso prévio conforme a Constituição implica no entendimento de que sua concessão não pode inibir a aquisição de garantias de emprego e muito menos o exercício de direitos sindicais, tal como será visto a seguir.
4.2.3 Garantia de emprego da gestante, do membro da