• Sonuç bulunamadı

3.4. Finansal Liberalizasyonun Ekonomik Büyümeyi Etkileme Kanalları

3.4.1. Doğrudan Kanallar

3.4.1.3. Teknoloji Transferi

Com o objetivo de se colher dados sócio-demográficos dos componentes do PACHA e contextualizar a própria pesquisa, o questionário teve como primeira parte perguntas objetivas, sobre sexo, idade, nível de escolaridade, estado civil, renda familiar, renda percapta, profissão, situação de trabalho, tipo de trabalho atual ou se é aposentado(a), e freqüência na assistência às reuniões do programa.

Considerando os critérios de seleção que apontavam para usuários na faixa etária produtiva, bem como adultos em idade compatível com aposentadoria, foram entrevistadas 48 pessoas (37 mulheres e 11 homens), com idade entre 40 e 65 anos (Figura1). Lembra-se que de acordo com a literatura existente, a idade é um fator que favorece o surgimento do quadro hipertensivo, variando entre 40 e 60 anos a faixa etária mais freqüente para o estabelecimento da doença (SBH, 1998; Luna Filho, 1998). Verificou-se que a maior concentração dos entrevistados está entre 51 e 55 anos, sendo

41,7% 14,6% 18,8% 14,6% 10,4% 40 a 45 anos 46 a 50 anos 51 a 55 anos 56 a 60 anos 61 a 65 anos

a média da amostra de 52 anos. De fato, esta tendência reflete o universo total de participantes do Programa.

Dos participantes entrevistados, 50% possuem renda familiar até 1 salário mínimo (SM) e 29,2% até 2 salários mínimos (Figura 2). Analisando a renda percapta, 40% estão na faixa entre R$ 51,00 e R$ 100,00 e 31,3% têm renda até 1 SM (Figura 3). Destaca-se, assim, que 87,6% dos entrevistados têm uma renda percapta inferior a R$ 150,00 por mês, o que aponta para um baixo perfil sócio-econômico dos usuários do PACHA, em função dos padrões estabelecidos socialmente.

8,3% 12,5% 29,2% 50,0% ATÉ 1 SM 2 SM 3 A 4 SM DE 5 SM ACIMA

Figura 2 – Renda Familiar

12,5% 31,3% 39,6% 16,7% ATÉ R$ 50,00 DE R$ 51,00 A R$ 100,00 DE R$ 101,00 A R$ 150,00 MAIS DE R$ 151,00

Com relação ao estado civil, uma grande maioria dos entrevistados (29 pessoas, de um total de 48) é casada ou vive com um companheiro (a), o que representa 60,4% da amostra, frente a um total de 39,6% que estão solteiros, viúvos ou separados (Figura 4). Contudo, a grande maioria destes participantes que não possui cônjuge, mora com familiares, exceto dois dos entrevistados, que moram sozinhos.

10,4% 16,7% 60,4% 12,5% SOLTEIRO(A) CASADO/JUNTOS VIÚVO(A) SEPARADO(A)/DIVORCIADO(A)

Figura 4 – Estado civil

Sobre o nível de escolaridade, 12,5% dos entrevistados não são alfabetizados, e a metade possui o 1º ciclo do ensino fundamental – completo ou incompleto e correspondente ao antigo primeiro grau menor (Figura 5). Um dado a considerar é o baixo nível de instrução destes usuários, tendo em vista que apenas 22,9% dos participantes cursaram o 2º ciclo (ou primeiro grau maior) e uma grande parte destes não concluíram, bem como uma quantidade pequena de usuários na faixa do 2º grau.

Partindo do fato de que o Programa atualmente baseia-se no uso de palestras com o grande grupo e atendimentos individuais para fornecer informações aos seus usuários, seria relevante ser observado como estas informações estão sendo transmitidas. No PACHA tanto as palestras, como o atendimento individual,

fundamentam-se, geralmente, em relações verticais de comunicação, onde quem fala parte do princípio de que é o detentor do conhecimento; e o outro apenas o ouvinte que precisa das informações para obter esse conhecimento e saber como se posicionar e que atitudes adotar. Os riscos ocasionados por este tipo de relacionamento são: 1) o uso de terminologias técnicas pode ser de difícil compreensão para alguns dos ouvintes; 2) a falta de oportunidade para um posicionamento pessoal com relação ao que está sendo colocado, tanto no sentido de conseguir esclarecimentos sobre o que foi informado, como relatar as dificuldades práticas encontradas para realizar o que foi proposto. Tanto um quanto outro podem favorecer prejuízos no processo de adesão ao tratamento.

14,6% 12,5% 22,9% 50,0% NÃO ALFABETIZADO 1º CICLO (1ºGRAU MENOR) 2º CICLO (1º GRAU MAIOR) 2º GRAU Figura 5 – Escolaridade.

Com relação à profissão, os entrevistados foram alocados nas seguintes categorias: Do lar, vendedor autônomo, funcionário público (tanto municipal quanto federal), trabalhador em serviços (costureira, lavadeira, carpinteiro, vigia, pedreiro, faxineira, camareira, etc) e agricultor. Foi obtida a seguinte distribuição (Figura 6):

17 2 10 18 1 Agricultor Trabalhador em serviços Funcionário público Vendedor autônomo Do lar Figura 6 – Profissão.

Observa-se que das 37 mulheres entrevistadas, 17 são do lar (35,4%), estando as outras divididas nas profissões de funcionária pública e trabalhadora em serviços. Apenas uma entrevistada é vendedora autônoma. Os 11 participantes do sexo masculino estão distribuídos nas profissões de trabalhador em serviços (a grande maioria) e funcionário público. Temos apenas um deles com a profissão de agricultor.

Contudo, destaca-se que apenas 27% dos entrevistados estão trabalhando em suas profissões. O quadro de distribuição por tipo de trabalho atual (Figura 7), mostra as atividades de tais pessoas, estando algumas incluídas em categorias, como funcionalismo público e trabalhador em serviços.

2 5 4 2

35

Vendedor autônomo

Funcionário

público

Trabalhador em serviços Comerciante Do lar / Não trabalha

Do total dos entrevistados que trabalham, 2 recebem também aposentadoria e dos 35 que não estão trabalhando atualmente, apenas 16 são aposentados, significando que 19 pessoas (40% de todos os 48 usuários entrevistados) não trabalham e nem recebem aposentadoria, implicando em falta de condições mínimas de auto-sustento e/ou dependência, portanto, dos familiares.

Tal fato foi evidenciado durante as entrevistas, sobre a proveniência da renda para o seu sustento, onde muitos dos declarantes alegaram receber ajuda de familiares. Deve-se levar em consideração, ainda, que existe um número considerável de entrevistados do sexo feminino, que são “do lar” e não possuem renda própria. Além disso, com essas mulheres normalmente moram muitos dependentes, como filhos e netos, passando a ser precária e insuficiente a renda familiar (conforme o que foi observado na análise dos resultados sobre a renda familiar e percapta).

Um outro critério de seleção do usuário do PACHA para a pesquisa era sobre a quantidade de reuniões freqüentadas por ele no ano passado. Considerou-se importante assegurar que o usuário estava em pleno convívio com os demais membros do programa e que participava ativamente das programações propostas, desde as reuniões semanais, como as reuniões festivas. Percebe-se que dos 48 entrevistados, 21 (44%) compareceram a todas as reuniões, 23 (48%) a quase todas e apenas 4 usuários (8,5%) compareceram à metade das programações realizadas pelo PACHA.

Ao cruzar esses dados com as respostas obtidas sobre se existe para o entrevistado dificuldade de adesão ao tratamento (conforme Quadro 2), pode-se inferir que a assiduidade às programações não interfere diretamente no processo de adesão.

Quadro 2

Reuniões freqüentadas X Dificuldade de adesão

Dificuldade de adesão

Sim Não Total

__________________________________________________

Reuniões Todas 8 13 21 freqüentadas Quase todas 10 13 23 Metade 3 1 4