2.2. TEDARİK ZİNCİRİ YÖNETİMİ
2.2.7. Tedarik Zinciri Yönetimini Etkileyen Faktörler
Como se viu, a inovação do cinema sonoro seria decisiva para a sorte dos músicos. Antes dele, no entanto, a inovação tecnológica beneficiara essa categoria, tanto no Brasil quanto nos Estadosà U idos,à o deà asà p i ei asà g a aç esà fo og fi asà popula iza a à uitasà si asà eà orquestras, mas eram ruidosas demais para colocar em jogo os empregos dos instrume tistas .405
Mais do que isso, as gravações criaram um novo mercado de trabalho para muitos músicos, tanto o posito esà ua toài st u e tistas.àQua toàaoà dio,à osàEstadosàU idosàeleà esti ula aàoàapetiteà do público por música e com isso abriu novos tipos de emprego. Por volta de 1927, mais de quinhentas estações pontilhavam o panorama nacional, e talvez dois mil músicos ganhavam salários i teg aisàouàdeà eioàpe íodoà oà dio .406 No Brasil, esse cenário se apresentaria ao longo da década
de 1930, sobretudo a partir de 1932, com a regulamentação da veiculação de publicidade no rádio. át à essesà p i ei osà a osàdaà d ada,à aà adiofo iaà fu io ouà deà fo aà se i-amadora nas grandes
idadesà asilei as .407
Com programações ocasionais, e sobretudo com audição de música erudita nos espaços destinados à música, a prestação de serviços também acontecia de forma não- p ofissio al:à E à ge al,à osà si os,à a tistasà eà t i osà e a à total e teà a ado esà ouà se i- a ado es,à oà e e e doàdi hei o .408
A situação começa a mudar em 1932, quando o rádio se torna marcadamente comercial, com patrocinadores, agentes publicitários e que tais, fazendo com que os músicos e a música assumissem novos papéis nas programações. O assunto é tratado pelo historiador José Geraldo Vinci de Moraes, que parte do caso brasileiro e se detém na situação do rádio em São Paulo:
Com relação à música, o aumento do faturamento proporcionado pelo crescimento da publicidade, permitiu a contratação e manutenção, por meio de salários e cachês, de elenco fixo de cantores e instrumentistas, e ainda, [...] de grandes espetáculos com os artistas mais famosos, em geral vindos do Rio de Janeiro. O rádio comercial paulistano caminhava para a profissionalização de seus músicos e artistas, que lentamente ocupavam espaços cada vez mais amplos nas programações diárias.409
Assim,
[a]s rádios também se viam obrigadas a contratar maestros, arranjadores e instrumentistas, para formar e dirigir suas próprias orquestras. Um número expressivo de músicos com formação erudita e/ou arranjadores de música popular
405 KRAFT, apr. 1994, p. 294. 406 Ibid. 407 MORAES, 2000, p. 49. 408 Ibid., p. 51. 409 Ibid., p. 59.
começavam a integrar o quadro de funcionários das emissoras e a sobreviver dos salários que estas lhes pagavam.410
O mesmo acontecia em outras cidades brasileiras, inclusive Porto Alegre. As emissoras Difusora e Farroupilha, estabelecidas nessa cidade em 1934 e 1935, respectivamente, ao serem inauguradas seguem o modelo das emissoras do centro do país:
[J]á possuem um cast próprio organizado com orquestras e conjuntos musicais mais ou menos fixos. Acertam, ainda, contratos de um a três meses com intérpretes que se destaquem nos bares, confeitarias e casas noturnas porto- alegrenses. Há, também, uma constante tentativa de apresentar novas atrações, sejam artistas descobertos entre os valores locais ou importados das coirmãs do Rio de Janeiro e São Paulo.411
Apesar da intensa programação ao vivo das rádios a partir da virada da década de 1920 para a de 1930, é preciso observar que também a fonografia nesse período conhece grande avanço, com a implementação do sistema elétrico de gravação no país, em 1927. Passa a haver uma intensa relação dasà e p esasà fo og fi asà o à asà e isso asà adiof i as,à poisà asà p i ei asà passa à aà e à ueà oà sucesso da venda de discos e de aparelhos leitores dependia tanto da posse de novas tecnologias quanto da explo aç oà o e ialà deà u à e adoà usi alà aisà ouà e osà u ifi ado .412
A título de e e plo,àduasàg a ado asàp ese tesà oàpaís,àaàColu iaàeàaàVi to ,à o eça a àaà ealiza àg a aç esà oàB asilàaliadasàaàdoisàg a desà o glo e adosà adiof i os ,àte doà o s i cia de que enquanto o dioà oàseàfi asseà o oàdifuso àdaà ha adaà si aàpopula ,àoà e adoàfo og fi oà asilei oà te iaàdifi uldadesàpa aàseàe pa di àai daà ais .413
Essas variáveis delineiam um novo momento para a profissionalização dos músicos, que se estenderia pelas décadas seguintes, até pelo menos a chegada da televisão, na década de 1950. Como, porém, o período de interesse para esse trabalho abarca a fase amadora do rádio, pré- comercial, em que os músicos ainda não têm o horizonte de serem contratados para as grandes orquestras das rádios, parece suficiente mencionar o quadro acima esboçado. Veja-se que a Rádio Farroupilha de Porto Alegre, por exemplo, ao ser fundada em 1935 já inicia suas transmissões com u àele oàdeà si osà o t atados,à eu idos na Orquestra Internacional, na Orquestra Típica e no
410 MORAES, 2000, p. 90. 411
FERRARETO, 2002, p. 153, grifos do autor.
412 GONÇALVES, 2006, p. 93. É interessante a observação da autora de que, no Brasil, ao contrário de nos
Estados Unidos, a gravação elétrica não foi uma resposta da fonografia à amplificação elétrica dos aparelhos de rádio. Aqui, as transformações foram mais rápidas e precipitadas, e não foram precedidas pelo desenvolvimento da indústria radiofônica. (Ibid., p. 94).
Co ju toàdeàJazz .414 Ao completar dois anos de vida, a emissora ainda ganharia uma Orquestra de
Salão e uma Regional.415
Figura 7 – O estúdio da Rádio Sociedade Gaúcha, em Porto Alegre.
(A RÁDIO Gaúcha na hora presente. Correio do Povo, Porto Alegre, 9 out. 1934).
Assim, a partir da década de 1930 as possibilidades de emprego para os músicos serão bastante diferentes, ou em outra escala, das que foram apresentadas até então. Fica adequado, portanto, se parar a exposição por aqui. É hora de mergulhar no específico.
414 FERRARETO, 2002, p. 131. 415 Ibid., p. 136.