YENĐLENEBĐLĐR ENERJĐ KAYNAKLARI AÇISINDAN TÜRKĐYE VE AVRUPA BĐRLĐĞĐ KARŞILAŞTIRMAS
V. Enerji Sempozyumu (21-23.12.2005, Ankara) Bildiriler Kitabı, TMMOB EMO Yayınları,
3.5. TÜRKĐYE VE AVRUPA BĐRLĐĞĐ’NĐN YENĐLENEBĐLĐR ENERJĐ KAYNAKLARI POTANSĐYELĐ VE KULLANIM
3.5.1. Türkiye ve Avrupa Birliği’nin Yenilenebilir Enerji Kaynakları Potansiyel
3.5.1.4. Türkiye ve Avrupa Birliği’nin Jeotermal Enerji Potansiyel
O uso de oocistos esporulados de N. caninum, via oral em cães, não causou infecção patente com produção de oocistos, entretanto a formação de anticorpos parece ter sido dose dependente.
Este foi o primeiro estudo com este objetivo.
Para a obtenção dos oocistos utilizados no estudo, cérebros de búfalos soropositivos para N. caninum serviram como inóculos. Estes búfalos se mostraram bons doadores como observado por Rodrigues et al. (2004).
Dos três cães utilizados para obtenção de oocistos, dois foram imunossuprimidos e destes, um veio à óbito e o outro eliminou oocistos nas fezes por 10 dias. Esses três cães eram animais jovens, com aproximadamente 60 dias de idade nos quais a infecção pelo N. caninum associada à imunossupressão e a presença de infecção concomitante por outros parasitos (Cystoisospora canis, C. ohioensis e Giardia spp), provavelmente foram a causa do óbito de um dos cães.
O cão que não recebeu tratamento imunossupressor não eliminou oocistos durante os 30 dias de observação. Lindsay et al. (1999) utilizaram dois cães em infecção experimental com cistos de N. caninum sendo que um deles foi imunossuprimido. Estes cães receberam cérebro de camundongos e observou-se a eliminação de oocistos nas fezes. O cão que recebeu o tratamento imunossupressor eliminou oocistos por mais tempo, do 5º ao 10º dia pós infecção (dpi) e no 17ºdpi, e em maior quantidade (cerca de 4,5x106 oocistos). O cão que não recebeu tal tratamento, eliminou oocistos em apenas dois momentos, no 6º e no 9ºdpi e, em ambos os momentos, poucos oocistos. Assim, como observado no presente estudo, o tratamento imunossupressor é indicado quando se necessita de uma grande quantidade de oocistos de N. caninum.
O período pré patente de oito dias, observado neste estudo, está em concordância com trabalhos de infecção experimental em cães (GONDIM et al., 2002; McALLISTER et al., 1998; LINDSAY et al., 1999; RODRIGUES et al., 2004). A quantidade de oocistos eliminada pelo cão durante os 10 dias foi de aproximadamente 80.000 oocistos. Rodrigues et al. (2004) também infectaram cães com cérebro de búfalos e estes eliminaram oocistos em quantidade que variou de 20.000 a 800.000 oocistos. Os cães eram jovens, porém não imunossuprimidos.
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A utilização de cães jovens em infecções experimentais com N. caninum para a obtenção de oocistos já foi relatada por Gondim et al. (2005), mostrando que estes eliminam mais oocistos que os animais adultos sendo também importante o uso de cães jovens para tal finalidade.
Os oocistos observados nas fezes dos cães doadores, por serem morfologicamente similares, foram diagnosticados como sendo Neospora-Hammondia (DUBEY, 1999; DUBEY et al., 2002; SCHARES et al., 2001). Assim, amostras foram analisadas, por dia de eliminação, pela PCR-RFLP, método que os identificou como sendo N. caninum. Só então um pool destes oocistos foi realizado para compor o inóculo utilizado no presente estudo.
Gerbilos foram utilizados para testar a viabilidade destes oocistos. Dubey e Lindsay (2000) demonstraram ser essa espécie animal um bom modelo de infecção oral com oocistos e vários outros estudos já os utilizaram com tal finalidade. Ramamoorthy et al. (2005) realizaram um estudo de infecção experimental em gerbilos com diferentes doses de taquizoítos de N. caninum inoculados intraperitonealmente, de 1x106 a 5x106, sendo os gerbilos observados durante 20 dias. Todos tornaram-se menos ativos ao redor do 4º a 5ºdpi e todos os gerbilos do grupo infectado com 5x106 taquizoítos morreram entre o 7º e 10ºdpi. Dubey et al. (2007) inocularam gerbilos com tecido nervoso de cães naturalmente infectados e estes apresentaram soroconversão, porém não foram observados cistos teciduais quando os gerbilos foram eutanasiados três meses após a infecção. Resultado semelhante foi encontrado por Basso et al. (2001) que infectaram três gerbilos com oocistos de N. caninum, via oral, e imunossuprimiram dois deles. Apenas um dos gerbilos imunossuprimidos apresentou cistos no cérebro.
Kang et al. (2009) realizaram um estudo infectando gerbilos com taquizoítos de N.
caninum (de 5x101 a 4x107 taquizoítos), intraperitonealmente, e determinaram a distribuição
tecidual e as lesões histológicas nos gerbilos infectados num período de horas a até nove dias pós infecção. Através dos resultados da PCR observaram que o cérebro foi o último órgão a ser invadido pelo parasito, e que estes inicialmente penetram no fígado, baço e rim e, subsequentemente, espalham-se para órgãos adjacentes. As lesões histológicas foram observadas apenas no fígado e no baço. Assim, a inclusão desses órgãos juntamente com o cérebro, na pesquisa do parasito, é medida recomendada.
A infecção dos cães e dos gerbilos foi feita simultaneamente e com o mesmo inóculo, pois o tempo de observação da infecção nos roedores é de, no mínimo, oito semanas e os oocistos poderiam não estar apresentando a mesma viabilidade após este período. O encontro
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de anticorpos séricos, seja pela RIFI ou pelo WB e de DNA, pela PCR em tempo real dos tecidos dos gerbilos, confirmaram a viabilidade dos oocistos de N. caninum utilizados como inóculos. Entretanto, cistos de N. caninum não foram observados nos cérebros desses animais semelhante ao observado em outros estudos (DUBEY et al., 2007; BASSO et al., 2001)
Uma explicação para o não encontro de cistos teciduais pode ser a quantidade de tecido examinada, mesmo utilizando três alíquotas para cada gerbilo a amostra ainda é reduzida. Dubey (1988) avalia que deva existir um cisto de T. gondii por 50g de tecido em grandes animais, entretanto para N. caninum este dado não é conhecido, podendo ser ainda menor, visto que cistos desse agente são pouco observados em órgãos que não o sistema nervoso central. Com T. gondii sabe-se que a cepa pode ser mais ou menos formadora de cistos e este fato também pode ocorrer com N. caninum. Mesmo com o resultado negativo no exame direto, recomenda-se que se realize esta pesquisa no tecido nervoso uma vez que em alguns estudos, com esses animais, cistos foram encontrados e auxiliam muito na confirmação do diagnóstico (GONDIM et al., 2001; PENA et al., 2007).
A pesquisa de DNA do N. caninum pela PCR em tempo real mostrou-se sensível na detecção do agente no cérebro dos gerbilos infectados com oocistos, porém não teve o mesmo sucesso em relação ao coração. Dubey et al. (1998) analisaram amostras de tecido (cérebro e músculo) de cães infectados naturalmente e ambos foram positivos pela PCR. De Marez et al. (1999) detectaram DNA no cérebro e medula de bezerros infectados, mas o mesmo tecido analisado em duplicata foi positivo em uma reação e negativo em outra. Trees et al. (2002) realizaram um pool de tecidos (cérebro e coração) das vacas infectadas e detectaram a presença do parasito, também pela PCR.
O uso da IHQ para detecção de DNA nos tecidos dos gerbilos inoculados com oocistos mostrou ser esta técnica de baixa sensibilidade. Como o agente é pesquisado em tecidos e apenas uma pequena quantidade é analisada, os cistos podem não estar presentes nessas amostras. Rosa et al. (2001) demonstraram que caprinos infectados experimentalmente com T. gondii e com diagnóstico da infecção confirmado por provas sorológicas e biológicas e, inclusive, com sintomatologia clínica de toxoplasmose nos animais, não conseguiram encontrar o agente pela técnica de IHQ.
Não há lesões patognomônicas de neosporose. Embora o diagnóstico presuntivo possa ser feito pelo exame de seções de cortes histológicos corados com hematoxilina e eosina (HE), a IHQ é necessária porque há poucos parasitos presentes nos tecidos e muitas vezes não visíveis no HE. Raramente há parasitos de N. caninum em número suficiente em cada corte
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histológico, portanto, a sensibilidade da técnica para detectar o parasito nos tecidos é baixa (DUBEY, 1999). Cérebro, coração, fígado, placenta e sangue são as melhores amostras para diagnóstico e este aumenta se múltiplos tecidos são examinados em conjunto (DUBEY, 2003).
As técnicas sorológicas (RIFI e WB) mostraram-se úteis com resultados semelhantes, sendo que o WB foi utilizado como confirmatório da RIFI, tanto para os gerbilos como para os cães. Ambas as técnicas foram mais sensíveis que os outros métodos utilizados (PCR, IHQ e exame direto).
Os achados deste estudo com infecção de cães com oocistos de N. caninum não foram similares ao que ocorre com T. gondii. A ingestão de oocistos esporulados de T. gondii, pelos gatos, é capaz de produzir infecção e consequentemente a eliminação de oocistos nas fezes. O período pré patente é maior (18 dias ou mais) e um pequeno número de gatos eliminam esses oocistos e em um número reduzido. Estes achados foram observados por Dubey (2006) que infectou 29 gatos com oocistos, via oral, com doses variando de 101 a 106, e apenas um gato (3,44%), que recebeu a dose de 103, eliminou oocistos nas fezes e o período pré patente foi de 23 dias. Assim, oocistos de T. gondii não são patogênicos para os gatos, mas são para camundongos. Todos os gatos que receberam a maior dose soroconverteram sugerindo que a infectividade dos oocistos de T. gondii foi dose dependente e que o período pré patente depende do estágio e não da dose do parasito.
Assim, para T. gondii e N. caninum como em outros coccídeos formadores de cistos (como Sarcocystis cruzi), a forma mais eficiente de transmissão do agente é pelo carnivorismo quando o hospedeiro definitivo ingere cistos teciduais contendo bradizoítos (DUBEY et al., 2001; 2006).
No presente estudo os cães receberam doses variando de 103 a 104 oocistos e apenas
os cães que receberam 104 oocistos soroconverteram. Esta dose foi considerada alta, uma vez que cães natural ou experimentalmente infectados eliminam poucos oocistos nas fezes (BASSO et al., 2001, 2008; McGARRY et al., 2003; McINNES et al., 2006; SCHARES et al., 2005; SLAPETA et al., 2002) e, como visto com T. gondii, uma dose de 103 oocistos foi
capaz de produzir infecção em um gato. Sabe-se que em gerbilos uma dose de 103 oocistos de N. caninum foi capaz de causar a infecção e a morte entre seis e 13 dpi (DUBEY e
LINDSAY, 2000). De Marez et al. (1999) infectaram bezerros com oocistos de N. caninum (104 e 105) e todos soroconverteram quatro semanas p.i e DNA foi detectado pela PCR. Trees et al. (2002) infectaram vacas prenhes com 600 oocistos de N. caninum; esta dose foi
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suficiente para infectar esses animais, confirmado pela PCR e pela soroconversão três semanas p.i., porém não foi capaz de causar aborto e não houve evidência de transmissão transplacentária.
Sabe-se que a ausência de anticorpos não significa que o cão esteja livre da infecção. Cães infectados experimentalmente podem eliminar oocistos sem apresentarem soroconversão (DIJKSTRA et al., 2001; LINDSAY et al., 1999; RODRIGUES et al., 2004; SCHARES et al., 2001) e já foi observada a formação de anticorpo em cães em intervalo superior a sete meses (GONDIM et al., 2002).
Pela predileção do parasito pelo sistema nervoso e sabendo-se ser o gerbilo um modelo biológico útil na pesquisa do N. caninum, optou-se por realizar bioensaio em gerbilo com o cérebro de um cão que soroconverteu e com o cérebro de outro cão soronegativo. Também foi realizada a PCR (Nc5) e a IHQ, tanto do cérebro como de outros tecidos (músculo, linfonodo, fígado, pulmão, coração e medula) desses cães. Mais uma vez os resultados foram negativos, confirmando a não infecção de cães com oocistos esporulados de
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6 CONCLUSÃO
Oocistos esporulados e viáveis de N. caninum não causaram infecção com produção de oocistos em cães, entretanto foram capazes de promover a formação de anticorpos quando a dose do inóculo foi de 104 oocistos esporulados.
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