EKONOMİSİNDE KAYIT DIŞI EKONOMİNİN TAHMİN EDİLMESİ 1
4. Türkiye Ekonomisinde Kayıt Dışı Ekonomi Tahmini: Parasal Yöntemler
autoaplicáveis a toda categoria representada pelos sindicatos signatários.
Esse princípio, previsto no artigo 611, da CLT, não é integralmente aplicado, podendo-se constatar, ao menos, duas situações que o contradizem.
3.2.1 As Convenções Coletivas de Categorias Diferenciadas
Constitui categoria diferenciada aquela formada por empregados que, devido à existência de estatuto que regule sua profissão ou em virtude de condições de vida singulares, se aglutinam.
Diferentemente dos empregados em geral, que são representados pelo sindicato de trabalhadores relacionado à atividade econômica do empregador, os integrantes de categorias diferenciadas são representados pelas entidades sindicais relativas àquelas profissões específicas.
Essa peculiaridade denota que as categorias diferenciadas são exceção à regra geral, já que o ramo econômico de seu empregador não tem qualquer influência na representação sindical dos trabalhadores, que são representados pela entidade específica daquela profissão.
No entanto, essa situação acaba por criar nova incoerência sistêmica no tocante ao princípio da autoaplicação da convenção coletiva de trabalho.
Isso porque, em linhas gerais, o sindicato da categoria profissional diferenciada não realiza negociação coletiva com todas as entidades sindicais patronais, muito embora muitas dessas profissões tenham trabalhadores alocados em empresas que desenvolvem todos os tipos de atividade econômica.
Diante disso, seria o empregador obrigado a observar condições de trabalho firmadas em norma coletiva resultante de uma negociação da qual não participou?
A resposta a esta indagação foi oferecida pelo Tribunal Superior do Trabalho, que editou a Súmula nº 374:
NORMA COLETIVA. CATEGORIA DIFERENCIADA. ABRANGÊNCIA. Empregado integrante de categoria profissional diferenciada não tem o direito de haver de seu empregador vantagens previstas em instrumento coletivo no qual a empresa não foi representada por órgão de classe de sua categoria.
Os acórdãos precedentes que originaram o entendimento pacificado da Súmula nº 374 destacam que “[...] o simples fato de o trabalhador ser integrante de
uma categoria diferenciada não basta, por si só, para gerar obrigações a uma empresa que não foi suscitada em dissídio coletivo pelo sindicato profissional” e que “[...] os acordos e convenções coletivas vinculam as partes signatárias”.98
Com efeito, a norma coletiva é espécie de contrato e, como tal, não se aplicam àqueles que não são seus signatários, conforme princípio res inter alios acta
aliis nec nocet nec prodest.99
Aos olhos do Direito Sindical, no entanto, questiona-se a efetividade da representatividade dos sindicatos de categorias profissionais, na medida em que as condições de trabalho conquistadas via negociação coletiva não aproveitam boa parte dos trabalhadores.
E justamente por essa razão nos parece que esta exceção ao princípio da autoaplicação das convenções coletivas de trabalho constitui incoerência sistêmica: de um lado tem-se a reunião da categoria diferenciada, melhor expressão da
identidade mencionada nos parágrafos 1º, 2º e 4º, do artigo 511, da CLT, e, de
outro, a possibilidade de inobservância de condições peculiares de trabalho estabelecidas em norma coletiva.
Vale lembrar que, pelo mesmo princípio contratual, os trabalhadores integrantes de categoria diferenciada não poderiam exigir que a norma coletiva firmada por sindicatos que não os representam lhes beneficiassem. Poderiam ficar, assim, desamparados em matéria de condições de trabalho estabelecidas por convenção coletiva.
98Acórdão nº 3627/1997, relatado pelo Min. Leonaldo Silva, publicado em 12.09.1997. Disponível em: <http://www3.tst.jus.br/jurisprudencia/Sumulas_com_indice/Sumulas_Ind_351_400.html#SUM-374>. Acesso em: 7 ago. 2015.
De toda forma, tal contradição é reforçada pelo comodismo e inércia dos sindicatos, sendo que a prerrogativa de defender o interesse de seus representados permanece inabalada. Caberia aos sindicatos de categorias diferenciadas suscitar a negociação coletiva com os demais sindicatos patronais ou empresas de outros ramos econômicos.
3.2.2 As Contribuições Confederativas
A contribuição confederativa é fonte de custeio do sistema sindical prevista no inciso IV, do artigo 8º, da Constituição Federal:
IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei.
Da análise da redação do inciso, impende interpretar que esta contribuição é adicional à sindical compulsória prevista no artigo 579, da CLT, tendo como objetivo custear o sistema confederativo e devendo ser fixada em assembleia geral.
Embora o mandamento constitucional afirme que a assembleia fixará a contribuição, dando a impressão de que a contribuição depende apenas de uma decisão assemblear, muito se discute se esse artigo é autoexecutável ou tem eficácia limitada.
E nesse ponto, boa parte da doutrina entende pela necessidade de que lei ordinária venha a regular a contribuição confederativa. Nesse sentido Sérgio Pinto Martins:
É preciso ser feita a interpretação sistemática da Constituição para analisar a auto-aplicabilidade do citado preceito constitucional, observando que ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo a não ser em virtude de lei: o consagrado princípio da legalidade (art. 5º, II, da Lei Fundamental), pois uma pessoa não está obrigada a cumprir certa obrigação que não for decorrente de lei ou de vontade dela própria, como ocorre no contrato. Assim, a contribuição confederativa deve ser determinada por lei, não podendo ser exigida, à primeira vista, apenas pela fixação do quantum na assembléia sindical. Daí a necessidade de uma norma legal para a exigência da referida contribuição.100
100MARTINS, Sérgio Pinto. Contribuições sindicais: direito comparado e internacional; contribuições assistencial, confederativa e sindical. São Paulo: Atlas, 2001. p. 98.
No mesmo sentido Arnaldo Süssekind:
Sempre entendemos que o preceito constitucional concernente à contribuição confederativa não é auto-aplicável. Se esse poder tributário anômalo outorgado aos sindicatos pudesse ser exercido sem a observância de condições e parâmetros estatuídos em lei (cumpre não confundir autonomia sindical com soberania, que é prerrogativa do Estado), certo é que as respectivas assembléias gerais poderiam, por exemplo, fixar contribuição em um dia de salário por mês e, do produto arrecadado, destinar apenas 1% à federação do grupo e 0,5% à correspondentes da confederação. Esse exemplo pode figurar um absurdo; mas, precisamente porque absurdo, evidencia que o preceito não deve ser tido como de eficácia plena e imediata.101
Esse entendimento foi compartilhado pelos Tribunais, tendo sido pacificado pela Súmula nº 666 do Supremo Tribunal Federal: “[...] a contribuição confederativa
de que trata o art. 8º, IV, da Constituição, só é exigível dos filiados ao sindicato respectivo”.
Seus precedentes apontam como principal argumento o fato de que a contribuição confederativa, por não ser imposta por lei, não apresenta a mesma natureza tributária da contribuição sindical.
Por essa razão, não se reveste de caráter compulsório, sendo devida apenas por aqueles que a estabeleceram: os associados em assembleia, na forma do inciso IV, do artigo 8º constitucional.102
Esse entendimento esposado pela Súmula nº 666 do Supremo Tribunal Federal foi ratificado em 11 de março de 2015, com a sua conversão na Súmula Vinculante nº 40, de idêntica redação. Tornou-se inquestionável, portanto, que a contribuição confederativa só é exigível aos filiados do sindicato.
Pacificada essa questão, a incoerência sistêmica sobre o tema se configura a partir da constatação de que a contribuição confederativa, na maioria das vezes, não é apenas fixada por assembleia geral, mas é estabelecida por cláusula de convenção coletiva de trabalho.
Daí advém a problemática: se, a teor do artigo 611, da CLT, as convenções coletivas são aplicáveis, no âmbito das respectivas representações, às relações
individuais de trabalho, deve a cláusula que fixa a contribuição confederativa seguir
101SÜSSEKIND, Arnaldo. Direito constitucional do trabalho. Rio de Janeiro: Renovar, 2001. p. 405. 102Acórdão em Recurso Extraordinário nº 198092-3, de relatoria do Ministro Carlos Velloso.
Disponível em: <http://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=AC&docID=235926>. Acesso em: 6 ago. 2015.
essa regra e ser autoaplicável? Ou a assembleia geral de associados pode somente estipular condições econômicas e sociais que serão aplicáveis a não filiados?
Em relação a essa polêmica, acredita-se que não é possível escolher a dedo quais as cláusulas da convenção coletiva serão aplicáveis a toda a categoria e quais se aplicam apenas aos filiados, a menos, é claro, que o próprio instrumento coletivo estabeleça tal distinção.
Afinal, da própria definição legal da convenção coletiva impende à conclusão de que sua aplicação abrange toda a categoria, constituindo uma construção contraditória afirmar que a cláusula de contribuição confederativa não é abarcada por essa propriedade.
Assim, se a contribuição confederativa é prevista em norma coletiva e determina a todos o seu recolhimento, essa condição deveria ser cumprida integralmente.
De toda a forma, o Tribunal Superior do Trabalho indicou seu posicionamento, pacificando entendimento pelo Precedente Normativo nº 119:
PRECEDENTE NORMATIVO Nº 119 CONTRIBUIÇÕES SINDICAIS - INOBSERVÂNCIA DE PRECEITOS CONSTITUCIONAIS
A Constituição da República, em seus arts. 5º, XX e 8º, V, assegura o direito de livre associação e sindicalização. É ofensiva a essa modalidade de liberdade cláusula constante de acordo, convenção coletiva ou sentença normativa estabelecendo contribuição em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo, assistencial, revigoramento ou fortalecimento sindical e outras da mesma espécie, obrigando trabalhadores não sindicalizados. Sendo nulas as estipulações que inobservem tal restrição, tornam-se passíveis de devolução os valores irregularmente descontados.
Embora possa parecer inconsistente a pressuposição de nulidade de espécie de cláusula normativa, fato é que o Tribunal Superior do Trabalho estabeleceu que a cláusula de contribuição confederativa será válida apenas se distinguir a exigibilidade de seu pagamento apenas aos filiados do sindicato.
E mais, declarando que os valores descontados do não filiado são passíveis de restituição, impôs aos empregadores a difícil missão de escolher entre descumprir a convenção coletiva ou realizar os descontos com base em cláusula pressupostamente entendida como nula.
Trata-se, assim, de incoerência sistêmica que não sugere solução satisfatória, cabendo ao empregador entre o possível endurecimento da sua relação com o
sindicato de classe em decorrência do não recolhimento das contribuições e o risco financeiro de ter de devolver valores descontados “indevidamente”.