KALKINMACI MERKEZ BANKACILIĞI YAKLAŞIMI: ARJANTİN VE BANGLADEŞ
3. Kalkınmacı Merkez Bankacılığının Kökeni ve Gelişimi
O ano de 1930 foi marcado pela revolução que colocou Getúlio Vargas provisoriamente no poder.
38PINTO, José Augusto Rodrigues. Direito sindical e coletivo do trabalho. São Paulo: LTr, 2002. p. 66.
39RUSSOMANO, Mozart Victor. Curso de direito do trabalho. Rio de Janeiro: José Konfino, 1972. p 504.
No ano seguinte, editou-se o Decreto nº 19.770, que deu o primeiro sinal do intervencionismo estatal em relação aos sindicatos.
Nota-se de seus artigos 1º e 2º a estipulação de algumas regras para a instituição dos sindicatos, destacando-se a imposição de número mínimo de trinta associados e, principalmente, o reconhecimento de sua personalidade jurídica apenas após a aprovação do seu estatuto social pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio:
Art. 1º Terão os seus direitos e deveres regulados pelo presente decreto, podendo defender, perante o Governo da Republica e por intermedio do Ministerio do Trabalho, Industria e Commercio, os seus interesses de ordem economica, juridica, hygienica e cultural, todas as classes patronaes e operarias, que, no território nacional, exercerem profissões identicas, similares ou connexas, e que se organisarem em sindicatos, independentes entre si, mas subordinada a sua constituição ás seguintes condições: a) reunião de, pelo menos, 30 associados de ambos os sexos, maiores de 18 annos;
b) maioria, na totalidade dos associados, de dois terços, no minimo, de brasileiros natos ou naturalisados;
c) exercício dos cargos de administração e de representação, confiado á maioria de brasileiros natos ou naturalisados com 10 annos, no mínimo, de residencia no paiz, só podendo ser admittidos estrangeiros em numero nunca superior a um terço e com residencia effectiva no Brasil de, pelo menos, 20 annos;
d) mandato annual em taes cargos, sem direito a reeleição;
e) gratuidade absoluta dos serviços de administração, não podendo os directores, como os representantes dos syndicatos, das federações e das confederações, accumular os seus cargos com os que forem remunerados por qualquer associação de classe;
f) abstenção, no seio das organisações syndicaes, de toda e qualquer propaganda de ideologias sectarias, de caracter social, politico ou religioso, bem como de candidaturas a cargos electivos, extranhos á natureza e finalidade das associações.
Art. 2º Constituidos os syndicatos de accordo com o artigo 1º, exige-se, para serem reconhecidos pelo Ministério do Trabalho, Industria e Commercio e adquirirem, assim, personalidade Juridica, tenham approvados pelo Ministerio os seus estatutos, acompanhados de copia authentica da acta de installação e de uma relação do numero de socios, com os respectivos nomes, profissão, edade, estado civil, nacionalidade, residencia e logares ou emprezas onde exercerem a sua actividade profissional.
§ 1º Dos estatutos devem expressamente constar: os fins da associação; o processo de escolha, as attribuições e os motivos de perda de mandato dos seus directores; os direitos e deveres dos socios, a f6rma de constituição e administração do patrimonio social; o destino que se deve dar a este, quando por exclusiva deliberação dos socios, se dissolver a associação; as condições em que esta se extinguirá, além de outras normas de fundamento.
§ 2º As alterações introduzidas nos estatutos não vigorarão emquanto não forem approvadas pelo ministro do Trabalho, Industria e Commercio.
Relevante constatar, ainda, que, seguindo os passos do Decreto nº 1.637 de 1907, este manifestou que a constituição dos sindicatos era facultada às classes patronais e operárias que exercessem profissões idênticas, similares ou conexas, o que pode ser considerado uma primeira ratificação legislativa do conceito de categoria.
Mozart Victor Russomano não coaduna com a noção de que o Decreto de 1931 representou os primeiros movimentos de intervencionismo estatal, destacando que seus artigos seguiam as tendências liberalistas da época, adotando-se um regime de pluralidade sindical.40
Não há no Decreto nº 19.770 qualquer limitação expressa de criação de sindicatos em relação à base territorial. No entanto, seu artigo 9º dispôs que, havendo dois ou mais sindicatos relativos à mesma classe, seria reconhecido aquele que reunisse dois terços da classe ou, sucessivamente, o maior número de associados.
É possível entender essa questão como certa incongruência sistêmica, na medida em que, embora não expressasse qualquer proibição na constituição dos sindicatos, previa solução para o caso de existir mais de uma entidade da mesma classe. Na concepção de José Martins Catharino, consagrou-se um regime de
relativa pluralidade sindical.41
De toda maneira, independentemente dessa questão, entende-se que a imposição de requisitos para a constituição dos sindicatos, condições a serem atendidas em seus estatutos sociais e o reconhecimento de sua personalidade jurídica apenas após a aprovação de seus documentos pelo Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio demonstram um primeiro lampejo de intervenção estatal.
Antonio Ferreira Cesarino Junior, ao definir as peculiaridades do Decreto nº 19.777, afirma ter sido atribuído o controle estatal aos sindicatos:
Êste decreto estabeleceu a sindicalização das classes patronais, operárias e outras, como a dos trabalhadores por conta própria e profissionais liberais, com os seguintes característicos: unidade, neutralidade e nacionalidade dos sindicatos, e sua submissão a um certo controle do Estado.42
40RUSSOMANO, Mozart Victor. Curso de direito do trabalho. Rio de Janeiro: José Konfino, 1972. p. 504.
41CATHARINO, José Martins. Tratado elementar de direito sindical: doutrina, legislação. São Paulo: LTr, 1982. p. 48.
Alguns Decretos sucederam o de nº 1.637 de 1931, citando-se o de nº 21.761 de 1932 (que versou sobre a possibilidade da celebração de convenções coletivas de trabalho), e os Decretos nº 22.239 de 1932 e nº 23.611 de 1933, que revogaram aqueles considerados as primeiras leis sindicais brasileiras.
Nenhuma alteração substancial foi observada no sistema constituído pelo Decreto nº 19.770 de 1931, até que este foi expressamente revogado, no dia 12 de julho de 1934, pelo Decreto nº 24.694.
Quatro dias depois aprovou-se a Constituição de 1934, que trouxe importante inovação para o sistema sindical brasileiro: reconheceu em seu artigo 120, caput e parágrafo único, a pluralidade sindical e a completa autonomia dos sindicatos:
Art. 120. Os syndicatos e as associacções profissionaes serão reconhecidos de conformidade com a lei.
Paragrapho unico. A lei assegurará a pluralidade syndical e a completa autonomia dos syndicatos.
Tal fato merece amplo destaque por se tratar da primeira manifestação constitucional expressa de pluralidade e autonomia sindicais. Na prática, porém, são relatadas algumas críticas ao sistema implantado.
Afirma-se que o pluralismo de 1934 foi completamente ineficaz, enumerando que:
1) Não havia uma autonomia plena, destacando as limitações à organização sindical impostas pelo Decreto nº 24.694 de 1934.
2) Delegados do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio participavam das assembleias, o que feria a liberdade administrativa dos sindicatos.
3) O despreparo da classe trabalhadora para estimular e alimentar um sistema sindical livre de qualquer ingerência estatal.43
É de se ponderar, especificamente em relação à imaturidade da classe trabalhadora para incentivar esse novo modelo, que talvez não tenha havido tempo suficiente para que o sistema pluralista se assentasse e permitisse que se desenvolvesse o espírito coletivo em um plano de liberdade sindical.
Isso porque apenas três anos depois, com a aprovação da Constituição de 1937, um novo e paradoxal sistema sindical foi posto, o que inviabilizou um possível aprimoramento da atividade sindical sob a égide do pluralismo.
Consolidou-se, assim, um profundo intervencionismo estatal nos sindicatos, iniciando-se a fase corporativista do sistema sindical brasileiro.