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Arjantin ve Bangladeş’in Kalkınmacı Merkez Bankacılığı Uy- Uy-gulamaları

KALKINMACI MERKEZ BANKACILIĞI YAKLAŞIMI: ARJANTİN VE BANGLADEŞ

4. Arjantin ve Bangladeş’in Kalkınmacı Merkez Bankacılığı Uy- Uy-gulamaları

Embora a Constituição Federal tenha declarado em seu artigo 8º a liberdade de associação sindical, a ratificação da unicidade sindical criou um problema: como saber se já havia um sindicato representativo de uma categoria na mesma base territorial ou dirimir eventual discussão sobre o legítimo representante?

Muito se discutiu sobre a recepção parcial ou não dos artigos 518 a 520, da CLT, que dispõem sobre o reconhecimento da investidura sindical e a concessão da

carta sindical pelo Ministério do Trabalho. Como empregados e empresas saberiam

qual sindicato os representariam?

Sobre a questão Henrique Macedo Hinz54 leciona que, diante da liberdade à associação sindical, a simples fundação e registro de seu estatuto no competente cartório de pessoas jurídicas já é suficiente para que a entidade adquira

personalidade jurídica. A personalidade jurídica sindical, no entanto, só é constituída

após o registro da entidade junto ao órgão vinculado ao Estado.

Assim também entendeu o Tribunal Superior do Trabalho, que pacificou a questão pela edição da Orientação Jurisprudencial nº 15, de 27 de março de 1998, da Seção de Dissídios Coletivos daquela Corte:

15. SINDICATO. LEGITIMIDADE “AD PROCESSUM”.

IMPRESCINDIBILIDADE DO REGISTRO NO MINISTÉRIO DO

TRABALHO. A comprovação da legitimidade “ad processum” da entidade sindical se faz por seu registro no órgão competente do Ministério do Trabalho, mesmo após a promulgação da Constituição Federal de 1988.

Embora tal ponto tenha merecido muitos questionamentos sobre uma suposta interferência estatal nos sindicatos, em afronta ao artigo 8º caput e inciso I, da Constituição, não há mais dúvidas sobre a necessidade de registro junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Esse entendimento foi ratificado pelo Supremo Tribunal Federal (MI 144/SP, TP, ADInMC-1.121/RS), que “[...] considerou o registro sindical no Ministério do

Trabalho ato vinculado, subordinado apenas à verificação de pressupostos legais, e não de autorização ou de reconhecimento discricionários”.55

Por pressupostos legais, entenda-se o cumprimento de requisitos básicos como a efetiva intenção de determinada classe em fundar o sindicato, o atendimento

54HINZ, Henrique Macedo. Direito coletivo do trabalho. São Paulo: Saraiva, 2005. p. 41. 55Ibid., p. 42.

a requisitos próprios para que qualquer entidade possa ter personalidade jurídica (estatuto social, documentação formal, capacidade civil dos seus representantes, etc.) e, principalmente, a observância do princípio da unicidade sindical.

Esse último quesito é a razão da necessidade do registro dos sindicatos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.

O Supremo Tribunal Federal reconheceu essa questão pela edição da Súmula nº 677, de 24 de setembro de 2003, que também ratificou a competência do Ministério do Trabalho para registrar os sindicatos:

Súmula 677. ATÉ QUE LEI VENHA A DISPOR A RESPEITO, INCUMBE AO MINISTÉRIO DO TRABALHO PROCEDER AO REGISTRO DAS ENTIDADES SINDICAIS E ZELAR PELA OBSERVÂNCIA DO PRINCÍPIO DA UNICIDADE.

A Portaria nº 326/2013 do Ministério do Trabalho regula atualmente o registro dos sindicatos. A análise do seu teor demonstra que, de fato, a principal preocupação para que se outorgue o registro é o cumprimento do princípio da

unicidade sindical.

Corroborando com a interpretação da expressão pressupostos legais, mencionada acima, seu artigo 3º enumera os documentos formais que devem ser protocolados junto ao Ministério do Trabalho pela entidade que pretende receber o registro.

A mera enumeração dos documentos a serem protocolados leva ao entendimento de que o registro é unicamente um ato formal, uma vez que atribui ao Ministério do Trabalho tão somente a análise a fim de resguardar a observância da

unicidade sindical.

Essa lógica se apresenta ao se analisar o artigo 25 da Portaria, que dispõe de forma transparente que, identificados os pressupostos legais e verificando-se a inexistência de sindicato previamente registrado representativo daquela categoria na mesma base territorial, o pedido de registro será deferido pelo Secretário de Relações de Trabalho.

A ausência de interveniência estatal na liberdade de associação pode ser constatada na Seção IV, “Da Solução de Conflitos: no caso de embate de representação entre mais de uma entidade”, o Ministério do Trabalho será mediador, de modo a “[...] coordenar as reuniões e discussões entre os interessados, buscando

Não havendo acordo entre os interessados, o parágrafo 9º do artigo 23 apresenta a solução: a entidade que requereu o registro terá seu pedido indeferido, prestigiando-se aquela que foi agraciada com a personalidade jurídica sindical por registro anterior:

Art. 23 Os representantes legais das entidades conflitantes serão notificados, com antecedência mínima de quinze dias da data da reunião, na forma do § 3º do art. 26 da Lei nº 9.784, de 1999, para comparecimento na reunião destinada à mediação, que será realizada no âmbito da SRT ou da SRTE da sede da entidade impugnada.

§ 9º Não havendo acordo, a CGRS analisará o possível conflito diante das alegações formuladas na impugnação apresentada e submeterá a questão à decisão do Secretário de Relações do Trabalho que, se reconhecer a existência de conflito, indeferirá o registro da representação conflitante.

Relevante perceber, também, que a Portaria faz referência expressa à possibilidade de dissociação ou desmembramento dos sindicatos, reconhecendo, em corolário da liberdade de associação e autonomia sindicais, a possibilidade de criação de sindicatos mais específicos ou de base territorial menor, ainda que antes atinentes a entidades de representatividade mais abrangentes.56

De toda maneira, evidencia-se o caráter de ato vinculado da concessão do registro sindical pelo Ministério do Trabalho.

Nesse contexto, conclui-se que a lógica adotada pela Portaria nº 326/2013 permite a liberdade de constituição de sindicatos nos exatos ditames legislativos, não prevendo possibilidade ao Ministério do Trabalho exercer qualquer limitação valorativa.

Sua participação se dá apenas no caso de impugnação ao pedido de registro do sindicato, permitindo à entidade sindical ratificar o desmembramento ou dissociação.

Por fim, a negativa de registro em prestígio ao sindicato anterior decorre da interpretação sistêmica da organização sindical sob o princípio da unicidade, traduzindo o motivo pelo qual a necessidade de registro junto ao Ministério do Trabalho persiste.

56

“Art. 41 Na hipótese de dissociação e/ou de desmembramento, os editais a que se refere esta Portaria deverão expressar tal interesse, com a indicação do CNPJ e da razão social de todas as entidades atingidas.

I - Considera-se dissociação o processo pelo qual uma entidade sindical com representação de categoria mais específica se forma a partir de entidade sindical com representação de categorias ecléticas, similares ou conexas;

II - Será considerado desmembramento, o destacamento da base territorial de sindicato preexistente”.