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Türkiye’de Girişimciliğe Mali Destek Sağlayan Kurum ve

3. GİRİŞİMCİLİK VE TURİZM GİRİŞİMCİLİĞİ

3.10. Türkiye’de Girişimciliğe Mali Destek Sağlayan Kurum ve

A filosofia de Peirce, assim como a de James e a de Dewey, é baseada em um ponto de vista empirista que rejeita todos os tipos de dualismo. Segundo o empirismo, todo conhecimento é proveniente de eventos da experiência visual, auditiva, gustativa, olfativa e tátil que o ser humano tem do mundo por meio do uso dos sentidos (SHOOK, 2002).

O empirismo pragmático não era dualista, pois o pragamatismo negava que a experiência humana se desse fora do mundo natural. Já o empirismo dualista, ao contrário, defende que o ser humano experiencia apenas o mundo interno de ideias que existe em nossa mente, no qual estão contidas as cores, sons e todas as outras sensações. Segundo esse empirismo dualista, pode-se comparar ideias com outras ideias mas o mundo externo não pode ser visto, ouvido nem sentido pelo paladar ou tato (SHOOK, 2002).

Peirce nunca se tentou a aceitar esse empirismo dualista pois, em primeiro lugar sua filosofia seguia o idealismo kantiano que tinha bons argumentos contra esse empirismo; em segundo, sua formação científica o levava a se questionar como suas posições filosóficas poderiam ajudá-lo a compreender o conhecimento adquirido pela ciência. Por conseguinte, pode-se abandonar o dualismo de duas formas: a primeira é confessando que é possível experienciar diretamente objetos externos e a segunda é concluindo que as ideias que experenciamos são a única realidade existente (SHOOK, 2002). Peirce também não foi um empirista metafísico, cuja filosofia é denominada “positivismo” que afirma que o único conhecimento que a ciência pode estabelecer é o conhecimento sobre o modo como o mundo é experenciado. Segundo o positivismo, qualquer termo que tente se referir a algo que nunca poderá ser experienciado necessita obrigatoriamente de sentido e deve ser excluído da ciência. O positivismo rejeita qualquer tipo de observação indireta, sendo que estas não devem ser levadas em

conta pela ciência visto que são de origem primitiva e religiosa. Para Peirce, o positivismo apenas destruía o progresso científico (SHOOK, 2002).

Segundo Peirce, para ocorrer progresso científico, é necessário que os cientistas tenham a habilidade de postular sobre coisas não-observáveis, com o objeto de explicar os padrões observáveis de eventos. Ao contrário do positivismo, Peirce argumentava que os filósofos deveriam adotar o “realismo científico”, ou seja, a modificação do empirismo metafísico visando permitir a crença na existência de coisas não observáveis. Esse realismo científico combina o “princípio empirista de que o homem pode experenciar diretamente as coisas naturais reais contidas no mundo com o princípio de que algumas coisas existentes nunca poderão ser experenciadas pelos seres humanos” (SHOOK, 2002, p.38). Para o realismo científico existem as coisas reais que podem ser experienciadas diretamente e as coisas reais que não podem ser experienciadas de forma alguma. De fato, esse realismo científico afirma que os objetos do conhecimento científico tem existência real, não afirmando, ao contrário do materialismo, que esses objetos conhecidos são a única realidade existente (SHOOK, 2002).

Peirce não era materialista, pois acreditava que existem muitas coisas que experenciamos e que nunca serão conhecidas ou explicadas pela ciência. Segundo ele, nem toda observação é científica. Por influência da filosofia kantiana no começo de sua carreira, estava convencido de que tudo que pode estar na experiência pode ser categorizável. Tudo que pode ser pensado ou experienciado possui algum significado e segundo Peirce, basicamente existem apenas três modos de ter significado (SHOOK, 2002).

Mônade é a categoria onde se encaixa qualquer sensação pura na experiência de uma pessoa. É qualidade na experiência sem ser comparada a outra coisa e sem fazer pensar em outra coisa. A díade é a categoria de contraste e reação. Experimentar duas qualidades simultâneas e relacioná-las produz uma sensação de contraste e colisão. É a categoria de relações dinâmicas da qual fazem parte os eventos. Já a tríade é a categoria de mediação entre coisas da categoria monádica em conflito com uma experiência diática. A relação triádica, onde dois objetos estão relacionados um ao outro de modo definitivo, é a categoria de relações necessárias, nas quais as ações e reações ocorrem de um modo regular e consistente (SHOOK, 2002).

Essas três categorias de Peirce são o ponto de partida para sua teoria da Semiótica, que é sua teoria dos signos e será abordada posteriormente. Para ele, os objetos do conhecimento existem em relações triádicas, visto que o ato de conhecer é uma realização humana que precisa do que se poderia chamar de “reconhecimento”, “mediação” ou “controle”. Peirce é um realista científico, visto que acredita que os objetos do conhecimento humano apresentam existência real, mas não são tudo que existe. Ao mesmo tempo também é empirista visto que sua filosofia considera todos os tipos de coisas que fazem parte da experiência humana (SHOOK, 2002).

Além de rejeitar o empirismo dualista, o empirismo metafísico e o positivismo, Peirce também rejeitava outro tipo de dualismo conhecido como racionalismo dualista que defende que existem dois

tipos de conhecimento, o de verdades sobre o mundo externo, oriundo da experiência, e o sobre outros tipos de verdade nada relacionadas com o mundo externo. O racionalismo é uma tradição filosófica que sustenta que as pessoas são capazes de conhecer alguns tipos específicos de verdades utilizando apenas a “razão”, que pode ser empregada independente do conhecimento proveniente da experiência. Peirce rejeitou o racionalismo negando a existência de qualquer conhecimento de verdades necessárias. Argumentou que qualquer pensamento humano é falível, visto que pode ser retificado por outro pensamento ou experiência. (SHOOK, 2002).

O pensamento de Peirce relacionado a juízos sobre dados dos sentidos é que estes devem ser resultado de concentração, análise cuidadosa e categorização dos elementos, exigindo desse modo a tríade (SHOOK, 2002).