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2.4. TERÖR/TERÖRİZMİN NEDENLERİ

2.4.3. Sosyo-Kültürel Nedenler

A informação é um dos ativos mais valiosos das corporações e sua perda, furto ou indisponibilização pode trazer prejuízos incomensuráveis. Os códigos maliciosos representam, hoje, uma das maiores ameaças à integridade, confidencialidade e disponibilidade da informação, motivando cada vez mais a pesquisa e o desenvolvimento de novas ferramentas e técnicas de segurança específicas para a sua detecção e contenção.

Dentro desta linha de pesquisa foi concebido o LIV - Linux® Integrated

Viruswall, um sistema antivírus que inicialmente pretendia atender apenas às necessidades específicas da organização onde foi desenvolvido, mas que, uma vez implementado, apresentou um conjunto de funcionalidades que pode ser empregado em outras organizações, minimizando o impacto causado pelos agentes maliciosos nas suas redes. O LIV demonstrou, com os seus resultados, que uma ferramenta antivírus não deve limitar-se à prevenção, tornando-se instrumento de pouca valia após a instalação do malware na rede. Através dos seus mecanismos de isolamento dos focos de contaminação, o LIV é capaz de reduzir o impacto dos agentes maliciosos que conseguem ultrapassar as defesas atuantes no perímetro da rede e nas estações de trabalho.

Mesmo nos seus mecanismos de detecção, o LIV procurou avançar no estado da arte. Conceitos inovadores como o do compartilhamento armadilha e a análise do tráfego de rede para a determinação de estações de trabalho infectadas fazem com que o LIV esteja habilitado a detectar malware ainda não reconhecido por outros produtos, limitados à identificação de códigos maliciosos cujas assinaturas digitais sejam previamente conhecidas. A velocidade de propagação dos códigos maliciosos está indicando que o modelo de detecção baseado exclusivamente em assinaturas digitais não é mais capaz de conter o avanço dos agentes maliciosos, carecendo da adoção de técnicas complementares de detecção e contenção. Inovador também na interface com os usuários finais, o LIV é capaz de detectar, isolar e informar o usuário de uma determinada estação de trabalho sobre a incidência de códigos maliciosos na sua máquina, isso sem que haja a necessidade de utilização de nenhuma espécie de programa além do navegador Internet.

Em dez meses de operação em uma grande rede no Estado do Rio Grande do Norte, o LIV já encontrou e removeu 409.385 agentes maliciosos em um universo de 247.480 downloads e 6.535.597 mensagens eletrônicas. Neste período, 2.941 focos de contaminação foram identificados e isolados, impedindo a propagação do malware para outros departamentos da rede. Diariamente, o LIV processa até 800.000 pacotes de rede e 33.000 conexões com servidores de correio em busca de padrões que indiquem a contaminação de estações de trabalho. Em 70,48% dos casos em que um foco de contaminação é descoberto, é a análise destes padrões, completamente desvinculada da necessidade do conhecimento prévio de assinaturas digitais dos códigos maliciosos, que possibilita a detecção do malware.

O LIV indica algumas tendências que devem ser seguidas pelos produtos antivírus, tais como: independência progressiva do modelo baseado em assinaturas digitais; capacidade de resposta a malware já instalado na rede; atuação integrada com outras ferramentas e serviços de segurança (firewall, IDS, IPS - Intrusion Prevention

Systems), com outros serviços (proxy, WEB) e com equipamentos de rede (roteadores e

switches); gerência centralizada do sistema de segurança contra código malicioso; interação simples e direta com os usuários finais e baixo custo de propriedade.

Alguns trabalhos futuros são realizáveis a partir do ponto em que o LIV encontra-se atualmente. Alguns estão em andamento, seguindo o mesmo curso evolutivo que levou ao desenvolvimento inicial e posteriores aperfeiçoamentos do LIV. Um módulo antispam já foi solicitado pela organização e está em fase final de projeto. Outra mudança solicitada e em curso é a ampliação do universo de equipamentos de rede com os quais o LIV interage, permitindo que outros dispositivos participem do processo de isolamento. Há projetos visando à inclusão de switches no escopo do LIV, o que possibilitaria que o isolamento que hoje ocorre ao nível da camada de rede ocorra na camada de enlace. Este nível de isolamento não estaria mais limitado apenas à proteção de departamentos da rede entre si, possibilitando, adicionalmente, a proteção dentro dos limites de um mesmo departamento. Há também outros projetos. Um deles consiste na geração de um CDROM do LIV integrado à distribuição Slackware, o que facilitaria bastante a instalação do sistema e ajudaria na sua difusão. Outro trabalho consiste na migração do código do LIV do Object Pascal para a linguagem C. Há ainda a possibilidade de reconstrução do modelo de dados do LIV e de promover-se adaptações no seu código para que seja possível o uso compartilhado de um só banco de

dados pelos diversos servidores de uma organização. Também é preciso avaliar as adaptações que seriam necessárias no LIV para garantir o funcionamento do sistema em outras distribuições Linux®.

Visando a aumentar a segurança do sistema, é necessário que as conexões à área administrativa da interface WEB do LIV sejam feitas através do protocolo HTTPS. Outro ponto que necessita de melhorias é o Processo Protetor de Downloads, evitando- se que através de técnicas de obfuscação da URL, um código malicioso consiga adentrar na rede protegida.

Por fim, há a possibilidade de se substituir o scanner antivírus baseado em assinaturas por um novo módulo do sistema. O scanner baseado em assinaturas atuaria apenas como um agente inicial de treinamento deste novo módulo. Concluído o treinamento, o módulo estaria apto a detectar com razoável precisão códigos maliciosos desconhecidos. Seguindo-se esta mesma linha, pode-se pensar, como trabalho futuro, no desenvolvimento de um agente inteligente de análise do tráfego de rede. Este agente seria capaz de descobrir comportamentos anômalos no tráfego gerado pelas estações de trabalho, isolando-as. O trabalho do agente seria, pois, o de definir de forma autônoma o que é um comportamento anômalo, tarefa hoje delegada ao administrador do LIV.

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