6.1. TÜRKİYE VE DÜNYA’DAKİ SOSYAL MEDYA ARAÇLARI HAKKINDA GENEL
6.1.5. Sosyal Medyanın Kitleleri Etkileme Gücüne Dünyadan Bazı Örnekler
Dentre as políticas de adoção do meio ambiente como parte integrante do processo produtivo, em âmbito internacional há acordo desde 1972 em basear estas políticas ambientais em um princípio denominado Princípio Poluidor Pagador. Seu mecanismo incorre na interferência das decisões do consumidor, mediante a elevação do preço dos produtos ambientalmente mais nocivos. O aumento dos preços desses produtos envia um sinal de mercado ao consumidor, para que esse procure um substituto mais limpo. Como os consumidores reagem, os produtores devem fazer o mesmo (SANCHES, 1997).
Sob o princípio poluidor pagador há três mecanismos de internalização/interiorização dos custos ambientais nas atividades da indústria, sendo: comando e controle, instrumentos econômicos e a auto-regulação (SANCHES, 1997).
Os mecanismos de comando e controle instituído pelos governos, são mais utilizados na política ambiental e têm por objetivo influenciar diretamente as atividades do poluidor. Trata-se, basicamente, de normas e padrões, licenças e permissões e controle do uso do solo e da água. As normas e padrões têm sido mais utilizados na regulamentação ambiental para combater os efeitos da degradação do meio ambiente (MAIMON, 1996 e SANCHES, 1997) citados por GIROTO (2001).
Os instrumentos econômicos são uma outra abordagem de política ambiental governamental e podem ser definidos como um conjunto de mecanismos que afetam a razão custo-benefícios dos agentes econômicos (MAIMON, 1996 e SANCHES, 1997).
O mecanismo utilizado na aplicação dos instrumentos econômicos busca embutir nos preços dos produtos os custos da poluição e danos ambientais, induzindo mudança de comportamento dos consumidores, selecionando as soluções mais vantajosas: poluir e pagar ou investir no controle da poluição para evitar pagar englobando quatro modalidades
principais: licenças negociáveis, cobranças e taxas sobre emissões, cobranças sobre produtos, sistemas depósito – restituição (SANCHES, 1997).
O mecanismo de auto-regulação é uma das formas de internalização dos custos ambientais pelas empresas, mediante a adoção de padrões, monitoramento, metas de redução da poluição, em contraposição ao uso de políticas governamentais mais duras (SANCHES, 1997).
As primeiras formas de auto-regulação ocorreram mediante acordos voluntários entre empresas e autoridades públicas especialmente nos países desenvolvidos, algumas vezes para complementar e tornar mais forte as regulamentações já existentes no sentido de alcançar os objetivos ambientais (SANCHES, 1997).
Dentre as formas de auto-regulação o sistema de maior difusão entre as empresas é a Série ISO 14.000 – denominada também de Sistema de Gestão Ambiental. Este modelo tem como base um conjunto de normas pretendendo ser universal e de caráter voluntário. De acordo com este modelo um Sistema de Gestão Ambiental é parte de um sistema global de uma empresa, com a finalidade de equilibrar a proteção ambiental e a prevenção da poluição com as necessidades sócio-econômicas, o qual inclui uma estrutura organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos, processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar e manter na empresa uma política ambiental (SANCHES, 1997 e REIS, 1999).
Este conjunto de normas reflete a crescente necessidade da indústria e outras organizações conhecerem uma legislação ambiental complexa e constantemente em mudança, adequando-se a ela e aos crescentes riscos e responsabilidades, ao controle dos custos ambientais, à necessidade de melhoria contínua e também aos cuidados com a imagem pública das empresas (SANCHES, 1997).
Iniciativas semelhantes de auto-regulação surgiram no Brasil como, por exemplo, o Compromisso Empresarial para a Reciclagem (CEMPRE), lançado em 1992 que trata de uma cooperação da iniciativa privada envolvendo empresas nacionais e multinacionais a fim de desenvolver e capacitar a indústria nesta área (SANCHES, 1997).
Além dos sistemas já citados, destacam-se ainda os seguintes: macropolíticas com interface ambiental, transferências fiscais, ajudas financeiras, criação de mercados, mercados de reciclados, mercados de seguros e licenças negociáveis de poluição. Cada instrumento possui características específicas de implementação frente à crescente necessidade de preservação do meio ambiente (MAIMON, 1996).
Outras iniciativas no sentido de inserir o meio ambiente nas questões produtivas foram desenvolvidas, por exemplo: o Programa Zeri (Zero Emissions Research Initiative) da ONU – Organização das Nações Unidas, através da UNU (Universidade das Nações Unidas), com sede em Tóquio com uma abordagem mais abrangente da relação industrial com o meio ambiente na busca do desenvolvimento sustentável (BELLO, 1998).
Nesta nova visão o desenvolvimento sustentável em sua essência segundo BELLO (1998), “é um processo de transformação no qual a exploração dos recursos, a direção dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional se harmonizam e reforçam o potencial presente e futuro, a fim de atender as necessidades e as aspirações humanas”.
Na década de 90, com a realização da Rio 92, as questões ambientais assumiram um papel de destaque na esfera das preocupações mundiais, tornando-se mais discutidas no âmbito real ao qual pertencem, ou seja, o político e o social, além do usual econômico. Daquele encontro foi emitido o relatório conhecido como agenda 21, o qual se transformou em marco histórico, disseminando mundialmente a necessidade de vincular o desenvolvimento econômico às questões ambientais (BELLO, 1998).
Na agenda 21, segundo AMANTE (1997), estão apresentados os programas para a proteção da atmosfera, prevenção do desmatamento e desertificação, conservação da diversidade biológica, mananciais hídricos, gestão sadia de resíduos, setorização, bem como recursos financeiros e mecanismos, transferência de tecnologia internacional e instrumentos e mecanismos para a implementação.
Com objetivo de substituir tecnologias corretivas de controle de poluição, do tipo internacionalmente denominado “end-of-pipe”, até então estabelecidas, hoje as soluções para os problemas ambientais estão lentamente sendo convertidas para programas de minimização de resíduos e tecnologias de produção limpa (AMANTE et al. 1999).
No Brasil, segundo MAIMON (1996), o valor social do meio ambiente se enquadra numa política de segurança mínima e a legislação exige que devem ser obedecidas as normas de controle ambiental.
A Resolução CONAMA nº 01 de 23 de janeiro de 1986, estabelece critérios básicos e diretrizes gerais para o uso e implementação de avaliação de impacto ambiental. A Resolução CONAMA nº 20 de 18 de junho de 1986, estabelece classificação das águas doces, salobras e salinas. A Lei Federal nº 9605 de fevereiro de 1998, dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente; podem ser citadas como exemplos da ação de órgãos reguladores na adequação de atividades produtivas.
Em decorrência da necessidade de adequar o processo produtivo aos parâmetros exigidos pela legislação ambiental, os mesmos têm sido tema de estudos, proporcionando inúmeras alternativas para o seu gerenciamento (BELLO, 1998).