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4.2. SİYASAL KATILIM

4.2.2. Bireylerin Siyasete Katılma Nedenleri

A questão da evolução do estoque de capital no tempo, entre os setores produtivos, relaciona-se com a alocação do investimento setorial e envolve aspectos da formação do investimento total e da distribuição deste total nos setores (COEYMANS e MUNDLAK, 1993). Portanto, o capital setorial variou do tempo t para o tempo t + 1, de acordo com a adição do investimento que foi alocado para o setor depois de descontada a depreciação. Essa relação pode ser expressa da seguinte forma:

em que KFi é estoque de capital setorial (i=1, 2); ψ , taxa de depreciação; e Ii, investimento setorial. Portanto, para obter completa descrição da dinâmica da acumulação do capital, é necessário discutir como o investimento foi determinado nos setores agrícola e não-agrícola.

O investimento é dividido em público e privado, como já discutido no capítulo 5. Com a finalidade de determinar a alocação setorial do investimento, divide-se aqui o privado em agrícola ( p

I1 ) e não-agrícola ( p

I2 ). O público é

considerado exógeno, bem como a taxa de depreciação (? ).

A participação do investimento setorial no produto do setor agrícola (I1 / Y1

p ) e do não-agrícola ( 2 2 / Y

Ip ) no Brasil, no período em estudo, é plotada na

Figura 11. Observa-se grande volatilidade dessas variáveis, principalmente do investimento no setor agrícola, que não apresentou tendência definida.

A participação do investimento no setor não-agrícola apresentou tendência de crescimento, apesar da volatilidade apresentada no curto prazo, que vai dos anos 60 ao início da década de 80, período caracterizado pelo forte crescimento do PIB no Brasil. A década de 80 e o início dos anos 90 são marcados por ciclos de queda e crescimento da participação do investimento do setor não-agrícola no produto desse setor, os quais refletiram a instabilidade econômica desse período, devido às altas taxas de inflação e aos choques econômicos advindos das diversas políticas heterodoxas praticadas. Observa-se que o nível do investimento do setor não-agrícola somente se estabilizou a partir da segunda metade da década de 90, com o advento do Plano Real (Figura 11). Apesar da estabilização, esse desempenho não refletiu na elevação da taxa de crescimento do PIB no Brasil.

.00 .04 .08 .12 .16 .20 .24 .28 60 65 70 75 80 85 90 95 00 Agrícola N ão-agrícola % Ano

Fonte: Dados da pesquisa.

Figura 11 - Participação percentual do investimento setorial no PIB dos setores agrícola e não-agrícola no Brasil, 1960 a 2001.

No modelo de determinação da acumulação do capital setorial, pressupôs-se que a alocação do investimento seja resultante da competitividade, entre os setores, pelos recursos. Portanto, a taxa de retorno ao capital físico, em cada setor, é um componente importante no investimento setorial. Essa variável tem um componente de expectativa que pode ser incluída no modelo por um processo auto-regressivo (AR). O montante do estoque de capital em cada setor, como percentual do PIB setorial, também é uma variável determinante do investimento, pois quanto maior o estoque de capital, maior a necessidade de investimento para sua manutenção e ampliação. Outra variável que pode exercer efeitos na determinação do investimento é a taxa de juros da economia. Taxas de juros mais baixas tendem a incentivar o investimento privado, ao permitir

melhores condições de financiamento ao investimento em capital. Dessa forma, o modelo empírico de determinação do investimento setorial tem a seguinte expressão:

ln(Iip

/Yi) = s0 + s1 ln(rie) + s2ln(KFi/Yi) + s3ln(r) + ε, (77)

em que Iip

/Yi é investimento no setor i, como proporção do PIB desse setor; rie,

taxa de retorno esperada, obtida por um processo auto-regressivo; KFi/Yi, estoque de capital físico do setor i; r, taxa de juros real; e ε, erro aleatório.

O modelo estimado para o setor agrícola não apresentou bom ajustamento, o que pode ser explicado pela grande volatilidade do investimento nesse setor, conforme foi citado anteriormente e visto na Figura 11. Essa volatilidade não permitiu relação estatística do investimento agrícola com nenhuma variável do modelo, por isso, optou-se por não apresentar seus resultados e por considerar que o investimento agrícola tenha sido determinado exogenamente.

No setor não-agrícola, o resultado da estimação do modelo de investimento, como proporção do PIB, é apresentado na Tabela 12. Tendo em vista que as variáveis incluídas no modelo são integradas de ordem um, ou seja, estacionárias em primeira diferença e co-integrem, conforme testes de raiz unitária e de co-integração (ADF e EG, respectivamente) aplicados a cada variável e no modelo em nível, aplicou-se um Mecanismo de Correção de Erro (MCE3), conforme metodologia de Engle-Granjer (GUJARATI, 2000). Considerou-se que a taxa de retorno ao investimento no setor não-agrícola (r2e) tenha um componente de expectativa que deva ser levado em consideração, razão pela qual se usou um processo auto-regressivo de primeira ordem, AR(1), em que a ordem foi determinada pelo critério de Schwarz. Além disso, incluiu-se a variável dependente proporção do investimento do setor não-agrícola no PIB desse setor (I2p

/Y2), defasada em um período, conforme Modelo de Expectativa,

Tabela 12 - Estimativa dos coeficientes da função investimento do setor não-agrí- cola no Brasil, 1960 a 2001

Variável Coeficiente Estimativa

Constante s0 -0,001 (-0,214) ) ln( 2e r D s1 0,330 (2,302)** ) / ln(KF2 Y2 D s2 0,053 (5,547)*** D ln(r) s3 -0,001 (-1,340) Dln(I2p /Y2)1 s4 0,688 (8,919)*** MCE3 s5 -0,005 (-0,410) R2 0,75 _ R2 0,72 F 20,92*** h -0,55

Fonte: Dados da pesquisa.

Nota: A variável dependente é a participação do investimento privado do setor não-agrícola no produto desse setor, Dln( I2p/Y2); r2e taxa de retorno esperada do setor não-agrícola; KF2/Y2 = estoque de

capital do setor não-agrícola; r = taxa de juros; MCE3 = mecanismo de correção de erro. Estatística t entre

parênteses.

*** significativo a 1%; ** significativo a 5%; * significativo a 10%.

Essa regressão, pelo Método dos Mínimos Quadrados Ordinários, apresentou ajustamento razoável, com coeficiente de determinação (R2) de 0,75, o que indica que 75% das variações na variável dependente foram explicadas pelas variáveis independentes incluídas no modelo. A estatística F, significativa a 1%, indicou que ao menos uma das variáveis independentes foi estatisticamente diferente de zero e o teste h, de Durbin, ausência de auto-correlação serial nos resíduos, a 5% de significância.

Os resultados mais importantes da estimativa foram a influência positiva da expectativa de taxa de retorno do setor não-agrícola ( 2e)

r no nível de investimento desse setor e a forte participação do estoque de capital, como proporção do PIB não-agrícola (1% de significância, conforme Tabela 12), o que

influenciou positivamente o nível de investimento nesse setor e o baixo poder de explicação da taxa de juros real.

A expectativa de taxa de retorno ao capital no setor não-agrícola refletiu o aumento da lucratividade nesse setor, que proporcionou incentivos ao investimento. O volume de capital fixo, presente no setor, representa maior escala na participação do capital, o que, certamente, exige maiores investimentos no setor não-agrícola.

7. SIMULAÇÃO DE POLÍTICAS MACROECONÔMICAS