4.2. SİYASAL KATILIM
4.2.1. Siyasal Katılım Hakkında Yapılan Tanımlar
O nível do emprego é determinado pela oferta e demanda de trabalho e, possivelmente, por alguns arranjos institucionais (políticas públicas voltadas para elevar o emprego). Ao adotar o mesmo raciocínio desenvolvido em MUNDLAK et al. (1989), postulou-se que a oferta de trabalho seja positivamente relacionada com o nível de salário real e com o tamanho da população economicamente ativa. Admitiu-se, também, que a oferta de trabalho dependa do custo para obter emprego, em relação inversa, ou seja, quanto maior o custo para encontrar emprego, menor a oferta de trabalho. Essa relação pode ser expressa da seguinte forma: ) , , ( − + + =L w P U L p r , (74)
em que L denota oferta de trabalho; wp, salário real ponderado pelos setores agrícola e não-agrícola; Pr, proporção da população economicamente ativa; e U, medida do desemprego.
Espera-se que o salário real e a proporção da população economicamente ativa tenham relação direta com a oferta de trabalho total na economia. Assim, maiores salários no setor privado e maior participação da população economicamente ativa tenderão a elevar a oferta de trabalho total. Já a variável que mede o desemprego (U) deveria ter comportamento inverso à oferta de trabalho, pois atuaria como medida da probabilidade de encontrar emprego. Maiores taxas de desemprego elevariam o custo de obter emprego pelo trabalhador e, portanto, reduziria a oferta de trabalho.
Na análise empírica da função emprego, por meio do método de regressão dos Mínimos Quadrados Ordinários, admitiu-se dependência linear do
emprego total normalizado pelo total da população (L/N), em relação às variáveis independentes apresentadas em (74). A obtenção dessas variáveis é descrita, com detalhes, no Apêndice A.
O modelo proposto pode ser formalmente apresentado da seguinte forma:
L/N = ρ0 + ρ1wp + ρ2Pr + ρ3U-1 + ρ4DM2 + ε. (75)
Em virtude do melhor ajustamento do modelo estimado, optou-se por utilizar a variável desemprego (U) defasada em um período e a variável proporção da população economicamente ativa no total da população (Pr), composta da população no grupo de idade entre 20 e 49 anos de idade. Além disso, incluiu-se uma variável dummy (DM2), com vistas em testar a diferença estatística, no nível do emprego, entre o período em que a economia brasileira apresentou taxas de crescimento do PIB mais elevadas, que corresponde ao período de 1960 a 1980, e o posterior, em que a economia brasileira esteve estagnada.
Foi realizado teste de raiz unitária (ADF) nas variáveis, sendo todas elas estacionárias em primeira diferença (Apêndice B). O teste de co-integração de Engle-Granger (EG), realizado no resíduo da equação estimada, indica que houve equilíbrio de longo prazo entre as variáveis desse modelo (Apêndice C), ou seja, as variáveis co-integraram. Tendo em vista que a inclusão de um mecanismo de correção de erro não possibilitou bom ajustamento ao modelo, em termos de coeficiente de determinação e significância estatística das variáveis, optou-se pela estimação desse modelo com as variáveis em nível.
O resultado da estimação da função emprego é apresentado na Tabela 11. O coeficiente de determinação (R2) indicou bom ajustamento dos dados e das variáveis à forma funcional proposta. A estatística F foi significativa a 1%, e o teste de Durbin-Watson (DW) indicou ausência de correlação serial nos resíduos, a 1% de significância.
Tabela 11 - Estimativa dos coeficientes da função emprego no Brasil, 1960 a 2001
Variável Coeficiente Estimativa
Constante ρ0 -0,125 (-2,500)** wp ρ1 0,001 (1,317) Pr ρ2 1,358 (9,620)*** U-1 ρ3 -0,93 (-6,725)*** DM2 ρ4 0,030 (8,717)*** R2 0,95 _ R2 0,94 F 175,17*** DW 1,69
Fonte: Dados da pesquisa.
Nota: A variável dependente é a população economicamente ativa normalizada pela população total, L/N; wp = salário ponderado; Pr= proporção da população economicamente ativa com idade entre
20 e 49 anos; U-1 = taxa de desemprego defasada em um período; DM2 = variável dummy. Estatística t
entre parênteses.
*** significativo a 1%; ** significativo a 5%; * significativo a 10%.
A expectativa do modelo era de influência dos salários no nível do emprego na economia, o que não se confirmou, conforme coeficiente estimado da variável salário ponderado (wp), observado na Tabela 11. Esse coeficiente, apesar de sinal coerente com o esperado, foi estatisticamente igual a zero. A forma de agregação dessa variável, tendo como base os salários da construção civil, do setor não-agrícola e do trabalhador eventual, no setor agrícola, sendo estas as remunerações ao trabalho menos qualificado na economia brasileira, pode ter contribuído para a baixa influência dos salários no nível geral do emprego. Além disso, o salário pago no setor público, que poderia ter alguma influência no emprego, não foi computado na construção dessa variável.
O coeficiente da variável proporção da população economicamente ativa com idade de 20 a 49 anos (Pr), com sinal positivo, indicou relação direta desta com o nível de emprego na economia brasileira, no período do estudo. Esse
coeficiente foi estatisticamente significativo a 1%. A faixa de idade de 20 e 49 anos de idade correspondeu à mais produtiva do trabalhador, razão pela qual contribuiu para elevação no nível geral do emprego.
O coeficiente da variável taxa de desemprego defasada (U-1), que foi incluído no modelo como uma proxy do custo do trabalhador para conseguir emprego, teve sinal negativo e foi significativa a 1%. O maior custo na busca de ocupação tendeu a retrair a oferta de trabalho. No Brasil, a taxa de desemprego manteve-se relativamente estável, durante o período de 1960 a 1990; a partir do início da década de 90, passou a crescer de forma contínua, aumentando de 3,7%, no ano de 1990, para 9,1%, no ano de 2001, conforme dados da Pesquisa Mensal do Emprego do IBGE. Pode-se observar, na Figura 10, que esse crescimento foi relativamente elevado, em curto período de tempo, e o efeito dessa variável no nível de emprego é intuitivamente claro.
A inclusão da variável dummy (DM2), que representa os períodos de crescimento (1960 a 1979) e estagnação da economia brasileira (1980 a 2001), possibilitou melhor ajustamento do modelo, permitindo também inferir que houve diferença significativa nesses períodos, com relação ao nível geral de emprego na economia brasileira, sendo este significativamente maior no período de crescimento do PIB e menor no período em que a economia brasileira esteve estagnada.
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 1960 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1995 2000 Ano U(% )
Fonte: Dados da pesquisa.
Figura 10 - Taxa de desemprego no Brasil, 1960 a 2001.