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3.1 METODOLOJİ

3.1.8. Sonuç ve Değerlendirme

Seguindo o método de dosagem do IPT/EPUSP proposto por Helene e Terzian (1992), estabeleceu-se o teor ideal de argamassa seca igual a 53% para o traço intermediário 1:6, em seguida, tendo-se as quantidades de materiais necessárias para a mistura na betoneira referentes ao teor de argamassa estabelecido, realizou-se a moldagem do referido traço em betoneira de eixo vertical, obedecendo-se a seguinte ordem de adição e mistura dos materiais constituintes:

1º - Foram lançados inicialmente, na betoneira previamente umidificada, os agregados, tanto graúdo quanto o miúdo, juntamente com metade da massa total de água;

2º - Foi aplicado o tempo de mistura dos materiais de 1 minuto;

3º - Posteriormente foram lançados o aglomerante e o restante da massa de água; 4º - Os materiais foram misturados por mais 3 minutos,

5º - Lançou-se o aditivo superplastificante;

6º - E por fim os materiais foram misturados por mais 5 minutos.

O controle da quantidade de água e do consumo de aditivo foi efetuado tendo como base a consistência desejada (170 ± 20 mm), determinada pelo ensaio de abatimento do tronco de cone (slump test). Tal consistência, de valor relativamente elevado, é fruto da proposta de moldagem das peças para pavimentação sem o auxílio de processos mecânicos como a vibroprensa por exemplo. A figura 23 ilustra a consistência do concreto, em seu estado fresco, para o traço com proporção entre cimento e agregados secos totais, em massa, igual a 1:6, sendo possível observar um concreto homogêneo, composto de argamassa suficiente para envolver o agregado graúdo e sem apresentar sinais de exsudação.

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Figura 23: Consistência do concreto no estado fresco para o traço 1:6.

Depois de obtida a consistência requerida, segundo prescrições da NBR NM 67 (ABNT, 1998), foram moldados 9 corpos-de-prova cilíndricos (10 cm de diâmetro e 20 cm de altura), adensados com o auxílio de mesa vibratória, perfazendo 3 corpos-de-prova por idade de ruptura (7, 14 e 28 dias).

Decorrido 24 horas da moldagem dos corpos-de-prova, estes foram desmoldados e curados em câmara úmida com ciclos contínuos de aspersão de água. Antes da ruptura os corpos-de-prova receberam capeamento com argamassa de enxofre conforme recomendação da NBR 7215 (ABNT, 1996).

Em seguida mais dois traços foram confeccionados, 1:4 (traço rico) e 1:8 (traço pobre), sendo que, para tais traços, em comparação ao traço intermediário, manteve-se fixo o teor de argamassa seca igual a 53%, a consistência desejada de 170 ± 20 mm e o consumo de aditivo, variando-se o consumo de aglomerante e água por metro cúbico de concreto e conseqüentemente a relação a/c. Para a confecção dos traços rico e pobre e posterior moldagem e desforma dos corpos-de-prova cilíndricos foram adotados os mesmo procedimentos, descritos acima, do traço intermediário, perfazendo um total de 27 corpos-de- prova, sendo 3 corpos-de-prova por idade por traço.

A tabela 13 apresenta os dados referentes aos traços moldados durante a realização do estudo de dosagem, bem como as propriedades do concreto no estado fresco para os referidos traços.

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Tabela 13: Dados referentes aos traços moldados no estudo de dosagem e as respectivas propriedades do concreto no estado fresco.

Traço 1:m 1:4 1:6 1:8 Dados da Dosagem Teor de Argamassa (%) 53 53 53 Consumo de Cimento (kg/m³) 526,0 361,0 279,0 Consumo de Água (kg/m³) 165,2 170,0 175,0 Consumo de Areia (kg/m³) 868 978 1051 Consumo de Brita (kg/m³) 1236 1188 1181 Relação a/c (kg/kg) 0,314 0,471 0,627 Consumo de Superplastificante (% sobre a massa de cimento) 0,4 0,4 0,4 Propriedades do Concreto Fresco Slump (cm) 18,2 18,6 17,3 Temperatura (ºC) 25,1 24,4 23,6 Ar Incorporado (%) 1,7 6,8 - Densidade Aparente (t/m³) 2,481 2,353 2,315

No intuito de se determinar a última variável para obtenção do modelo de comportamento do concreto (diagrama de dosagem), foram realizados ensaios de compressão axial, aos 7, 14 e 28 dias em 3 corpos-de-prova por idade para cada traço, conforme a NBR 5739 (ABNT, 1994), determinando-se assim, as resistências à compressão requeridas. Na tabela 14 são apresentados os valores médios de resistência à compressão axial, aos 7, 14 e 28 dias para cada traço estudado. Já a figura 24 ilustra a aparência dos corpos-de-prova referentes aos traços pobre, intermediário e rico logo após a desforma.

Aproveitamento de Resíduos de Concreto na Confecção de Peças para Pavimento Intertravado de Concreto 73 Tabela 14: Valores médios obtidos de resistências à compressão axial.

Resistência (MPa) Traço 1:m 1:4 1:6 1:8 7 dias 31,1 18,1 12,6 14 dias 38,9 22,9 16,3 28 dias 40,3 23,9 16,5

Figura 24: Aparência dos corpos-de-prova referentes aos traços 1:8, 1:6 e 1:4 posicionados nesta

ordem da esquerda para a direita.

Com os resultados obtidos, construiu-se o chamado “Diagrama de Dosagem”, que corresponde ao modelo de comportamento e que facilita sobremaneira o entendimento do comportamento dessa família de concretos de mesmo abatimento, mas de propriedades muito diferentes depois de endurecidos, conforme é apresentado na figura 25.

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Figura 25: Diagrama de Dosagem confeccionado segundo modelo proposto por Helene e Terzian

(1992).

Mediante ao estudo de dosagem realizado, tendo como base o diagrama de dosagem acima exposto, a partir da resistência característica à compressão de 35 MPa requerida na NBR 9781 (ABNT, 1987d) para tráfego de veículos comerciais de linha, é possível obter a relação a/c, a proporção 1:m e o consumo de cimento por metro cúbico de concreto para o traço padrão a ser confeccionado, objetivando-se alcançar a resistência à compressão requerida aos 28 dias.

A figura 26 apresenta o esquema para a obtenção das características citadas para o traço padrão.

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Figura 26: Esquema para obtenção das características de dosagem do traço padrão.

Com isso, a partir do esquema acima, utilizando-se as linhas de tendência e suas respectivas equações constitutivas tornou-se possível a obtenção das características necessárias para moldagem do traço padrão, no intuito de que este atinja a resistência de 35 MPa na idade de 28 dias.

De posse dos dados necessários, foi realizada a confecção do traço padrão, bem como a determinação de sua consistência, verificando assim que esta se enquadra nos valores limites propostos (170 20 mm). Por fim, foram moldados 3 corpos-de-prova para cada uma das idades de 7, 28, 56 e 120, para posterior determinação da resistência à compressão axial e do módulo de elasticidade da mistura no estado endurecido.

±

Na tabela 15 estão apresentados os dados referentes ao traço padrão, moldado após a realização do estudo de dosagem, bem como as propriedades do concreto no estado fresco para o referido traço.

Aproveitamento de Resíduos de Concreto na Confecção de Peças para Pavimento Intertravado de Concreto 76 Tabela 15: Dados referentes à dosagem do traço padrão e as respectivas propriedades do

concreto no estado fresco.

Traço 1:m 1:4,52 Dados da Dosagem Teor de Argamassa (%) 53 Consumo de Cimento (kg/m³) 469,5 Consumo de Água (kg/m³) 166,7 Consumo de Areia (kg/m³) 904 Consumo de Brita (kg/m³) 1218 Relação a/c (kg/kg) 0,355

Consumo de Superplastificante (% sobre a

massa de cimento) 0,4 Propriedades do Concreto Fresco Slump (cm) 16,7 Temperatura (ºC) 25,8 Ar Incorporado (%) 2,5 Densidade Aparente (t/m³) 2,457

A partir do traço de referência, de características obtidas através do estudo de dosagem anteriormente apresentado, a próxima etapa experimental executada foi a substituição do agregado miúdo natural por agregado miúdo reciclado de concreto, de tal maneira que a referida etapa será exposta em maiores detalhes a seguir.